quinta-feira, junho 28, 2007

Retirada de confiança?

Inácio Lemos, no seu blogue, A Rosa, refere, em primeira mão, que o PSD/Felgueiras se prepara para retirar a confiança aos seus vereadores municipais, Caldas Afonso e Luís Lima, acusados de serem um dos sustentáculos políticos das directrizes governativas da Presidente da Câmara.
Deve haver qualquer coisa de verdade, pelo menos, em termos de intenções por parte da recém-eleita Comissão Política do PSD local, presidida pelo jovem João Sousa. Porém, tal não significa que venha a haver coragem para isso, a não ser que a Distrital dê o seu dramático aval.
Também chegou ao Diário de Felgueiras a mesma informação que Inácio Lemos obteve. Aliás, uma destacada figura do PSD local disse-nos que está disposta a pedir publicamente desculpas aos militantes do partido por ter apoiado tão fervorosamente a candidatura encabeçada por Caldas Afonso á Câmara.
Segundo a mesma fonte, Agostinho Branquinho, líder da Distrital, desloca-se a Felgueiras na próxima semana.
Os jantares partidários nem sempre resolvem os problemas internos dos partidos. Às vezes, são uma espécie de engodo...

Felgueiras - lixos domésticos

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Eis, em Felgueiras, o problema dos seus lixos domésticos, que, mais do que um problema ambiental, nesta terra é uma questão cultural, não só por culpa de quem nos governa, mas, também, de muitos de nós, felgueirenses।
No entanto, uma coisa é certa: com tantos técnicos no exeterior, não há nenhum que leve ao conhecimento de quem de direito, por exemplo, daquela lixeira a céu aberto na Rua Padre Urbano Castro (antiga Rua da Lomba), que fica perto da igreja matriz? Lá se encontra, há cerca de dois anos, aquele degradande "postal" do centro da nossa cidade. E não nos venham dizer que não sabem, que desconhecem o problema!
A pedagogia tem de partir de cima. Caso contrário, nada feito...

terça-feira, junho 26, 2007

Assembleia Municipal aprova Voto de Louvor ao Coro de S. Tarcísio (Porto), que foi fundado pelo Padre Luís Rodrigues e completa as suas Bodas de Ouro


Na passada sexta-feira, a Assembleia Municipal de Felgueiras aprovou, por unanimidade, um Voto de Louvor ao Coro de S. Tarcísio (Porto), que, tendo sido fundado pelo felgueirense e musicólogo distinto Padre Luís Rodrigues, compelta, este ano, as suas Bodas de Ouro. Recentemente, a Cãmara Municipal do Porto atribuiu a este Coro a Medalha das Armas da Cidade (do Porto), como prova de grato reconhecimento.
Voto de Louvor, que em baixo transcrevemos integralmente o seu teor, foi proposto pelas três Juntas de Freguesia de Rande, Pedreira e Sernande - que compõem a Vila da Longra.
Eis o teor do documentos, gentilmente cedido ao DF pelos autarcas subscritores, Pedro Ribeiro, José Fernando Moreira e Eugénio Costa.

VOTO DE LOUVOR


A Casa do Povo da Longra vai promover, no próximo dia 1 de Julho, pelas 17 horas, na sua Sala de Espectáculos, uma grande homenagem ao Padre Luís Rodrigues, grande musicólogo nacional, antigo Reitor da Igreja da Lapa, no Porto, e nascido há cerca de 101 na freguesia de Rande, Felgueiras.

No evento incluiu-se as comemorações das Bodas de Ouro do Coro de S. Tarcísio, do Porto, fundado pelo Padre Luís Rodrigues, e irão a actuar o referido coro bem como o Coro Gregoriano do Porto, que irão proporcionar também um “Te Deum” dedicado ao antigo Bispo do Porto D. António Ferreira Gomes. O Frei Geraldo irá dar uma conferência, em partes intercaladas com as músicas, sobre o homenageado.

No ano em que se comemoram as Bodas de Ouro de S. Tarcísio, é justo lembrar o seguinte:

O P.e Luís Rodrigues foi o fundador do Coro de S. Tarcísio.

Em Outubro de 1956, a convite do Padre Luís Rodrgigues, a altura Reitor da Igreja da Lapa, no Porto, passou a desempenhar o cargo de organista desta igreja o insigne maestro e compositor italiano D. Angelo Fasciollo. Tal correspondeu à inauguração naquela igreja de um moderno orgão electrónico, na altura considerado como dos melhores da Europa. Desde logo surgiu a necessidade de dotar a igreja de um coro que correspondesse ao forte impulso da qualidade musical provocado pela aquisição daquele orgão e à presença de tão ilustre Maestro, Compositor e Organista. Assim nasceu o na altura chamado "Coral Misto Sacro S. Tarcísio".

