domingo, abril 19, 2009

Faleceu Arlindo Pinto

Faleceu, com 92 anos, o nosso amigo Arlindo Pinto, conhecido poeta popular e antigo Comandante e Cabo da GNR de Felgueiras, natural de Penafiel mas residente nesta cidade há mais de 45 anos.
Arlindo Pinto deixou publicados quatro livros de poesia (quadras, sonetos, composição obrigadas a mote, etc…). O primeiro, em 1991, intitula-se “Migalhas da Vida”. Seguiram-se “Frutos da Solidão" (1995), “Sombras Poéticas” (1998) e “Frutos Colhidos no Tempo” (2006).
À família enlutada dirigimos os nossos sentidos pêsames.

"Todo este céu", por Fausto

Sinopse:

"Animação de recortes a partir de uma colecção de postais antigos, fotografias e outras imagens. Entre uma e outra colher de sopa, distraio-me a olhar pela janela e sonho com romances futuros, romances como nos filmes. Está tudo ainda por escrever".

Patrícia Guerreiro

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sábado, abril 18, 2009

"Love! Amor Universal" | Primeiro livro do felgueirense Manuel Aires | Depoimento do autor para o nosso Diário

Manuel Magalhães Aires

O felgueirense Manuel Aires vai lançar, no dia 25 de Abril, o seu primeiro livro, intitulado "Love! Amor Universal".
O evento está marcado para as 17,30 horas, no auditório do "Semanário de Felgueiras", Edifício Análisys, na Rua Rebelo de Carvalho, em Margaride, freguesia-sede do concelho.
O Diário de Felgueiras quis saber um pouco sobre a obra publicada bem como sobre traços do pensamento do seu autor. Por nosso pedido, Manuel Aires publica neste espaço um depoimento sobre a obra e sobre si próprio; os subtítulos do texto são da nossa responsabilidade.

LOVE! AMOR UNIVERSAL é uma nova Ética e uma nova filosofia: Tem por base a Auto-estima, a Saúde, a Aprendizagem Permanente, a Coragem, o Trabalho e o Empreendimento, a Colaboração e a Cooperação, a Solidariedade e a Entreajuda, a Amizade, o Amor e alegria.
Sou Funcionário da Caixa Geral de Depósitos desde 1981. Resido na freguesia de Sendim, em Felgueiras. Desde a infância me dedico ao estudo e aprendizagem. As primeiras histórias e lições da vida escutei-as de minha avó e madrinha. Sou o mais velho de 7 irmãos. Na escola tive uma professora excepcional, a D. Adelina, que me ensinou sempre a não decorar mas a usar a inteligência para descobrir e compreender o porquê das coisas, entender como tudo acontece e perceber a finalidade da nossa vida.
No Seminário Vicentino de S. José em Lagares, em Felgueiras, adquiri o verdadeiro hábito e método de estudo. Cursei no conhecido Liceu Nacional Alexandre Herculano, no Porto, e, mais tarde, Ciências Sociais na Universidade do Minho, em Braga. Estive matriculado no curso de Medicina na Universidade do Porto mas o entusiasmo pelas Ciências Sociais foi a minha escolha. A ideia de escrever um livro nasceu cedo mas só agora foi possível concretizá-la.
Na Universidade do Minho descobri que algo urgia fazer: a ciência e a técnica evoluíram de tal modo que já é possível transpor e transportar montanhas, bem como a viagem espacial até à Lua.
E aqui na nossa Terra, tantos problemas para solucionar: O fosso entre pobres e ricos é cada vez mais acentuado e escandaloso. Agora pagamos, todos nós, as favas com a crise financeira e económica para desgraça pelo mundo inteiro. Já não é só o povo e a gente de África que passa fome. O desemprego, a falta de trabalho e a falta de pão bate à porta de todos nós nesta nossa Europa, dita civilizada.
Darwin advogou a luta pela sobrevivência e a prevalência do mais forte. Marx fez a apologia da luta de Classes. Freud acabou com o tabu sexual e a castração psicológica do celibato. Einstein fez-nos ver a relatividade universal dos nossos valores humanos e sociais, no nosso mundo. Mas o que nos distingue a todos nós, seres humanos, não é a dialéctica, a contradição e a luta de classes, mas, sim a nossa vivência humana e civilizada como seres sociais: a colaboração, a cooperação, o empreendimento e trabalho para o bem comum. Por outro lado surge a questão ecológica vital para a nossa sobrevivência como espécie viva à face da Terra.
“Love! Amor Universal” é um grito forte de alerta para a nossa ligação à Natureza como espécie viva que somos. É uma nova Ética e uma nova filosofia para a nossa vida e o incentivo a uma nova atitude humana perante os desafios que hoje se nos deparam neste nosso mundo global.
Descartes escreveu: Penso, logo existo. Eu digo: Ama a Vida. E serás feliz.
De que vale à espécie humana dominar todo o mundo a ponto de pôr em risco e em causa a sua própria sobrevivência como espécie viva que é? Só contribuirá para construirmos o nosso próprio cadafalso. Amar é uma necessidade humana vital tão ou mais importante que pensar. Nós podemos fazer e construir o mundo melhor. Esta é a razão de ser deste nosso livro: Love! Amor Universal.
Esta obra é um trabalho maduro, amadurecido e sempre jovem. Não é contra nada nem contra ninguém. É um grito de alerta positivo. É um hino à natureza, à vida e à nossa humanidade. É uma nova filosofia baseada na auto-estima pela nossa própria saúde pessoal e colectiva. Tem como base a amizade e entreajuda. É um hino ao amor e à alegria tão parcos e escassos nestes nossos dias. O amor é o alimento da nossa alma. A razão da nossa vida. O contínuo milagre da terna e eterna juventude.

