quarta-feira, maio 28, 2008

sábado, maio 24, 2008

Os terríveis ciclos da História

Nosso comentário à notícia:
O Liberalismo, histórica e provisoriamente, foi uma importante conquista da Humanidade, mas, hoje, é um embuste, que nos leva ao retorno, ao abismo, às negras nuvens do horizonte, à crescente exploração do Homem pelo Homem.
O Liberalismo nasceu para derrubar as desigualdades de sangue e de oportunidades; como tal, foi o coveiro do velho mundo feudal e do Absolutismo. Volvido pouco mais de um século - a cronologia variou de país para país, como é óbvio -, encontrou o seu principal inimigo: o Comunismo de Estado (ou Socialismo Científico) e, em menor escala, o Anarquismo. Este viria a ser ultrapassado pelo Comunismo de Estado, que, por sua vez, há 20 anos, também, sucumbiu. E, para tragédia do Ocidente, com a queda do Muro de Berlim, o Leninismo levou consigo para a morgue a Social-Democracia, consolindando-se assim o Liberalismo (ou o neo-Liberalismo ou, mais cientificamente, o Liberocapitalismo) - a face terminal (portanto, a mais negra do Capitalismo), que já não é social; é desumano e escravizante; incentiva os menos informados para sentimentos politicamente totalitários, nomeadamente o Fascismo.
Só resta perguntar: o que virá a seguir? E como virá?
JCP
El-Badri culpa os especuladores
e recusa aumentar a produção
Mercado do petróleo "está louco"

A loucura é a explicação para as intermináveis subidas de preço do petróleo, que só acontecem por causa dos especuladores e não porque a procura de crude esteja a ser maior do que a oferta. Abdalla El-Badri, secretário- -geral do cartel do petróleo, a OPEP, descartou anteontem desta maneira qualquer possibilidade de aumentar a extracção do ouro negro, numa tentativa de conter os preços no mercado mundial. "O mercado está, realmente, completamente louco", disse El-Badri, enquanto assistia, no Equador, à cotação internacional do crude ultrapassar os 135 dólares por barril.

Loucura à parte, o responsável da OPEP voltou a apontar o dedo aos especuladores, que "contribuem verdadeiramente para as subidas de preço", bem como a "recessão da economia norte- -americana e a depreciação do dólar". O nível da procura mundial, assegurou, é que "não tem nada a ver com a instabilidade".

Ao final do dia de ontem, a cotação estava a baixar, tendo terminado o dia nos 130,50 dólares por barril (no caso do Brent do Mar do Norte, que define o preço de referência para o consumo em Portugal); o crude no mercado de Nova Iorque valia 130,61 dólares por barril. Desde o início deste ano que o crude já aumentou 30%, passando dos cem dólares a que cotava a 2 de Janeiro para os 130 dólares, ontem. Na quinta-feira, tinha sido quebrada a fasquia dos 135 dólares.

Além dos grandes factores como a especulação e a depreciação do dólar, outros têm contribuído para que o crude reaja em alta. Ainda ontem, dois estrangeiros a trabalhar numa empresa de exploração de petróleo na Nigéria (um maltês e um paquistanês) foram raptados. Desde 2006, foram já levados a troco de um resgate cerca de 200 estrangeiros a trabalhar na indústria do petróleo nigeriana.

Euro continua a apreciar

No mercado monetário internacional, o receio do impacto da alta do petróleo na economia norte-americana está a levar os investidores a apostar mais no euro. Além disso, a possibilidade de recessão na economia dos EUA e o aumento da inflação também afugentam os investidores. Em cima dos receios está também a convicção de que o banco central americano, a FED, poderá voltar a baixar os juros, para evitar a dita recessão. Se assim for, a rentabilidade dos dólares será ainda menor .

