terça-feira, junho 19, 2007

Reflexão: Joaquim & Joaquim e o Zé


Tão amigos que eles eram!

Dois deles já fazem parte do museu arqueológico do PS local; hoje são inimigos de morte. O segundo termina no topo da carreira, mas sem brio.

O mundo, de facto, dá voltas que ninguiém imagina! Mas ficaram os ódios, as frustrações, a ânsia de mandar, os choros, os desejos de vingança, a mesquinhez, a pose....Um bom tema para uma reflexão sobre a existência e o sentido desta, tendo sempre presente que o Tempo e o Espaço são os limites mais imediatos do Homem.

É isto o pragmatismo dos nossos políticos? Razão tem o meu amigo Esperança quando diz que "não há política sem afectos".

Tudo poderia ter sido diferente, mas já não há volta a dar-lhe. E o pior é quando matam o factor humano...

Não deixa de ser dramático. Coitados!

segunda-feira, junho 18, 2007

Humor: Freitas - o Silas do "saco azul"

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- Tou?... Tá lá?... É o Freitas?...





- Sou! Diz lá! Mas rápido! Se não acuso-te de me estares a pressionar ao telefone.





- Então, foste dizer ao juiz que eu te queria meter no “Opus Dei” a troco do silêncio sobre o “saco azul”?!





- E não foi verdade, Lopes? Não foi isso que me tentaste impingir, em 2000?





- Como é que eu podia prometer uma coisa dessas se tu não vais à missa, nem sequer sabes rezar e até eras capaz de fumar nos retiros?! Mentiroso!








- E tu rezas, Lopes? … Ah!... Ah!... Ah!...








- Quando era esquerdista passei a esquecer-me de algumas orações. Agora, quando não sei, abro e fecho a boca e todos acreditam que até rezo com muita fé.








- Diz-me uma coisa, Lopes! Há dias, vi o Zé com um lote de livros do Escrivá nas traseiras do carro. Será que vai para membro da tua "discreta organização"?












- Isto era escusado, Freitas. Nós os três éramos tão amigos e agora tudo parece o fim…










- Mas, afinal, qual a razão do teu telefonema, Lopes?








- Venho incumbir-te de uma missão (Isto do “saco azul” é como o Código Da Vinci). Ainda estás em tempo de eu te filiar na "organização discreta" a que pertenço, o “Opus Dei”. Não como membro casto e sem vícios. Quero-te incumbido de impedir que os juízes descubram a verdade. Nem que tenhas que matar o principal protagonista do filme, o Costa; nem que tenhas que morrer por essa causa. Tu és Silas, o monge albino do romance, que, em nome dos superiores interesses da Igreja e do "Opus Dei", tudo fez, até por actos violentos e mortais, para impedir a revelação da verdade histórica à Humanidade.





sábado, junho 16, 2007

Juiz acusado de tentar influenciar depoimento no caso Felgueiras (Público)

Joaquim Freitas, arguido e uma das principais testemunhas do processo, acusou um juiz-conselheiro de o ter pressionado para favorecer Fátima Felgueiras




O juiz-conselheiro António Almeida Lopes foi ontem acusado por Joaquim Freitas, arguido e uma das principais testemunhas da acusação do processo do "saco azul" do PS de Felgueiras, de o ter pressionado para alterar o seu depoimento, comprometedor para Fátima Felgueiras. "O senhor vai-me fazer um grande favor, sabe que eu até tenho muito poder, por pertencer à Opus Dei, e, se aceder ao que lhe vou pedir, não lhe há-de acontecer nada", terá dito o conselheiro a Freitas.
Durante o depoimento de Joaquim Freitas na 37.ª sessão do julgamento, este arguido disse que o conselheiro lhe pediu para declarar que tinha sido ele que emprestara o dinheiro usado pela autarca para comprar um Audi A4.


A viatura, segundo a pronúncia, terá sido paga com dinheiro do "saco azul". Almeida Lopes desejava que Freitas alterasse o seu depoimento por considerar que o episódio da compra do carro seria a única coisa que a podia condenar. Quanto ao mais, o juiz do Supremo Tribunal Administrativo estava seguro: "Ao resto dá-se-lhe a volta."


Encontro com Fatinha

Ontem, Joaquim Freitas reproduziu a cena protagonizada com o juiz-conselheiro: "O senhor conselheiro pediu-me o telemóvel e ligou para a senhora presidente e disse: "Fatinha, marca um encontro com o Joaquim Freitas, que ele vai-te ajudar e depois de ele alterar o depoimento que fez na Polícia Judiciária move-se um processo ao Horácio Costa."" "Naquela altura", acentuou, "não percebi por que é que ele me pediu o telemóvel, mas depois percebi: é que tinha medo que o seu estivesse sob escuta."


Além desta abordagem, Joaquim Freitas citou uma outra feita pelo ex-marido da autarca, o advogado Sousa Oliveira, para ele alterar o seu depoimento. Nesta ocasião, o empresário foi mais concludente: "É impossível", tendo o causídico retorquido: "A PJ não manda nada. Quem manda é o Ministério Público."


