quarta-feira, março 19, 2008

Desaparecidas mas não raptadas

Duas jovens residentes no concelho, de 16 e 17 anos, ambas estudantes na Escola Secundária de Felgueiras, foram dadas como desaparecidas entre sexta e segunda-feira passadas, mas o caso nada teve a ver com uma situação de rapto nem estará relacionado com nenhum acto de natureza criminal por parte de terceiros. Ter-se-á revelado, antes, como uma atitude de afirmação pessoal das jovens "na idade de todos os porquês".
As duas jovens, na sexta-feira, como é habitual, sairam de casa de manhã para irem à escola. Ao final da tarde, não regressaram mais às suas famílias, que, alarmadas com a situação, imediatamente, ao outro dia, deram conhecimento do sucedido às autoridades. Estas elaboraram logo um auto de desaparecimento e puseram-se em campo, passando a investigar um provável caso de foro criminal, tanto mais que se trata de duas menores.
Entretanto, segundo fontes bem colocadas, na segunda-feira, uma das jovens telefonou ao pai. A filha lá lhe disse que estava no Porto, num apartamento perto da estação de S. Bento, e que ela e a colega tinham ido com amigos passear, já que, entretanto, se meteram as férias escolares da Páscoa.
Um final feliz!

quinta-feira, março 13, 2008

Exposição de Crucifixos na Pedreira

Mais de 500 crucifixos vão estar em exposição, a partir do próximo sábado e até ao domingo de Páscoa, no Salão Paroquial da Pedreira.
Trata-se de uma iniciativa promovida pelo grupo da catequese que pretende mostrar alguns exemplares de cruzes, algumas muito valiosas.
A abertura da exposição está marcada para sábado às 18H30 e vai prolongar-se até às 22h00.

Domingo: 9H00 -12H00, 15H00 e as 18H00.
De segunda a quinta: 20H30 e as 22H00.
Sexta: 16H30 e as 18h00
Domingo de Páscoa: 16H30 e as 18H00.

quarta-feira, março 12, 2008

Maria Gabriela Llansol


Foi através de um mísero oitavo de página de jornal que recebi a notícia da morte da escritora Maria Gabriela Llansol, na semana passada, aos 76 anos de idade. Autora por cuja escrita há muito nutro um certo carinho e consideração.
Confesso que, momentaneamente, senti um suave arrepio de pele, não tanto pela morte da senhora, figura ímpar da ficção contemporânea portuguesa, mas, principalmente, pelo facto de o triste acontecimento ter passado quase despercebido na generalidade dos órgãos de comunicação social, que, diariamente, nos enchem de Mourinhos, Cristianos Ronaldos e de toda a “pimbalhada” do reino. Trata-se de mais uma injustiça, a somar aos muitos atentados contra a nossa vivacidade cultural, talvez e fatalmente, não tanto por esquecimento mas, mais grave ainda, pela enorme ignorância que o país tem sobre esta “escritora estranhamente extraordinária”. Muitos com “responsabilidades éticas” nem sequer saberão que ela alguma vez existiu.
Formada em Direito e Ciências Pedagógicas e filha de um bibliófilo, Gabriela cedo se entregou à escrita, em 1957 – já lá vão 50 anos! –, como quem tinha que cumprir uma estóica missão na sua passagem pelo mundo. E quando assim é, morre-se feliz e… solitário, não obstante a solidão ser motivo de infortúnio e possuir a negra cor da morte.
E foi o que aconteceu! Num país em que a promoção não depende tanto do mérito mas de interesses corporativos tipo maçonarias e Opus Dei, donde pontificam todas as invejas e intrigas, Gabriela, divulgada por Prado Coelho, sempre procurou o silêncio, isolou-se na sua casa de Sintra com o homem da sua vida, e fez disso o seu lugar do mundo. Precisamente, um dos seus trabalhos intitula-se “Curso de Silêncio” (2004). O silêncio como filosofia de vida, ao encontro dos seus mitos (como S. João da Cruz), mas também como couraça contra os invejosos que povoam o meio cultural português, que não compreendem e se riem do hermetismo da autora, acusando-a, ignobilmente, de esoterismo e de misticismo.
Gabriela, humilde como era, dizia que não fazia literatura, que vivia à margem desta; que apenas escrevia. Muito raramente dava entrevistas; jamais vestiu a capa das ideologias para ser grande, tendo acompanhado, em 1965, o seu marido no exílio; e morreu com pouquíssimos amigos. Como todos os cidadãos que optam pela sua liberdade plena, tinha a sua irreverência própria, ao seu modo, e o seu conceito de intervenção, talvez passiva, é certo, mas, quiçá, mais útil do que muitos que têm a cidadania na barriga, ou seja, nos “banquetes cívicos e solidários” sabe-se lá com quem e com quê. E pergunto: hoje, o que há de maior intervenção activa na sociedade portuguesa que não sejam os interesses corporativos dos protagonistas dessa intervenção e dos seus maliciosos grupinhos? E os outros, os humanistas que não estão com o sistema, esses, por seu lado, parecem ter caído no desânimo; há muito que baixaram os braços…
Triste fado do artista português! Só assim, com esta postura de silêncio, de auto-isolamento, de laica clausura, é que Gabriela conseguiu vingar o seu génio inovador na literatura, em que privilegia grandemente a prosa poética, da qual o romance passa a ser o que não era antes, imbuído numa fluidez e musicalidade que tornam o texto revolucionariamente diferente e pioneiro quanto à sua inevitável evolução. Uma estética diferente de Saramago, de Lobo Antunes, de Agustina, mas ao mesmo nível destes patamares e, quiçá, talvez com um percurso mais dificultado em cada etapa, porque, não tendo dado a mínima confiança aos donos do reino, é, hoje, um nome desconhecido da esmagadora maioria dos portugueses.
Mas o mais importante ficou – a obra! Grandiosa! Ficaram 30 livros e mais de 75 cadernos, material que espero ver, um dia, trazidos à estampa com novas compilações.
Triste fado do artista português! Mais para diante – daqui a 10 ou 20 anos –, a escritora nascerá. Nascerá então efectivamente para este mundo. Será arrancada da sua voluntária e forçada clausura e voará para o céu das estrelas luminosas.
Infelizmente, em Portugal, sempre assim fomos.

