terça-feira, julho 24, 2007

Até lhe mandaram uma carta anónima com uma faca dentro (entrevista ao JN)


Juíza deixa profissão







2.º aniversário do Diário de Felgueiras


O Diário de Felgueiras (DF) completa 2 anos de existência, hoje, dia 24 de Julho.


Dois anos de informação diária, tão persistente quanto independente e credível, sem fretes – é apenas a consciência do editor que dita e medita sobre o que fica escrito.


Têm sido dois anos de luta, sem desistências ou cedências por parte do editor do DF, não obstante as várias pressões e perseguições contra a sua pessoa, vindas dos detractores da transparência e, no fundo, detractores da própria Democracia em Felgueiras.


De facto, não desanimamos, não desistimos, somos persistentes e se mais não fizemos ou não fazemos é porque o quotidiano do nosso editor nem sempre o permite. Contudo, prometemos prosseguir o nosso caminho, com o nosso habitual respeito pelas regras democráticas e do Estado de Direito, mas sempre pugnando por um concelho de Felgueiras mais bem informado, mais transparente, mais justo entre os seus habitantes, mais igual e fraterno.


Somos apartidários mas não excluídos de preocupações sociais e do humanismo que caracteriza os homens livres.


Creiam em nós, que nós cremos nos nossos leitores.

RTP em reportagem na Casa do Povo da Longra






















A RTP deslocou-se ontem às instalações da Casa do Povo da Longra, em Rande, para uma reportagem alargada sobre a actividade da Associação de Cicloturismo de Felgueiras, cuja sede se encontra num departamento da Casa do Povo, com a qual estabeleceu uma relação de proximidade e até protocolar.










Os dirigentes cicloturistas deram várias entrevistas, bem como Joaquim Luís, antigo ciclista, hoje com mais de 50 anos de idade e residente em Varziela, que chegou a participar em duas edições da Volta a Portugal.










A referida reportagem, efectuada pela jornalista Helena Castro, será passada no dia em que a Volta a Portugal deste ano passar por Felgueiras.
Mais uma vez, a Longra com a "moral" em alta.















sábado, julho 21, 2007

Festa do Churrasco dos BV Lixa




Nova sondagem - Mesa da Assembleia Municipal

Independentemente do voto em quem confiou nas últimas autárquicas para a Assembleia Municipal, concorda, ou não, o caro leitor/eleitor, que o PSD e o PS, com maioria no hemiciclo, derrubem a respectiva Mesa, liderada por Orlando Sousa (SP), já que a polémica foi, recentemente, relançada na Comunicação Social?

Maioria dos cibernautas de Felgueiras preferem o PS para a Câmara; 6% simpatizam com o BE

Os 297 cibernautas que votaram na nossa sondagem preferem, em larga escala, o PS (52%, com 156 votos) para a gestão do município de Felgueiras. O PSD (19%, com 58 votos) fica muito abaixo do seu score; e o SP (com 11%, 33 votos) não se impõe neste tipo de eleitorado.

O BE desceu nos últimos dias, mas venceu entre as três formações eleitorais com menor expressão, ao conquistar 6% (20 votos). A CDU e o CDS, com 8 e 7 votos, acusam um empate técnico (2%). O voto em branco é expressivo (5%, 15 votos).

PS - 52%, 156 votos

PSD - 19% - 58 votos

SP - 11% - 33 votos

BE - 6% - 20 votos

CDU - 2% - 8 votos

CDS - 2% - 7 votos

quinta-feira, julho 19, 2007

Sondagem DF termina esta sexta-feira. PS e BE disparam!

O PS vai à frente na sondagem que colocámos on-line, no nosso jornal, desde a primeira hora. Hoje já leva 50% dos votos, contra os 19% do PSD (em segundo lugar) e os 10% do SP (em terceiro). O BE impõe-se com 8%, a CDU fixa-se nos 3% e o CDS apenas alcança 2%.
É certo que esta votação não se baseia num estudo científico no que respeita à ampla realidade sociológica do concelho, mas, reconheça-se, é, em grande parte, a expressão da minoria dos felgueirenses mais escolarizados, que têm acesso à Internet e que se interessam pela gestão política do concelho, nomeadamente junto da parte do eleitorado não muito envelhecido, mais masculino e, como dissemos, com mais habilitações literárias. Aliás, as pessoas que em Felgueiras se envolvem ou, simplesmente, se interessam pela política local são, mais ou menos, 300. Aliás, à hora em que estamos a fazer este apontamento, já se verificam 228 votações.

Com efeito, o PS e o BE são os partidos que obtém resultados galopantes, em boa parte, reconheça-se, em virtude de serem duas das forças políticas que em Felgueiras mais incidem numa faixa do eleitorado mais urbano e que, talvez, são os que mais se enquadram na população com as características acima descritas.

Em todo o caso, os resultados da votação não deixam de ser sintomáticos.

