domingo, novembro 11, 2007

Espera-se uma atitude da Oposição em Felgueiras.





“Acho estranho e insólito que a Câmara de Felgueiras esteja a pagar a defesa de Fátima Felgueiras e a de outros arguidos” do processo do “saco azul”.


Foi com estas palavras que Marcelo Rebelo de Sousa, na edição de hoje do programa da RTP “Conversas de Marcelo”, começou por responder à questão levantada pela jornalista Maria Flor Pedroso sobre as notícias do Correio da Manhã em relação aos alegados pagamentos.


Este líder de opinião lembrou que Isaltino de Morais e Valentim Loureiro, igualmente acusados de crimes no exercício dos seus mandatos autárquicos, não usaram o polémico expediente legal. Marcelo até ironizou: “A Câmara de Felgueiras deve ser rica, riquíssima”.



E quanto aos partidos da Oposição em Felgueiras?... Qual a reacção? Será que vão tratar o assunto pela via de comunicados extensos ou de conferências de imprensa para “consumo interno”, ou seja, sem eco para o exterior do concelho?



Uma coisa é certa: PSD e PS de Felgueiras, se querem mostrar o rosto de uma oposição sincera e credível, não têm outro meio que não seja convocarem uma Assembleia Municipal Extraordinária sobre este caso. Os dois partidos têm a esmagadora maioria na Assembleia e, desta forma, poderão levar o assunto a instâncias superiores.
Ou será que, mais uma vez, os dois partidos vão disparar "tiros de pólvora seca"?






A defesa de Felgueiras

Eduardo Dâmaso,
Director-adjunto do Correio da Manhã

O erário público está a pagar a cara defesa de Fátima Felgueiras e de outros autarcas acusados no processo do ‘saco azul’. Só para a presidente da Câmara de Felgueiras e para o seu antecessor, Júlio Faria, a conta já vai em 243 mil euros e a procissão ainda vai no adro.



Por que não requereu um advogado oficioso
em vez de recorrer aos caros préstimos
do dr. Artur Marques!?



O dr. Artur Marques, advogado de Fátima Felgueiras, apressou-se ontem a explicar que não há ilegalidade nenhuma e invocou a seu favor o Estatuto do Autarca e mais umas quantas leis e pareceres. A lei, de facto, permite o pagamento pelas autarquias de defesas judiciais que se reportem a factos cometidos no exercício de funções públicas, desde que não se verifique ter havido dolo ou negligência, o que, como se sabe, só o tribunal de julgamento determinará. É estranho, porém, que a leitura da lei que beneficia Fátima Felgueiras desde os primeiros instantes no caso não tenha sido feita em relação ao ex-autarca Horácio Costa, que denunciou as suspeitas de crime na gestão de Felgueiras e foi obrigado a recorrer ao tribunal.

Para além disso pergunta-se: se vier a provar-se o dolo ou a negligência tenciona Fátima Felgueiras devolver o dinheiro ao erário público? A dúvida é legítima quando se percebe que o vasto património detido em 2000 se esfumou e agora até paga a multa a que foi condenada num caso de difamação a prestações. De resto, pergunta-se, se não tem dinheiro por que não requereu um advogado oficioso em vez de recorrer aos caros préstimos do dr. Artur Marques!?

Fátima não tem bens em seu nome (Correio da Manhã, de hoje)

Câmara é que paga defesa de Fátima (exclusivo CM)


