quinta-feira, setembro 27, 2007

Longra recebe "As Mulheres de Atenas"


“As Mulheres de Atenas” é uma peça que o dramaturgo brasileiro Augusto Boal construiu tomando como ponto de partida duas comédias de Aristófanes: “Lisístrata” e “Assembleia de Mulheres”.
A primeira parte, baseada em “Lisístrata”, retrata a greve de sexo feita pelas mulheres para obrigarem os homens a acabar com a guerra. A segunda parte, baseada em “Assembleia de Mulheres” fala-nos sobre a ocupação do poder político por parte das mulheres.
Tudo se passa numa fictícia Atenas, sem nenhum realismo. Augusto Boal dedicou “As mulheres de Atenas” a todos os movimentos de libertação feminina e a todas as feministas que o ajudaram a escrever esta peça, quer através dos seus livros, das suas pesquisas ou através dos seus exemplos de vida.
Ao representar esta peça, o Teatro de Ensaio Raul Brandão pretende aprofundar um debate antigo na sociedade: a condição feminina.

Ficha Artística e Técnica
Encenação: Gil Filipe
Interpretação: Ângela Sousa, António Machado, António Oliveira, Cesarina Oliveira, Elvira Oliveira, Eugénia Oliveira, João Pereira, Leonel Meneses, Liliana Freitas, Luís Silva, Luís Ribeiro, Marta Félix, Mónica Alves, Patrícia Castro, Paula Abreu, Vítor Rocha.
Equipa técnica: Anabela Barreira, Dino Freitas, Evandro Oliveira, Fernanda Figueiredo, Gil Filipe, João Branco, Sandra Flores, Tino Flores.

segunda-feira, setembro 24, 2007

Denunciadas à PGR alegadas pressões sobre testemunhas do "saco azul" (segundo o CM)


Correio da Manhã, 23 de Setembro de 2007 (clique aqui)

O Tribunal de Felgueiras vai decidir amanhã (hoje) se adverte ou não Fátima Felgueiras, que depois de ter acusado o procurador da República Pinto Bronze de dizer “disparates”, viu já uma das testemunhas queixar-se que se sentia “constrangida”, com a presença da autarca no julgamento.

O pedido de advertência da iniciativa do advogado Pedro Martinho, que é o defensor de Horácio Costa (a testemunha principal de acusação do MP, entretanto arguida), levou já a uma reunião em Guimarães entre todos os magistrados. O incidente processual surge na ocasião em que a PJ investiga eventuais pressões de Fátima Felgueiras sobre funcionárias que irão depor sobre alegadas irregularidades na autarquia. Uma denúncia anónima, em papel timbrado da Câmara e enviada para a Procuradoria-Geral da República, refere que a autarca teria chamado já ao seu gabinete diversas funcionárias que a poderão acusar no julgamento. Todas elas conhecidas na Câmara de Felgueiras como as “seis princesas” (isto porque a dada altura mereceriam a inteira confiança de Fátima Felgueiras), são consideradas fundamentais para provar ou não alegados financiamentos ilícitos ao PS e ao FC de Felgueiras.



A testemunha que afirmou estar “constrangida” no julgamento é uma das “princesas”. De acordo com aquela responsável, tendo prestado o seu depoimento na presença da autarca, sentiu que “não estava à vontade” e justificou que a presidente da Câmara de Felgueiras é a sua máxima superior hierárquica e isto depois da autarca a ter atacado na audiência quando a funcionária afirmou que os contratos da autarquia eram fictícios e serviriam somente para retorno de dinheiro que era usado no financiamento não só do Partido Socialista, como ainda do FC de Felgueiras. A responsável, Teresinha Carvalho, ouviu a autarca acusá-la de entrar na Câmara apenas “por favor”.



quinta-feira, setembro 20, 2007

Canto Livre por Adriano | Conferência de imprensa


A Casa do Povo da Longra, em Felgueiras, e a Associação José Afonso (Núcleo do Norte), com sede no Porto, deram uma conferência de imprensa, no salão nobre da primeira colectividade, para anunciarem à comunicação social local e regional a realização, em parceria, de uma festa de homenagem a Adriano Correia de Oliveira, nos próximos dias 5 e 6 de Outubro, na Vila da Longra (Felgueiras), numa altura em que decorrem 25 anos após a morte do cantor, figura destacada da canção portuguesa. Recorde-se que, em Fevereiro passado, as duas associações fizeram evento semelhante em homenagem a Zeca Afonso.

