terça-feira, abril 28, 2009
I'm A Fool To Want You, por Lee Morgan
sábado, abril 25, 2009
25 de Abril - o que faz falta
A miséria “honesta” glorificada nos filmes de propaganda da Mocidade Portuguesa e do SNI já não colhia muitos adeptos. “Uma casa portuguesa”, Amália e Eusébio, “amendoeiras em flor”, “Fátima terra de fé”, “forcados e festa brava” já não significavam garantia de entrada de capital provindo do investimento estrangeiro.
O capitalismo português estava condicionado pela política do garrote. As suas regras de concorrência não tinham interlocutores nem consumidores, alimentavam-se autofagicamente da luta entre os vários grupos monopolistas amancebados com o regime. A repressão desenfreada, a sobrelotação das prisões políticas, a pobreza e a fome, as guerras coloniais não optimizavam a imprescindível paz social.
Para o capitalismo português, o marcelismo – derradeira esperança regeneradora – viria a representar uma oportunidade perdida – definitivamente a última.
Havia, portanto, que fazer algo ou aceitar que as coisas tinham de mudar.
Nascia, finalmente, “o dia inteiro e limpo”!
No écran do país passava um filme que não era suposto constar do programa mas que estava mesmo a acontecer.
O capitalismo português coçava-se na cadeira, olhava de soslaio, cofiava o bigode. “Inexplicavelmente” um povo até aí relativamente ordeiro e mudo extravazava as suas “competências” lançando-se numa panóplia de reivindicações imprevisíveis.
As fábricas passavam a ter outros métodos de direcção e produção, muitas terras foram parar à mão de quem as trabalhava, as casas vazias serviam de habitação a gente vinda das “ilhas”e das barracas, as escolas elegiam alunos e funcionários para os seus órgãos representativos. Os sindicatos radicalizavam-se, surgiam comissões de, trabalhadores, moradores, camponeses, soldados e marinheiros, a cantiga era uma arma, o povo unido jamais seria vencido.
Como sempre, o capitalismo não estava a dormir.
A “vingança serve-se fria”: investir tacticamente na razoabilidade e em quem pudesse controlar os excessos era a solução circunstancial para fazer crescer harmonicamente o novo regime.
Passado o medo inicial resultante da constituição de governos provisórios que misturavam gente “reconvertida”, comunistas seculares e democratas republicanos, o capitalismo português percebeu que a criação duma filosofia de apostas em vários “jokers” seria a melhor forma de atingir o seu desiderato.
Mário Soares e Frank Carluci, PCP “versus” esquerda radical, Sá Carneiro e Freitas do Amaral a aguentarem os saudosos do que tinha acabado. Pelo meio, os restos da “brigada do reumático” arvorados em militares democratas.
Estavam criadas as infra-estruturas mínimas para não deixar que o “barco descambasse”.
E não descambou!
O futuro já não era agora e depressa foram fechadas as “portas que Abril abriu”!
Apesar dos sonhos perdidos, das esperanças defraudadas ou do revanchismo dos vencedores não se pode dizer que esta região do mundo está, em absoluto, pior que antes de 1974.
É certo que já não há presos políticos e torturas policiais….mas de vez em quando ainda se dão uns tiros para o ar que, geralmente, acertam em “pretos” ou “ciganos”.
É verdade que nas últimas três décadas a economia portuguesa foi das que mais cresceu na média europeia…apesar da sua evidência ser a crise anunciada!
Os “sem-abrigo” foram reconhecidos oficialmente como sector social de risco e em invernos gélidos são-lhes postas à disposição tendas para dormirem ao relento em melhores condições.
O uso das comunicações democratizou-se - Portugal tem a maior taxa europeia de penetração de telemóveis … e também de acidentes de trabalho.
Muita gente carenciada desfruta do Rendimento Social de Inserção… e a “sopa dos pobres” têm cada vez mais clientes.
Enquanto as condições de vida procriavam miséria e desigualdades em muita gente o capitalismo português, sem precisar de esperar pelo “fim do filme”, ia reconstruindo o seu império desta vez em democracia e no respeito pela legalidade.
Tudo emoldurado com os princípios farisaicos de que … é preciso “padecer hoje para ser feliz amanhã”… “melhores dias virão”… e ”não há mal que sempre dure”!
O “assim na terra como céu” … ficava para depois!
No país do oásis convenceram-nos que a culpa do deserto árido é de todos, ou seja, não é de ninguém!
Este disco de “lenga-lenga” está riscado há trinta e cinco anos!
