sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Carnaval Vila da Longra 2008

">

="0" alt="" />

Longra viveu o seu maior Carnaval de sempre: mais de 10 mil pessoas

Chuva não assustou os foliões do Carnaval da Longra
Organização aposta cada vez mais no Entrudo português
Quatro investigadores da UTAD estudam o Entrudo da Longra

Realizou-se, mais uma vez, pelo décimo primeiro ano consecutivo, o Carnaval da Vila da Longra, que há muito se evidencia como o maior do concelho de Felgueiras.
Sem demérito para as organizações dos anos anteriores, porque os frutos também se devem às sementes, desta vez, o evento bateu o seu maior record de sempre no que respeita à participação de pessoas – mais de 10 mil –, apesar da chuva que ocorreu, de tarde, durante o corso carnavalesco, e à noite, na Leitura e Enterro do Entrudo. O Jornal Vila da Longra ouviu um elemento da GNR em serviço durante o corso, que é da mesma opinião quanto ao número de pessoas que assistiram ao cortejo. O evento é realizado pela Casa do Povo da Longra e pelas três Juntas de Freguesia que compõem a Vila – Rande, Pedreira e Sernande.
Quem se recorda afiança que, de facto, este foi o maior Carnaval de sempre naquela localidade, devido ao facto de este acontecimento popular, que já se fez tradição na Longra, ter contado desta vez com um número acrescido de pessoas oriundas de todas as partes do concelho e até de fora deste, devido à eficaz publicidade da organização, bem como de centenas de figurantes que abrilhantaram o evento, em cor, em humor, sendo a crítica política e social a tónica dominante, a saber: o custo de vida, a subida do preço da água e dos impostos, as urgências fechadas pelo Governo, a suspensão do Lisboa-Dakar, a falta de articulação entre as corporações de bombeiros e o INEM, o alegado excesso de zelo da ASAE e, entre muitos outros ingredientes de sátira, o inevitável julgamento do “saco azul” de Felgueiras, com destaque para a presidente da Câmara. O corso foi feito em carros alegóricos, a pé, de bicicleta, de moto, de jipe e outros meios de transporte. Tudo a alegrar mais de 10 mil pessoas.
No que toca a figurantes no corso, o mesmo pôde contar com a participação não só de pessoas inscritas antecipadamente na organização como também de cidadãos de outras partes do concelho, que, em cima da hora e de forma espontânea, quiseram dar o seu contributo no cortejo, que teve início às 16 horas.
À noite, pelas 20,30 horas, assistiu-se ao velório, ao Enterro e à Leitura do Testamento do Entrudo, actos seguidos da queima do cadáver. O velório foi feito no palco da Casa do Povo, com o Entrudo deitado no caixão e a viúva a receber os sentimentos. Durante o funeral foram estridentes os gritos da viúva, como, por exemplo: “Morreste, meu querido homem, que eras tão bom para mim! Davas-me tanto trabalho e porrada! Eras, de facto, o marido ideal!". E foram muitos os participantes no funeral que “insultaram” a pobre mulher, acusando-a de adultério: “Choras?!... Mas quanto ele estava no hospital, andavas com outro homem, sua desavergonhada!” E a viúva ainda mais gritava, que causava dó. A bandeira “religiosa” que ia à frente do cortejo fúnebre era a do FC Felgueiras, extinto há anos, ao fim de sete décadas de história, que agora se vê envolvido num mega-processo, onde são arguidos políticos e ex-dirigentes desportivos locais.
A Leitura do Entrudo foi feita em três partes, uma por cada junta de freguesia envolvida na organização. Quase todas as famílias da Vila tiveram direito a um dos muitos haveres deixado pelo Entrudo, como, por exemplo, a Bíblia, a bacia, a pipa do vinho, o penico e até as dívidas.
Sendo inevitáveis as influências brasileiras nos carnavais portugueses, a organização do da Longra, segundo esta, tenta, cada vez mais, incutir o verdadeiro espírito do Entrudo, tão característico no nosso país, nomeadamente, o do Noroeste, onde, historicamente, se desenvolveu um Entrudo peculiar, com raízes milenares.
Equipa de investigadores da UTAD estuda o Entrudo da Longra

Uma equipa de quatro investigadores da UTAD - Universidade de Trás-os-Montantes deslocou-se à Longra para estudar in loco o Enterro e a Leitura do Testamento.
Brevemente, essa mesma equipa vai deslocar-se à Casa do Povo da Longra para aprofundar melhor o seu conhecimento e caracterização deste meio.