O evento denominar-se-á “Canto Livre por Adriano”, a lembrar os históricos cantos livres que se promoveram neste país, antes e depois do 25 de Abril, sendo o mais conhecido o realizado em 29 de Março de 1974, no Coliseu dos Recreios, menos de um mês antes da Revolução dos Cravos.
Segundo o programa, ambicioso, vão ser dois dias de festa muito preenchidos: o ponto alto acontecerá no dia 6, à noite, no encerramento, com um grande concerto, precisamente, um “Canto Livre por Adriano”, no qual irão cantar Manuel Freire, Carlos Alberto Moniz, Luanda Cozetti e Norton Daiello (dos Couple Coffee), Grupo "Cantaremos Adriano" (Lisboa) e actuará ainda o Conservatório de Música de Felgueiras. 5 euros é o preço para a entrada para o concerto.

Na tarde do dia 6, sábado, no auditório da Junta de Freguesia local, realiza-se um debate sobre a vida e a obra de Adriano, que contará com as seguintes presenças: Paulo Sucena (ex-presidente da FENPROF e amigo íntimo do cantor), João Mário Mascarenhas (director da Biblioteca-Museu República e Resistência, da Câmara Municipal de Lisboa, que privou com o homenageado), Helena Afonso (filha de José Afonso), Familiares de Adriano, bem como Alípio de Freitas (presidente nacional da Associação José Afonso, jornalista e prof. universitário). O Grupo de Fados da CP Longra animará musicalmente o debate.

As pessoas de longe terão jantar garantido por apenas 5 euros, pelas 19 horas.

No dia anterior, 5, sexta-feira, dia da República, decorrerão, na Casa do Povo, várias iniciativas: de tarde, haverá lugar à abertura de uma exposição; a apresentação pública do livro “Escritas do Maio” (escrita criativa para crianças sobre José Afonso), obra de Miguel Gouveia; apresentação do disco “Cantaremos Adriano”; intervenção do professor de História do ensino secundário Joaquim Correia Gomes, sobre o canto de intervenção no plano da História (para crianças, adolescentes, jovens e adultos); e assinatura de um protocolo entre a Casa do Povo e o Grupo de Teatro “PésnaLua” (Felgueiras). O Grupo de Fados da CP Longra animará musicalmente a sessão.

À noite deste mesmo dia 5, será levada à cena a peça de teatro “As Mulheres de Atenas”, de Augusto Boal, pelo grupo de Teatro-Ensaio Raúl Brandão (TERB), do Círculo de Arte e Recreio de Guimarães. 2 euros é o preço para a entrada para este espectáculo.

A iniciativa conta com o patrocínio da Caixa de Crédito Agrícola de Felgueiras e, entre diversas entidades, com o apoio institucional e logístico da Associação 25 de Abril, da Biblioteca-Museu República e Resistência (CM Lisboa), do Círculo de Arte e Recreio de Guimarães e, ainda, com um apoio do Ministério da Cultura para a parte de teatro.

Na mesa da conferência de imprensa sentaram-se os presidentes da direcção da Casa do Povo e da AG, Adão Coelho e Gonçalo Magalhães, respectivamente, e Fernando Lacerda e José Carlos Pereira, membros da AJA Norte.

