sexta-feira, novembro 09, 2007

PSD quer demitir Fátima Felgueiras





O PSD/Felgueiras pediu, anteontem, a demissão de Fátima Felgueiras e a convocação de eleições intercalares para a Câmara Municipal, para a qual, há dois anos, a edil foi reeleita pela terceira vez consecutiva, depois do seu mediático regresso do Brasil e de ter encabeçado a lista do movimento político independente "Sempre Presente".O PSD acusa Fátima Felgueiras de não fazer obra e garante que a edilidade anda à deriva. Acusam a autarca de não ter disponibilidade para exercer o cargo, já que passa metade do tempo nas sessões do julgamento do processo do "saco azul", do qual é a principal arguida, quando já se prevê que o mesmo deverá prolongar-se até Maio de 2008. Depois, Fátima Felgueiras ainda deverá enfrentar um segundo julgamento, cujo processo está relacionado com alegadas irregularidades entre a Câmara e o extinto FC Felgueiras.João Sousa, líder da Concelhia social-democrata, referiu "Temos um Executivo camarário completamente à deriva, sem rumo, que se limita apenas a gerir administrativamente o concelho, que está na cauda da região. Este é um mandato claramente marcado pelo populismo, despesismo, autoritarismo e pela falta de credibilidade da presidente". João Sousa pergunta: "Como é possível resolver os problemas dos felgueirenses quando a presidente da Câmara passa metade da semana no tribunal?"Alírio Costa, também da Concelhia, leu os "sete pecados capitais de Fátima Felgueiras nestes dois anos" "Não cumprimento da promessa de novas zonas industriais e do parque tecnológico, não obstante terem sido gastos milhares de euros em estudos"; "desmantelamento de equipamentos desportivos já existentes, como o Estádio Dr. Machado de Matos"; "redução drástica, de 58%, das receitas protocoladas entre a Câmara e as juntas de freguesia"; "aumento das tarifas da água"; "falta de apoio à acção social"; "degradação do parque escolar e falta de apoio mais elementar"; e "nada ter sido feito quanto à qualificação urbana e ordenamento do território". O PSD/Felgueiras pediu, anteontem, a demissão de Fátima Felgueiras e a convocação de eleições intercalares para a Câmara Municipal, para a qual, há dois anos, a edil foi reeleita pela terceira vez consecutiva, depois do seu mediático regresso do Brasil e de ter encabeçado a lista do movimento político independente "Sempre Presente".


O PSD acusa Fátima Felgueiras de não fazer obra e garante que a edilidade anda à deriva. Acusam a autarca de não ter disponibilidade para exercer o cargo, já que passa metade do tempo nas sessões do julgamento do processo do "saco azul", do qual é a principal arguida, quando já se prevê que o mesmo deverá prolongar-se até Maio de 2008.


Depois, Fátima Felgueiras ainda deverá enfrentar um segundo julgamento, cujo processo está relacionado com alegadas irregularidades entre a Câmara e o extinto FC Felgueiras.


João Sousa, líder da Concelhia social-democrata, referiu "Temos um Executivo camarário completamente à deriva, sem rumo, que se limita apenas a gerir administrativamente o concelho, que está na cauda da região. Este é um mandato claramente marcado pelo populismo, despesismo, autoritarismo e pela falta de credibilidade da presidente". João Sousa pergunta: "Como é possível resolver os problemas dos felgueirenses quando a presidente da Câmara passa metade da semana no tribunal?"


