
sexta-feira, dezembro 28, 2007
Benazir

segunda-feira, dezembro 24, 2007
Boas Festas
Natal dos Simples - Zeca Afonso
VEM AÍ O NATAL!
Vem aí o Natal!
Que frio instável se instalou nos meus ossos!
Os músculos pretendem dormir,
Acomodados que andam pela digestão do sal enfartado.
E, constantemente, estremecem
Com o cintilar das lâmpadas do presépio.
Mais uma vez, a periclitante soberba dos gostos
Esfomeia-se de açúcar e álcool nas veias.
- Quem dorme, hoje, nesta planície de neve?
As mães desgraçam-se na correria louca das superfícies;
O Pai Natal é filho de uma besta.
Os putos não sabem mas são
As lâmpadas fundidas sobre as alcatifas dos anos 70.
Na minha infância havia, também, missa do galo –
E, como todas as pessoas da aldeia, raramente faltava ao preceito.
Isto, de facto, de misturar o vinho do povo com os missais da Leitura
É como o azevinho dos altares zelados pelas avós,
Que honram as formas clássicas da Palavra,
Que quer-se dócil, insubmissa e nossa Mãe.
E olho para ti, Menino Jesus, e digo:
Ficarei, aqui, só, contigo, a noite inteira –
Até à hora alva da Humanidade.
Apenas,
Senhor, Meu Deus, para Te ver nascer.
in "Sem Síntese De Mim"
JOSÉ CARLOS PEREIRA
domingo, dezembro 23, 2007
Felgueiras: "O maior estádio pelado do mundo" | Liga dos Últimos | RPTn
quarta-feira, dezembro 19, 2007
Ensaio para um golpe palaciano na Assembleia Municipal
Como se sabe, foram muitos os deputados que faltaram à primeira convocatória, principalmente da bancada do movimento “Sempre Presente” (SP). Inclusive, faltaram os dois secretários da Mesa. Desta apenas compareceu o presidente, Orlando Sousa.
Recorde-se que esta sessão visa debater os alegados pagamentos, por parte da autarquia, dos honorários da defesa de Fátima Felgueiras e de outros arguidos do processo “saco azul”.
O Diário de Felgueiras soube, junto de fonte do referido movimento de independentes que os deputados da respectiva bancada vão voltar a faltar, amanhã, no intuito de, pela segunda vez, não ser conseguido quórum.
Da parte do PS e do PSD, as respectivas direcções políticas concelhias disseram-nos que estão contar uma representação em peso dos dois partidos. Acreditam que irá haver um número suficiente de deputados para que a sessão se realize.
Se os secretários da Mesa da Assembleia voltarem a faltar e, se desta vez houver quórum, o PSD e PS – com esmagadora maioria no hemiciclo – terão que eleger dois secretários especificamente para aquela sessão. Entretanto, fontes bem colocadas nas duas direcções concelhias disseram que, se tal a acontecer, poderá representar um autêntico ensaio para um golpe palaciano na Assembleia Municipal: na próxima sessão ordinária, os dois partidos farão questão de eleger uma nova composição na mesa, onde não entre nenhum dos elementos do SP.
Bem diz o ditado: “O hábito faz o monge!”. Há mudanças que começam assim.
domingo, dezembro 16, 2007
Mais uma queixa-crime e uma inspecção | Perda de mandato à vista (semanário SOL)
Segundo fonte oficial da Procuradoria-Geral da República (PGR), Pinto Monteiro quer também que a questão administrativa seja analisada pela procuradora-geral-adjunta do Tribunal Central Administrativo Norte. No caso de o MP junto deste tribunal superior concluir pela ilegalidade da decisão da autarca, poderá iniciar, uma acção com vista à perda do mandato de Fátima Felgueiras.
Pinto Monteiro pediu também um parecer ao Conselho Consultivo da PGR, segundo adiantou ainda a mesma fonte oficial. O parecer orientará a acção do MP no futuro, não só neste caso de Felgueiras, como noutros casos semelhantes.
IGAL faz inspecção a Felgueiras
Como o SOL noticiou, a Câmara de Felgueiras já suportou mais de 400 mil euros desde 1999 com as despesas judiciais de Felgueiras e dos seus colegas autarcas. O processo mais emblemático é o do “saco azul” da autarquia felgueirense, no qual a edil está a ser julgada pela alegada prática de 23 crimes entre os quais corrupção passiva, participação económica em negócio, abuso de poder, prevaricação, peculato e peculato de uso. O MP acusa ainda Fátima Felgueiras de ter lesado a autarquia em mais de 780 mil euros.
Fátima aguarda um segundo julgamento pela prática de mais sete crimes de participação económica em negócio e um de abuso de poder pela sua acção no caso dos subsídios ao Futebol Clube de Felgueiras. Neste processo, estão também acusados mais quatro autarcas.
sábado, dezembro 15, 2007
Chumbos em toda a linha
A atitude, obviamente, veio das bancadas do PSD e do PS, que, ao contrário do que acontece na Câmara Municipal, têm a maioria absoluta no hemiciclo. Decisivos foram os votos dos presidentes de junta, daqueles dois partidos. Foram muito poucos, desta vez, os que se juntaram ao movimento “Sempre Presente” .