Em 1984, viria a mudar a designação para "Coro S. Tarcísio da Igreja da Lapa". No ano que comemorava os seus 40 anos de existência, o coro, por decisão unânine dos seus coralistas, decide deixar esta igreja em Junho de 1997. Desde aquela data até aos dias de hoje, o Coro reside na Igreja da Trindade, no Porto, passando a ter a actual designação de "Coro de S. Tarcísio".

O Coro apresentou-se pela primeira vez em público no dia 03 de Maio de 1957, na Festa de Nossa Senhora da Lapa. Tem sido preocupação do Coro dispor de um vasto reportório litúrgico de todas as épocas. A sua actividade tem-se espalhado por todo o País, quer através da participação em liturgias, concertos e outras actividades artísticas, quer pela divulgação efectuada através da Televisão e Rádio.Tem-se apresentado com várias orquestras, das quais destacamos a Sinfónica do Porto, Konsonantia e Artave. A sua actividade discográfica traduziu-se na gravação de dois discos, um dos quais com cânticos de Natal.

Na Quaresma de 1997, o Coro apresentou a "Via Crucis" de Liszt, com encenação das estações da via sacra. Em Maio de 1997, dando início ao programa estabelecido das comemorações dos seus 40 anos de existência, o Coro apresentou a Missa nº 6, em Sol Maior (Missa das Catedrais) de C. Gounod, gravando em 1998 um CD com esta obra. Há alguns anos, o Coro estreou a nível Ibérico, a Missa de Santa Cecília de Gounod, tendo as várias apresentações daquela obra constituído enormes êxitos.

Ao longo de meio séculos de existência ininterrupta, o Coro conheceu diversos maestros, desde os Padres Luís Rodrigues e Angelo Fasciollo, seus fundadores, aos Padre Faria Borda, Borges Coelho, Miguel Cunha e Manuel Lima e, até Agosto de 2000, pelo maestro Dr. Belarmino Soares. Actualmente o Coro é dirigido pelo pianista Jairo Grossi e pelo barítono Pedro Telles.


Assim sendo, as Juntas de Freguesia de Rande, Pedreira e Senande – que compõem a região da Vila da Longra -, vêm propor a esta Assembleia Municipal um Voto de Louvor ao Coro de S. Tarcísio pelas suas Bodas de Ouro, e que se dê conhecimento do mesmo voto à direcção do coro.

O Presidente da Junta da Freguesia de Rande
O Presidente da Junta da Freguesia de Pedreira
O Presidente da Junta da Freguesia de Sernande

Conservatório de Música deu concerto de final de ano lectivo

O Conservatório de Música de Felgueiras encerrou o seu ano lectivo com um concerto por parte dos seus alunos e professores, na tarde do passado sábado, no recreio da escola, evento ao qual assistiram, orgulhosos, os pais das mais de 90 crianças e adolescentes.
O concerto consistiu em actuações individuais – piano, flauta, violino, guitarra e outros géneros -, e em actuações em conjunto.
O ponto alto do evento culminou na última actuação, com o Coro da escola a cantar o Hino da Alegria.














"A Noite Passada", por Sérgio Godinho


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Escravas sexuais


Vem hoje no jornal Público que as mulheres sul-coreanas que aparecem nestes retratos foram forçadas, segundo as autoridades de Seul, a servir de escravas sexuais ao Exército japonês durante a II Guerra Mundial.
A foto é de Han Jae-ho, da Reuters.

domingo, junho 24, 2007

Editorial - "A justiça divina" de Pinto da Costa e o abraço de Carlos Magno




À boa maneira dos poderosos populistas em Portugal a contas com a Justiça (terrena), Jorge Nuno Pinto da Costa, disse, ontem, na festa do 37.º aniversário da Casa do FC Porto em Lisboa, que confia, sobretudo, na justiça divina. “Acredito nos tribunais e, sobretudo, na justiça divina” – disse o presidente do FC Porto, depois de o Ministério Público o ter acusado de novos e supostos crimes de corrupção desportiva. Ao dizer “sobretudo, justiça divina”, o líder dos Dragões estava a expressar, inequivocamente, que, afinal, não confia na Justiça deste mundo.

É sempre assim!... No início, quando são acusados, barafustam, barafustam e invocam o nome de Deus em vão, enganando-se a si próprios cientes que vão ser as massas populares – os eleitores ou, no caso, os adeptos – que os vão julgar; depois, remetem-se ao silêncio, porque chegam à conclusão que passaram o tempo todo a dizer o que não deviam e que, no fundo, as suas palavras vieram a prejudicá-los. A primeira atitude é uma tentativa de instrumentalização das massas para impressionar a Justiça (terrena); a segunda é a solidão....