Mesmo assim, apesar do “vira o disco e toca o mesmo” o poder de Estado tem sido, neste trinta e cinco anos, notável na recuperação que faz dos seus objectivos, dos seus valores, dos seus métodos e das suas conquistas.
A exploração capitalista passou a ser justificável como forma de compensação à ousadia de investimento. A imbricação dos trabalhadores com a produtividade é vista como imprescindível para que os empresários não fechem as fábricas e possam garantir – muitas vezes fora de horas - o mínimo de salários para quem vende a sua força de trabalho. O controle da vida pessoal dos trabalhadores, incluindo a cronometragem das suas necessidades fisiológicas, passou a ser apresentada como forma de despistar os madraços. Os avultados lucros, a especulação bolsista, o locupletamento à custa da mais-valia produzida, os sinais ostensivos de riqueza são naturalmente tolerados como prémio a que os vencedores têm direito pela sua capacidade de arriscar.
O poder legislativo e executivo implementam estas atitudes e favorecem-nas com medidas que em muitos países da Europa são já arqueologia.
O “sol passa a pôr-se à meia-noite” para que o Código do Trabalho possa aliviar a folha de salários de quem pretende proteger despedindo e saneando à “tripa-forra”.
Se a saúde “vai mal” oferecem-se chorudos negócios à iniciativa privada à custa do sacrifício no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Os bancos e as grandes multinacionais aproveitam a “terra de ninguém” para se apropriarem da riqueza produzida em troca dumas míseras centenas de euros que pagam de IRC não se coibindo de vigarizar as contas para declararam a sua potencial insolvência e porem o “pessoal” a contribuir para as suas “melhoras”.
Os “pobres que paguem a crise” tem sido a criadora inovação do poder que lhe juntou também o que consuetudinariamente se chama “classe média”.
O desespero perante tamanhas iniquidades, a nostalgia salutar de Abril, a raiva sentida contra a injustiça, “os gordos a engordarem cada vez mais”, tudo isto faz com que, amiúde, a esperança seja derradeira e o virar de costas assuma carácter de dignidade.
Mas ninguém de boa-fé se sente humanamente reconfortado ao ver que “quem se lixa é sempre o mexilhão”!
Por isso as coisas podem mudar!
Há trinta e cinco anos esta região do mundo viveu um sonho que - sem embargo dos pesadelos que lhe sucederam - ninguém consegue iludir. Esse sonho baseava-se na rejeição do que ficara para trás e na perspectiva do que poderia ser um futuro diferente. Esse sonho foi sorrateiramente – mais tarde, às escancaras – vilipendiado e ofendido. Esse sonho partia dum princípio que deve reger os seres humanos de “boa vontade”: é preciso fazer o que faz falta!
A vida política portuguesa ao longo destes últimos trinta e cinco anos foi-se adaptando aos possibilismos retirando do imaginário colectivo a luta pelas utopias. Os próprios arautos da revolução foram-se rendendo em nome de estratégias de aproximação ao Poder. O Estado, entretanto, aproveitava e assumia o seu papel natural de patrão autocrático secando alternativas e silenciando propostas.
Hoje não há lugar para “ meias tintas”: ou se desiste ou se luta pelo que faz falta!
A democracia representativa foi construindo paulatinamente a sua “galinha dos ovos de ouro”. Nos períodos pré-estabelecidos e só nesses, convoca o público para o ringue. Em vez de lhe dar porrada como no resto do tempo oferece-lhe esferográficas e bonés, bandeiras e porta-moedas. Cumprimenta-o fraternalmente e até aceita ser tocada numa qualquer feira semanal. Em situações de crise de confiança oferece frigoríficos e electrodomésticos variados. Depois, umas “lágrimas de crocodilo” assemelhando-se a autocrítica comovem o coração dos renitentes enquanto umas promessas de aumento nas pensões fazem o resto.
O povo votou, o “juiz” decidiu, está decidido. O seu corpo está vivo porque a “sua menina dos olhos” funcionou. O espectáculo tem de continuar, agora só nos bastidores.
Nesta fase do “campeonato”, confrontar o poder – e os esquemas partidários que nele vivem, independentemente das sazonais discordâncias - com o desprezo perante este tipo de encenações poderá constituir uma boa forma de fazer demonstrar que Abril de 74 não aconteceu para só certificar embustes.
O primeiro grande embuste a desmascarar será o paradigma do seu órgão vital – a sua “menina dos olhos” - as suas eleições evidenciando o que se faz com um simples acumular de votos.
