quarta-feira, julho 29, 2009

Discurso de Eduardo Bragança, candidato do PS à Câmara, na apresentação oficial, no sábado, dia 25, na Casa do Sobrado, em Felgueiras






Caro Amigo Alberto Martins, Líder do Grupo Parlamentar do Partido Socialista na Assembleia da República;
Caro Amigo Renato Sampaio, Presidente da Federação Distrital do Porto do Partido Socialista;
Caro Amigo José Lello, Deputado da Assembleia da República e Secretário Nacional do Partido Socialista;
Caro Amigo Agostinho Gonçalves, Governador Civil do Porto;
Caros Deputados;
Caros Amigos, Convidados e Imprensa:

É com grande orgulho e sentido de responsabilidade que hoje me apresento, a todos os Felgueirenses, como o vosso próximo Presidente de Câmara.
Agradeço a todos aqueles que me têm manifestado apoio e disponibilidade e, em particular, aos socialistas que em mim acreditam para, a meu lado e em conjunto, construirmos um projecto digno e credível, para tirar Felgueiras da letargia e do marasmo em que se encontra.
Acreditamos e revemo-nos em exemplos e referências; vivemos e construímos as nossas vidas baseados na seriedade, na tolerância, no trabalho, na dedicação e no serviço. O projecto que apresentamos para Felgueiras assenta em todos estes valores, mas solidifica e sedimenta a vertente do mérito, da capacidade e da competência como vectores essenciais para uma nova política que encerre este ciclo nefasto, inconsequente e de má memória para o concelho e para os felgueirenses.
Como socialistas que somos, não acreditamos num crescimento económico e sustentado, se o mesmo não tiver como objectivo central o bem-estar dos felgueirenses. A nossa prioridade será contribuir para a resolução dos problemas sociais evidentes.
A nossa preocupação vital são as pessoas e é para elas que devemos sempre dedicar o nosso esforço e a nossa atenção.
Connosco, os felgueirenses podem contar com o fim da tarifa de disponibilidade de água, bem como com a redução do custo da água, das taxas de saneamento e da recolha de resíduos sólidos. Estas foram desde sempre exigências do Partido Socialista, porque conhecemos o peso desta factura no orçamento mensal das famílias felgueirenses.
Pretendemos representar e valorizar o lado humanista e solidário da sociedade. Lutar pela justiça social e pela melhoria da qualidade de vida de todos e, sobretudo, daqueles que o infortúnio marginalizou. Estaremos ao lado das classes sociais mais desfavorecidas e ao lado dos grupos de risco. Uma postura social activa é o que diferencia a família socialista de todas as outras.
A falta de soluções e de uma política concertada de apoios aos idosos, é um constrangimento que pretendemos ultrapassar, com uma postura diferenciada no que se refere ao tratamento, acompanhamento e vigília desta classe social. Por isso, propomos a criação de centros de dia, apoio aos acamados e apoios complementares aos idosos mais carenciados.
A autarquia tem o dever de cuidar dos seus cidadãos, e essa responsabilidade é tão mais acrescida quando falamos dos mais desfavorecidos.
Estaremos na primeira linha a reivindicar que aquelas que são as propostas do governo sejam implementadas no nosso concelho. Felgueiras será a nossa camisola política!
No momento actual, tendo presente os indicadores demográficos e de poder de compra e tendo em consideração a dimensão do tecido empresarial do nosso concelho, urge introduzir uma nova orientação para as políticas autárquicas.
Nos últimos anos perdemos dignidade, perdemos prestígio, perdemos comércio, perdemos investimento. Todos os anos nos vamos apercebendo que temos uma economia local mais debilitada, fruto da falta de visão estratégica da actual presidente de câmara que, ao longo dos seus mandatos, não soube dotar o concelho de infra-estruturas capazes de atrair novos investimentos.
Em consequência, passámos de um concelho de pleno emprego e ainda empregador para terceiros, para um concelho com uma das maiores taxas de desemprego do Vale do Sousa. Este é um flagelo que não podemos ignorar, - é transversal às famílias felgueirenses. Assim sendo, tem de exigir de nós total dedicação e disponibilidade para atenuar o seu sofrimento.
A criação de emprego bem como a diversificação da sua oferta são duas bandeiras desta candidatura. Pretendemos pois oferecer um pacote de benefícios fiscais para as empresas que pretendam sediar-se e criar postos de trabalho em Felgueiras. Vamos criar condições para o acolhimento das empresas, a sua instalação, a facilitação do seu licenciamento, bem como a criação de vantagens fiscais autárquicas. Este conjunto de benefícios será extensível a todas as empresas existentes em Felgueiras.
À componente industrial, vamos associar investimentos de forma a promover e potenciar o Turismo, os produtos regionais e artesanais, através da realização de Feiras Temáticas, nomeadamente, designadamente com a recuperação da “FELMOSTRA”, de forma a divulgar a imagem de excelência e qualidade que outrora Felgueiras granjeou.
Tendo em conta que o Turismo exige muita qualificação, profissionalismo e uma grande articulação com o Ministério da Economia e Inovação, manteremos um diálogo permanente e profícuo para aproveitar e explorar os recursos naturais e paisagísticos do concelho. Seremos exigentes na reivindicação de novos equipamentos e investimentos catalizadores de uma nova realidade, encarada por todos como um factor de desenvolvimento nacional.
Felgueiras é o concelho mais jovem do Vale do Sousa e um dos mais jovens do país. Conscientes dessa realidade, das carências e da falta de oportunidade dos jovens, iremos apostar numa política autárquica de nova geração.
Nós não enganamos, a Casa das Torres será a Casa da Juventude. Connosco, vai ser uma realidade... Os Jovens da nossa terra vão ter um ponto de encontro, uma casa para o associativismo, para a ocupação dos seus tempos livres.