Sobre os apoios

Esta obra é editada à minha própria custa. As ajudas em Felgueiras são difíceis. A Câmara, no tocante a apoios, está adormecida e dormente. Não ajuda nem colabora com as próprias juntas. Faz-se mais trabalho cultural na Casa do Povo da Longra, com a colaboração das Juntas da Pedreira, Rande e Sernande, do que em todo o concelho de Felgueiras. Com o Presidente da Câmara anterior, Dr. António Pereira, havia da parte da autarquia uma postura e atitude dialogante e construtiva. Colaborava com todos e com toda a gente. A presidência de um país ou de uma Câmara é um cargo público. Não é propriedade nem coutada de ninguém. Deve tratar toda a gente como pessoas, com igual dignidade, e não estar ao serviço exclusivo dos seus beija-mãos ou amiguinhos. Isto acontecia no tempo da outra senhora, antes do 25 de Abril de 1974. Quanto ao meu livro, o meu obrigado público e sincero às freguesias de Idães, Lagares, Margaride, Pedreira, Refontoura e Sendim pela boa vontade e possível ajuda.

Sobre a necessidade de uma nova Ética

Vivemos uma crise financeira e económica resultante da falta de valores e normas humanas e sociais.
Dizem que vivemos numa sociedade liberal. Vivemos, sim, numa sociedade capitalista de capitalismo selvagem disfarçado de neo-liberalismo. Na realidade, o que reina é a lei da selva. O Estado fecha maternidades e hospitais. A Justiça não opera nem funciona. A Educação não forma profissionais para o mercado de trabalho mas para o desemprego. Os gestores públicos e privados auferem benesses e ordenados que bradam aos céus. Os trabalhadores contentam-se com salários de miséria e ameaça de desemprego que grassa. A Agricultura está abandonada. As pescas destruídas. A Piscicultura nem sequer existe. A Indústria está falindo. O comércio cada vez mais monopolizado em grandes superfícies. Não se aposta na Produção de bens nem na Actividade Produtiva. Importamos mais que o que produzimos. Nem sabemos nem queremos saber qual o nosso PIB. A classe política leva-nos ao nosso Estado de falência das nossas contas públicas e ao gritante desequilíbrio da nossa balança de transacções com o exterior. Estamos cada vez mais dependentes do exterior porque desprezamos a actividade produtiva. A especulação financeira é escandalosa: São off-shores, onde os ricos não pagam impostos e auferem rendimentos desmesurados e fora da lei e do fisco. É a generalizada especulação capitalista bolsita que, em vez de criar riqueza, investir nos meios de produção, espartilham lucros clamorosos com ilusão de crescimento económico baseado no pressuposto errado, desbaratador e desmotivador do empreendimento sério, à base do jogo capitalista bolsista. Urge regular e expurgar este vício capitalista bolsista.
Por outro lado, a fusão sucessiva de empresas à escala nacional e internacional gera os monopólios. Estes são como os eucaliptos. Secam toda a possibilidade de vida diversificada em seu redor. Sugam toda a água do subsolo com a transpiração cada vez maior dos seus lucros sempre crescentes e mais-valias acrescidas com benesses fiscais e estatais. Quase se torna impossível criar novas empresas. Acabam com o comércio tradicional e outras empresas cada vez mais empobrecidas. Urge uma mudança efectiva de mentalidades, atitude e acção.