PS acusa PSD de estar a criar um "caso" sobre o alegado emcerramento do SAP


COMUNICADO

Temos assistido nestas últimas semanas a algumas notícias sobre o encerramento do SAP - Serviço de Atendimento Permanente do Hospital Agostinho Ribeiro, propriedade da Santa Casa da Misericórdia de Felgueiras.

À boleia das manifestações das populações das localidades onde incidiu a reestruturação dos serviços de prestação de saúde levada a efeito pelo Governo, com o encerramento de alguns serviços públicos, o PSD local (que erradamente até refere “Serviço de Apoio Permanente”) e uma intitulada Comissão de Utentes do Hospital de Felgueiras procurou, irresponsavelmente, criar um “caso” nesta terra, com a conivência do Director Clínico do referido Hospital, Dr. Caldas Afonso. De facto, ao invés de esclarecer cabalmente que, no que a Felgueiras diz respeito, não existia qualquer decisão ou sequer intenção do Governo em encerrar o SAP – Serviço de Atendimento Permanente, o Sr. Director Clínico apressou-se a prestar declarações à imprensa, apresentando soluções que, como clínico que é, devia saber não ser possível implementar. Com efeito, não seria nunca possível assegurar o funcionamento deste serviço só com um médico e, a haver qualquer alteração, caberia sempre à Administração da Misericórdia de Felgueiras efectuá-la e comunicá-la à população.

A actuação daquela Comissão, do PSD e do Director Clínico não é mais que uma acção concertada, levada a cabo ao arrepio da Santa Casa da Misericórdia de Felgueiras, com motivações políticas, para criar protagonismo e retirar dividendos, preocupados somente com o ruído que daí pode advir, esquecendo-se que o Hospital não é do Estado, é privado e pertence a uma Instituição que deve ser respeitada por todos.

O PS, tal como já garantiu em devido tempo, afirma, mais uma vez, que nunca foi posta em causa pelo actual Governo a denúncia do protocolo celebrado pela então Ministra da Saúde, Dr.ª Maria de Belém, para o funcionamento do SAP – Serviço de Atendimento Permanente e lamenta que a Santa Casa da Misericórdia de Felgueiras não venha a público, como lhe compete, esclarecer a população que serve, permitindo que “alguns”, de forma irresponsável, usem e abusem do bom nome que a Instituição possui.

Parece-nos ainda importante esclarecer que o PS Felgueiras só interveio junto do Ministério da Saúde em defesa da instituição Misericórdia de Felgueiras, neste e noutros casos, a pedido e solicitação da mesma, e que tão bons resultados vem proporcionando a Felgueiras.

Felgueiras, 6 de Fevereiro de 2008.


O PRESIDENTE DA COMISSÃO POLITICA


(Eduardo Bragança)

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Faleceu a menina de 12 anos atropelada quarta-feira perto de casa, em Torrados



Faleceu, hoje, ao fim da manhã, no Hospital de S. João, no Porto, a menina de Torrados, de 12 anos, atropelada na noite da passada quarta-feira, perto de casa, em Torrados.
Sónia Catarina Moura era uma prmissora atleta do União Desportiva de Várzea.

Menina atropelada em estado muito grave no Hospital de S. João

Cinema volta a Felgueiras

O Cinema voltou a Felgueiras.
Com o apoio do INATEL, através do projecto denominado Circuito de Cinema do Inatel, a Casa do Povo da Longra passa hoje, pelas 21,30 horas, o filme "Traffic - Ninguém Sai Ilseo", cujo calendário de programação consiste na passagem de uma película por mês, na Sala de Espectáculos da Casa do Povo.
Neste momento, o concelho de Felgueiras não tem nenhuma Sala de Cinema.