O aumento da procura de moeda europeia, em detrimento da norte-americana, é uma das razões pelas quais continua a apreciar-se o euro. A meio da tarde de ontem, com um só euro era possível comprar 1,5777 dólares.

sexta-feira, maio 23, 2008

Comemorações do Dia Mundial da Criança | 1 a 10 de Junho | Vila da Longra, Felgueiras

Ana Rita - 10 anos de canções

1. Tributo a Ana Rita Ribeiro, cantora de Felgueiras, com 15 anos de idade e 10 anos de vida artística (dia 1);
2. I Feira do Livro Infanto-juvenil com encontro de escritores, editor, tradutor e ilustradores com crianças (dia 1);
3. Abertura do III Enncontro de Teatro (dia 7);
4. Entrega de prémios do concurso literário Fausto Quintas na Feira Popular e Tradicional da Vila da Longra (dia 8).


A Casa do Povo da Longra (CP Longra), em parceria com as Juntas de Freguesia de Rande, Pedreira e Sernande, vai assinalar, pela primeira vez este ano, o Dia Mundial da Criança, através de um conjunto de comemorações, que irão decorrer entre 1 e 10 de Junho. Segundo os organizadores, esta iniciativa será repetida em anos futuros, de modo a criar-se nesta região a tradição de se comemorar tão importante dia para as crianças.
Entre os vários pontos do programa, destaca-se um espectáculo de tributo a Ana Rita Ribeiro (Ritinha), logo no primeiro dia, a assinalar os 10 anos de vida artística desta cantora felgueirense, actualmente, com 15 anos de idade. Destacar-se-á ainda a realização da I Feira do Livro Infanto-juvenil da Vila da Longra, no qual as crianças terão a oportunidade de falar com escritores; a abertura do III Encontro de Teatro, que este ano é alargado em número de espectáculos e de grupos participantes, encontro que irá decorrer entre Junho e Outubro e sobre o qual falaremos mais tarde; e a entrega dos prémios do Concurso Infanto-Juvenil de Escrita Criativa e de Poesia Fausto Quintas 2008.

Programa:
1 Junho (domingo) – Abertura
15,30 horas: Inauguração da I Feira do Livro Infanto-juvenil da Vila da Longra, com a presença de escritores em contacto com as crianças, no parque de estacionamento da sede da Junta de Rande. Terá animação de rua pelo Teatro PesnaLua, uma sessão de Escrita Criativa para crianças e música.
16,30 horas: Espectáculo de Tributo, na Casa do Povo, à cantora felgueirense Ana Rita Ribeiro (Ritinha), actualmente com 15 anos, para assinalar os seus 10 anos de carreira artística. Participação da Academia de Dança de Felgueiras.
17,30 horas: Oferta de um bolo-gigante e sumos para as crianças.
7 de Junho (sábado)
21,30 horas: Abertura do III Encontro de Teatro da Vila da Longra, que se vai realizar até Outubro.

8 Junho (domingo)
16,00 horas: Entrega dos prémios do Concurso de Escrita Criativa e de Poesia Fausto Quinta 2008, na ex-Fábrica “Metalúrgica da Longra, durante a Feira Popular e Tradicional da Vila da Longra, onde será feita uma exposição dos originais do concurso. Neste dia, a Feira do Livro será transferida para este local.

10 Junho (3.ª feira)
16,30 horas: Encerramento da Feira do Livro antes do início do filme “Birth – O Mistério”, na CP Longra.

Rancho Folclórico da Casa do Povo da Longra desloca-se a França

O Rancho Folclórico da Casa do Povo desloca-se a França, entre 31 de Maio e 3 de Junho, para um festival internacional, a convite da Associação Os Lusitanos de Beaugency, que fica a 50 quilómetros de Paris.
Adão Coelho, presidente Direcção da CP Longra, pretende agradecer publicamente aos patrocinadores desta deslocação a França: "Agradeço a todos os que deram a sua contribuição financeira para que o nosso grupo pudesse participar no festival internacional, entidades, empresários e comércio local. Mesmo àqueles que, não tendo contribuido, aceitaram ouvir-nos".