A consequência da actual realidade

As crises cíclicas do capitalismo: os ricos cada vez mais ricos pagando salários cada vez mais diminutos aos trabalhadores quase escravos e despedidos nas sucessivas fusões de empresas e capitais. Grassa o desemprego. Na Europa ronda os 8%. É muita gente desempregada e sem possibilidades de acesso ao trabalho e ao pão-nosso de cada dia.
Assim os pobres em cada vez maior número e quantidade não podem comprar o que os monopólios produzem. E, consequentemente, os monopólios acabam mais cedo ou mais tarde por entrar em crise, porque, se nós cidadãos não temos trabalho, não podemos comprar. E, se não há quem compre nem possa comprar, quem produz, enche os armazéns, as montras e as vitrinas da nossa sociedade da abundância mal distribuída e assim, não podem vender porque todo o povo está na miséria causada pelo jogo capitalista. Urgem novas regras e normas sociais e comportamentais. Ou continuaremos toda a vida social com crises cíclicas capitalistas. A nossa sociedade humana é organismo vivo.

Que futuro para todos nós e para os nossos vindouros?

A Sociologia é a Ciência da Saúde Social. O Sociólogo é o médico da sociedade.
Neste nosso tempo de falta de valores, precisamos de Ética Humana e Social e normas e leis para cumprir e executar. Cheio de boas intenções está a nossa legislação. É preciso aperfeiçoá-la, pô-la em prática e fazer cumprir bem o código da estrada da nossa vida social. Acabar com privilégios escandalosos e fome e miséria na outra face da Terra. Mais sociólogos e menos política de jogos de poder. O povo está farto de politiquice de meia tigela. Urge uma nova revolução social de cariz ética e cultural para acabar de vez com a politiquice, os abusos de poder, a corrupção alastrante e generalizada, a justiça que não funciona porque não interessa aos políticos que funcione. Urge mais união e unidade na acção em prole do bem comum.


A obra

Esta obra agora editada é um bom contributo para uma nova postura cultural e uma nova atitude cívica, activa e pró-activa, participativa e cooperante.
Quando nasce um filho é motivo de festa e alegria. Este livro é um filho de todos nós. Nós, nossos filhos e filhas, merecemos e merecem um bom presente e uma cada vez melhor futuro. Está nas nossas mãos a nossa acção. Parar é morrer. Cada dia é novo dia. Cada novo dia nova Esperança. Só a nossa acção pode mudar o mundo.
O nosso mundo pode ser melhor! Está nas mãos de todos nós cidadãos a construção do melhor presente e um óptimo futuro para nós próprios, nosso filhos e filhas e nossos descendentes.
Como diz Barack Obama : "Sim! Nós podemos! "
Yes We Can!

Manuel Magalhães Aires

18 de Abril de 2009

sexta-feira, abril 17, 2009

Otelo Saraiva de Carvalho em Lousada | Terça-feira, dia 21, pelas 21,30 horas

No âmbito das comemorações do 35.º aniversário do 25 de Abril de 1974 em Lousada, o Teatro Jangada, daquela vila, promove no dia 21 de Abril - próxima terça-feira -, pelas 21,30 horas, no auditório municipal, o debate "Abril: Ontem e Hoje", com Otelo Saraiva de Carvalho, Marques Júnior e Manuel António Pina.

Queima de calorias | Cidade da Lixa - 26 de Abril

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“Cursos de água, corredores de vida e tradição” | Amanhã (18) e depois (19)

No âmbito do projecto “cursos de água, corredores de vida e tradição”, promovido pela Salta Fronteiras Associação, aprovado pela EEA Grants/Fundo ONG – Componente Ambiental e administrado pela Agência Portuguesa do Ambiente, neste fim-de-semana (dias 18 e 19 de Abril de 2009) realizar-se-ão as seguintes actividades:

Dia 18 (Sábado)
O ponto de encontro é no Lugar das Rãs, da freguesia da Refontoura, pelas 09h30.
Durante a manhã serão efectuadas Limpezas na bacia hidrográfica do Rio Sousa abrangida pela freguesia da Refontoura. Será realizado um almoço convívio (em que cada pessoa deverá levar o seu almoço) e aguarda-nos uma tarde bastante lúdica e de confraternização.

Dia 19 (Domingo)
O ponto de encontro é na Sede de Junta da freguesia de Jugueiros, pelas 15h00.
Realizar-se-á um Forum Divulgativo do Projecto "cursos de água, corredores de vida e tradição", e no final deste fazer-se-á um passeio pelas margens dos Rios Ferro e Bugio.