Alírio Costa, também da Concelhia, leu os "sete pecados capitais de Fátima Felgueiras nestes dois anos" "Não cumprimento da promessa de novas zonas industriais e do parque tecnológico, não obstante terem sido gastos milhares de euros em estudos"; "desmantelamento de equipamentos desportivos já existentes, como o Estádio Dr. Machado de Matos"; "redução drástica, de 58%, das receitas protocoladas entre a Câmara e as juntas de freguesia"; "aumento das tarifas da água"; "falta de apoio à acção social"; "degradação do parque escolar e falta de apoio mais elementar"; e "nada ter sido feito quanto à qualificação urbana e ordenamento do território".
José Carlos Pereira
Jornal de Notícias, 9 de Novembro de 2007





quinta-feira, novembro 01, 2007

Um mandato preso à barra do tribunal



















Como é que se gere uma autarquia se a presidente de câmara passa três dias por semana no tribunal, em sessões de audiência com um calendário extenso? Essa é, sem dúvida, a grande questão colocada pelos felgueirenses, dois anos depois de Fátima Felgueiras ter sido eleita presidente do município. Sem obra à vista, a autarca centraliza em si toda a gestão municipal, desde o simples pedido para a instalação de um contador de água às decisões mais importantes. A vereação não revela personalidade própria, a cidade e o concelho não fervilham e as juntas de freguesia sentem-se atadas sem capacidade financeira.



O xadrez político está confuso. Socialistas e ex-socialistas, misturados com alguns sociais-democratas, permanecem ao lado da "dama de ferro" que, apesar do terramoto político, conserva a popularidade, sobretudo junto das mulheres e dos eleitores mais velhos. A Oposição, entrincheirada neste reboliço, não tem alternativa e aposta tudo por tudo na condenação judicial da autarca, para tentar ascender ao poder do município.



"Não se vê uma grua..."



Os dois anos de mandato de Fátima Felgueiras ficam claramente marcados pelo julgamento do caso "saco azul", reflectido na dinâmica (amorfa) do concelho.

"Se subirem ao alto de Santa Quitéria e olharem para a cidade não vêm uma grua ao alto. Está tudo dito...". O desafio lançado por um munícipe revela o estado de alma dos felgueirenses e, mesmo afirmando-se amigo de Fátima Felgueiras, pediu para não revelar o nome, uma atitude comum a várias pessoas.


O concelho parece mergulhado numa apatia profunda e as pessoas denotam medo de expressar opinião sem explicarem, contudo, a causa de tamanho receio. Entre os vários contactos feitos pelo JN junto de empresários, agentes desportivos e associativos, pedindo uma análise à gestão municipal, obtivemos reacções violentas e houve quem desligasse o telefone, não dando a mínima hipótese a uma curta conversa.


"A senhora vive numa pressão medonha e isso cria muitos problemas a ela e à câmara" afiança uma mulher, explicando que, por exemplo, "pedir a instalação de um contador de água leva para cima de oito dias". "Ela [Fátima Felgueiras] tem de ver tudo e não passa um papel na câmara sem ela ver", assegura.


"Isto está parado. Quer um exemplo? ... A estrada que liga a estrada de Fafe à Igreja de S. Tomé, em Friande, é a pior do concelho, cheia de buracos. A presidente já lá foi para aí três vezes, mas não há dinheiro", afirma um taxista.


Nestes dois anos, ressalta, sobretudo, a conclusão da Avenida Dr. Machado de Matos, na Lixa, algumas obras de intervenção no parque escolar e a criação de duas empresas municipais a EMAFEL (gestão do Ambiente) e a ACLEM (para a área da exploração de equipamentos culturais).


Falta de financiamento

Como grande projecto do mandato deverá nascer um parque empresarial, um investimento de milhões de euros, mas as negociações com os donos do terreno atrasam o processo. A ampliação do edifício camarário custará um milhão de euros, sendo um projecto do arquitecto Alcino Soutinho, mas a falta de garantias de financiamento está a atrasar a empreitada. "A construção de um novo tribunal saiu do PIDDAC, os decisores políticos fogem de Felgueiras e continuamos assim com a Câmara a gerir a despesa corrente", afiança Eduardo Bragança, presidente da concelhia do PS de Felgueiras.


A moda dos blogues também chegou ao concelho. Inácio Lemos, outrora apoiante de Fátima Felgueiras, autor do blogue "A Rosa", alvo de processos judiciais por escritos críticos sobre adversários políticos, considera que "há delito de opinião no concelho". "São dois anos sem nada de positivo e a única coisa positiva é o facto de o concelho estar menos mediatizado e a senhora estar mais recatada à exposição pública", afirma.