Apostamos num evento anual de grande envolvência e participação dos jovens felgueirenses nas diversas vertentes desportivas e culturais. O Mês do Desporto e da Cultura aglutinará as associações, escolas e instituições do concelho.
Vamos apostar inequivocamente no apoio à formação desportiva dos jovens e criar condições para a prática das diversas modalidades desportivas. O Estádio Dr. Machado de Matos voltará a ter a dignidade de sempre. As condições que este executivo destruiu serão restituídas, permitindo, assim, que neste estádio possam voltar a realizar-se jogos de futebol ao mais alto nível.
Em Felgueiras, faz falta um espaço de excelência para a organização de eventos que possibilite a visibilidade do concelho no país; para tal, promoveremos a construção de um Pavilhão Multiusos que responda na plenitude às solicitações e necessidades dos tempos modernos.
O conceito de tempos modernos engloba também aquela que é uma das grandes preocupações dos cidadãos - a qualidade de vida. Tal não se compadece com a falta de um urbanismo estruturado, moderno e funcional. O passado recente do urbanismo felgueirense revela aquela que foi a falta de planificação, visão estrutural e política respeitadora das exigências conducentes à melhoria das condições de vida da população residente.
Felgueiras é hoje uma cidade descaracterizada, assente num urbanismo desordenado e disfuncional, com uma arquitectura e estética duvidosa. O caos urbanístico é um ultraje à nossa matriz histórica e cultural.
Esta é uma cidade que tarda em afirmar-se.
Queremos recuperar o poder para dar uma nova orientação urbanística, baseada na qualidade e ajustável às necessidades dos felgueirenses.
Propomos criar novas centralidades, acrescentando novos espaços urbanos e concluir a variante à cidade.
Queremos uma cidade diferente, integradora e funcional para quem vive em Felgueiras, convidativa e acolhedora para quem nos visita. A mobilidade motora e de pessoas deve ser feita de forma distinta e em segurança. Resolver os problemas da falta de estacionamento, da circulação automóvel e das áreas para peões será também uma prioridade.
Em resposta a um dos maiores anseios da nossa população, que tem vindo a ser sucessivamente adiada, vamos, finalmente, construir o Parque da Cidade, - uma infra-estrutura indispensável para qualquer cidade que se quer e deseja moderna. Este será o local de excelência para a diversão, para o lazer e para o convívio. Moderno e integrador para todos os felgueirenses, com segurança e que respeite a nossa matriz histórica. Este projecto representa uma mais-valia para Felgueiras, para quem cá vive e um postal para quem nos visita. É nosso desejo enquadrá-lo e construí-lo numas das áreas disponíveis do centro da cidade.
Ambicionamos com este tipo de equipamento sensibilizar a população para as questões ambientais, às quais procuraremos afincadamente dar resposta, quer através de uma política educacional e de bons hábitos, bem como pela adopção de condições para a implementação de energias renováveis. Queremos uma nova Felgueiras, uma Felgueiras amiga do ambiente!
Este é um compromisso que teremos com a nossa população, com as instituições do concelho e com todos os eleitos democraticamente, em particular com as Juntas de Freguesia.
Somos por uma nova atitude de respeito por todas as Juntas de Freguesia. Denunciamos aqui a parcialidade, a chantagem, o desrespeito com que foram tratados os autarcas no passado recente. Somos por uma cultura de tolerância e abrangência democrática.
Somos por um concelho em que os investimentos municipais sejam bem repartidos entre todas as freguesias, onde as infra-estruturas, no que toca à distribuição de água, assim como ao saneamento, sejam concluídas. Os equipamentos sociais, culturais e recreativos serão concretizados, independentemente da cor partidária da Junta de Freguesia. Queremos um concelho capaz de manter uma rede viária municipal moderna, segura e funcional, de ligação às suas freguesias. Estaremos abertos ao diálogo e disponíveis para colaborar com todos os presidentes de junta e em todas as freguesias quando estiver em causa o bem comum.
Camaradas e Felgueirenses
Chegou a hora da mudança!
Temos uma luta eleitoral muito dura pela frente. Sei o que nos espera. Sei o que me espera. Sei como o adversário utiliza a desinformação. Sei que armas o adversário utiliza. Mas temos que mobilizar todas as sensibilidades, todas as pessoas do concelho que entendam que chega de conversa, de promessas, de palavras redundantes.
Felgueiras merece melhores protagonistas, mais capazes, mais intervenientes, mais reivindicativos e, essencialmente, que sejam interlocutores válidos e com feedback junto do poder central.
Todos somos poucos para pôr fim à propaganda, ao despesismo, ao culto de imagem e ao discurso egocêntrico que levaram Felgueiras ao estado lastimoso em que se encontra.
Vivemos num concelho em estado de sítio, blindado ao desenvolvimento e, quantas vezes, à própria democracia e liberdade. Talvez por isso, emocionadamente, vos lanço este repto: ajudai-nos com o vosso capital de confiança.
Sabemos ser capazes, competentes e merecedores de assumir essa responsabilidade. Responderemos com a garantia de serviço, trabalho e dedicação em prol da causa pública.
Esta é uma batalha que requer a participação e a mobilização de cada felgueirense. A cada um de nós compete ser portador desta mensagem: está na hora de restituir a confiança e o respeito a este concelho; está na hora da mudança. É preciso reflectir e não desperdiçar um único voto; votar noutras forças políticas que não seja o Partido Socialista será o mesmo que entregar os desígnios do nosso concelho àqueles que durante quatro anos, mais não fizeram que ser caixa de ressonância do poder instituído.
Vamos inverter a actual situação. Vamos terminar com o estado do marasmo, do erro e da incompetência.
Vamos ganhar Felgueiras.
Perante Novos Desafios, teremos Novas Soluções.
Viva o Partido Socialista!
Viva Felgueiras!