Como refere um dos sete pilares da sabedoria de uma das escolas mais antigas da filosofia grega, “a maioria é perversa”, porque todo o poder é exercido por uma minoria; Eugénio de Andrade, por sua vez, chegou a dizer que o “fenómeno desportivo", quando emanado de populismo (como é o caso do futebol), é, muitas vezes, proporcionador de falta de cultura, mais medieval que moderno”.


E, por falar em cultura, um dos que ficou mal na “fotografia” na festa da Casa do FC Porto em Lisboa foi o jornalista e comentador de assuntos gerais Carlos Magno, que, três segundos após Pinto da Costa ter terminado o seu incisivo discurso, dirigiu-se a ele e foi abraçá-lo efusivamente, com certeza, em sinal de solidariedade. Refira-se, um discurso incisivo, em que Pinto da Costa faz referências à sua situação judicial e também em relação a uma colega de Carlos Magno, que é a jornalista Leonor Pinhão.


Carlos Magno tem todo o direito de ser portista e membro da área cultural do FC Porto, mas, dado ser um reputado comentador de assuntos gerais, devia abster-se de certos gestos, como o de ontem, para continuarmos a acreditar na sua autodeterminação crítica e credibilidade.

Um portista, mesmo com as responsabilidades éticas e profissionais de Magno, pode, em público ou em privado, dar um fervoroso abraço ao presidente do seu clube, por exemplo, nos festejos da vitória de um jogo, na conquista de um campeonato ou de uma Taça. Porém, portistas, benfiquistas ou sportinguistas da estirpe de Carlos Magno, em circunstâncias similares àquelas – em que se fazem referências à Justiça (terrena) e a uma colega jornalista -, não se podem prestar a esse papel. E, muito menos ainda, quando, nas referidas circunstâncias, toma a iniciativa de ser ele, Carlos Magno, a deslocar-se para o abraço comprometedor.

Por outro lado, não deixará de ser eticamente grave e condenável se as acusações de Pinto da Costa sobre alegadas viagens pagas a Leonor Pinhão forem verdadeiras, mesmo não sendo crime. Uma coisa é certa: Leonor Pinhão, jornalista desportiva, não tem o mesmo estatuto de Carlos Magno, nem o reclama, mas o caso, a ser verdade, não deixa de ser preocupante a nível ético. Falta saber em que circunstâncias essas viagens terão sido pagas.

Por fim, tenha-se em atenção que o presidente do FC Porto, ao criticar duramente a notícia do Correio da Manhã, não estava a criticar propriamente este jornal diário, mas a procuradora Maria José Morgado. É o hábito deste país de se falar para o lado!


Estas linhas foram escritas não motivadas por qualquer sentimento clubístico, mas por repulsa a todos os populismos, sejam de quem for. O FC Porto é uma grande instituição europeia, e, como tal, temos pelos seus adeptos o merecido respeito.

quinta-feira, junho 21, 2007

Correio dos leitores - P.e Luís Rodrigues

Exmos. Senhores:




Dou os meus sinceros parabéns, neste caso pela divulgação do evento.




Penso que seria de pugnar pela atribuição do nome do homenageado a alguma instituição/edifício da localidade pela figura ímpar que foi, principalmente pelo seu testemunho de homem e sacerdote.




Fazem falta a divulgação de factos e pessoas que ajudem humanamente a evoluir, de forma a todos crescermos.




Com os meus melhores cumprimentos,


José António Araújo


(Acólito da Igreja de Nª. Sª. da Lapa - Porto)

terça-feira, junho 19, 2007

01 Julho 2007 (domingo), pelas 17 horas | Homenagem ao Padre Luís Rodrigues e Bodas de Ouro de S. Tarcísio, na Casa do Povo da Longra | Entrada livre.



Luís Rodrigues foi agraciado, em 1979,
a título póstumo, pelo PR Ramalho Eanes
com o Grau de Oficial da Ordem de
Santiago de Espada








A Casa do Povo da Longra vai levar a efeito, no próximo dia 1 de Julho (domingo), pelas 17 horas, na sua Sala de Espectáculos, uma homenagem ao Padre Luís Rodrigues (natural de Rande, grande musicólogo nacional e antigo Reitor da Igreja da Lapa, no Porto) e implícita e justa comemoração das Bodas de Ouro do Coro de S. Tarcísio (Porto), que foi fundado pelo Padre Luís Rodrigues.


O evento irá consistir nas participações musicais do Coro de S. Tarcísio, com cerca de 50 membros, dirigidos por Jairo Grossi, e do Coro Gregoriano do Porto, com cerca de 20 membros, sob a direcção do Dr. Freitas Soares; no Órgão estará José Miguel Oliveira. Ao mesmo tempo, em partes intercaladas com a parte musical, o Prof. Dr. José Amadeu Coelho Dias (Frei Geraldo) irá proferir, com recurso a meios documentais, a Conferência “O Padre Luís Rodrigues e o Coro de S. Tarcísio”. Será executado o “Te Deum Laudamus” dedicado pelo nosso homenageado ao antigo Bispo do Porto D. António Ferreira Gomes.


