segunda-feira, agosto 20, 2007

Conselho de Estado autorizou Jorge Coelho a depor no "saco azul" do PS

Nossa introdução:
Em 1998, Jorge Coelho, na altura alto dirigente do PS e com responsabilidades no Governo, terá sido avisado por Horácio Costa e Joaquim de Freitas, por carta registada com aviso de recepção, sobre as alegadas irregularidades em Felgueiras.

Notícia do Público, de sábado:
O Conselho de Estado (CE) autorizou Jorge Coelho a prestar depoimento por escrito no julgamento do processo do "saco azul" do Partido Socialista de Felgueiras, apurou o PÚBLICO.
Arrolado pela defesa do arguido Horácio Costa, ex-vereador e antigo assessor da principal arguida, Fátima Felgueiras, Jorge Coelho vai responder às questões que lhe forem colocadas pelo advogado Pedro Martinho, podendo os restantes causídicos acrescentar novas perguntas, oportunidade que lhes foi dada pelo colectivo. Pedro Martinho foi notificado anteontem do deferimento do CE, durante a sessão que decorreu na parte da manhã, para assegurar a validade da prova. Os esclarecimentos que Jorge Coelho deverá prestar relacionam-se com documentos que os dois titulares da conta onde era movimentados os fundos do "saco azul", Horácio Costa e Joaquim Freitas, garantem ter remetido para o então ministro de Estado do Governo de António Guterres. Ambos garantiram ao tribunal terem alertado Jorge Coelho e outros dirigentes nacionais do PS para eventuais irregularidades no financiamento do PS de Felgueiras.
Ao Tribunal de Felgueiras também já chegou a autorização concedida pela Assembleia da República para o deputado Renato Sampaio depor. Actual líder da federação distrital do Porto do PS, Renato Sampaio deverá ser questionado sobre diligências que terá feito para demover Horácio Costa e Joaquim Freitas de colaborarem com os investigadores do caso do "saco azul". Horácio Costa assegurou na sala de audiências que Sampaio lhe terá prometido um emprego de "muito receber e pouco fazer", no caso de não colaborar no esclarecimento dos factos. Esta revelação foi formal e prontamente desmentida pelo líder da distrital do Porto do PS, horas depois de ter sido feita pelo ex-assessor de Fátima Felgueiras.
No julgamento devem depor ainda oralmente Narciso Miranda e Armando Vara, devendo o primeiro-ministro José Sócrates enviar um testemunho escrito.

domingo, agosto 12, 2007

Em Felgueiras: Festa de homenagem a Adriano Correia de Oliveira

Cartaz com direitos de autor

Está a ser idealizada uma grande festa de homenagem a Adriano Correia de Oliveira em Felgueiras, cujo programa vai ser divulgado em conferência de imprensa já no próximo mês de Setembro.

Miguel Torga nasceu há 100 anos


Se fosse vivo, Miguel Torga - um dos poetas maiores do século XX universal -, completaria 100 anos.
Torga faleceu em 1995, com 87 anos.
Uma vida que vale a pena ser estudada, pois grande é a sua obra. Tanto em quantidade como em qualidade!

Nova sondagem. Já em votação.

Concorda com a criação de uma coligação em Felgueiras entre os partidos da Oposição com vista às próximas autárquicas?
Se concorda, acha que essa coligação deve integrar todos os partidos ou apenas o PS e o PSD?

Edaurdo Teixeira "lidera" a Oposição

Eduardo Teixeira (PSD) - 58 votos (50,4%)
Eduardo Bragnça (PS)- 29 votos (25,2%)
José Campos (PS) - 10 votos (8,7%)
João Sousa (PSD) - 9 votos (7,8%)
Torres Moreira (PS) - 7 votos (6,2%)
Caldas Afonso e Luís Lima - 2 votos (0,7%)
Votantes: 115
Eduardo Teixeira, deputado municipal pelo PSD, actualmente, sem quaisquer responsabilidades no seio da direcção partidária, é tido como o político que mais cabalmente faz Oposição política a Fátima Felgueiras e ao movimento político independente (SP) que detém a maioria no município felgueirense. Eduardo Teixeira atinge uma percentagem notável – 50,4%, ou seja, 58 entre os 115 votantes.

Em segundo lugar surge Eduardo Bragança, líder da Concelhia do PS /Felgueiras há um ano e meio. Obteve 29 votos – 25,2%, precisamente, metade da percentagem de Eduardo Teixeira.

Em terceiro lugar aparece José Campos – o único vereador do PS, terceiro membro da Oposição política no Executivo na ordem dos resultados obtidos nas autárquicas de Outubro de 2005. No nosso estudo, Campos obtém 10 votos, que corresponde a 8,7%.