sexta-feira, julho 24, 2009

Diário de Felgueiras nasceu há quatro anos

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.

Sophia de Mello Breyner Andresen

O Diário de Felgueiras (DF) completa, hoje – dia 24 de Julho – quatro anos de sóbria existência.
Pode dizer-se que têm sido quatro anos de informação diária e de opinião da forma mais persistente, lúcida, corajosa, responsável, independente e credível, sem ser, por um lado, veículo de “assalto” a qualquer tipo de poder – mormente o político – nem, por outro, uma voz subserviente.
O responsável pelo que fica diariamente impresso tem um nome: José Carlos Pereira. Detestamos e até condenamos o anonimato.
Quatro anos de luta, de facto, sem desistências ou cedências por parte do editor, não obstante as várias pressões e até perseguições de natureza política contra a sua pessoa. Mas não desanimamos, não desistimos, somos persistentes e se mais não fizemos ou não fazemos é porque o quotidiano do nosso editor nem sempre o permite e também porque em Felgueiras escasseia grandemente a capacidade crítica e de intervenção dos cidadãos, acomodados que andam perante o medo de debaterem civilizada e democraticamente o interesse público. Porque em Felgueiras abundam os mestres de requintadas represálias sempre que alguém de boa intenção quer participar legitimamente no governo da coisa pública.
Contudo, prometemos prosseguir o nosso caminho, com o nosso habitual respeito pelas regras democráticas e do Estado de Direito, e sempre pugnando por um concelho de Felgueiras mais bem informado, mais transparente, mais justo entre os seus habitantes, mais igual e fraterno. Um concelho em que os negócios doidos deixem de ser as credenciais da terra para o resto do país.
Não somos contra ninguém, nem temos propósitos de guerrilha e de vingança pessoais. A falta de cultura – mormente a cultura democrática – pode levar a pensar o contrário. Aliás, ainda estão na nossa mente as palavras de alguém, actualmente ainda no poder político local, que, há cerca de 20 anos, referiu o seguinte: “Em Felgueiras não há cultura; se existe, é apenas popular”.
Somos apartidários mas não excluídos de preocupações sociais, culturais e do humanismo que caracteriza os homens livres.
Não pedimos nada em troca, a não ser o respeito pela nossa dignidade e direitos.