A seguir, o corpo nascido desse acumular de votos realçando que a representatividade não significa delegação e só é escrutinável “nas épocas de caça”.
Esta denúncia, esta vontade de “ver o rei nú” merece ser publicamente assumida como bandeira.
É tempo de, organizadamente, afirmar que nem sempre tem de ser como o poder quer. É possível fazê-lo confrontar com as consequências e mistificações do seu próprio discurso.
As forças que enjeitam a intervenção institucional agindo sozinhas só têm que deixar de lado o conceito isolacionista de “no meu quintal mando eu” sabendo discernir qual o principal alvo a contraditar.
Para que não andemos mais trinta e cinco anos “a ver se vemos o caminho a percorrer entre o Abril que fizemos e o que está por fazer”.
sexta-feira, abril 24, 2009
Este sábado, dia 25, na Casa do Povo da Longra
Dia 25 de Abril, pelas 21,30 horas CASA DO POVO DA LONGRA
Vila da Longra - Felgueiras
Evento integrado nas comemorações do
70.º aniversário da Casa do Povo da Longra
"O Canto de Intervenção",
com o grupo da AJA Norte, Tino Flores, Luís Almeida e Paulo Rodrigues.
INSCREVA-SE NO JANTAR "CONVIVER EM LIBERDADE"
antes do espectáculo, pelas 19,30 horas, dia 25.
Preço: 7,5 cravos
19,30 horas, Restaurante Juventude, "Jantar Conviver em Liberdade" (aberto a toda a gente; inscrição prévia. Preço: 7,5 cravos.
21,30 horas - Sala de Espectáculos: concerto “O Canto de Intervenção”
Actuação da Associação José Afonso - Núcleo do Norte (Gabriela Marques, Ana Afonso, Paulo Esperança, Ana Ribeiro, Miguel Marinho, Fernando Lacerda, Paulo Veloso e Eduardo Pinheiro), bem como o conhecido cantor de intervenção Tino Flores, com Luís Almeida e Paulo Rodrigues.
quarta-feira, abril 22, 2009
Sondagem BE

Abril: Ontem e Hoje
domingo, abril 19, 2009
Faleceu Arlindo Pinto
Faleceu, com 92 anos, o nosso amigo Arlindo Pinto, conhecido poeta popular e antigo Comandante e Cabo da GNR de Felgueiras, natural de Penafiel mas residente nesta cidade há mais de 45 anos.Arlindo Pinto deixou publicados quatro livros de poesia (quadras, sonetos, composição obrigadas a mote, etc…). O primeiro, em 1991, intitula-se “Migalhas da Vida”. Seguiram-se “Frutos da Solidão" (1995), “Sombras Poéticas” (1998) e “Frutos Colhidos no Tempo” (2006).
À família enlutada dirigimos os nossos sentidos pêsames.
"Todo este céu", por Fausto
Sinopse:
"Animação de recortes a partir de uma colecção de postais antigos, fotografias e outras imagens. Entre uma e outra colher de sopa, distraio-me a olhar pela janela e sonho com romances futuros, romances como nos filmes. Está tudo ainda por escrever".
">sábado, abril 18, 2009
"Love! Amor Universal" | Primeiro livro do felgueirense Manuel Aires | Depoimento do autor para o nosso Diário
Sou Funcionário da Caixa Geral de Depósitos desde 1981. Resido na freguesia de Sendim, em Felgueiras. Desde a infância me dedico ao estudo e aprendizagem. As primeiras histórias e lições da vida escutei-as de minha avó e madrinha. Sou o mais velho de 7 irmãos. Na escola tive uma professora excepcional, a D. Adelina, que me ensinou sempre a não decorar mas a usar a inteligência para descobrir e compreender o porquê das coisas, entender como tudo acontece e perceber a finalidade da nossa vida.
No Seminário Vicentino de S. José em Lagares, em Felgueiras, adquiri o verdadeiro hábito e método de estudo. Cursei no conhecido Liceu Nacional Alexandre Herculano, no Porto, e, mais tarde, Ciências Sociais na Universidade do Minho, em Braga. Estive matriculado no curso de Medicina na Universidade do Porto mas o entusiasmo pelas Ciências Sociais foi a minha escolha. A ideia de escrever um livro nasceu cedo mas só agora foi possível concretizá-la.
Na Universidade do Minho descobri que algo urgia fazer: a ciência e a técnica evoluíram de tal modo que já é possível transpor e transportar montanhas, bem como a viagem espacial até à Lua.