JCP
Excerto da autora:
Seguindo o meu olhar até aos lábios de Bach, há sempre um espaço subterrâneo, uma fala que perscruta a sua boca aberta.
Baixo os olhos sobre as claridades cintilantes, enamoradas, visualizo um volume que, na minha língua, deve ter um nome. Procuro então um outro volume para que não encontro palavras, ou superfície e imagem:
água livre, nem de rio, nem de mar, nem de lago, nem de nevoeiro, água repleta de silêncio no momento do fogo, ou talvez clima vulcânico no centro das terras. Designações sobrepostas de múltiplas línguas voltam à unidade, é a explosão do nascimento do tempo; é o seu princípio de fuga estelar no seio das criaturas; (levanta-se uma brisa, sua descrição é impensável para além de uma meditação de neblina).
É uma visão de deleite tão intenso que fios de água escorrem por entre o fogo, que é circundante e leve. Ali estão compreendidos os seres vivos desde o início dos séculos ao fim das carreiras mortais e, sobre eles, os seres mortos não se distinguem da palpitação consumitiva: meus companheiros vêem por mim,
a quem eu cerro as pálpebras; acordo abrindo os olhos.

Maria Gabriela Llansol, in Um Falcão no Punho, 2.ª edição, Relógio D’Água, 1998.

terça-feira, março 11, 2008

Petição SNS para Todos

A comissão nacional da campanha "SNS para Todos", que está a promover uma petição junto do maior número de portugueses em defesa intransigente do Serviço Nacional de Saúde - documento que subscrevemos desde a primeira hora -, acaba de nos enviar um e-mail a fim de o publicarmos neste blogue.
Assim, é com inteiro agrado que deixamos a mensagem de apelo. Eis o teor da mesma:


A petição em defesa do Serviço Nacional de Saúde e pelo fim das taxas moderadoras continua a recolher apoios em todo o país. A saída de Correia de Campos do governo foi uma boa notícia para o SNS mas são as políticas que têm de mudar, e não apenas a cara dos responsáveis.