terça-feira, julho 21, 2009

Coligação PSD/CDS-PP denuncia, em comunicado, "pressões sobre funcionários municipais"

Boa tarde,
Junto envio Comunicado da Coligaçao Nova Esperança (PSD + CDS-PP) de Felgueiras.
Com os melhores cumprimentos.
João Sousa
COMUNICADO
Há funcionários da autarquia que estão a ser pressionados a assinar as listas de apoio à Presidente de Câmara. Alguns têm mesmo objectivos para atingirem determinado número de assinaturas. Não estamos a falar de empregados de Fátima Felgueiras, mas sim de funcionários municipais que devem ser respeitados e estão ao serviço dos felgueirenses.
Muitas pessoas já foram chamadas à Câmara para assinarem e há outras que andam a angariar assinaturas porque lhes foi dito que assim ganharão o concurso de admissão de pessoal e conseguirão um emprego. Há quem peça desesperadamente aos conhecidos e vizinhos para assinarem e até pagam para isso…
É público que a campanha de recolha de assinaturas foi um fracasso e que o MSP teve que recorrer a este método. Podem até juntar 30 mil, mas todos saberemos como foram conseguidas. Alertaremos as autoridades responsáveis para este clima de terror e para o facto das pessoas estarem a assinar uma folha em branco para a Assembleia Municipal.
Estamos a viver uma situação dramática de batota eleitoral, a chantagem emocional que é exercida sobre pessoas fragilizadas pelos vínculos laborais, pelas dramáticas situações sócio-económicas que atravessam ou por situações de desemprego.
Esta é Fátima Felgueiras ao seu melhor nível: manipuladora, pressionante, hábil na chantagem política e que, desesperada pela perda de popularidade, não olha a meios para atingir fins. Como tem indicadores que vai perder, agarra-se ao poder a todo o custo.
Daqui por alguns meses iremos constatar que as centenas de empregos que estão a ser prometidas são pura mentira e que todos foram enganados.
Em Felgueiras vive-se um clima de medo inadmissível. Perante estas fragilidades, apelamos aos funcionários e demais felgueirenses que ajam da forma mais conveniente, mas que se revoltem com esta tentativa de os menorizar e condicionar. Perante estas pressões resistam e reflictam e castiguem nas urnas quem se aproveita das fragilidades e debilidades alheias.

Felgueiras, 21 de Julho de 2009
Coligação Nova Esperança

T'Amaranto - Festival de Teatro de Amarante.