Conservarório de Música dá Concerto de Carnaval na Casa do Povo da Longra

O Conservatório de Música de Felgueiras vai dar, hoje, dia 1 de Fevereiro, pelas 21,30 horas, um Concerto de Carnaval na Sala de Espectáculos da Casa do Povo da Longra.
Entrada é livre.

Carnaval da Longra





quarta-feira, janeiro 30, 2008

Vila da Longra festeja o maior Carnaval (notícia JN)

O Carnaval da Vila da Longra, em Felgueiras, que já se tornou o maior do concelho, completa, agora, 10 anos de existência, registando uma adesão cada vez maior.
Assim, numa organização conjunta da Casa do Povo da Longra e das três Juntas de Freguesia daquela vila - Rande, Pedreira e Sernande -, na próxima terça-feira, dia de Carnaval, a população (cerca de 10 mil pessoas) vai sair à rua para ver, pelas 15 horas, o Corso Carnavalesco, a partir das antigas instalações da Metalúrgica da Longra até ao cruzamento do centro da localidade (ida e retorno).
Vão desfilar centenas de figurantes, onde a crítica social e política não ficará alheia nas manifestações artísticas do referido corso carnavalesco, bem como nos carros alegóricos e outros adereços do Entrudo.
À noite, pelas 20 horas, sairá o Enterro do Entrudo, precedido do respectivo Testamento, a partir das instalações da Casa do Povo.

terça-feira, janeiro 29, 2008

Padre Mário de Oliveira escreve sobre a corrupção a propósito das declarações do bastonário da Ordem dos Advogados