domingo, maio 11, 2008

Morte de um amigo

É com tristeza que tomámos conhecimento da morte do Sr. Fonseca, proprietário de "O Jornal da Lixa".
De nome completo, António Vasco Ferreira da Fonseca, este é um amigo que fica para sempre na nossa memória como um Homem bom.
Informamos que o corpo encontra-se em câmara ardente, na cripta da Igreja da Lixa, e que o funeral realiza-se amanhã, dia 12 de Maio, pelas 18h30, na Igreja da Lixa, e segue para o cemitério de Friande, sua terra natal.
À D. Fernanda (sua esposa), aos seus filhos e demais família endereçamos os nossos sentidos pêsames.

quinta-feira, maio 01, 2008

Há cinema na Longra... Este sábado

Galardoado com mais de 40 prémios, entre os quais 5 Óscares e 3 Globos de Ouro, esta é mais uma obra-prima assinada por Martin Scorsese, que ficará para a história do cinema.
O Aviador, relata a vida de uma das figuras mais marcantes da América do Século XX, Howard Hughes (Leonardo DiCaprio), o excêntrico multimilionário da América dos anos 30. A sua paixão por aviões, cinema e por mulheres marcou um período na história americana.
O filme retrata a sua vida desde os finais dos anos 20 até aos anos 40, uma época em que Hughes era produtor e realizador em Hollywood, desenhava e criava aviões e relacionava-se com algumas das mais belas e elegantes mulheres da sua época, entre as quais duas lendas de Hollywood, a elegante Katharine Hepburn (Cate Blanchett) e a sensual e luminosa Ava Gardner (Kate Beckinsale).
Mas Hughes também tinha as suas próprias incapacidades e fobias, e as suas crescentes extravagâncias e o obsessivo comportamento vão levá-lo ao seu próprio isolamento.
Audacioso piloto, o mais famoso desde Charles Lindberg, Hughes tornou-se comandante da aviação comercial. Transformou-se numa figura mítica da América dos seus dias, envolto numa aura de agitação, encanto, sedução e mistério.

REALIZADOR
Martin Scorsese

INTÉRPRETES
Leonardo DiCaprio, Cate Blanchett, John C. Reilly, Kate Beckinsale, Jude Law, Adam Scott, Kelli Garner, Gwen Stefani, Nellie Sciutto, Alec Baldwin, Danny Huston, Matt Ross, Ian Holm, Alan Alda, Frances Conroy, Vincent Laresca, Justin Shilton, Brent Spiner, Josie Maran, Sam Hennings, Willem Dafoe, Stanley DeSantis.

1.º de Maio: A actualidade dos «Mártires de Chicago»

O artigo que a seguir se transcreve não foi retirado de nenhuma publicação de cariz político-partidária ou sindical mas da prestigiada revista católica missionária «Audácia», do mês de Maio, texto assinado pela Redacção.
Trata-se de uma publicação dos Missionários Combonianos (inspirados em Daniel Comboni) vocacionada para adolescentes e jovens.
Vale a pena ler o texto.


