terça-feira, outubro 30, 2007

Noite das Bruxas na CP Longra




Organizada pela Direcção da Casa do Povo da Longra, presidida por Adão Inácio Coelho, esta associação leva a efeito, hoje (4.ª-feira, dia 31), na sua Sala de Espectáculos, a festa da Noite das Bruxas, correspondendo, assim, ao habitual apelo de alguns dos seus associados e longrenses para que tal evento se realize, acarinhando-o, desta forma, com a sua participação. Elementos do Grupo de Teatro da CP Longra irão abrilhantar o espectáculo.



Não obstante este evento não ser um produto cultural português (é fruto da hegemonia imposta pela cultura anglo-saxónica – EUA, Reino Unido, Canadá e Irlanda – ao resto do mundo, que a foi buscar à cultura celta, e tida pelos cristãos como uma afronta ao Dia de Todos-os-Santos), apela-se à participação das pessoas, pois, tal como no Carnaval, ninguém leva a mal.

sábado, outubro 27, 2007

Julgamento de Felgueiras prolonga-se até Maio de 2008

O julgamento do "saco azul" de Felgueiras deve prolongar-se até Maio de 2008, dado que falta ainda ouvir cerca de 150 testemunhas, 43 de acusação e mais de 100 de defesa, disse onten à Lusa fonte judicial. A programação inicial previa que as sessões se prolongassem até Outubro, mas alguns depoimentos de longa duração dos arguidos, casos de Fátima Felgueiras e de Horácio Costa, atrasaram o calendário. Até ontem foram ouvidas quase 70 das 111 testemunhas de acusação arroladas no processo.
O colectivo de juízes agendou para ontem a audição de 10 testemunhas de acusação, todos eles empresários - industriais ou comerciantes - que terão ajudado a financiar uma das campanhas eleitorais autárquicas do PS local, com donativos em cheque de 500 a 750 euros.
As testemunhas, tal como em sessões anteriores, têm vindo a declarar que fizeram essas entregas de forma voluntária e sem qualquer tipo de pressão por parte da autarca Fátima Felgueiras ou do PS, havendo quem garanta ter dado apoios, também, a outros partidos.
O processo envolve cinco empresários, na qualidade de arguidos, que terão dado donativos para o alegado "saco azul", mas - segundo a acusação - a troco de contrapartidas ilegais.
No depoimento que prestaram ao tribunal, os cinco gestores negaram a existência de qualquer contrapartida ilegal, o mesmo tendo feito Fátima Felgueiras, contrariando assim o magistrado do Ministério Público e as declarações do arguido Horácio Costa, que depôs contra a autarca.
Nas últimas sessões do julgamento, o delegado do procurador da República, Pinto Bronze, determinou a retirada de certidões para processos-crime contra três testemunhas, por alegadas falsas declarações, já que contrariaram o que haviam dito à Polícia Judiciária (PJ) na fase de inquérito ou ao juiz na fase de instrução.
O processo baseia-se, neste ponto, em prova documental reunida pelo inquérito da Inspecção-Geral da Administração do Território (IGAT) ao município de Felgueiras e pela PJ de Braga aos processamentos de licenciamento camarário.
No julgamento, além da autarca, que está acusada de 23 crimes, respondem outros 15 arguidos, entre os quais o ex-presidente da câmara Júlio Faria, do PS, três gestores da empresa Resin - Resíduos Sólidos, SA, um técnico superior do município, cinco empresários e três ex-colaboradores do PS.
Fátima Felgueiras, que só abordará o assunto no final do julgamento, tem vindo a manifestar-se "inocente e tranquila".
Público, 26.10.2007

domingo, outubro 21, 2007

Em Regilde, pinto nasceu com três patas e onze dedos

Fotos com direitos de autor











Em Regilde, a D. Maria - uma mulher do campo, já perto dos 70 anos, e que toda a vida criou muita bicharia - não pára de se rir com o que lhe aconteceu a meio da semana que ora finda: nasceu-lhe um pinto com três patas e a terceira com cinco dedos. Ao todo, três patas e onze dedos!








"Meu Deus, sempre tive tantos bichinhos (neste momento, tenho mais de cem), mas nunca vi uma coisa assim!" - desabafa a mulher, que não pára de se rir com esta "raridade". "Ele não vai morrer. Até come muito bem. Para mim, é já um animal de estimação" - garante-nos.








A D. Maria tenta encontrar uma explicação para este erro da natureza, mas nada científica: "Isto aconteceu porque o bicho nasceu entre luão". "Entre luão?!..." - perguntámos. Respondeu: "Sim, sim. Na passagem da lua velha para a nova". E um dos seus filhos, de nome Eugénio, com pouco mais de 30 anos, reiterou os argumentos da senhora: "A causa de muitas crianças nasceram deficientes é por virem ao mundo entre luão".