Resta, agora, à presidente da Câmara governar, num sistema de duodécimos, com o orçamento de 2007, que era de 40 milhões de euros.
Inédito em Felgueiras!
quinta-feira, dezembro 06, 2007
"Honorários pagos pela Cãmara ascendem já os 683 mil euros!" - denuncia Alda Macedo (BE) em conferência de imprensa
Alda Macedo, deputado do AR do Bloco de Esquerda pelo círculo do Porto deslocou-se, hoje, a Felgueiras, à sede dos bloquistas locais, para anunciar, em conferência de imprensa, que o seu partido acaba de apresentar uma queixa contra a presidente da Câmara Municipal de Felgueiras, Fátima Felgueiras, junto da Inspecção-Geral da Administração Local (ex-IGAT), sobre os alegados pagamentos do município aos advogados da principal arguida do "saco azul" e de outros, que exercem ou já exerceram funções autárquicas.ACHA BEM QUE AS DESPESAS DO PROCESSO SEJAM PAGAS COM O DINHEIRO DOS IMPOSTOS QUE VOCÊ PAGA?
Sabe-se que até agora já saíram do orçamento da Câmara Municipal de Felgueiras um total de €683.000. Este valor a dividir pelos habitantes de Felgueiras significa que cada homem, cada mulher, criança, idoso, já pagou 12 € do seu próprio bolso para despesas que são só de Fátima Felgueiras.
Todos pagamos impostos, sobre imóveis, sobre os rendimentos do trabalho ou sobre o consumo. Uma parcela desses impostos reverte para as Câmaras Municipais para projectos de desenvolvimento e para prestação de serviços. Um ou uma autarca que usa esses recursos que são de todos em benefício próprio merece a condenação de todos.
O direito de presidentes de câmara se defenderem por processos no exercício da sua actividade de autarcas não se pode aplicar quando o que está em causa é a suspeita de que tenham usado a sua actividade para proveito próprio, como é o caso.
Felgueiras merece outro tratamento, precisa de investimentos que promovam o crescimento e melhorem a qualidade de vida das pessoas. Não pode continuar em silêncio diante de um abuso desta dimensão.
O Bloco de Esquerda apresentou uma queixa na Inspecção Geral da Administração do Território. Não permitiremos que o bom-nome da gente de Felgueiras seja manchado por uma autarca de poucos escrúpulos".
sábado, dezembro 01, 2007
Fórum
O DF publica alguns dos comentários que tem recebido, por via e-mail, sobre a polémica de as defesas de Fátima Felgueiras e de outros arguidos do “saco azul” estarem a ser pagas pelo erário público. Envie, também, o seu comentário.
“Para a peça jornalística ficar verdadeiramente completa e perfeita, deveriam ter confrontado os detentores do poder em Portugal e o líder do PSD nacional com os doutos entendimentos dos especialistas relatados na notícia.
Carla Pinto (Felgueiras)
“Suponhamos: um homem mata outro homem, e o homicida vai pedir dinheiro à viúva do morto para se defender da acusação em tribunal. A viúva fica prejudicada duas vezes. Não será o caso?”
José Lemos (Felgueiras)
“Não esperem que o PS e o PSD tratem o assunto de forma cabal. Fazem lume politicamente, mas, quanto a levar o caso às instâncias legais do Estado Português, deixarão cair a querela, porque fazem parte do sistema.
Então não se justificava que um dos partidos com assento na Assembleia da República interviesse e levantasse a questão dentro das suas competências parlamentares? Ai, querem que sejam as comissões políticas locais dos partidos que tratem a questão?!
Esperem sentados… O caso não interessa a José Sócrates, por razões óbvias, nem a Luís Filipe Meneses, autarca até à raiz dos cabelos”.
Sofia Lopes (Lixa)
Perda de mandato à vista
É com a devida vénia que o Diário de Felgueiras transcreve a presente peça jornalística, do semanário Expresso, da sua edição de hoje, que, a nosso ver, é o melhor texto sobre a polémica dos alegados pagamentos da Câmara de Felgueiras a autarcas e ex-autarcas arguidos do processo do "saco azul".
400
mil euros é a despesa com advogados que, de acordo com a oposição, a Câmara já gastou desde 1999. Nos documentos a que o Expresso teve acesso consta o primeiro requerimento de Fátima Felgueiras solicitando pagamento de despesas, um recibo do advogado brasileiro que a representou depois da fuga e um despacho que pretende ratificar uma decisão da presidente.
Fátima Felgueiras poderá enfrentar um novo processo de perda de mandato. Especialistas em direito autárquico ouvidos pelo Expresso são unânimes: a presidente da Câmara não poderia assinar as suas próprias despesas com advogados. Já em 2004, o Supremo Tribunal Administrativo (STA) considerou que este acto configurava um impedimento. Só a 21 de Outubro deste ano é que a Câmara ratificou (através da maioria do movimento 'Sempre Presente') os pagamentos feitos de 1999 a 2001. O processo do 'saco azul' já custou aos cofres da autarquia 400 mil euros (80 mil contos).