No final, as Juntas de Freguesia de Rande, Pedreira e Sernande – que compõem a Vila da Longra – irão prestar singelo mas justo tributo ao Coro de S. Tarcísio pelos seus 50 anos de existência.

A iniciativa é organizada pela Casa do Povo da Longra, que conta o apoio da Rádio Renascença, da “Voz Portucalense” (órgão oficial da Diocese do Porto), dos jornais locais “Semanário de Felgueiras” e “Jornal da Lixa” (este de inspiração cristã), bem como do Conservatório de Música de Felgueiras.










Padre Luís de Sousa Rodrigues – Vida e Obra





Nascido em Rande, Felgueiras, a 6 de Julho de 1906, o P.e Luís de Sousa Rodrigues faleceu a 24 de Abril de 1979, no Porto, onde teve uma vida fecunda como sacerdote, compositor e pedagogo. Conhecido por “Padre Luís da Lapa”, por ter sido Reitor desta igreja do Porto, foi um homem de vasta cultura; atraía muitos fiéis às suas missas pela clareza e pertinência das homilias e pelo impulso musical dado às celebrações, que contaram com a colaboração dos italianos D. Angelo Fasciolo, organista e compositor, e Inno Savinni, director da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto. Sociável e pontual, apaixonado pela música e pela natureza, criou mesmo uma tintura de camomila usada e vendida ainda hoje numa farmácia da Rua Serpa Pinto, Porto, que pertenceu à família Reis, sua amiga.


Tendo feitos os primeiros estudos no antigo Colégio da Longra, em Rande, Felgueiras, prosseguindo-os no Porto, Luís Rodrigues foi ordenado padre pela Diocese em 1930. No início do século XX, embora houvesse um Comissão Diocesana de Música Sacra e alguns padres compusessem uns cânticos para as edições de Eduardo da Fonseca, a música litúrgica no Porto não parece ter sido brilhante. A partir dos anos 40 e durante cerca de quatro décadas, o P.e Luís Rodrigues desenvolveu uma actividade que lhe valeria, a título póstumo, o Grau de Oficial da Ordem de Santiago de Espada, condecoração que lhe foi atribuída, a título póstumo, em 1979, pelo então Presidente da República, Ramalho Eanes.


Tendo frequentado Harmonia, Contraponto e Fuga com o ilustre compositor Cláudio Carneyro, no Conservatório de Música do Porto, aprofundou esses estudos com Charles Koechlin, pedagogo e compositor francês. Visitou as abadias de Saint Wandrille e Solesmes e actualizou-se com mestres do canto gregoriano. Foi colaborador da "Révue du Chant Grégorien", dirigida por Lucien David, e das revistas "Cäcilian Vereins Organ" (de Colónia, Alemanha) e Lumen (Lisboa). No Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição, Porto, foi professor de canto gregoriano, tendo aí publicado em 1946 o Tratado de Canto gregoriano e Polifonia Sagrada. Às portas do Concílio Vaticano II, fundou em 1957, o Coro Misto de São Tarcísio, que continua dinâmico na animação litúrgica e na divulgação da música sacra sob a direcção de Jairo Grossi, ligado à Igreja da Trindade desde 1997. Este Coro celebra, este ano, as suas Bodas de Ouro.


Especialmente prolífico nas décadas 1930/1950, Luís Rodrigues tem um extenso catálogo de obras publicadas nas edições Lopes da Silva (Porto), Van Rossum (Utrecht, Holanda) e Carrara (Bérgamo, Itália). Publicou Música Sacra. História e Legislação, a única obra do género publicada em Portugal, e biografias de grandes compositores (Débussy, Mussorgsky). Compôs cânticos litúrgicos e religiosos, para crianças e adultos, peças para coro, órgão e orquestra. Curiosamente, o filme "A Cidade e o Pintor"(1956), de Manoel de Oliveira, tem banda sonora da sua autoria. A sua relação com a cultura reflecte-se nas suas ligações pessoais, desde o organista da Catedral de Compostela à violoncelista Guilhermina Suggia, sem esquecer as pessoas que encontrava dia-a-dia.


Luís Rodrigues, que chegou a dedicar um “Te Deum” a D. António Ferreira Gomes, é um dos eclesiásticos que merecem figurar na galeria de notáveis do século XX em Portugal, um dos padres presentes na Enciclopédia da Música em Portugal no século XX, publicada pelo Círculo de Leitores com a colaboração de numerosos especialistas.



Texto adaptado de um artigo de António José Ferreira publicado na “Voz Portucalense” e na “Agência Ecclesia”, em 10 de Março de 2004, no 25 anos da morte do nosso homenageado