sexta-feira, novembro 09, 2007

PSD quer demitir Fátima Felgueiras





O PSD/Felgueiras pediu, anteontem, a demissão de Fátima Felgueiras e a convocação de eleições intercalares para a Câmara Municipal, para a qual, há dois anos, a edil foi reeleita pela terceira vez consecutiva, depois do seu mediático regresso do Brasil e de ter encabeçado a lista do movimento político independente "Sempre Presente".O PSD acusa Fátima Felgueiras de não fazer obra e garante que a edilidade anda à deriva. Acusam a autarca de não ter disponibilidade para exercer o cargo, já que passa metade do tempo nas sessões do julgamento do processo do "saco azul", do qual é a principal arguida, quando já se prevê que o mesmo deverá prolongar-se até Maio de 2008. Depois, Fátima Felgueiras ainda deverá enfrentar um segundo julgamento, cujo processo está relacionado com alegadas irregularidades entre a Câmara e o extinto FC Felgueiras.João Sousa, líder da Concelhia social-democrata, referiu "Temos um Executivo camarário completamente à deriva, sem rumo, que se limita apenas a gerir administrativamente o concelho, que está na cauda da região. Este é um mandato claramente marcado pelo populismo, despesismo, autoritarismo e pela falta de credibilidade da presidente". João Sousa pergunta: "Como é possível resolver os problemas dos felgueirenses quando a presidente da Câmara passa metade da semana no tribunal?"Alírio Costa, também da Concelhia, leu os "sete pecados capitais de Fátima Felgueiras nestes dois anos" "Não cumprimento da promessa de novas zonas industriais e do parque tecnológico, não obstante terem sido gastos milhares de euros em estudos"; "desmantelamento de equipamentos desportivos já existentes, como o Estádio Dr. Machado de Matos"; "redução drástica, de 58%, das receitas protocoladas entre a Câmara e as juntas de freguesia"; "aumento das tarifas da água"; "falta de apoio à acção social"; "degradação do parque escolar e falta de apoio mais elementar"; e "nada ter sido feito quanto à qualificação urbana e ordenamento do território". O PSD/Felgueiras pediu, anteontem, a demissão de Fátima Felgueiras e a convocação de eleições intercalares para a Câmara Municipal, para a qual, há dois anos, a edil foi reeleita pela terceira vez consecutiva, depois do seu mediático regresso do Brasil e de ter encabeçado a lista do movimento político independente "Sempre Presente".


O PSD acusa Fátima Felgueiras de não fazer obra e garante que a edilidade anda à deriva. Acusam a autarca de não ter disponibilidade para exercer o cargo, já que passa metade do tempo nas sessões do julgamento do processo do "saco azul", do qual é a principal arguida, quando já se prevê que o mesmo deverá prolongar-se até Maio de 2008.


Depois, Fátima Felgueiras ainda deverá enfrentar um segundo julgamento, cujo processo está relacionado com alegadas irregularidades entre a Câmara e o extinto FC Felgueiras.


João Sousa, líder da Concelhia social-democrata, referiu "Temos um Executivo camarário completamente à deriva, sem rumo, que se limita apenas a gerir administrativamente o concelho, que está na cauda da região. Este é um mandato claramente marcado pelo populismo, despesismo, autoritarismo e pela falta de credibilidade da presidente". João Sousa pergunta: "Como é possível resolver os problemas dos felgueirenses quando a presidente da Câmara passa metade da semana no tribunal?"


Alírio Costa, também da Concelhia, leu os "sete pecados capitais de Fátima Felgueiras nestes dois anos" "Não cumprimento da promessa de novas zonas industriais e do parque tecnológico, não obstante terem sido gastos milhares de euros em estudos"; "desmantelamento de equipamentos desportivos já existentes, como o Estádio Dr. Machado de Matos"; "redução drástica, de 58%, das receitas protocoladas entre a Câmara e as juntas de freguesia"; "aumento das tarifas da água"; "falta de apoio à acção social"; "degradação do parque escolar e falta de apoio mais elementar"; e "nada ter sido feito quanto à qualificação urbana e ordenamento do território".
José Carlos Pereira
Jornal de Notícias, 9 de Novembro de 2007





quinta-feira, novembro 01, 2007

Um mandato preso à barra do tribunal



















Como é que se gere uma autarquia se a presidente de câmara passa três dias por semana no tribunal, em sessões de audiência com um calendário extenso? Essa é, sem dúvida, a grande questão colocada pelos felgueirenses, dois anos depois de Fátima Felgueiras ter sido eleita presidente do município. Sem obra à vista, a autarca centraliza em si toda a gestão municipal, desde o simples pedido para a instalação de um contador de água às decisões mais importantes. A vereação não revela personalidade própria, a cidade e o concelho não fervilham e as juntas de freguesia sentem-se atadas sem capacidade financeira.