A posição da autarquia felgueirense em assegurar as custas dos processos judiciais tem sido apoiada num parecer datado de 2003 da autoria de Mário Rui de Carvalho, professor na Faculdade de Direito de Coimbra. De acordo com este documento, ao abrigo do artigo 21 do Estatuto dos Eleitos Locais, a Câmara pode pagar as despesas com advogados, mas o dinheiro terá que ser restituído caso o autarca seja condenado, com sentença transitada em julgado, ficando provado um comportamento doloso.
E aqui é que reside uma dúvida: o pagamento é feito enquanto o processo decorre (presumindo-se a inocência) ou só depois da decisão final é que há contas a acertar? "Os tribunais têm considerado que o eleito deve suportar as despesas, e só no final, se não houver dolo, se procede à restituição", declarou ao Expresso Marta Portocarrero, docente na Universidade Católica. Já Edgar Valles, advogado e autor do 'Guia do Autarca', garante que no caso de Felgueiras as despesas com honorários devem ser assumidas pelos arguidos: "A norma da lei refere-se a situações em que é praticado um acto, como uma demolição, e alguém decide pedir uma indemnização à câmara e ao seu presidente porque se sente lesado. Como a demolição foi um acto praticado no exercício de funções, a câmara pode custear as despesas".
Para este especialista em direito das autarquias, Felgueiras acaba por ser um caso insólito: "Estamos perante a situação de alguém que terá prejudicado a Câmara com os seus actos, logo, a autarquia é ofendida. Mas, no fim, acaba por pagar as despesas a quem é imputada a ofensa. Isto não faz sentido".
"Desafio quem quer que seja a dizer-me qual é a Câmara do país em que um autarca com processos por causa do exercício do cargo paga as custas judiciais, incluindo os advogados, do seu próprio bolso", afirmou esta semana Fátima Felgueiras. O Expresso questionou Valentim Loureiro e Isaltino Morai, e ambos garantiram que assumem pessoalmente as despesas com advogados nos processos em que são arguidos e que envolvem decisões nas respectivas autarquias. Já Artur Marques garantiu ao Expresso que todos os pagamentos "cumpriram escrupulosamente o que a lei determina".
Seja como for, o grande problema para a autarca está no facto de ter ordenado pagamento às suas próprias despesas. Para José Fontes, Departamento de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Aberta, o caso de Fátima Felgueiras é claro: "O Código do Procedimento Administrativo prevê claramente um impedimento para os que tenham um interesse directo na decisão". Para lá do plano jurídico, José Fontes coloca ainda um problema de ética: "Acho que era de ponderar não ser a câmara a suportar os custos com os processos judiciais".
"Se essas decisões foram tomadas pela própria são inválidas", acrescentou Marta Portocarrero. "O autarca não pode pronunciar-se em actos que envolvam interesses pessoais", reforçou Edgar Valles. E esta situação, segundo a jurisprudência consultada pelo Expresso, faz incorrer o autor em perda de mandato, sendo que é necessário ainda que se prove que com essa condutahouve uma vantagem patrimonial para si ou para terceiros.
No processo 0248/04, o STA deixou claro que não basta uma simples decisão unilateral para decidir o pagamento de honorários a advogados. Para o Supremo, a questão deve ser discuti em reunião de Câmara "no sentido se apurar e deliberar se o processo tem ou não como causa o exercício de funções". Depois, "concluindo-se que despesas devem ser suportadas pela autarquia, importa discutir e aprovar montantes devidos e, por fim, deliber o seu efectivo pagamento".
Isto não terá acontecido nos últimos anos em Felgueiras. O que levou a que na reunião do executivo de 21 de Outubro, segundo adiantaram ao Expreso, João Sousa, líder do PSD local, e José Campos, vereador eleito pelo PS, Fátima Felgueiras tivesse levado à reunião a ratificação das despesas com advogados entre 1999 e 2001. "O PS e o PSD votaram contra", disse José Campos, considerando que se está perante um caso de perda de mandato.
Aliás, de acordo com vários documentos da autarquia, a que o Expresso te acesso, só em Janeiro deste ano é que Fátima Felgueiras deixou de assinar ordens de pagamento ao seu advogado, Artur Marques. A 22 de Janeiro, Fátima Felgueiras endereçou uma carta à Câmara pedindo que fosse pago o valor de 3100 euros relativo a despesas juciais. No dia seguinte, o actual vice-presidente, João Garção, acabou por admitir que há dúvidas se a presidente poderia despachar "em causa própria", sendo obrigado a ratificar um despacho de Fátima Felgueiras de Dezembro 2006 que ordenava pagamentos a Artur Marques. O procurador distrital Porto, Pinto Nogueira, já está na p0sse dos documentos e poderá abrir um inquérito-crime e um processo administrativo para perda de mandato.
quinta-feira, novembro 29, 2007
Exclusivo Correio da Manhã

Fátima Felgueiras custeou a sua fuga para o Brasil quando ignorou o mandado do Tribunal da Relação de Guimarães que determinava a sua prisão preventiva, com o dinheiro da autarquia de Felgueiras.