João Sousa, líder da Concelhia do PSD, recentemente eleito, figura na quarta posição, com 9 votos (7,8%).

Torres Moreira, líder da bancada do PS na AM, somou 9 votos (6,2%), ficando na penúltima posição eleitoral.

Caldas Afonso e Luís Lima, vereadores do maior partido da Oposição, que. nas últimas autárquicas, obtiveram 10 mil votos – o dobro dos do PS –, curiosamente ou não, aparecem em último lugar na nossa sondagem, em que obtêm apenas… 2 votos, que significa 0,7% da votação total. Esta fraquíssima percentagem é deveras sintomática em relação ao papel (muito contestado) dos dois vereadores do PSD enquanto elementos da Oposição política.

sexta-feira, agosto 10, 2007

Tudo para o Ciclismo! E nada para as associações desportivas da nossa Terra!

Artigo publicado no Jornal da Lixa, na sua edição de hoje
Eduardo Teixeira,
Deputado Municipal (PSD)

Que a vida política na nossa Terra vai de mal a pior, é um sentimento que cada vez mais alastra junto das populações do concelho, descontentes e deveras desiludidas com a sinistra política de marketing e imagem do movimento “Sempre Presente”, principalmente da sua dama tutelar, Fátima Felgueiras, que, com os seus meros peões (vereadores), está a levar o concelho para o mais baixo índice de desenvolvimento e qualidade de vida em relação aos concelhos do Norte do país.

O movimento “Sempre Presente” já não está interessado em governar a nossa Terra; aposta grandemente numa política de imagem, cujos gastos, exorbitantes que são, não correspondem às verdadeiras necessidades dos nossos habitantes. As festas, as festinhas e as festarolas, juntamente com os passeios e o foguetório, estão sempre na ordem do dia, somando, ultimanente, uma nova vertente populista, que é o Ciclismo, com altos patrocínios monetários (entendam-se, chorudos) por parte dos cofres da Câmara. Esta é uma política, sem dúvida, de imagem do movimento “Sempre Presente”, que visa única e simplesmente a promoção política pessoal daqueles que nos (des)governam.

Com efeito, será oportuno fazer aqui algumas perguntas:

1.º - Quanto custou à Câmara Municipal o alto patrocínio ao Grande Prémio das Nações de Ciclismo?

2.º – Qual o valor dos contratos celebrados com a empresa privada que organiza a Volta a Portugal em Bicicleta relativamente aos anos 2006 e 2007.

Por várias, vezes já desafiei a Câmara a tornar público o valor pago por estes patrocínios, mas, até à data, não foi respondido nem tornado público. Por que será?

Não tenho nada contra esta modalidade, que é o Ciclismo, embora seja o desporto a nível mundial onde reina maior polémica acerca de doping, chantagem, resultados forjados, falta de verdade desportiva, mentira, etc… Porém, não deixa de ser curioso que seja esta a modalidade preferida pelo movimento “Sempre Presente” e o Executivo municipal para apoiar e patrocinar. Curioso, não acham?

Esta realidade, vinda do alto político, esbarra com a realidade social do concelho a nível desportivo, cultural e sócio-recreativo. As associações desportivas e culturais do concelho estão moribundas, graças a uma política de desprezo a que o Executivo municipal as tem votado.
Vejam-se os casos mais flagrantes:


1.º - A destruição do relvado do Estádio Dr. Machado de Matos, onde, outrora, se realizaram provas nacionais e internacionais de futebol de grande relevo.


2.º - O não cumprimento, no ano passado, da palavra que tinha sido dada ao FC Lixa para execução de um contrato de publicidade nas camisolas, o que, se fosse cumprido, não teria posto o clube da Lixa em desespero quanto à sua sobrevivência.


3.º - A Câmara comprometeu-se, na época passada, e até anunciou publicamente várias vezes, que pagou as inscrições na AF Porto dos atletas amadores, dos escalões jovens do FC Lixa, do Clube Académico de Felgueiras, do Barrosas, Regilde, FCF-Felgueiras, quando, na verdade, até hoje, ainda nada pagou. Ou será que pagou a algum ou alguns clubes em especial? Seria importante saber-se a verdade.

"Qual será mais benéfico para o concelho? Apoiar as muitas centenas de jovens do nosso concelho a praticar desporto, desviando-os de perigos emitentes, ou “desperdiçar” os dinheiros da Câmara a patrocinar provas profissionais de Ciclismo, que montam o “circo” hoje e levantam amanhã, levando consigo dezenas de milhares de euros dos cofres do município?"