Bastou o novo bastonário dos advogados dizer umas "bocas" a uma rádio sobre a escandalosa existência da corrupção em Portugal, inclusive ao nível dos órgãos mais altos que estão à frente do país, para que os do Poder político que a fomentam, praticam, dão-lhe cobertura e dela beneficiam - só os ingénuos é que ainda pensam que a multiplicação das leis que eles aprovam é para combater a corrupção; na verdade é para a promover, proteger e dar-lhe até um certo ar de legitimidade - saíssem a terreiro, como pudicas virgens ofendidas na sua honra, uns a exigirem que o bastonário divulgue nomes de corruptos, e os outros a jurarem a pés juntos, perante os microfones e as câmaras de televisão dos cúmplices e mudos jornalistas que as instituições oficiais funcionam e que a corrupção não existe, não senhor, é tudo um calunioso delírio do novo bastonário da Ordem dos Advogados, manifestamente descontrolado e sem tento na língua.
Mas digam-me uma coisa: Pode alguma vez haver Poder sem corrupção? O Poder, todo o Poder, não é corrupto por natureza? O Poder, todo o Poder, não é a própria corrupção em acção? Quando, em sociedade, aceitamos pacificamente a existência do Poder, não abrimos de par em par as portas à corrupção? O que pretende, então, o senhor bastonário dos advogados com a sua denúncia? Acabar com a corrupção e, consequentemente, com o Poder que a produz e protege? Ou, pelo contrário, pretende ganhar mais Poder, mais protagonismo pessoal e corporativo, entrar ainda mais na esfera do Poder e tirar daí ainda mais dividendos? Está zangado, porque há outros que levam fatias ainda maiores do que as dele e as dos que dão corpo à sua Ordem? Pretende alcançar uma maior fatia nos benefícios que o Poder, sempre corrupto, distribui aos que o servem? Como interpretar as suas palavras? Uma arrojada denúncia contra o Poder e contra a corrupção que ele sempre produz, e que lhe pode vir a custar a própria vida? Desencadear no país uma salutar Insurreição das populações? Despoletar um levantamento nacional contra a corrupção institucionalizada e, por isso, contra o Poder e contra toda essa imensa minoria dos privilégios que é estruturalmente corrupta e vive da corrupção que o Poder é e sempre proporciona a quem o serve?
Será que inesperadamente o senhor bastonário decidiu fazer-se pobre por opção, converter-se, mudar de campo, de Deus, tornar-se homem, simplesmente? Ou, pelo contrário, está manifestamente assanhado, porque há outros que "comem" muito mais do que ele e os da sua Ordem e ele quer que haja mais "justiça" na distribuição dos despojos da corrupção entre a imensa minoria dos privilegiados que servem o Poder e os grandes interesses dos grandes poderosos?
Quem não sabe que os advogados - há honrosas excepções e mesmo essas só em alguns casos - acabam por estar todos, uns mais outros menos, com destaque para aqueles que sobem na vida, fazem fortunas, ganham temido nome na praça, no burgo, ao serviço dos poderosos, dos grandes grupos económicos e financeiros, são altamente financiados para defender a grande corrupção, mafiosamente organizada?
Pode um advogado fazer fortuna, se passar a sua vida profissional a defender as causas do Pobre, da Vítima, do Oprimido, do Órfão e da Viúva? Não terá de ser, neste caso, um profissional quase missionário, mais profeta do que advogado, pobre por opção e por toda a vida? Aceitar fortunas para ir defender em Tribunal causas que se sabem à partida indefensáveis, perante a Verdade e a Justiça, não é ser corrupto, fazer o jogo da corrupção, trair o Pobre, a Vítima, o Pequeno, a Viúva, o Órfão, o Oprimido? E não é o que mais se faz por aí, no país, na Europa e no mundo? O que pretende então o senhor bastonário dos advogados com as suas declarações? E o que pretendem os que saíram logo a terreiro, a apoiar ou a protestar? Não pretendem, ele e eles, que tudo fique na mesma, ou ainda pior?
Vem aí, de tudo isto, algum benefício para as vítimas da justiça sem Justiça, que os Tribunais diariamente cometem? Ora, se não é para acabar com o Poder, o pai de toda a corrupção, saibam as populações do país que as declarações do bastonário dos advogados nem sequer uma pedrada no charco são. São fonte de mais e mais corrupção, essa mesma que compra tudo e todos, só precisa de saber qual o preço que tem de pagar para poder prosseguir o seu reinado. A corrupção hoje é de tal ordem, que já nem conseguimos conceber uma sociedade sem corrupção. O objectivo dos menos corruptos já não é acabar com a corrupção, mas que a corrupção seja um pouco mais controlada, não ande tão à rédea solta como hoje já acontece, e não se pratique tão às escâncaras.
