terça-feira, janeiro 18, 2011

Poeta do desassossego morreu há 27 anos


Completam-se hoje, 18 de Janeiro, vinte e sete anos após a morte de José Carlos Ary dos Santos.
Amante, explosivo, militante político, Ary não vivia nada preocupado com os puristas quanto à poesia que nos deixou. A sua voz, com a loucura própria dos que vivem apaixonadamente a vida, emergia para a mensagem urgente junto do povo, com quem se identificava, não obstante a sua condição de classe, mais elevada, acima da da média dos portugueses.
Poeta do desassossego, era um grande declamador, emprestando a sua voz aos poemas. E foi (e é!) um poeta muito cantado por sucessivas gerações de artistas da canção, desde Carlos do Carmo, Simone de Oliveira até às quatro cantoras do disco Rua da Saudade, em homenagem ao poeta.
Morreu novo, fruto da vida que levou e da vida que queria levar. Porque amava, assim viveu: apaixonadamente. Apesar de boémio, teve uma vida difícil: odiado por uns, foi muito incompreendido e injustiçado por muitos, mesmo por alguns que lhe eram próximos.