Crime de Santa Quitéria: comentário dos advogados

Pedro Carvalho, advogado de defesa:

“O tribunal baseou-se em convicções e apenas em relação ao depoimento da vítima, indirecto, o que não produz prova suficiente. Na minha opinião, esta decisão peca por falta de fundamentação. Fez-se eco de algo que não é concreto; acho a prova muita vazia. Portanto, vou recorrer da sentença”



Ferreira de Cima, advogado de acusação:

“É uma decisão justa e equilibrada. O testemunho da vítima foi valorado, porque, nessas circunstâncias, surge espontâneo e verdadeiro. Além disso, há elementos periciais que o tribunal considerou. Apesar de se ter remetido ao silêncio, na perícia psiquiátrica que requereu, o arguido falou, e esse depoimento também valeu como prova”.

Cultura na Longra volta a ser o que era antigamente

A região da Longra, em termos de realizações culturais, já voltou ao que era antes, principalmente a partir dos anos 40 do séculos passado e durante várias décadas, em que se afirmou como baluarte cultural do concelho.
A Casa do Povo da Longra (CP Longra), na sexta-feira e no sábado, voltou a ser palco de dois concorridos acontecimentos culturais, que encheram a sua Sala de Espectáculos. Estes eventos inseriram-se no programa comemorativo do IV aniversário da Vila da Longra, pensado pela CP Longra em conjunto com as Juntas de Freguesia de Rande, Pedreira e Sernande.

Na sexta-feira, a Sala tornou-se pequena para acolher o espectáculo organizado pela Academia de Dança de Felgueiras, que mostrou ali todo um ano lectivo bem proveitoso no que respeita aos seus objectivos. A assistência estava à pinha, não cabia lá mais ninguém – tiveram que abrir as portas laterais, para correr o ar, e havia pessoas no corredor. Alunos e professores proporcionaram um espectáculo de música e cor, com ballet, teatro, coreografia e vários tipos de dança e de música. Actuaram, ainda, o Conservatório de Música de Felgueiras e o Grupo de Teatro da CP Longra.

No sábado, foi levada à cena, na referida Sala de Espectáculos, a peça “Aqui Há Fantasmas”, de Henrique Santana, pelo Teatro Experimental Magnetense, de Meinedo, Lousada, inserido no II Encontro de Teatro organizado pela Direcção da CP Longra. Este foi o segundo mês do Encontro deste ano. A estreia aconteceu em Maio com a actuação do grupo de teatro da casa, com a peça “Na Cama Com Outro”; no dia 4 de Agosto será a vez do grupo “Pés-na-Lua”, que apresentará “O Camaleão e as Batatas Mágicas”.

As comemorações tiveram início com a homenagem ao musicólogo Padre Luís Rodrigues, um festival de folclore e uma prova de cicloturismo.





































































































































































































Vinte anos de cadeia por queimar a namorada (texto e foto JN, clique aqui)


O tribunal de Felgueiras condenou a 20 anos de cadeia o professor de Fafe que, há três anos, no monte de Santa Quitéria, em Felgueiras, regou com gasolina a mulher com quem mantivera uma relação extraconjugal e, de seguida, lhe chegou lume com um isqueiro.
Isabel Vasconcelos, viúva, de 41 anos, de Amarante, veio a falecer dois meses mais tarde,vítima de queimaduras de 3.º grau em 55% do corpo. Luís Filipe Pereira foi ainda condenado ao pagamento de várias indemnizações à família da vítima - no total, 155 mil euros. O tribunal considerou-o culpado do crime de homicídio qualificado.
Na leitura da sentença, o juiz, Pedro Madureira, sublinhou que Luís Filipe teve intenção de matar. "O arguido cometeu dolo directo, usou o fogo para tirar a vida a Isabel, recorrendo a um meio em que a vítima não teve possibilidades de defesa", considerou o tribunal. "O arguido revelou frieza de ânimo". Ficou provado que o facto de Isabel ter posto fim à relação foi o móbil do homicídio e que o agressor tinha por ela uma "obsessão amorosa", refere ainda a decisão.

Sem testemunhas
No entanto, o tribunal reconhece que não há provas testemunhais, tendo-se baseado essencialmente no depoimento da vítima, já no Hospital de Felgueiras, até ao qual a mulher ainda teve forças para se deslocar, conduzindo o seu jipe. Por outro lado, o tribunal teve em conta que o arguido, antes de ter marcado o encontro com Isabel para as 10 horas, no próprio dia, telefonou-lhe seis vezes e, anteriormente, já depois do corte de relações, mandava-lhe dezenas de mensagens SMS por semana. Portanto, a tese de suicídio sustentada pela defesa e o álibi testemunhado por um funcionário de uma oficina de automóveis, que disse em tribunal que o arguido se encontrava com ele à hora do crime, caíram por terra. Bem como o testemunho da mulher do arguido, que justificou a ausência do marido ao trabalho para tratar de assuntos de mecânica.
O arguido remetera-se ao silêncio durante o julgamento, tendo apenas negado o crime. Ontem, sentiu-se mal. No final, já fora do tribunal, familiares e amigos de Luís Filipe protestaram contra a pena aplicada.