Mas desde que o Dinheiro passou a Grande Dinheiro e está aí cientificamente organizado segundo as suas próprias leis, sem qualquer controlo por parte da Política, que hoje até deixou de existir, para se converter em Poder, o chamado Poder político organizado no Estado, inclusive sob a forma de Oposição, a Corrupção passou a andar também à solta e pratica-se por aí às escâncaras, sem qualquer pudor, protegida por capangas sem escrúpulos, para lá das leis, das Polícias, dos Tribunais e dos militares formados e acantonados nos quartéis. Soldados ao lado do povo, prontos a proteger as vítimas dos grandes poderosos e dos grandes ricos, foi sol de pouca dura, depois do 25 de Abril de 1974,em Portugal. Porque depressa veio o 25 de Novembro de 1975 restabelecer a velha Ordem do Poder e abrir avenidas cada vez mais largas ao Grande Dinheiro e ao Grande Poder que hoje estão aí ambos à rédea solta. E saibam que o que hoje nos é dado ver e sofrer ainda é só o começo das dores. Porque o Grande Dinheiro e o Grande Poder, se não forem depressa decapitados pelos povos, devoram tudo o que virem mexer diante deles. Até devoram os seus próprios servidores, os seus próprios beneficiários. Comem-lhes a identidade. Sugam-lhes o sangue. São a Grande Besta apocalíptica do século XXI, e está tudo dito. Quando ambos, como um só, conseguirem implantar o seu próprio Executivo à escala mundial - é a globalização do Grande Dinheiro e do Grande Poder, em todo o seu despudor - deixará de haver lugar para os seres humanos, todos reduzidos a autómatos e a idólatras.
É isso que queremos?! "Tende cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes". A advertência política, oportuníssima, é de Jesus, o dos Evangelhos Sinópticos. Tem quase dois mil anos, mas continua por acolher e praticar. É uma sábia advertência que valoriza a Política e que alerta os povos para os mortais perigos do Poder, nomeadamente, do Grande Poder, sempre corrupto e fonte de grande corrupção. É óbvio que o fermento a que se refere Jesus é a ideologia do Grande Poder que é perito em fazer leis para se auto-proteger, a pretexto de proteger as pessoas e os povos. Protege-se a si próprio e às suas minorias privilegiadas contra as pessoas e os povos. É uma ideologia mentirosa e assassina. Jesus percebeu melhor do que ninguém que quanto mais leis, mais corrupção, porque mais Poder. Quanto mais Poder, mais leis e por isso também mais corrupção. Lá onde se multiplicam as leis, diminuem os seres humanos íntegros, livres, responsáveis, autónomos. Multiplicam-se os escravos, os súbditos, os corruptos, os infractores, os chico-espertos. Os pequenos corruptos são sempre apanhados nas malhas das leis e logo castigados. Os grandes corruptos constituem os Executivos das nações, são deputados, são administradores de grandes empresas, de transnacionais, de bancos, de Igrejas e de Religiões. Integram a imensa minoria dos privilégios, essa mesma que oprime as maiorias e as mantém sob o jogo das suas leis e dos seus tribunais. E, quando, excepcionalmente, algum dos grandes calha de cair em apuros, lá estão os advogados de renome para o defender em troca de grandes somas de dinheiro, peritos que são em levar as leis a dizerem o contrário do que nelas está escrito.
Avisados andarão, pois, os povos e os seus intelectuais orgânicos - ainda há exemplares desta espécie hoje em franca extinção?! - se tiverem em linha de conta o alerta político de Jesus: "Tende cuidado com o fermento dos fariseus e de Herodes", isto é, a imensa minoria dos privilegiados que fazem / aprovam / executam as leis e dão corpo ao Poder político - juízes, chefes militares e de polícia, deputados e sobretudo os Executivos das nações, quer os actuais Sócrates ainda em exercício, quer todos aqueles que já se preparam para lhes suceder, quando aqueles passarem a ser sucata do Poder, como outros tantos obsoletos computadores. Sem nos esquecermos, é claro, de incluir nessa minoria também os advogados, pelo menos, aqueles que fazem fortuna no exercício da advocacia, sinal inequívoco de que não defendem as causas do Pobre, do Órfão e da Viúva, mas as dos grandes corruptos. Novos fariseus e novos Herodes é o que hoje não faltam por aí. Esta é, por isso, uma Hora difícil para os povos do mundo, porque até os que deveriam ser suas sentinelas estão cada vez mais feitos com o Grande Dinheiro e o Grande Poder. Fecham os olhos aos grandes crimes e á Grande Corrupção. E as bocas. Ou então falam e apontam, mas para ganharem mais protagonismo, mais adeptos e subirem na carreira e na sua conta bancária. Têm de ser os próprios povos a estar vigilantes, de olhos abertos. Fixem esta regra de libertação, que decorre daquela sábia e oportuna advertência política de Jesus: Lá, onde houver riqueza acumulada e concentrada e Poder a crescer, saibam que o fermento, a ideologia que esses seres humanos respiram é de corrupção e de opressão. Nem que pareçam solidários, são lobos disfarçados de cordeiros. Não podemos confiar-lhes nunca as nossas causas. Sempre acabarão a entender-se uns com os outros contra nós, os pobres e os povos. Dos novos fariseus e dos novos Herodes só vem desgraça para os povos. Deixemos então de confiar a eles as nossas causas.
Organizemo-nos pobres com pobres, povos com povos. E conspiremos cada vez mais em novas clandestinidades. Porque só assim resistiremos e seremos Futuro, como povos livres e responsáveis, protagonistas da História. Saibam que não é fácil. Mas alguma vez foi fácil ser-se mulher, homem, povo?
Padre Mário de Oliveira