Muito irónico, Eduardo Teixeira, do PSD, vê como positivo "o facto de o estádio de futebol do Felgueiras ser o maior estádio pelado da Europa com capacidade para 15 mil pessoas...porque a relva foi deslocada do campo de futebol e aplicada nalgumas rotundas". "Depois da capacidade de gerir a Câmara a partir do Brasil, a senhora presidente tem a invulgar capacidade de gerir a Câmara durante três tardes e um dia...é fantástico", ironiza, considerando que o actual executivo "é o pior de sempre".











Munícipes recebidas com um chazinho


"A doutora Fátima é a mesma pessoa antes e depois do Brasil. O que mudou nela foi apenas o estilo de comunicar para o exterior. Tornou-se mais reservada, dispensa assessoria de imprensa e não se preocupa em responder os jornalistas", confidenciou, ao JN, um jornalista da imprensa regional, que também pediu anonimato.


De facto, o JN chegou a agendar uma entrevista, mas a autarca mostrou-se indisponível, optando por tirar uns curtos dias de férias. Agastada pela pressão mediática e revoltada com os jornalistas, a autarca optou, neste mandato, por fechar a câmara a qualquer olhar indiscreto e nem os vereadores estão autorizados a fornecer informação sobre matérias municipais, sem o consentimento da presidente. A autarquia deixou de ser uma fonte de notícias e, no dia-a-dia, a autarca rodeia-se de colaboradoras da estrita confiança pessoal.


Mas não se pense que Fátima Felgueiras descora a estratégia de popularidade. Quando alguma munícipe se desloca à câmara para falar com a presidente, Fátima faz questão de oferecer um chá enquanto atende a munícipe. E continua a gozar de muita popularidade, sobretudo junto das mulheres e das pessoas mais idosas, algo que se nota nas excursões ao santuário de Fátima e nas festas sociais que a própria promove. Por esta altura de S. Martinho, milhares de pessoas juntam-se num magusto gigante e na promoção do vinho verde. Nestas ocasiões, Fátima Felgueiras renasce das cinzas, como Fénix .
Jornal de Notícias, de hoje

Bruxas "atacaram" na Longra I

Organizada pela Direcção da Casa do Povo da Longra, presidida por Adão Inácio Coelho, realizou-se, ontem, à noite, na sua Sala de Espectáculos, a festa da “Noite das Bruxas”, correspondendo, assim, à tradicional iniciativa, promovida em anos anteriores, e que já se tornou um evento popular naquela vila.

A Casa voltou a encher, onde não cabia nem sequer uma mosca, com muitas pessoas de pé pelas coxias. Antes dos espectáculos, nas imediações do edifício, foi dada a quem quis a Sopa das Bruxas, bem como alguns enchidos, bem cozinhados.

Lá dentro, no palco, houve grande animação de dança, música, desfiles e um concurso de bruxas. Marta, de cinco anos, foi a vencedora. Recebeu, como prémio, um telemóvel.

Para conversão de fundos para o evento, houve lugar a uma rifa de uma bicicleta, que foi atribuída ao comprador do bilhete número 171.

A apresentação do espectáculo esteve a cargo de Carlos Diogo, da Rádio Felgueiras.

Bruxas "atacaram" na Longra II (álbum de fotos)


terça-feira, outubro 30, 2007

Noite das Bruxas na CP Longra




Organizada pela Direcção da Casa do Povo da Longra, presidida por Adão Inácio Coelho, esta associação leva a efeito, hoje (4.ª-feira, dia 31), na sua Sala de Espectáculos, a festa da Noite das Bruxas, correspondendo, assim, ao habitual apelo de alguns dos seus associados e longrenses para que tal evento se realize, acarinhando-o, desta forma, com a sua participação. Elementos do Grupo de Teatro da CP Longra irão abrilhantar o espectáculo.