Para finalizar, qual será mais benéfico para o concelho? Apoiar as muitas centenas de jovens do nosso concelho a praticar desporto, desviando-os de perigos emitentes, ou “desperdiçar” os dinheiros da Câmara a patrocinar provas profissionais de Ciclismo, que montam o “circo” hoje e levantam amanhã, levando consigo dezenas de milhares de euros dos cofres do município, alimentado pelos nossos contributos. Não será isto uma vaidade saloia, a de pretender, de forma megalómana, realizar grandes eventos, pagos a preço de ouro, e ter os nossos jovens a praticar desporto utilizando terrenos pelados, balneários em contentores degradados (tipo terceiro-mundistas) e sem qualquer tipo de apoio?

Infelizmente, é esta a nossa triste sina, enquanto formos (des)governados pela actual maioria política na autarquia. É altura de todos nós fazermos uma retrospectiva destes péssimos dois anos de governação “Sempre Presente”. O slogan do marketing político do “Sempre Presente” é “Felgueiras, terra com futuro” – concordo, nada mais verdadeiro. Só que, na verdade, com esta política desastrosa e com estes actores políticos desvairados, o nosso “futuro” será de bandeiras negras defraudadas ao vento. A História, um dia, há-de dar razão àqueles que neste concelho têm a coragem, a frontalidade, sem cobardias, de levantar a voz contra o Absolutismo instalado.

Nota do Editor do Diário de Felgueiras:

Os artigos publicados neste blogue ou nele reproduzidos de outras publicações são da responsabilidade dos seus autores, não reflectindo as opiniões neles expressas obrigatoriamente a opinião da nossa linha editorial







quinta-feira, agosto 09, 2007

A necessidade de sermos cidadãos exigentes

Inácio Lemos, no seu blogue, A Rosa (clique aqui), faz uma proposta bastante lúcida, interessante e reivindicativa dos direitos de cidadania. Lemos considera que os cidadãos em geral – melhor dizendo, os eleitores –, deviam tomar a indicativa de processar criminalmente os políticos no poder quando estes não cumpram cabalmente as suas funções e tomem medidas prejudiciais para o desenvolvimento económico e social das populações a troco de camuflados interesses pessoais ou de grupo.

A ideia não é original. Maria de Lurdes Pintassilgo insistia nisso. Que as pessoas comuns deviam reunir-se, apartidariamente o quanto possível, para responsabilizarem os políticos quando estes podiam ter feito algo de bom para as comunidades e não o fazem, por interesse pessoal ou partidário, bem como quando, no pior quadro, o mesmo poder se revele ostensivo e destruidor das condições de vida dos cidadãos. É que, na filosofia das grandes religiões mundiais, o Pecado tanto advém do acto de pecar como ode omitir o bem que devia ter sido feito.

Porém, gostaríamos de lembrar que esse trabalho – se for efectivamente um trabalho genuíno de cidadania – é bastante moroso, longo; os frutos, depois da semente lançada, começarão a ser colhidos, pelo menos, ao fim de uma geração. 25 anos! Recordamos, a propósito, os Foruns Justiça lançados, há 20 anos, por diversos grupos de cidadãos e acabaram por se diluír. O trabalho não foi genuíno ou foi partidário. Contudo, ficaram as experiências; o presente pode ser um bom corrector de ideias.

Recentemente, Saldanha Sanches, em palavras à RTP 2, referiu-se a qualquer coisa sobre o relacionamento entre o Ministério Público nos meios da província e os poderes locais. Não queremos ir por aí; queremos ainda ter a “inocência” de acreditar na independência do poder judicial em relação ao político. No entanto, perguntamos: estarão os senhores procuradores da República “munidos” de uma revolucionária consciencialização quanto a esta matéria, não só no aspecto jurídico-legal, mas também no capítulo de uma cultura cívica, como a que se vive nos países da Europa Central? Nestes países, os cidadãos organizam-se...
Num país, como o nosso, em que uma médica é suspensa das suas funções por três meses pela respectiva Ordem, por alegada negligência grosseira – suposta falta de assistência num parto, que, segundo diz, o médico Pinto da Costa, foi a causa de a criança ter ficado com uma incapacidade permanente de 95% -, e o Ministério Público concluiu que “não há causa e efeito” no caso, nós, os portugueses, temos um trabalho longo e muito árduo pela frente, pois, infelizmente, o tempo histórico não corresponde ao tempo de vida das pessoas. E ninguém consegue ser à medida do Tempo e do Lugar.

Portugal está a anos-luz de o processo chegar ao fim. Até lá, vamos insistindo, criando raízes para a causa. A Cultura, luz do Homem, é o meio mais eficaz para consciencialização dos cidadãos no que toca àquilo de que carecem mais: participação e cidadania.

Portanto, meus amigos, mãos à obra!