O xadrez político está confuso. Socialistas e ex-socialistas, misturados com alguns sociais-democratas, permanecem ao lado da "dama de ferro" que, apesar do terramoto político, conserva a popularidade, sobretudo junto das mulheres e dos eleitores mais velhos. A Oposição, entrincheirada neste reboliço, não tem alternativa e aposta tudo por tudo na condenação judicial da autarca, para tentar ascender ao poder do município.



"Não se vê uma grua..."



Os dois anos de mandato de Fátima Felgueiras ficam claramente marcados pelo julgamento do caso "saco azul", reflectido na dinâmica (amorfa) do concelho.

"Se subirem ao alto de Santa Quitéria e olharem para a cidade não vêm uma grua ao alto. Está tudo dito...". O desafio lançado por um munícipe revela o estado de alma dos felgueirenses e, mesmo afirmando-se amigo de Fátima Felgueiras, pediu para não revelar o nome, uma atitude comum a várias pessoas.


O concelho parece mergulhado numa apatia profunda e as pessoas denotam medo de expressar opinião sem explicarem, contudo, a causa de tamanho receio. Entre os vários contactos feitos pelo JN junto de empresários, agentes desportivos e associativos, pedindo uma análise à gestão municipal, obtivemos reacções violentas e houve quem desligasse o telefone, não dando a mínima hipótese a uma curta conversa.


"A senhora vive numa pressão medonha e isso cria muitos problemas a ela e à câmara" afiança uma mulher, explicando que, por exemplo, "pedir a instalação de um contador de água leva para cima de oito dias". "Ela [Fátima Felgueiras] tem de ver tudo e não passa um papel na câmara sem ela ver", assegura.


"Isto está parado. Quer um exemplo? ... A estrada que liga a estrada de Fafe à Igreja de S. Tomé, em Friande, é a pior do concelho, cheia de buracos. A presidente já lá foi para aí três vezes, mas não há dinheiro", afirma um taxista.


Nestes dois anos, ressalta, sobretudo, a conclusão da Avenida Dr. Machado de Matos, na Lixa, algumas obras de intervenção no parque escolar e a criação de duas empresas municipais a EMAFEL (gestão do Ambiente) e a ACLEM (para a área da exploração de equipamentos culturais).


Falta de financiamento

Como grande projecto do mandato deverá nascer um parque empresarial, um investimento de milhões de euros, mas as negociações com os donos do terreno atrasam o processo. A ampliação do edifício camarário custará um milhão de euros, sendo um projecto do arquitecto Alcino Soutinho, mas a falta de garantias de financiamento está a atrasar a empreitada. "A construção de um novo tribunal saiu do PIDDAC, os decisores políticos fogem de Felgueiras e continuamos assim com a Câmara a gerir a despesa corrente", afiança Eduardo Bragança, presidente da concelhia do PS de Felgueiras.


A moda dos blogues também chegou ao concelho. Inácio Lemos, outrora apoiante de Fátima Felgueiras, autor do blogue "A Rosa", alvo de processos judiciais por escritos críticos sobre adversários políticos, considera que "há delito de opinião no concelho". "São dois anos sem nada de positivo e a única coisa positiva é o facto de o concelho estar menos mediatizado e a senhora estar mais recatada à exposição pública", afirma.


Muito irónico, Eduardo Teixeira, do PSD, vê como positivo "o facto de o estádio de futebol do Felgueiras ser o maior estádio pelado da Europa com capacidade para 15 mil pessoas...porque a relva foi deslocada do campo de futebol e aplicada nalgumas rotundas". "Depois da capacidade de gerir a Câmara a partir do Brasil, a senhora presidente tem a invulgar capacidade de gerir a Câmara durante três tardes e um dia...é fantástico", ironiza, considerando que o actual executivo "é o pior de sempre".