Com lugar de destaque na agenda de eventos da Câmara de Amarante, tem início no próximo sábado, dia 25 de Julho, mais uma edição do T'Amaranto - Festival de Teatro de Amarante.
A programação deste ano, vocacionada para todos os tipos de públicos, conta, uma vez mais, com companhias reconhecidas do mundo teatral e que apresentam, em Amarante, sobretudo comédias. Os claustros do edifício dos Paços do Concelho voltam a ser o palco deste Festival, embora este ano se transporte, de novo, a magia do teatro para a rua, mais propriamente para o Largo de S. Gonçalo.
O T'Amaranto abre com Jangada Teatro, que vai apresentar "A.V.C. - Aragão Vai Cismar", uma tragicomédia que representa um conflito dentro de uma companhia de Teatro e os diferentes caminhos artísticos pretendidos pelos actores que dela fazem parte. No Domingo, o Largo de S. Gonçalo irá transformar-se totalmente para o lançamento da 1.ª pedra de um monumento candidato a Património da Humanidade e não irá faltar, é claro, a banda filarmónica. "Presos por uma corrente de Ar" é uma comédia de rua levada a cena pelo Teatro do Montemuro.
A ESTE - Estação Teatral, retratará em "A verdadeira história da Tomada do Carvalhal", uma história regional que serviu de inspiração para a Revolução dos Cravos, em Abril de 1974. Esta é uma peça composta por gesto, movimento, acção, música, de bombos e de pífaro, e pela interacção com o espectador.
O Teatro das Beiras, companhia assídua neste Festival, apresenta "Hotel de Província", um espectáculo construído a partir da comédia em um acto, "Incidente com um compaginador", do dramaturgo russo Aleksandr Vampilov. A acção decorre num hotel onde um irrelevante funcionário público se quer impor, utilizando, para isso, o seu mísero poder. A situação muda com a chegada de um outro hóspede.
O encerramento ficará a cargo do T'amaranto, grupo local que interpretará "Toda a nudez será castigada", uma peça do autor brasileiro Nelson Rodrigues que critica as famílias de "classe média" no Brasil. O humor é aqui utilizado como um recurso estilístico para expor as degradações e taras de uma sociedade barroca e hipócrita.
De referir que os espectáculos têm inicio às 22 horas, com entrada gratuita.
Programa
25 SÁB. Jangada Teatro - "A.V.C. Aragão vai Cismar"
Claustros da Câmara
26 DOM. Teatro do Montemuro - "Presos por uma Corrente de Ar"
Largo de S. Gonçalo
27 SEG. ESTE, Estação Teatral - "A verdadeira história da Tomada do Carvalhal"
Claustros da Câmara
29 QUA. Teatro das Beiras - "Hotel de Província"
Claustros da Câmara
31 SEX. T'Amaranto - "Toda a nudez será castigada"
Claustros da Câmara

quinta-feira, julho 16, 2009

"Paulo - Apóstolo de Cristo" na Longra

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quarta-feira, julho 15, 2009

Falsa democracia

Palma Inácio não conhecia a palavra impossível


Morreu ontem aos 87 anos. Foi um herói da luta antifascista. Fundou a LUAR. A sua pensão não era suficiente para pagar o lar.

Tinha 25 anos quando se iniciou na luta armada contra o regime de Salazar, envolvendo-se na tentativa de golpe de Estado organizada pela Junta Militar de Libertação Nacional, em Abril de 1947. A sabotagem de aviões na Base Aérea de Sintra foi a primeira de muitas acções que tinham apenas um propósito: derrubar o Estado Novo e implantar a democracia.
Quem o conheceu de perto, nunca lhe vislumbrou ambições de poder ou de carreira. Mas viu nele uma preocupação genuína para lutar contra o regime, aliada a uma autoconfiança e a uma capacidade de liderança que lhe permitiram protagonizar alguns dos combates que fizeram tremer a ditadura, como o sequestro de um avião comercial da TAP, o assalto ao Banco de Portugal na Figueira da Foz e a tentativa frustrada de ocupar a Covilhã. Pelo meio, conseguiu fugir de duas prisões, o Aljube e a cadeia da PIDE no Porto.
Resistente antifascista, fundador da LUAR (Liga de Unidade e Acção Revolucionária) e militante do PS, Hermínio da Palma Inácio, nascido em Ferragudo a 29 de Janeiro de 1922, morreu ontem, aos 87 anos, vítima de doença degenerativa. O corpo está em câmara-ardente na sede nacional do PS, no Largo do Rato, em Lisboa, partindo o cortejo fúnebre para o cemitério do Alto de São João hoje, às 17h45. A cremação será às 20h00.
Nos últimos anos, vivia num lar fundado por antigos alunos da Casa Pia, em Lisboa. A pensão que recebia pelos serviços prestados à democracia (próxima do salário mínimo nacional) não era suficiente para pagar as mensalidades, pelo que contava com as contribuições de alguns dos seus amigos. Fernando Pereira Marques, professor universitário e ex-deputado do PS, é um deles. Antigo membro da LUAR e um dos operacionais da tentativa da tomada da Covilhã em 68, explica que Palma Inácio "nunca se queixou" da forma como foi tratado após o 25 de Abril. "Por isso nasceu pobre e morreu pobre, discretamente", diz, referindo as dificuldades que, nos anos 90, alguns deputados socialistas enfrentaram para requerer a pensão. O parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) foi negativo.
Em causa estava a interpretação do assalto ao banco, realizado em 67 para financiar a criação da LUAR, como um crime comum e não como um crime político. A PGR teve o mesmo entendimento feito pelo Estado Novo, nota Pereira Marques, e contrariou as decisões dos tribunais franceses e espanhóis: após o assalto, que rendeu à LUAR cerca de 30 mil contos (de pouco lhe valeram, uma vez que algumas notas foram retiradas de circulação), Palma Inácio foi preso em Paris, mas as instâncias judiciais julgaram o crime como acto político e negaram a sua extradição. Dois anos depois, após a acção na Covilhã, foi novamente detido, em Madrid, e o tribunal considerou novamente o delito como sendo de natureza política.
Pirataria aérea
A tentativa de ocupação da Covilhã inspirou o romance A Mão Incendiada, de Carlos Loures, antigo membro do Partido Revolucionário do Proletariado, para quem Palma Inácio era alguém "que não conhecia a palavra impossível". Mas um dos seus feitos mais glorificados foi a operação Vagô, congeminada no Brasil por, entre outros oposicionistas, Humberto Delgado e Henrique Galvão: a 10 de Novembro de 1961, Palma Inácio dirigiu o desvio do avião Super Constellation que fazia o percurso Casablanca-Lisboa e lançou sobre a capital, Barreiro, Setúbal, Beja e Faro panfletos que incitavam a uma revolta contra o regime.
A bordo desse avião estava Camilo Mortágua, que já participara no assalto ao paquete Santa Maria e que viria ainda a ser um dos operacionais na Figueira da Foz. "A nossa relação ultrapassou o simples companheirismo. Foi um exercício democrático de lealdade, mesmo quando havia conflito político", diz Mortágua ao PÚBLICO, apontando que "cada um tinha as suas ideias".
Camilo também pertenceu à LUAR, mas, após o 25 de Abril, os seus caminhos divergiram. "Eu tinha uma confiança incondicional nele. Sempre foi um homem corajoso, leal, gentil e delicado", afirma. Quando a doença de Palma Inácio se agravou, nos últimos dois anos, Mortágua não evitou o afastamento: "Queria guardar a imagem do meu companheiro, de cachimbo e sorridente, de homem vertical".
Maria José Oliveira
Jornal "Público", de hoje