Dito isto, segundo Joaquim Freitas, "vinha com dinheiro para me dar. Vi um monte de notas. Recusei e o Sousa Oliveira começou a chorar. Nem acabámos o almoço. Fiquei um bocado incomodado", admitiu Joaquim Freitas.


"O juiz-conselheiro e o Sousa Oliveira estavam combinados. Ele disse que ia mover uma acção ao Horácio Costa, mas, para isso, era preciso eu ceder. E eu não cedi", disse ainda no seu depoimento Joaquim Freitas, um dos arguidos deste caso.

Freitas denuncia pressão de juiz (JN)

O ex-colaborador e agora denunciante de Fátima Felgueiras, Joaquim Freitas, acusou ontem, no Tribunal de Felgueiras, o juiz-conselheiro Almeida Lopes, primo da autarca, de o "pressionar" para alterar o depoimento que fez na PJ/Braga sobre o "saco azul". O arguido disse que o magistrado lhe pediu, em especial, para dizer que foi ele quem ofereceu a Fátima um "Audi A4", que a acusação diz ter sido adquirido com dinheiro de um financiamento ilegal da empresa Resin.

Freitas relatou ainda que o juiz, actual presidente do Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto, lhe disse que, com o depoimento alterado, conseguiria inverter o processo. Disse ainda que lhe prometeu filiação na "Opus Dei". Estas alegadas pressões terão ocorrido em Agosto de 2000, na casa de praia de Joaquim Freitas, no Mindelo. O agora inimigo de Fátima e um dos titulares da conta saco azul, confirmou também a versão anteriormente contada por Horácio Costa.

JN. 16 de Junho de 2007 (clique)

terça-feira, junho 12, 2007

Homenagem ao Padre Luís Rodrigues




A Casa do Povo da Longra vai organizar, no próximo dia 1 de Julho (domingo), pelas 17 horas, na sua Sala de Espectáculos, uma homenagem ao Padre Luís Rodrigues (natural de Rande, grande musicólogo nacional e antigo Reitor da Igreja da Lapa, no Porto, falecido em 1979).
O evento conta com a colaboração da Rádio Renascença, da Voz Portucalense (órgão oficial da Diocese do Porto), do Semanário de Felgueiras, do Jornal da Lixa e do Conservatório de Música de Felgueiras.
Leia o programa constante no cartaz





segunda-feira, junho 11, 2007

Mendes acusa Sócrates de "cumplicidade" com Felgueiras (I)




Notícia JN, de 11 de Maio de 2007 (clique aqui)




Marques Mendes acusou José Sócrates e o PS de "cumplicidade total" com Fátima Felgueiras, presidente da Câmara de Felgueiras, a principal arguida do processo do "saco azul", cujo julgamento está a decorrer.



O líder nacional do PSD considera grave não ter surgido, há dois anos, nenhum dirigente nacional do PS a demarcar-se publicamente da autarca e refere que é "mais agrave ainda" perdurar esse silêncio. Mais ainda, Marques Mendes questiona se há interesses e cumplicidades entre o PS nacional e Fátima Felgueiras. E diz "Alguma coisa, seguramente, existe".



As duras críticas foram feitas em Felgueiras, anteontem à noite, num jantar com centenas de militantes. Os jornalistas esperavam que Marques Mendes, que se tem pautado pela exigência de que os autarcas arguidos do PSD não exerçam cargos, aproveitasse Felgueiras para um discurso simbólico em resposta à anunciada proposta de lei do Governo para que os autarcas acusados venham a suspender funções. Mas sobre o projecto do Governo (que mereceu já duras críticas dos autarcas socialistas), nem uma palavra a acrescentar à disponibilidade já manifestada pelo seu grupo parlamentar para um eventual entendimento.



Mendes, no discurso, começou por dizer "Estive aqui há dois anos, nas últimas eleições autárquicas. Vim propositadamente a Felgueiras para denunciar aos felgueirenses e aos portugueses a situação política que então aqui se vivia, com uma foragida à Justiça, que chegara directamente do Brasil para ser candidata à Câmara. Só tenho pena que o secretário-geral do PS e algum dirigente nacional socialista não tivessem a mesma coragem, a mesma coerência de vir Felgueiras e dizer o que pensavam sobre a situação".



O líder do PSD prosseguiu, efusivamente aplaudido pelos militantes "Esta situação de Felgueiras não orgulha ninguém; envergonha a nossa democracia. Não é com exemplos assim que as pessoas ganham confiança na política, nos partidos e nas instituições. Do lado do PSD", disse Mendes, "está a coerência; foi assim há dois anos e continua a ser assim agora. Do lado dos socialistas, está a cumplicidade total.



O remate estava guardado para as linhas seguintes "Já foi grave há dois anos o PS não ter tido uma palavra a demarcar-se da situação, mas mais grave ainda é, dois anos depois, continuar a não haver um único dirigente nacional do PS que tenha coragem de dizer que não se revê na prática política da actual presidente da Câmara de Felgueiras. Não sei que cumplicidades existem. Não sei que interesses possam existir. Não sei por que é que há tantas dúvidas no PS em demarcar-se desta situação. Alguma coisa, seguramente, existe para não haver coragem, uma palavra simples, directa, de demarcação e de denúncia deste estado de coisas. Esta não é uma forma série, credível e autêntica de fazer política".