Munícipes recebidas com um chazinho


"A doutora Fátima é a mesma pessoa antes e depois do Brasil. O que mudou nela foi apenas o estilo de comunicar para o exterior. Tornou-se mais reservada, dispensa assessoria de imprensa e não se preocupa em responder os jornalistas", confidenciou, ao JN, um jornalista da imprensa regional, que também pediu anonimato.


De facto, o JN chegou a agendar uma entrevista, mas a autarca mostrou-se indisponível, optando por tirar uns curtos dias de férias. Agastada pela pressão mediática e revoltada com os jornalistas, a autarca optou, neste mandato, por fechar a câmara a qualquer olhar indiscreto e nem os vereadores estão autorizados a fornecer informação sobre matérias municipais, sem o consentimento da presidente. A autarquia deixou de ser uma fonte de notícias e, no dia-a-dia, a autarca rodeia-se de colaboradoras da estrita confiança pessoal.


Mas não se pense que Fátima Felgueiras descora a estratégia de popularidade. Quando alguma munícipe se desloca à câmara para falar com a presidente, Fátima faz questão de oferecer um chá enquanto atende a munícipe. E continua a gozar de muita popularidade, sobretudo junto das mulheres e das pessoas mais idosas, algo que se nota nas excursões ao santuário de Fátima e nas festas sociais que a própria promove. Por esta altura de S. Martinho, milhares de pessoas juntam-se num magusto gigante e na promoção do vinho verde. Nestas ocasiões, Fátima Felgueiras renasce das cinzas, como Fénix .
Jornal de Notícias, de hoje

Bruxas "atacaram" na Longra I

Organizada pela Direcção da Casa do Povo da Longra, presidida por Adão Inácio Coelho, realizou-se, ontem, à noite, na sua Sala de Espectáculos, a festa da “Noite das Bruxas”, correspondendo, assim, à tradicional iniciativa, promovida em anos anteriores, e que já se tornou um evento popular naquela vila.

A Casa voltou a encher, onde não cabia nem sequer uma mosca, com muitas pessoas de pé pelas coxias. Antes dos espectáculos, nas imediações do edifício, foi dada a quem quis a Sopa das Bruxas, bem como alguns enchidos, bem cozinhados.

Lá dentro, no palco, houve grande animação de dança, música, desfiles e um concurso de bruxas. Marta, de cinco anos, foi a vencedora. Recebeu, como prémio, um telemóvel.

Para conversão de fundos para o evento, houve lugar a uma rifa de uma bicicleta, que foi atribuída ao comprador do bilhete número 171.

A apresentação do espectáculo esteve a cargo de Carlos Diogo, da Rádio Felgueiras.

Bruxas "atacaram" na Longra II (álbum de fotos)


terça-feira, outubro 30, 2007

Noite das Bruxas na CP Longra




Organizada pela Direcção da Casa do Povo da Longra, presidida por Adão Inácio Coelho, esta associação leva a efeito, hoje (4.ª-feira, dia 31), na sua Sala de Espectáculos, a festa da Noite das Bruxas, correspondendo, assim, ao habitual apelo de alguns dos seus associados e longrenses para que tal evento se realize, acarinhando-o, desta forma, com a sua participação. Elementos do Grupo de Teatro da CP Longra irão abrilhantar o espectáculo.



Não obstante este evento não ser um produto cultural português (é fruto da hegemonia imposta pela cultura anglo-saxónica – EUA, Reino Unido, Canadá e Irlanda – ao resto do mundo, que a foi buscar à cultura celta, e tida pelos cristãos como uma afronta ao Dia de Todos-os-Santos), apela-se à participação das pessoas, pois, tal como no Carnaval, ninguém leva a mal.