A realidade é que o mundo está cada vez mais dividido entre ricos (muito ricos) e pobres (muito pobres).
«Um dia o nosso silêncio será mais forte que as vozes que estrangulais hoje.» Foram palavras de August Spies, em 11 de Novembro de 1887, pouco antes de ser enforcado. Mas quem era esse Spies e porque falamos nele no século XXI? Porque foi morto e as suas palavras se tornaram tão importantes para o mundo? O que tem tudo isto a ver com o nosso texto sobre direitos humanos? É que foram profeticamente ditas quando Spies e outros trabalhadores foram condenados à morte por lutarem pelos seus direitos. Spies foi um dos protagonistas do episódio que ficou conhecido na história das lutas do proletariado como «Os Mártires de Chicago».
Esta é uma das razões por que se comemora o 1º de Maio. Não, não se trata de um feriado qualquer, mas de um marco sempre mais actual, quando os trabalhadores de todo o mundo sofrem com as prepotências de um patronato cada vez mais ávido de dinheiro e mais esquecido de valores morais e de justiça.
As origens do 1º de Maio remontam às propostas da Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT), que levou avante um dia de luta pelas oito horas de trabalho, num tempo em que era comum o trabalho de todos, incluindo grávidas e crianças, prolongar-se desde o nascer ao pôr do Sol. Era a jorna ou a jornada.
No que o poder considerou ser uma utopia, a AIT exigiu oito horas de trabalho, oito de lazer e oito de sono. Uma exigência que causou uma repressão violentíssima, com a prisão e a morte de muitos trabalhadores, tanto mais que, um pouco por todo o mundo, desde os EUA à Europa, passando pela Austrália, as vozes do proletariado fizeram-se ouvir.
Mas foi em Chicago que a violência assumiu foros de crueldade quando muitos manifestantes foram condenados à morte, uma condenação que foi anulada em 1893, com o reconhecimento do carácter político do julgamento. Muitos presos foram libertados, mas o terrorismo de Estado não tinha deixado de matar dezenas de trabalhadores.
Todavia, foi muitos anos mais tarde que as oito horas de trabalho ficaram consignadas em lei, um horário que, mais de um século depois, num mundo supostamente diferente e evoluído em progressos tecnológicos e que até permitem o aumento de produtividade, se mantém vigente.
Foi um horário que levou à luta e acabou por se tornar num símbolo para o sindicalismo. Mas, passados tantos anos, muitas razões subsistem para essa mesma luta, já que os direitos dos trabalhadores continuam a ser espezinhados por um capitalismo sempre mais feroz, por patrões que, em nome de um lucro fácil, colocam cada vez mais longe os interesses dos trabalhadores.
Diariamente sabemos de famílias que se encontram na miséria, porque os pais perderam os empregos, deixaram de poder pagar as casas e a alimentação, as escolas e os transportes. Abrimos os jornais, ligamos as televisões, e assistimos a verdadeiras paradas de «estrelas», enfeitadas com jóias, que se passeiam em grandes carros e exibem o dinheiro gasto à custa de trabalhadores que têm os ordenados em atraso ou até já foram dispensados.
Continuamos a ouvir os eufemismos de «remodelações» de firmas, que, em dois dias, são definitivamente fechadas. Falamos de pessoas que passam recibos verdes para levarem o seu salário, sem qualquer contrato de trabalho, ou daqueles que, sendo contratados, ao fim de algum tempo são despedidos para que o vínculo laboral não se torne definitivo, regressando ao posto de trabalho um mês depois, com novo contrato a prazo.
Há mais de um século, os trabalhadores lutaram pelas oito horas de trabalho. Hoje, diante de um patronato cada vez mais cego, a necessidade de dinheiro obriga muitos ao silêncio, outros até à traição e outros à revolta.
Os governos fazem leis que são cada vez menos cumpridas, leis avulsas, que servem os interesses económicos, e fala-se em globalização. Mas a realidade é que o mundo está mais dividido entre ricos (muito ricos) e pobres (muito pobres).
Tal como no século XIX, as grávidas continuam a trabalhar, as crianças são exploradas e as chamadas inspecções e fiscalizações só funcionam para alguns.
Por isso vos quisemos lembrar o significado do 1º de Maio, um dia de luta pela melhoria de condições de trabalho, um dia de luta pela igualdade. Porque não se trata de não querer trabalhar, trata-se de ter direito ao trabalho em condições de dignidade, sem que o homem seja explorado pelo homem, sem que as crianças percam o seu direito à infância, sem que as famílias sofram por falta de bens elementares como são a comida e a habitação. Mais de um século depois, as lutas parecem adormecidas, mas há sempre um tempo para acordar.

domingo, abril 27, 2008

Juiz Almeida Lopes aposentado e jubilado

CONSELHO SUPERIOR DOS TRIBUNAIS ADMINISTRATIVOS E FISCAIS

Deliberação (extracto) n.º 1218/2008
Por deliberação do Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais de 10 de Abril de 2008:
Dr. José Joaquim Almeida Lopes, juiz conselheiro da Secção de Contencioso.
Tributário do Supremo Tribunal Administrativo — desligado do serviço para efeitos de aposentação/jubilação.
16 de Abril de 2008 — O Presidente, Manuel Fernando dos Santos Serra.


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