Gonçalo Magalhães congratulou-se com o programa ali anunciado, resultante, disse, de “um protocolo de colaboração e de parcerias entre as duas associações, firmado em Fevereiro”. E prosseguiu: “Não se entenda esta celebração como um acontecimento fúnebre, mas uma grande festa, de emoção e de partilha cultural, como o nosso bom amigo Adriano desejaria. Aquele homem gigante, calmeirão – como lhe chamavam os amigos e colegas -, afigura-se-nos, ainda hoje, à nossa frente, de mãos dadas com a poesia, a música e a liberdade, caminhando, diariamente, ao nosso lado, como contributo para a promoção cultural das nossas gentes, da nossa cidadania e do nosso associativismo”. Gonçalo Magalhães terminou com um alerta: “Adriano representa uma parte importante da nossa herança artística-cultural, quer a nível da sua obra (gravou 90 temas em 20 anos), quer numa perspectiva alargada à Música Tradicional Portuguesa. Alípio de Freitas, presidente da AJA, considerou, em Fevereiro, nesta Casa, que o terrível silêncio que se abate em relação à música cantada por Adriano e o generalizado desconhecimento por parte dos jovens é um enorme crime colectivo.. Portanto, é tempo de mudarmos esta atitude”.

Fernando Lacerda referiu: “vai ser uma jornada cultural de toda a importância. A AJA Norte acredita que esta Casa dará a devida dignidade ao evento, da mesma forma que a demonstrou na homenagem ao Zeca, em Fevereiro. É mais do que justo celebrar Adriano, porque antes do 25 de Abril ousou afrontar o regime e, mesmo depois, desmascarou realidades que tinham que ser denunciadas”.

Dia 29 de Setembro (sábado)

Prova de Cicloturismo Felgueiras-Porto-Avintes e largada de pombos correios a caminho uma conferência de imprensa, no Porto, pelas 16 horas, na UNICEP (Praça Carlos Alberto)


A organização divulgou já que, no próximo dia 29, sábado, irá realizar um acto simbólico e original: dar uma conferência de imprensa na UNICEP, no Porto, pelas 16,00 horas, a meio de uma prova de cicloturismo Felgueiras-Porto-Avintes,. Como se sabe, o homenageado viveu toda a sua infância em Avintes (VN Gaia). No final da conferência, os cicloturistas retomarão o caminho e, às 17,30 horas, serão recebidos pela Junta de Freguesia de Avintes, onde largarão pombos correios aos som da música.



FICHA DO EVENTO:

Assunto: FESTA DE HOMENAGEM A ADRIANO CORREIA DE OLIVEIRA

Denominação do evento: CANTO LIVRE POR ADRIANO

Organização, em parceria: ASSOCIAÇÃO JOSÉ AFONSO (Núcleo do Norte) e CASA DO POVO DA LONGRA (Felgueiras)


Apoios:

CAIXA DE CRÉDITO AGRÍCOLA DE FELGUEIRAS

MINISTÉRIO DA CULTURA

ASSOCIAÇÃO 25 DE ABRIL

BIBLIOTECA-MUSEU REPÚBLICA RESISTÊNCIA (CM LISBOA)

CÍRCULO DE ARTE E RECREIO DE GUIMARÃES

CONSERVATÓRIO DE MÚSICA DE FELGUEIRAS

JUNTA DE FREGUESIA DE RANDE (FELGUEIRAS),

JUNTA DE FREGUESIA DE AVINTES (VN GAIA)

GRUPO DE TEATRO “PÉSNALUA” (FELGUEIRAS)

COMPANHIA DE TEATRO DO VALE DO SOUSA



Figuras convidadas:

Paulo Sucena (ex-presidente da FENPROF e amigo íntimo de Adriano)

João Mário Mascarenhas (director da Biblioteca-Museu República e Resistência, que, também, privou com Adriano)

Helena Afonso (filha de José Afonso)

Familiares de Adriano

Miguel Gouveia (autor do livro "Escritas do Maio")

Alípio de Freitas (presidente nacional da Associação José Afonso, jornalista e prof. universitário)
Joaquim Correia Gomes (professor de História, do ensino secundário)

Representante da Associação 25 de Abril

Representante do Ministério da Cultura



Convidados para actuações artísticas:

Manuel Freire

Carlos Alberto Moniz

Luanda Cozetti e Norton Daiello (dos Couple Coffee)

Grupo "Cantaremos Adriano" (Lisboa)

Conservatório de Música de Felgueiras

Grupo de Fados da Casa do Povo da Longra

Teatro-Ensaio Raúl Brandão (TERB), do CAR de Guimarães

Aquilino escritor, Aquilino carbonário


A homenagem a Aquilino Ribeiro e a transladação dos seus restos mortais para o Panteão Nacional estão a causar alguma indignação em certos meios intelectuais conservadores, devido ao facto de este escritor de primeira água ter estado ligado a acções de violência política com recurso a armas e a explosivos.

Sempre se soube que Aquilino pertenceu à Carbonária – uma organização secreta, ligada à maçonaria, em que chegou a militar 5% da população portuguesa, nem mais nem menos do que 40 mil elementos, que contribuíram decisivamente para a Implementação da República. O certo é que, tal como em todas as revoluções, a maioria dos revolucionários foram desarmados e até perseguidos pelos republicanos no poder, pois estes acabaram por temer uma revolução dentro da própria revolução, ou seja, o mesmo que acontecera à monarquia.

Aquilino é apontado como um dos arquitectos e até operacional do atentado que vitimou D. Carlos, mas, até ao momento, ainda ninguém conseguiu provar essa acusação. No entanto, fosse lá como fosse, Aquilino, para além de ser um grande escritor, foi um democrata corajoso, que lutou por um ideal, não privilegiou interesses pessoais e colocou a sua vida em risco. A situação política vivida no seu tempo - despotismo, mísera, atraso e corrupção - proporcionava uma determinada legitimidade revolucionária para actos que, se hoje são tidos como censuráveis e até terroristas, naquele tempo, eram, certamente, procedimentos de liberdade, para a evolução da História.
A propósito, há poucos anos, Jorge Sampaio, enquanto Presidente da República, condecorou Isabel do Carmo com a Ordem da Liberdade, respeitanto, assim desta forma, a filosofia da antiga militante de extrema-esquerda na luta por uma sociedade melhor.
A grandeza de uma verdadeira democracia consiste em compreender as pessoas independentemente dos caminhos que percorreram para alcançarem um ideal inefável.

quarta-feira, setembro 19, 2007

... E a Cultura aqui tão perto!


Foi no passado sábado, na Casa do Povo da Longra, que foi levada à cena "O Contador de Histórias", pela Companhia de Teatro do Vale do Sousa, com autoria e encenação de Fernando Soares.
O encenador foi também actor, juntamente com Cristiana José e Rita.
Antes da peça, Soares deu um recital de poesia, acompanhado por Fátima Neto, no violoncelo.
Simplesmente magníficos!
Parabéns, Fernando! Parabéns, Cristiana, Rita e Fátima!



















































































































































































































































































































































































quinta-feira, setembro 13, 2007

Subsídios para a história do FC Felgueiras


O nosso amigo Armando Pinto vai lançar, no próximo domingo, no início do jogo do CAF, o livro "Futebol de Felgueiras - Nas Fintas do Tempo (1932-2007)". Agradecemos o convite.
"Fintas do Tempo" é o subtítulo mais oportuno em relação ao que se passou dentro e fora da colectividade na sua última década de vida, que, com 75 anos de história, sucumbiu por capricho de alguns, que quiseram o clube bem morto, para que o "morto" não fale...
Pode ser que, daqui a dois anos, o autor longrense, Armando Pinto, venha a publicar um segundo volume (tomo II) da obra agora lançada. Matéria não irá faltar!
Soubemos que o nosso amigo Armando Pinto esteve, recentemente, internado num hospital devido a uma crise aguda com merecida atenção. Esperamos que a "máquina" agora trabalhe em boas condições, que saia mais vezes de casa e que não deixe de assistir às grandes realizações culturais da Longra, já que é um apaixonado pela sua terra.

Obviamente, demitam-no!