terça-feira, julho 14, 2009

PS/Felgueiras emite comunicado em reacção às afirmações de Aguiar Branco

Junto envio comunicado do Partido Socialista de Felgueiras.
Cumprimentos.
Eduardo Bragança



Comunicado

O Partido Socialista de Felgueiras não pode deixar de interpretar os sinais deixados na apresentação oficial do candidato, Inácio Ribeiro, da coligação Nova Esperança.
De facto, não deixa de ser sintomático e politicamente relevante que um dos participantes, Aguiar Branco, tenha confundido a realidade com a ficção. Se o país tem assistido às inflexões de discurso e ao desespero laranja em corrigir hoje aquilo que ontem afirmaram, em Felgueiras ficou a certeza que este PSD, pela mão dos seus líderes nacionais, distritais e locais, não estão preparados para governarem o país e muito menos a Câmara Municipal de Felgueiras, isto porque não têm memória e esquecem quem são os cúmplices deste marasmo em que Felgueiras está convertido.
Esqueceu Aguiar Branco que os dois vereadores eleitos pelo PSD, Luís Lima e Caldas Afonso, têm votado ao lado dos vereadores do Movimento Sempre Presente. O PSD e o MSP são a mesma coisa, não servem para o concelho, não servem para Felgueiras. As evidentes dificuldades que o PSD tem em se distanciar do MSP, leva a este tipo de comportamentos, reveladores de falta de ética política e não dignificam quem com o seu silêncio aprovou este tipo de afirmações.
O Partido Socialista condena estes comportamentos e repudia este tipo de afirmações que apenas visam confundir os felgueirenses e branquear o desempenho do PSD quer na Câmara Municipal, quer na Assembleia Municipal.

Felgueiras, 14 de Julho de 2009

O PS/FELGUEIRAS

Eduardo Bragança

domingo, julho 12, 2009

Última hora: jovem de Felgueiras desaparece em praia fluvial de Amarante

Um jovem de 20 anos, residente em Felgueiras, desapareceu hoje, por volta das 16,30 horas, nas águas do rio Tâmega, em Amarante, quando tomava banho numa praia fluvial, denominada praia Aurora.