Assine esta petição em http://www.petitiononline.com/sns2008/


Esta petição tem como primeiros signatários o fundador do SNS António Arnaut, os deputados Manuel Alegre e João Semedo, o bastonário da Ordem dos Médicos Pedro Nunes e o ex-bastonário dos farmacêuticos e antigo presidente do Infarmed, José Aranda da Silva. Entre as assinaturas recolhidas encontra-se a da bastonária da Ordem dos Enfermeiros Augusta Sousa, do presidente do SIM Carlos Arroz, da arquitecta e vereadora da CML Helena Roseta, e dos sindicalistas Ulisses Garrido, António Chora e Kalidás Barreto, entre mais de cinco mil pessoas que já assinaram a petição na internet.

A petição quer obrigar o parlamento a tomar as "decisões políticas necessárias ao reforço da responsabilidade do Estado no financiamento, na gestão e na prestação de cuidados de saúde, através do SNS geral, universal e gratuito".

30 anos depois da criação do Serviço Nacional de Saúde, ele cobre hoje menos população do que em 1979, graças à entrega aos privados de uma importante quota de mercado. A saúde é um negócio apetecível e o SNS é a única garantia de que os portugueses, independentemente dos seus rendimentos, terão o mesmo acesso a cuidados de saúde de qualidade.

Assine esta petição e reencaminhe esta mensagem para os seus contactos.
Ajude-nos a defender o SNS. A sua voz conta.

Campanha Nacional
em defesa do SNS

Página da campanha:
http://www.saudeparatodos.net/
Página da petição na internet:
http://www.petitiononline.com/sns2008/

PSD/Felgueiras reforça o papel das mulheres dentro do partido


NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL


1. Secretariado das Mulheres Social-Democratas de Felgueiras


O Secretariado das MSD de Felgueiras foi designado pela Comissão Política e tomou posse junto com o Secretariado distrital no passado dia 8 de Março, em Valongo, com a presença do presidente do partido, Dr. Luís Filipe Menezes. O Secretariado de Felgueiras é composto pelos seguintes elementos: Elisa Rodrigues (Coordenadora - 963002976); Maria Elisabete Ferreira; Ilda Sousa e Costa; Angélica Mendes; Maria Emília Faria; Mónica Mendes; Paula Pinto; Sara Ferreira; Isabel Susana Ferreira; Georgina Mendes; Vera Alves; Elsa Marisa Silva; Vera Moreira.

Os objectivos do núcleo das MSD são os seguintes: Promover e desenvolver acções no sentido da igualdade de direitos entre mulheres e homens; Promover a participação paritária dentro do PSD; Promover acções de defesa da igualdade de oportunidades para todos, ao nível da vida social, económica, cultural e política; Garantir a representatividade mínima de 33% de militantes de qualquer sexo nas estruturas políticas; Promover as condições necessárias ao pleno cumprimento da Lei da Paridade (Lei Orgânica 3/2006, de 21 de Agosto).


2. Preparação das Eleições Autárquicas de 2009 – reunião com autarcas

No passado dia 5 de Março, o P.S.D. realizou uma reunião com os autarcas eleitos e o Gabinete Autárquico da distrital liderando pelo Eng. José Manuel Soares.
Esta reunião foi o ponto de partida para o início do processo autárquico de 2009.
A actuação nos próximos meses passará por:
- realizar um processo de auscultação de autarcas, militantes e população tendo em vista a preparação das próximas autárquicas;
- afirmar o PSD como a única força com credibilidade e “mãos limpas” para concretizar a reviravolta que o concelho precisa para sai da cauda do desenvolvimento da região;
- continuar a defender uma política séria de oposição, uma atitude política positiva com propostas credíveis para o futuro do concelho e para os graves problemas que atingem Felgueiras;
- expandir o partido junto da população;
- iniciar a elaboração de um programa autárquico;
- iniciar o processo de escolha de candidaturas vencedoras à Câmara/Assembleia e Assembleias/Juntas de Freguesia.
A sede do PSD encheu-se para que os autarcas fizessem um balanço do actual mandato e perspectivassem as próximas eleições autárquicas. Em cima da mesa discutiram-se questões como a lei da paridade, o timing de lançamento dos candidatos, o projecto político do partido para as freguesias e para o concelho, a revisão da lei eleitoral, perfil de candidatos, papel dos Presidentes de Junta, necessidade de preparar o processo autárquico atempadamente, necessidade de existir solidariedade entre os autarcas e o trabalho desenvolvido pela actual Comissão Política.
Concluiu-se que o PSD está fortemente motivado e convicto de que o clima de desânimo e de angústia em relação ao futuro só será superado com uma vitória do PSD nas próximas eleições autárquicas. O partido está a preparar atempadamente o processo autárquico e apresentará candidaturas ganhadoras e mobilizadoras dos felgueirenses. O PSD assume-se como bandeira da esperança dos felgueirenses num concelho que possa despertar do marasmo em que se encontra e garanta progresso e desenvolvimento para as gerações futuras sem esquecer os mais desfavorecidos, os jovens, os desempregados, os idosos, as instituições e as freguesias.