Danças de salão na CP Longra | 19 de Abril - captação de turmas

Vai realizar-se, no próximo domingo, pelas 21 horas, na Casa do Povo da Longra, captação de turmas de iniciação de Danças de Salão, por parte de uma nova escola instalada naquela associação, entidade que apoia e acolherá o desenvolvimento do projecto nas suas instalações, mediante protocolo.
As inscrições estão abertas a todos os interessados, independentemente da idade, e terão ao seu dispor vários tipos de dança: Valsa Vienense, Slow Fox, Quickstep, Tango, Valsa Inglesa, Chá Chá Chá, Rumba, Bolero, Samba, Jive, Paso Doble, Salsa, Merengue, Bachata, Kizomba e Kuduro.

terça-feira, abril 14, 2009

Nota de imprensa do BE Felgueiras


Decorreu, no último sábado, mais uma iniciativa promovida pelo Bloco de Esquerda (BE) de Felgueiras. Desta vez, esteve em debate o actual Código do Trabalho.
Sala bem composta, na sede da junta de freguesia de Margaride, para ouvir dois especialistas em Direito do Trabalho e participar numa discussão que mexe com a vida pessoal e profissional dos trabalhadores e, consequentemente, na sua qualidade de vida.
Após a introdução e apresentação do tema, em PowerPoint, seguiu-se um animado diálogo com a plateia, que versou como temas principais:
A noção e as definições do trabalho
O trabalho como direito e como obrigação/realização profissional
Contratação e precarização
Papel e importância dos sindicatos
Reestruturação e reorganização de sindicatos, de empresas e de diferentes formas de associativismo.

Após mais de duas horas de interessante debate, os participantes consideram bastante profícua esta troca de pontos de vista e de diferentes experiências, sendo de opinião que esta iniciativa deveria repetir-se periodicamente.

Actualização de informação | Comemorações do 70.º aniversário da CP Longra | 24, 25 e 26 de Abril

Dia 24 (sexta-feira), pelas 21,30 h. - Sala de Espectáculos:
Sarau Cultural “Era uma vez… 25 de Abril (de 1974)”, música, teatro e poesia.
Pela Escola ArtMusic (Lixa), grupo de alunos da Escola EB1 de Varziela (Felgueiras), pelo Conservatório de Música de Felgueiras, entre outros.

Dia 25 (sábado):
19,30 horas, Restaurante Juventude, "Jantar Conviver em Liberdade" (aberto a toda a gente; inscrição prévia para o mail: casapovolongra@sapo.pt, ou por contacto com um dos dirigentes da CP Longra. Preço: 7,5 cravos)
21,30 horas - Sala de Espectáculos: concerto “O Canto de Intervenção”
Actuação da Associação José Afonso - Núcleo do Norte (Gabriela Marques, Ana Afonso, Paulo Esperança, Ana Ribeiro, Miguel Marinho, Fernando Lacerda, Paulo Veloso e Eduardo Pinheiro), bem como o conhecido cantor de intervenção Tino Flores (viveu o Maio de 68), com Luís Almeida e Paulo Rodrigues.
Dia 26 (domingo):
9,30 horas, igreja de Rande, homenagem aos associados da CP Longra já falecidos.
10,30 horas, Vila da Longra, Ginástica ao Ar Livre, orientada pela Prof. Cristina Lopes.
15 horas, Breve conferência sobre a história da Casa, com a intervenção do Prof. Santos Pinho e de Fátima Fonseca (filha de um antigo presidente da associação, Camilo Fonseca). Festa com todas as valências da Casa (folclore, fados, teatro, dança cavaquinhos, etc..). No final: um grande bolo de aniversário.




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Cartaz e desdobrável com propriedade intelectual
do seu autor, não sendo permitida a reprodução dos
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não esteja(m) devidamente identificado(s).
Foto do edifício da CPL: cedida pelo "Expresso de Felgueiras"

domingo, abril 12, 2009

Mistério


Hoje, não sei. Poderia o tempo dizê-lo,
Mas não sei se hoje poderia voltar
Ao lugar destinado por mim. Anterior a nós,
Alguém me visitara, no lugar premeditado por Deus,
P'la minha eterna felicidade. Quero vê-lo,
Não somente para acreditar; quero vê-lo, sim,
Somente para aceitar...

– Dá-mo, Senhor, Meu Deus!
José Carlos Pereira
in "Sem Síntese De Mim"