De facto, Felgueiras é uma amostra do que tudo acontece no mundo. Até o luão!

Tiroteio em Barrosas

Um indivíduo de 31 anos, de Rande, e outro, de 27 anos, de Varziela, iniciaram um tiroteio com a GNR na noite de sexta-feira para sábado, na vila de Barrosas, a partir das 23,50 horas.
O cerco policial verificou-se até à 1 hora da manhã de sábado e resultou no ferimento do homem de 31 anos, sem gravidade, com um tiro no ombro esquerdo.

Os indivíduos usaram uma caçadeira. A Justiça deixou-os em liberdade.


Leia a notícia no JN:

Dois jovens disparam contra a GNR

quarta-feira, outubro 17, 2007

Dirigente do FC Felgueiras diz ter recebido ordens para passar recibo em nome da Resin

O episódio remonta a 1998, quando o Felgueiras se debatia com a necessidade de angariar 20 mil contos



"O mundo do futebol é muito difícil", suspirou a principal testemunha da audiência de ontem do julgamento do "saco azul" de Felgueiras, o chefe de departamento administrativo e financeiro do Futebol Clube de Felgueiras, José Maria Barata Feio.

Economista na reforma, o responsável pela contabilidade do clube felgueirense entre 1997 e 2001 foi instado a justificar a entrada de 20 mil contos (100 mil euros), supostamente oriundos da Resin.

O episódio remonta a 30 de Dezembro de 1998, momento em que o FC Felgueiras se debatia com a necessidade de angariar 20 mil contos para fazer face a um cheque da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Felgueiras. Nesse dia, José Barata Feio diz ter recebido um telefonema do presidente do clube e ex-presidente da câmara, o socialista Júlio Faria, que alegadamente lhe pediu para emitir uma factura no valor da dívida, em nome da Resin, justificada como donativo.
Horas depois, o economista dirigiu-se à Câmara de Felgueiras, por indicação de Júlio Faria, para levantar a importância e depositá-la no banco de imediato.

José Barata Feio confirma que recebeu das mãos do vereador Horácio Costa dois envelopes. Um continha um cheque no valor de 12.500 contos (62.500 euros) e um segundo com 7500 contos (37.500 euros) em notas.

Ainda de acordo com este testemunho, um responsável da Resin terá telefonado no dia seguinte para o clube exigindo que a factura fosse trocada, porque a factura em causa deveria ser de 12.500 contos e não 20.000, e que a justificação seria a de publicidade e não um donativo.
O economista emitiu nova factura no dia 31 de Dezembro, já com o novo valor e acompanhada por um contrato de publicidade.

Este é o momento que gera a controvérsia. Até à data, a tese da defesa assentava no facto de os 12.500 contos entregues ao economista dizerem respeito a um contrato de publicidade de Agosto de 1998, facto que José Barata Feio nega: "Esse dinheiro foi para pagar o contrato de Dezembro."


A defesa da Resin sustenta que pagou apenas 12.500 contos por um contrato de publicidade. No entanto, as indicações dadas por Júlio Faria ao economista indiciam que os 7500 contos em notas teriam alegadamente a mesma proveniência.


O procurador do Ministério Público (MP), Pinto Bronze, tentou confrontar a testemunha com o seu depoimento na PJ, por alegadas contradições, mas devido a recusa de alguns advogados de defesa o requerimento foi indeferido.

Para ultrapassar o impasse, o MP pediu a extracção de uma certidão com as declarações da testemunha na PJ e solicitou uma advertência, por parte do colectivo de juízes, à testemunha, lembrando que esta deveria retractar-se, caso tivesse prestado falsas declarações. Apesar da oposição da defesa, o colectivo acabou por dar razão ao MP.
Público, 17.10.2007

sábado, outubro 13, 2007

Longra "recebeu" Adriano com a casa apinhada de gente

Foram três dias de intensa actividade cultural os vividos na Casa do Povo da Longra (CP Longra), nos dias 29 de Setembro, 5 e 6 de Outubro, em homenagem a Adriano Correia de Oliveira, destacada figura da canção portuguesa, falecido há 25 anos com apenas 40 de idade.

O evento, organizado pela Associação José Afonso (Núcleo do Norte) e a CP Longra – que contou com o apoio da Caixa Agrícola de Felgueiras, do Ministério da Cultura, da Biblioteca-Museu República e Resistência (CM Lisboa) e da Associação 25 de Abril, entre outras entidades – encerrou com um grande concerto, no dia 6, em que a Sala de Espectáculos se tornou pequena, com superlotação de lugares.