E aqui na nossa Terra, tantos problemas para solucionar: O fosso entre pobres e ricos é cada vez mais acentuado e escandaloso. Agora pagamos, todos nós, as favas com a crise financeira e económica para desgraça pelo mundo inteiro. Já não é só o povo e a gente de África que passa fome. O desemprego, a falta de trabalho e a falta de pão bate à porta de todos nós nesta nossa Europa, dita civilizada.
Darwin advogou a luta pela sobrevivência e a prevalência do mais forte. Marx fez a apologia da luta de Classes. Freud acabou com o tabu sexual e a castração psicológica do celibato. Einstein fez-nos ver a relatividade universal dos nossos valores humanos e sociais, no nosso mundo. Mas o que nos distingue a todos nós, seres humanos, não é a dialéctica, a contradição e a luta de classes, mas, sim a nossa vivência humana e civilizada como seres sociais: a colaboração, a cooperação, o empreendimento e trabalho para o bem comum. Por outro lado surge a questão ecológica vital para a nossa sobrevivência como espécie viva à face da Terra.
“Love! Amor Universal” é um grito forte de alerta para a nossa ligação à Natureza como espécie viva que somos. É uma nova Ética e uma nova filosofia para a nossa vida e o incentivo a uma nova atitude humana perante os desafios que hoje se nos deparam neste nosso mundo global.
Descartes escreveu: Penso, logo existo. Eu digo: Ama a Vida. E serás feliz.
De que vale à espécie humana dominar todo o mundo a ponto de pôr em risco e em causa a sua própria sobrevivência como espécie viva que é? Só contribuirá para construirmos o nosso próprio cadafalso. Amar é uma necessidade humana vital tão ou mais importante que pensar. Nós podemos fazer e construir o mundo melhor. Esta é a razão de ser deste nosso livro: Love! Amor Universal.
Esta obra é um trabalho maduro, amadurecido e sempre jovem. Não é contra nada nem contra ninguém. É um grito de alerta positivo. É um hino à natureza, à vida e à nossa humanidade. É uma nova filosofia baseada na auto-estima pela nossa própria saúde pessoal e colectiva. Tem como base a amizade e entreajuda. É um hino ao amor e à alegria tão parcos e escassos nestes nossos dias. O amor é o alimento da nossa alma. A razão da nossa vida. O contínuo milagre da terna e eterna juventude.
Sobre os apoios
Esta obra é editada à minha própria custa. As ajudas em Felgueiras são difíceis. A Câmara, no tocante a apoios, está adormecida e dormente. Não ajuda nem colabora com as próprias juntas. Faz-se mais trabalho cultural na Casa do Povo da Longra, com a colaboração das Juntas da Pedreira, Rande e Sernande, do que em todo o concelho de Felgueiras. Com o Presidente da Câmara anterior, Dr. António Pereira, havia da parte da autarquia uma postura e atitude dialogante e construtiva. Colaborava com todos e com toda a gente. A presidência de um país ou de uma Câmara é um cargo público. Não é propriedade nem coutada de ninguém. Deve tratar toda a gente como pessoas, com igual dignidade, e não estar ao serviço exclusivo dos seus beija-mãos ou amiguinhos. Isto acontecia no tempo da outra senhora, antes do 25 de Abril de 1974. Quanto ao meu livro, o meu obrigado público e sincero às freguesias de Idães, Lagares, Margaride, Pedreira, Refontoura e Sendim pela boa vontade e possível ajuda.
Sobre a necessidade de uma nova Ética
Vivemos uma crise financeira e económica resultante da falta de valores e normas humanas e sociais.
Dizem que vivemos numa sociedade liberal. Vivemos, sim, numa sociedade capitalista de capitalismo selvagem disfarçado de neo-liberalismo. Na realidade, o que reina é a lei da selva. O Estado fecha maternidades e hospitais. A Justiça não opera nem funciona. A Educação não forma profissionais para o mercado de trabalho mas para o desemprego. Os gestores públicos e privados auferem benesses e ordenados que bradam aos céus. Os trabalhadores contentam-se com salários de miséria e ameaça de desemprego que grassa. A Agricultura está abandonada. As pescas destruídas. A Piscicultura nem sequer existe. A Indústria está falindo. O comércio cada vez mais monopolizado em grandes superfícies. Não se aposta na Produção de bens nem na Actividade Produtiva. Importamos mais que o que produzimos. Nem sabemos nem queremos saber qual o nosso PIB. A classe política leva-nos ao nosso Estado de falência das nossas contas públicas e ao gritante desequilíbrio da nossa balança de transacções com o exterior. Estamos cada vez mais dependentes do exterior porque desprezamos a actividade produtiva. A especulação financeira é escandalosa: São off-shores, onde os ricos não pagam impostos e auferem rendimentos desmesurados e fora da lei e do fisco. É a generalizada especulação capitalista bolsita que, em vez de criar riqueza, investir nos meios de produção, espartilham lucros clamorosos com ilusão de crescimento económico baseado no pressuposto errado, desbaratador e desmotivador do empreendimento sério, à base do jogo capitalista bolsista. Urge regular e expurgar este vício capitalista bolsista.
