sábado, outubro 13, 2007
Álbum de fotos - Canto Livre por Adriano (reportagem fotográfica Teatro PésnaLua)
sexta-feira, outubro 12, 2007
Carta a um "filho de um deus maior"; Texto de Paulo Esperança; montagem de José Carlos Pereira.
terça-feira, outubro 02, 2007
segunda-feira, outubro 01, 2007
quinta-feira, setembro 27, 2007
Longra recebe "As Mulheres de Atenas"
Ficha Artística e Técnica
segunda-feira, setembro 24, 2007
Denunciadas à PGR alegadas pressões sobre testemunhas do "saco azul" (segundo o CM)
Correio da Manhã, 23 de Setembro de 2007 (clique aqui)
O Tribunal de Felgueiras vai decidir amanhã (hoje) se adverte ou não Fátima Felgueiras, que depois de ter acusado o procurador da República Pinto Bronze de dizer “disparates”, viu já uma das testemunhas queixar-se que se sentia “constrangida”, com a presença da autarca no julgamento.
O pedido de advertência da iniciativa do advogado Pedro Martinho, que é o defensor de Horácio Costa (a testemunha principal de acusação do MP, entretanto arguida), levou já a uma reunião em Guimarães entre todos os magistrados. O incidente processual surge na ocasião em que a PJ investiga eventuais pressões de Fátima Felgueiras sobre funcionárias que irão depor sobre alegadas irregularidades na autarquia. Uma denúncia anónima, em papel timbrado da Câmara e enviada para a Procuradoria-Geral da República, refere que a autarca teria chamado já ao seu gabinete diversas funcionárias que a poderão acusar no julgamento. Todas elas conhecidas na Câmara de Felgueiras como as “seis princesas” (isto porque a dada altura mereceriam a inteira confiança de Fátima Felgueiras), são consideradas fundamentais para provar ou não alegados financiamentos ilícitos ao PS e ao FC de Felgueiras.
A testemunha que afirmou estar “constrangida” no julgamento é uma das “princesas”. De acordo com aquela responsável, tendo prestado o seu depoimento na presença da autarca, sentiu que “não estava à vontade” e justificou que a presidente da Câmara de Felgueiras é a sua máxima superior hierárquica e isto depois da autarca a ter atacado na audiência quando a funcionária afirmou que os contratos da autarquia eram fictícios e serviriam somente para retorno de dinheiro que era usado no financiamento não só do Partido Socialista, como ainda do FC de Felgueiras. A responsável, Teresinha Carvalho, ouviu a autarca acusá-la de entrar na Câmara apenas “por favor”.
domingo, setembro 23, 2007
Canto Livre por Adriano
quinta-feira, setembro 20, 2007
Canto Livre por Adriano | Conferência de imprensa

O evento denominar-se-á “Canto Livre por Adriano”, a lembrar os históricos cantos livres que se promoveram neste país, antes e depois do 25 de Abril, sendo o mais conhecido o realizado em 29 de Março de 1974, no Coliseu dos Recreios, menos de um mês antes da Revolução dos Cravos.
Segundo o programa, ambicioso, vão ser dois dias de festa muito preenchidos: o ponto alto acontecerá no dia 6, à noite, no encerramento, com um grande concerto, precisamente, um “Canto Livre por Adriano”, no qual irão cantar Manuel Freire, Carlos Alberto Moniz, Luanda Cozetti e Norton Daiello (dos Couple Coffee), Grupo "Cantaremos Adriano" (Lisboa) e actuará ainda o Conservatório de Música de Felgueiras. 5 euros é o preço para a entrada para o concerto.
Na tarde do dia 6, sábado, no auditório da Junta de Freguesia local, realiza-se um debate sobre a vida e a obra de Adriano, que contará com as seguintes presenças: Paulo Sucena (ex-presidente da FENPROF e amigo íntimo do cantor), João Mário Mascarenhas (director da Biblioteca-Museu República e Resistência, da Câmara Municipal de Lisboa, que privou com o homenageado), Helena Afonso (filha de José Afonso), Familiares de Adriano, bem como Alípio de Freitas (presidente nacional da Associação José Afonso, jornalista e prof. universitário). O Grupo de Fados da CP Longra animará musicalmente o debate.