No espectáculo, para além dos muitos felgueirenses, juntaram-se muitas pessoas oriundas dos mais diversos pontos do país, como, por exemplo, de Lisboa (cerca de 30), do Porto (mais de 50), Braga, Guimarães, Vila Real e Santa Maria da Feira.

No concerto, tal como estava programado, actuaram Manuel Freire, Carlos Alberto Moniz, Luanda Cozetti e Norton Daiello (Couple Coffee), o grupo “Cantaremos Adriano”, o Conservatório de Música de Felgueiras e os actores Cristiana José e Fernando Soares. Moniz desceu junto de Vitorino, que, também com Freire, cantaram a “Lira”.

O concerto terminou com a “Trova do Vento que passa”. Antes da descida do pano, Alípio de Freitas (presidente da AJA), emocionado, disse: “Isto, o que está a acontecer, hoje, aqui, na Vila da Longra, é um milagre! Não é fácil juntar assim pessoas nos grandes centros urbanos, muito menos aqui. Mas o contributo desta gente boa da Longra e dos elementos da AJA tornaram possível este milagre”.

De tarde, no auditório da Junta da Freguesia de Rande, houve lugar a um debate sobre a vida e a obra de Adriano, que contou com a participação de Vitorino, Manuel Freire, Helena Afonso (filha de Zeca), Paulo Sucena (ex-presidente da Fenprof), João Mário Mascarenhas (Biblioteca-Museu República e Resistência), Adão Coelho (CP Longra), Pedro Ribeiro (Junta de Rande), Alípio de Freitas e Judite Almeida (AJA). Moderador: José Carlos Pereira.

Vitorino considerou que há uma explicação para o silêncio sobre a obra do Adriano e de muitos outros artistas e intelectuais. “Desde a expulsão dos judeus de Portugal, os portugueses deixaram de gostar de si próprios. E passamos a procurar fora do país aquilo que temos cá dentro” - disse o cantor.

Exposição, “Escritas do Maio” e protocolo


No dia anterior, dia 5, dia da República, assistiu-se à abertura da exposição “Crise Académica de 69”, da referida Biblioteca-Museu; ao lançamento do livro “Escritas do Maio”, de Miguel Gouveia, de escrita criativa para crianças sobre Zeca; e à assinatura de um protocolo entre a CP Longra e o Teatro PésnaLua.
Estiveram presentes, para além do autor do livro, João Mário Mascarenhas (BMRR), Joaquim Correia Gomes, Cristiana José, Eduardo Pinheiro (AJA Norte), Adão Coelho e Gonçalo Magalhães (CP Longra) e José Carlos Pereira (moderador).

À noite, no âmbito da edição especial do II Encontro, o Teatro-Ensaio Raul Brandão (TERB), de Guimarães, quis dar o seu contributo à homenagem a Adriano, ao oferecer graciosamente a exibição da sua peça “As Mulheres de Atenas”, de Augusto Boal, com encenação de Gil Filipe. O referido grupo de teatro ofereceu a receita da bilheteira para ajudar às despesas da festa de homenagem.


Prova de cicloturismo Longra-Serra de Valongo-Porto-Avintes


No dia 29 de Setembro, uma semana antes dos eventos na CP Longra, a organização do “Canto Livre por Adriano”, promove um prova de cicloturismo Longra-Serra de Valongo-Porto-Avintes, com partida da Casa do Povo pelas 10 horas. Como se sabe, Adriano nasceu no Porto mas, passados poucos meses, foi viver para Avintes, onde foi criado.

Os ciclistas chegaram à Serra de Valongo pelas 12,30 e lá almoçaram umas improvisadas febras. Chegados à Unicepe, no Porto, na Praça Carlos Alberto, Gabriela Marques, pela AJA Norte, e Gonçalo Magalhães, pela CP Longra, deram uma conferência de imprensa à Comunicação Social nacional.

Terminada a conferência, os ciclistas retomaram viagem até à Junta de Freguesia de Avintes, onde foram recebidos por quatro elementos do Executivo presidido por Mário Gomes, bem como pela irmã de Adriano, Filomena Correia de Oliveira.
Neste acto, Fernando Lacerda e José Carlos Pereira representaram a AJA Norte, e Adão Coelho e Gonçalo a CP Longra.

No final, assistiu-se a uma troca de lembranças.
Nota: Veja os dois vídeos a seguir publicados.
O primeiro é o álbum das fotos dos eventos (reportagem fotográfica do Teatro PésnaLua). O segundo foi com que se iniciou o concerto, com poema de Paulo Esperança e montagem de José Carlos Pereira.

Álbum de fotos - Canto Livre por Adriano (reportagem fotográfica Teatro PésnaLua)

">