Não obstante este evento não ser um produto cultural português (é fruto da hegemonia imposta pela cultura anglo-saxónica – EUA, Reino Unido, Canadá e Irlanda – ao resto do mundo, que a foi buscar à cultura celta, e tida pelos cristãos como uma afronta ao Dia de Todos-os-Santos), apela-se à participação das pessoas, pois, tal como no Carnaval, ninguém leva a mal.

sábado, outubro 27, 2007

Julgamento de Felgueiras prolonga-se até Maio de 2008

O julgamento do "saco azul" de Felgueiras deve prolongar-se até Maio de 2008, dado que falta ainda ouvir cerca de 150 testemunhas, 43 de acusação e mais de 100 de defesa, disse onten à Lusa fonte judicial. A programação inicial previa que as sessões se prolongassem até Outubro, mas alguns depoimentos de longa duração dos arguidos, casos de Fátima Felgueiras e de Horácio Costa, atrasaram o calendário. Até ontem foram ouvidas quase 70 das 111 testemunhas de acusação arroladas no processo.
O colectivo de juízes agendou para ontem a audição de 10 testemunhas de acusação, todos eles empresários - industriais ou comerciantes - que terão ajudado a financiar uma das campanhas eleitorais autárquicas do PS local, com donativos em cheque de 500 a 750 euros.
As testemunhas, tal como em sessões anteriores, têm vindo a declarar que fizeram essas entregas de forma voluntária e sem qualquer tipo de pressão por parte da autarca Fátima Felgueiras ou do PS, havendo quem garanta ter dado apoios, também, a outros partidos.
O processo envolve cinco empresários, na qualidade de arguidos, que terão dado donativos para o alegado "saco azul", mas - segundo a acusação - a troco de contrapartidas ilegais.
No depoimento que prestaram ao tribunal, os cinco gestores negaram a existência de qualquer contrapartida ilegal, o mesmo tendo feito Fátima Felgueiras, contrariando assim o magistrado do Ministério Público e as declarações do arguido Horácio Costa, que depôs contra a autarca.
Nas últimas sessões do julgamento, o delegado do procurador da República, Pinto Bronze, determinou a retirada de certidões para processos-crime contra três testemunhas, por alegadas falsas declarações, já que contrariaram o que haviam dito à Polícia Judiciária (PJ) na fase de inquérito ou ao juiz na fase de instrução.
O processo baseia-se, neste ponto, em prova documental reunida pelo inquérito da Inspecção-Geral da Administração do Território (IGAT) ao município de Felgueiras e pela PJ de Braga aos processamentos de licenciamento camarário.
No julgamento, além da autarca, que está acusada de 23 crimes, respondem outros 15 arguidos, entre os quais o ex-presidente da câmara Júlio Faria, do PS, três gestores da empresa Resin - Resíduos Sólidos, SA, um técnico superior do município, cinco empresários e três ex-colaboradores do PS.
Fátima Felgueiras, que só abordará o assunto no final do julgamento, tem vindo a manifestar-se "inocente e tranquila".
Público, 26.10.2007

domingo, outubro 21, 2007

Em Regilde, pinto nasceu com três patas e onze dedos

Fotos com direitos de autor











Em Regilde, a D. Maria - uma mulher do campo, já perto dos 70 anos, e que toda a vida criou muita bicharia - não pára de se rir com o que lhe aconteceu a meio da semana que ora finda: nasceu-lhe um pinto com três patas e a terceira com cinco dedos. Ao todo, três patas e onze dedos!








"Meu Deus, sempre tive tantos bichinhos (neste momento, tenho mais de cem), mas nunca vi uma coisa assim!" - desabafa a mulher, que não pára de se rir com esta "raridade". "Ele não vai morrer. Até come muito bem. Para mim, é já um animal de estimação" - garante-nos.