As pessoas de longe terão jantar garantido por apenas 5 euros, pelas 19 horas.
No dia anterior, 5, sexta-feira, dia da República, decorrerão, na Casa do Povo, várias iniciativas: de tarde, haverá lugar à abertura de uma exposição; a apresentação pública do livro “Escritas do Maio” (escrita criativa para crianças sobre José Afonso), obra de Miguel Gouveia; apresentação do disco “Cantaremos Adriano”; intervenção do professor de História do ensino secundário Joaquim Correia Gomes, sobre o canto de intervenção no plano da História (para crianças, adolescentes, jovens e adultos); e assinatura de um protocolo entre a Casa do Povo e o Grupo de Teatro “PésnaLua” (Felgueiras). O Grupo de Fados da CP Longra animará musicalmente a sessão.
À noite deste mesmo dia 5, será levada à cena a peça de teatro “As Mulheres de Atenas”, de Augusto Boal, pelo grupo de Teatro-Ensaio Raúl Brandão (TERB), do Círculo de Arte e Recreio de Guimarães. 2 euros é o preço para a entrada para este espectáculo.
A iniciativa conta com o patrocínio da Caixa de Crédito Agrícola de Felgueiras e, entre diversas entidades, com o apoio institucional e logístico da Associação 25 de Abril, da Biblioteca-Museu República e Resistência (CM Lisboa), do Círculo de Arte e Recreio de Guimarães e, ainda, com um apoio do Ministério da Cultura para a parte de teatro.
Na mesa da conferência de imprensa sentaram-se os presidentes da direcção da Casa do Povo e da AG, Adão Coelho e Gonçalo Magalhães, respectivamente, e Fernando Lacerda e José Carlos Pereira, membros da AJA Norte.
Gonçalo Magalhães congratulou-se com o programa ali anunciado, resultante, disse, de “um protocolo de colaboração e de parcerias entre as duas associações, firmado em Fevereiro”. E prosseguiu: “Não se entenda esta celebração como um acontecimento fúnebre, mas uma grande festa, de emoção e de partilha cultural, como o nosso bom amigo Adriano desejaria. Aquele homem gigante, calmeirão – como lhe chamavam os amigos e colegas -, afigura-se-nos, ainda hoje, à nossa frente, de mãos dadas com a poesia, a música e a liberdade, caminhando, diariamente, ao nosso lado, como contributo para a promoção cultural das nossas gentes, da nossa cidadania e do nosso associativismo”. Gonçalo Magalhães terminou com um alerta: “Adriano representa uma parte importante da nossa herança artística-cultural, quer a nível da sua obra (gravou 90 temas em 20 anos), quer numa perspectiva alargada à Música Tradicional Portuguesa. Alípio de Freitas, presidente da AJA, considerou, em Fevereiro, nesta Casa, que o terrível silêncio que se abate em relação à música cantada por Adriano e o generalizado desconhecimento por parte dos jovens é um enorme crime colectivo.. Portanto, é tempo de mudarmos esta atitude”.
Fernando Lacerda referiu: “vai ser uma jornada cultural de toda a importância. A AJA Norte acredita que esta Casa dará a devida dignidade ao evento, da mesma forma que a demonstrou na homenagem ao Zeca, em Fevereiro. É mais do que justo celebrar Adriano, porque antes do 25 de Abril ousou afrontar o regime e, mesmo depois, desmascarou realidades que tinham que ser denunciadas”.