C.P. do PSD Felgueiras
11 de Março de 2008

Amarante na senda habitual dos seus projectos culturais

Casa da Música de Amarante prestes a ficar concluída

Estão prestes a concluir-se as obras de recuperação, adaptação e ampliação da antiga cadeia de Amarante, das quais resultará um moderno equipamento cultural e escolar especializado, onde será instalado o Centro Cultural de Amarante.

Conhecido como “Casa da Música de Amarante”, o edifício, localizado na zona norte da cidade, ao Campo da Feira, é constituído por dois pisos, acolhendo serviços administrativos, salas para ensino de várias valências musicais e ballet, salão polivalente para ensaios e exposições, biblioteca multimédia e audiovisual e auditório de 122 lugares equipado com palco para espectáculos, exibições e conferências.

O valor de adjudicação desta obra foi superior a 1 500 000,00, sendo financiado a 60,53 por cento pelo Programa Operacional do Norte.

Com a sua “Casa da Música”, Amarante fica dotada de mais um equipamento cultural de qualidade, que se junta à Casa da Cultura e Juventude, ao Museu e Biblioteca Municipais e a outros espaços como o ex-Cineteatro, onde tem sede a Orquestra do Norte.

GNR sabe de onde foi feita ameaça


A ameaça de bomba de que foi alvo o Hospital Agostinho Ribeiro, em Felgueiras, anteontem à noite, foi feita através de uma cabina telefónica, segundo fonte da GNR de Felgueiras, que está a investigar o caso com o Ministério Público. O número de telefone e a localização da cabina já são conhecidos das autoridades.
Segundo a mesma fonte, seriam 22.32 horas quando a funcionária administrativa de serviço no atendimento recebeu uma chamada de um homem que disse que se encontrava um engenho explosivo no hospital "que iria explodir daí a 20 minutos".
Face àquela ameaça, foi decido evacuar todas as pessoas do edifício, tanto doentes como funcionários. O maior transtorno não foi a saída dos doentes da urgência, mas a deslocalização dos 22 pacientes internados nos Cuidados Continuados, que trata, maioritariamente, doentes terminais. Todos os pacientes internados foram deslocalizados para uma ala adjacente do hospital.
Três horas de buscas
O regresso às enfermarias só foi feita a partir das duas horas da madrugada, ao fim de mais de três horas que duraram as operações dentro do hospital. A GNR montou um perímetro de segurança em volta do hospital, tendo sido chamada uma unidade de desactivação de explosivos do Porto. No terreno, estiveram cinco ambulâncias, dez agentes da GNR e mais 30 de reserva. A GNR evitou a todo o custo o alarme, principalmente dos familiares dos internados.
"Lamento profundamente que alguém, tão insensível e desumano, tenha causado este sofrimento, principalmente aos pacientes dos Cuidados Continuados, a quem já lhes basta o sofrimento físico para que não se brinque emocionalmente com eles. É lamentável e inteiramente escusado". Foi com estas palavras que o director clínico do Hospital Agostinho Ribeiro, Caldas Afonso, comentou o incidente.

JN. 11 de Março de 2008 (clique aqui)

domingo, março 09, 2008

Novo regresso

Manter este espaço diário - de informação, reflexão e de participação cívica e democrática - é um desafio para o seu editor, melhor dizendo, um contrato ético com os leitores, compromisso esse que tentaremos cumprir sempre, dentro das nossas possibilidades e limitações.
Porém, motivos pessoais do editor do DF levaram a que não lhe fosse possível actualizar este espaço, facto pelo qual pedimos a melhor compreensão. Pensamos não ser motivo para que os nossos leitores nos deixem de "visitar". Da nossa parte, fica a promessa de retomarmos a nossa escrita, da forma peculiar que os leitores nos conhecem.