Por outro lado, a fusão sucessiva de empresas à escala nacional e internacional gera os monopólios. Estes são como os eucaliptos. Secam toda a possibilidade de vida diversificada em seu redor. Sugam toda a água do subsolo com a transpiração cada vez maior dos seus lucros sempre crescentes e mais-valias acrescidas com benesses fiscais e estatais. Quase se torna impossível criar novas empresas. Acabam com o comércio tradicional e outras empresas cada vez mais empobrecidas. Urge uma mudança efectiva de mentalidades, atitude e acção.
A consequência da actual realidade
As crises cíclicas do capitalismo: os ricos cada vez mais ricos pagando salários cada vez mais diminutos aos trabalhadores quase escravos e despedidos nas sucessivas fusões de empresas e capitais. Grassa o desemprego. Na Europa ronda os 8%. É muita gente desempregada e sem possibilidades de acesso ao trabalho e ao pão-nosso de cada dia.
Assim os pobres em cada vez maior número e quantidade não podem comprar o que os monopólios produzem. E, consequentemente, os monopólios acabam mais cedo ou mais tarde por entrar em crise, porque, se nós cidadãos não temos trabalho, não podemos comprar. E, se não há quem compre nem possa comprar, quem produz, enche os armazéns, as montras e as vitrinas da nossa sociedade da abundância mal distribuída e assim, não podem vender porque todo o povo está na miséria causada pelo jogo capitalista. Urgem novas regras e normas sociais e comportamentais. Ou continuaremos toda a vida social com crises cíclicas capitalistas. A nossa sociedade humana é organismo vivo.
Que futuro para todos nós e para os nossos vindouros?
A Sociologia é a Ciência da Saúde Social. O Sociólogo é o médico da sociedade.
Neste nosso tempo de falta de valores, precisamos de Ética Humana e Social e normas e leis para cumprir e executar. Cheio de boas intenções está a nossa legislação. É preciso aperfeiçoá-la, pô-la em prática e fazer cumprir bem o código da estrada da nossa vida social. Acabar com privilégios escandalosos e fome e miséria na outra face da Terra. Mais sociólogos e menos política de jogos de poder. O povo está farto de politiquice de meia tigela. Urge uma nova revolução social de cariz ética e cultural para acabar de vez com a politiquice, os abusos de poder, a corrupção alastrante e generalizada, a justiça que não funciona porque não interessa aos políticos que funcione. Urge mais união e unidade na acção em prole do bem comum.
A obra
Esta obra agora editada é um bom contributo para uma nova postura cultural e uma nova atitude cívica, activa e pró-activa, participativa e cooperante.
Quando nasce um filho é motivo de festa e alegria. Este livro é um filho de todos nós. Nós, nossos filhos e filhas, merecemos e merecem um bom presente e uma cada vez melhor futuro. Está nas nossas mãos a nossa acção. Parar é morrer. Cada dia é novo dia. Cada novo dia nova Esperança. Só a nossa acção pode mudar o mundo.
O nosso mundo pode ser melhor! Está nas mãos de todos nós cidadãos a construção do melhor presente e um óptimo futuro para nós próprios, nosso filhos e filhas e nossos descendentes.
Como diz Barack Obama : "Sim! Nós podemos! "
Yes We Can!
Manuel Magalhães Aires
18 de Abril de 2009
sexta-feira, abril 17, 2009
Otelo Saraiva de Carvalho em Lousada | Terça-feira, dia 21, pelas 21,30 horas
No âmbito das comemorações do 35.º aniversário do 25 de Abril de 1974 em Lousada, o Teatro Jangada, daquela vila, promove no dia 21 de Abril - próxima terça-feira -, pelas 21,30 horas, no auditório municipal, o debate "Abril: Ontem e Hoje", com Otelo Saraiva de Carvalho, Marques Júnior e Manuel António Pina.