Dia 29 de Setembro (sábado)
Prova de Cicloturismo Felgueiras-Porto-Avintes e largada de pombos correios a caminho uma conferência de imprensa, no Porto, pelas 16 horas, na UNICEP (Praça Carlos Alberto)
A organização divulgou já que, no próximo dia 29, sábado, irá realizar um acto simbólico e original: dar uma conferência de imprensa na UNICEP, no Porto, pelas 16,00 horas, a meio de uma prova de cicloturismo Felgueiras-Porto-Avintes,. Como se sabe, o homenageado viveu toda a sua infância em Avintes (VN Gaia). No final da conferência, os cicloturistas retomarão o caminho e, às 17,30 horas, serão recebidos pela Junta de Freguesia de Avintes, onde largarão pombos correios aos som da música.
FICHA DO EVENTO:
Assunto: FESTA DE HOMENAGEM A ADRIANO CORREIA DE OLIVEIRA
Denominação do evento: CANTO LIVRE POR ADRIANO
Organização, em parceria: ASSOCIAÇÃO JOSÉ AFONSO (Núcleo do Norte) e CASA DO POVO DA LONGRA (Felgueiras)
Apoios:
CAIXA DE CRÉDITO AGRÍCOLA DE FELGUEIRAS
MINISTÉRIO DA CULTURA
ASSOCIAÇÃO 25 DE ABRIL
BIBLIOTECA-MUSEU REPÚBLICA RESISTÊNCIA (CM LISBOA)
CÍRCULO DE ARTE E RECREIO DE GUIMARÃES
CONSERVATÓRIO DE MÚSICA DE FELGUEIRAS
JUNTA DE FREGUESIA DE RANDE (FELGUEIRAS),
JUNTA DE FREGUESIA DE AVINTES (VN GAIA)
GRUPO DE TEATRO “PÉSNALUA” (FELGUEIRAS)
COMPANHIA DE TEATRO DO VALE DO SOUSA
Figuras convidadas:
Paulo Sucena (ex-presidente da FENPROF e amigo íntimo de Adriano)
João Mário Mascarenhas (director da Biblioteca-Museu República e Resistência, que, também, privou com Adriano)
Helena Afonso (filha de José Afonso)
Familiares de Adriano
Miguel Gouveia (autor do livro "Escritas do Maio")
Alípio de Freitas (presidente nacional da Associação José Afonso, jornalista e prof. universitário)
Joaquim Correia Gomes (professor de História, do ensino secundário)
Representante da Associação 25 de Abril
Representante do Ministério da Cultura
Convidados para actuações artísticas:
Manuel Freire
Carlos Alberto Moniz
Luanda Cozetti e Norton Daiello (dos Couple Coffee)
Grupo "Cantaremos Adriano" (Lisboa)
Conservatório de Música de Felgueiras
Grupo de Fados da Casa do Povo da Longra
Teatro-Ensaio Raúl Brandão (TERB), do CAR de Guimarães
Aquilino escritor, Aquilino carbonário

Sempre se soube que Aquilino pertenceu à Carbonária – uma organização secreta, ligada à maçonaria, em que chegou a militar 5% da população portuguesa, nem mais nem menos do que 40 mil elementos, que contribuíram decisivamente para a Implementação da República. O certo é que, tal como em todas as revoluções, a maioria dos revolucionários foram desarmados e até perseguidos pelos republicanos no poder, pois estes acabaram por temer uma revolução dentro da própria revolução, ou seja, o mesmo que acontecera à monarquia.
Aquilino é apontado como um dos arquitectos e até operacional do atentado que vitimou D. Carlos, mas, até ao momento, ainda ninguém conseguiu provar essa acusação. No entanto, fosse lá como fosse, Aquilino, para além de ser um grande escritor, foi um democrata corajoso, que lutou por um ideal, não privilegiou interesses pessoais e colocou a sua vida em risco. A situação política vivida no seu tempo - despotismo, mísera, atraso e corrupção - proporcionava uma determinada legitimidade revolucionária para actos que, se hoje são tidos como censuráveis e até terroristas, naquele tempo, eram, certamente, procedimentos de liberdade, para a evolução da História.