A D. Maria tenta encontrar uma explicação para este erro da natureza, mas nada científica: "Isto aconteceu porque o bicho nasceu entre luão". "Entre luão?!..." - perguntámos. Respondeu: "Sim, sim. Na passagem da lua velha para a nova". E um dos seus filhos, de nome Eugénio, com pouco mais de 30 anos, reiterou os argumentos da senhora: "A causa de muitas crianças nasceram deficientes é por virem ao mundo entre luão".








De facto, Felgueiras é uma amostra do que tudo acontece no mundo. Até o luão!

Tiroteio em Barrosas

Um indivíduo de 31 anos, de Rande, e outro, de 27 anos, de Varziela, iniciaram um tiroteio com a GNR na noite de sexta-feira para sábado, na vila de Barrosas, a partir das 23,50 horas.
O cerco policial verificou-se até à 1 hora da manhã de sábado e resultou no ferimento do homem de 31 anos, sem gravidade, com um tiro no ombro esquerdo.

Os indivíduos usaram uma caçadeira. A Justiça deixou-os em liberdade.


Leia a notícia no JN:

Dois jovens disparam contra a GNR

quarta-feira, outubro 17, 2007

Dirigente do FC Felgueiras diz ter recebido ordens para passar recibo em nome da Resin

O episódio remonta a 1998, quando o Felgueiras se debatia com a necessidade de angariar 20 mil contos



"O mundo do futebol é muito difícil", suspirou a principal testemunha da audiência de ontem do julgamento do "saco azul" de Felgueiras, o chefe de departamento administrativo e financeiro do Futebol Clube de Felgueiras, José Maria Barata Feio.

Economista na reforma, o responsável pela contabilidade do clube felgueirense entre 1997 e 2001 foi instado a justificar a entrada de 20 mil contos (100 mil euros), supostamente oriundos da Resin.

O episódio remonta a 30 de Dezembro de 1998, momento em que o FC Felgueiras se debatia com a necessidade de angariar 20 mil contos para fazer face a um cheque da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Felgueiras. Nesse dia, José Barata Feio diz ter recebido um telefonema do presidente do clube e ex-presidente da câmara, o socialista Júlio Faria, que alegadamente lhe pediu para emitir uma factura no valor da dívida, em nome da Resin, justificada como donativo.
Horas depois, o economista dirigiu-se à Câmara de Felgueiras, por indicação de Júlio Faria, para levantar a importância e depositá-la no banco de imediato.

José Barata Feio confirma que recebeu das mãos do vereador Horácio Costa dois envelopes. Um continha um cheque no valor de 12.500 contos (62.500 euros) e um segundo com 7500 contos (37.500 euros) em notas.

Ainda de acordo com este testemunho, um responsável da Resin terá telefonado no dia seguinte para o clube exigindo que a factura fosse trocada, porque a factura em causa deveria ser de 12.500 contos e não 20.000, e que a justificação seria a de publicidade e não um donativo.
O economista emitiu nova factura no dia 31 de Dezembro, já com o novo valor e acompanhada por um contrato de publicidade.

Este é o momento que gera a controvérsia. Até à data, a tese da defesa assentava no facto de os 12.500 contos entregues ao economista dizerem respeito a um contrato de publicidade de Agosto de 1998, facto que José Barata Feio nega: "Esse dinheiro foi para pagar o contrato de Dezembro."


A defesa da Resin sustenta que pagou apenas 12.500 contos por um contrato de publicidade. No entanto, as indicações dadas por Júlio Faria ao economista indiciam que os 7500 contos em notas teriam alegadamente a mesma proveniência.


O procurador do Ministério Público (MP), Pinto Bronze, tentou confrontar a testemunha com o seu depoimento na PJ, por alegadas contradições, mas devido a recusa de alguns advogados de defesa o requerimento foi indeferido.

Para ultrapassar o impasse, o MP pediu a extracção de uma certidão com as declarações da testemunha na PJ e solicitou uma advertência, por parte do colectivo de juízes, à testemunha, lembrando que esta deveria retractar-se, caso tivesse prestado falsas declarações. Apesar da oposição da defesa, o colectivo acabou por dar razão ao MP.
Público, 17.10.2007