Marques Mendes criticou ainda o Governo de "atacar a classe média, factor de desenvolvimento em qualquer país", de "prejudicar os mais desfavorecidos, pois os reformados estão a perder poder de compra", bem como o encerramento de consulados e serviços consulares no estrangeiro, medida que, a seu ver, vai prejudicar muitos emigrantes.

Mendes acusa Sócrates de "cumplicidade" com Felgueiras (II) - Fotos























































































sábado, junho 09, 2007

PS/Felgueiras questiona deslocação de Marques Mendes a Felgueiras






Estando prevista para hoje a visita a Felgueiras do Dr. Marques Mendes, algumas questões se levantam da razão ou razões que levam o Presidente do PSD a visitar o concelho de Felgueiras;

Sem entrarmos na vida interna do PSD os Felgueirenses gostariam quiçá que o Presidente Social Democrata clarificasse sucinta e cabalmente o comportamento politicamente pouco ortodoxo dos vereadores eleitos pelo seu partido e parte substancial dos eleitos ao órgão fiscalizador – Assembleia Municipal – que desde a primeira hora tem tido uma conduta que achamos contrária aos interesses do concelho e do seu próprio Partido.

Por tal questionamos o Dr. Marques Mendes enquanto Presidente e responsável máximo pela política seguida pelos eleitos do PSD:


- Vem a Felgueiras para apoiar ou condenar a politica seguida desde a primeira hora pelos eleitos PSD (Vereadores e alguns Presidentes de Junta de Freguesia), já que os mesmos sempre apoiaram e agem como sustentáculo das politicas apresentadas por Fátima Felgueiras e cuja condenação tem sido feita por diversas áreas politico-sociais do concelho?

- Vem a Felgueiras apelar à seriedade e credibilidade que é representada por uma parte da anterior e da actual Comissão Politica Concelhia, ou vem corroborar com a actuação dos seus vereadores no executivo municipal, que chegam mesmo a afirmar nos jornais “estar no patamar do poder e ser o grande opositor do Partido Socialista”? Explique-nos explicando ao seu próprio Partido, como é possível ser oposição da oposição ao invés de ser oposição ao Poder?


- Vem a Felgueiras parabenizar os seus vereadores e parte dos Presidentes de Junta de Freguesia, eleitos pelo seu Partido, pelo dinamismo e disponibilidade que têm manifestado em todas as iniciativas de carácter populista, festivo e de foguetório que o actual executivo insiste em bem fazer, descurando as reais dificuldades, carências e anseios do Concelho e sua população?

- Tem o Dr. Marques Mendes conhecimento que os seus vereadores são parte activa das criadas Empresas Municipais “EMAFEL” e “ACLEM”, assumindo cargos de administração conjuntamente com Fátima Felgueiras, enquanto Presidente das mesmas? Será que esta cumplicidade e promiscuidade política é do agrado do Presidente do Partido? Se tal deverá o PSD subscrever de imediato um apoio inequívoco às políticas seguidas por Fátima Felgueiras, pois só assim haverá transparência na actuação.


- Apoia o Dr. Marques Mendes a subversão ética e politica perpetrada pelos seus vereadores quando agem com base na coação e influência sobre os membros eleitos da Assembleia Municipal quanto à forma e sentido a seguir nas votações naquele que é o órgão fiscalizador por excelência? Reprova ou aceita este comportamento indigno contra natura e inexplicável quer no plano dos valores quer no plano dos princípios?


Sabemos que o Dr. Marques Mendes defende desde sempre a restituição do lugar de honra e nobreza aos intervenientes políticos. Julgamos que essa postura assenta basicamente em discursos sérios, credíveis e transparentes de forma a um fácil entendimento por parte da população.

O PS/Felgueiras aguarda com expectativa aquela que será a sua posição sobre as matérias atrás expostas.

Este contributo assente na verdade pode ajudar a atenuar o flagelo da vergonha a que tem sido sujeita esta Terra que é Felgueiras.



Felgueiras, 8 de Junho de 2007



O PS/FELGUEIRAS

quarta-feira, junho 06, 2007

"Horácio Costa está a prestar um imenso serviço público" - refere Saldanha Sanches





O conceituado fiscalista Saldanha Sanches, que é marido da procuradora Maria José Morgado, disse, ontem, no Telejornal da RTP 2, que Horácio Costa, denunciante do processo do "saco azul", não devia ser constituído arguido no referido processo, por colaborar com a Justiça, e que o mesmo "está a prestar um imenso serviço público". Para ouvir, clique no link e, depois, clique na barra inferior do vídeo, no espaço correspondente a 13 minutos, para ir directamente à notícia e entrevista.


Vídeo do Telejornal da RTP 2, de 05 de Junho