
segunda-feira, maio 21, 2007
Fotos do Festival de Tunas na Longra (no sábado passado)
sexta-feira, maio 11, 2007
Arguidos denunciam desaparecimento de provas

Horácio Costa e Joaquim de Freitas, arguidos do processo do "saco azul", que colaboraram com a Polícia na fase de investigação, denunciaram, ontem, em conferência de imprensa à porta do quartel dos Bombeiros de Felgueiras - onde decorrem as sessões daquele julgamento -, o desaparecimento de documentos da Câmara de Felgueiras relacionados com o "saco azul".
Em comunicado escrito e depois pela voz de Horácio Costa apontam o dedo "A arguida Fátima Felgueiras, servindo-se da sua condição de presidente da Câmara, goza de especial acesso a documentos e processos cuja apreciação está a ser feita pelo tribunal". E prosseguem: "É do nosso conhecimento o desaparecimento de despachos exarados pelo seu punho, do registo escrito de uma audiência por si concedida em processo de obra particular, de uma comunicação interna e de um parecer jurídico, emitido pela respectiva assessoria municipal". Documentos que terão sido entregues à PJ durante a investigação.
Fátima Felgueiras, durante o interrogatório no julgamento, alegou sempre que todos os despachos se basearam em pareceres técnicos e jurídicos. Porém, Horácio Costa, exibiu uma página e meia de um despacho da autarca dirigido à fiscalização da Câmara em que, alegadamente, terá dado instruções.
Os arguidos denunciam, ainda, "o desaparecimento do património pessoal de Fátima Felgueiras", que, segundo eles, "aproveitou o divórcio para transferir a sua quota-parte de bens para terceiros". Na comunicação escrita, referem a lista dos bens patrimoniais da autarca e mencionam a existência de uma conta bancária nos EUA". Para eles, Fátima Felgueiras devia ter o mandato suspenso e que "é muito estranho que não tenha nada em seu nome".
O JN confrontou Artur Marques, advogado de Fátima Felgueiras, sobre estas denúncias. O causídico diz que só se pronunciará quando ler o assunto na imprensa.
Festival de tunas para acabar de pagar capela mortuária
Agricultor
“Estou solidário com o presidente da junta. Rande é vila há quatro anos e não se compreende que a nossa população vá levar os seus mortos para capelas mortuárias de aldeias vizinhas. Se, no dia 19, a população toda for ao espectáculo é a prova de que ainda se interessa pela sua terra. Se não for, será grave".
Cármen Couto
Doméstica
"O meu sogro e um tio meu faleceram recentemente e a minha família teve que levar os cadáveres à capela da freguesia de Varziela, que, em relação a esta localidade, é muito pequena. Acho bem que o presidente da junta promova este evento de angariação de fundos".
quarta-feira, maio 09, 2007
Maddie McCann's - telefone para alerta
sábado, maio 05, 2007
Acusadores do saco azul processam PS
Horácio Costa e Joaquim de Freitas, ex-militantes do PS/Felgueiras e dois dos 16 arguidos do processo do "saco azul", que na fase da investigação colaboraram com a PJ, irão mover um processo cível contra a estrutura nacional do partido,
se não forem ressarcidos das despesas judiciais e com advogados em relação ao processo movido contra os dois pela Comissão Política local, em 2001.
Nessa altura, Fátima presidia à Concelhia e a acusação estava entregue ao seu advogado, Artur Marques. Tratava-se de uma acção de prestação de contas por parte dos réus ao partido, já que, alegadamente, tinham denunciado a existência de um "saco azul" no município, envolvendo o próprio partido no poder. Porém, e tal como já foi noticiado, o tribunal entendeu recentemente que a acção é improcedente, ao considerar que a Concelhia "não goza de personalidade judiciária". Porém, Artur Marques não concorda com o tribunal de primeira instância e já avançou no sentido de recurso. O causídico acabou por desistir do processo, escusando-se a dar explicações, por "motivo de sigilo profissional".
Ao JN, Horácio Costa questionou a metodologia de trabalho de Marques "É que a acção foi rejeitada liminarmente. Só o secretário-geral do partido é que tem legitimidade para mover tal processo", afirma.
Eduardo Bragança, actual líder do PS local, refere que "o Dr. Artur Marques não tem nem nunca teve autorização do PS, nacional ou concelhio, para fazer a acção. Aliás, no dia 5 de Abril, recebeu uma informação do PS nacional nesse sentido. A acção foi uma atitude pessoal e abusiva em que se usou o PS".
quinta-feira, maio 03, 2007
Jogo Porto-Felgueiras nas escutas telefónicas do "Apito Dourado"? (Gato Fedorento)
quarta-feira, maio 02, 2007
Fausto Quintas encerrou semana cultural da Longra




Encerrou ontem a semana cultural “Viver em Liberdade”, promovida pela Casa do Povo da Longra. Tratou-se de uma sessão para crianças, denominada “Os homens bons foram à guerra”.
Desta vez, o convidado especial foi o escritor Fausto Quintas, professor do ensino básico, natural de Penafiel e radicado há muitos anos em Felgueiras.
Para além da sua faceta de escritor e docente, Fausto Quintas foi apresentado também como um menino que cresceu – um menino bom! – e que, um dia, teve ir para a guerra – a Guerra Colonial –, não porque quisesse ir, mas porque o obrigaram a ir. E, nesta perspectiva, foi mostrado às crianças que os meninos bons, não obstante terem participado numa guerra injusta, não perdem a sua bondade. Um prova disso é o facto de o escritor convidado continuar a escrever, porque é um cidadão normal, a quem a guerra não incutiu sentimentos nefastos.
Com efeito, Aurora Brochado, autora da instalação de arte contemporânea que esteve patente no Salão Nobre da Casa, fez a apresentação do escritor. De seguida, Joana Leite leu a obra de Fausto “O Regresso da Andorinha”. No final, ambas pediram às crianças para ilustrarem, em dimensões gigantes, toda a trama do livro, desenho que irá estar patente no corredor de entrada da Casa do Povo a partir do próximo sábado.
Antes deste encontro com Fausto, foram passados dois pequenos filmes, de quatro minutos cada, para crianças, “A Noite Saiu à Rua” e “O Cravo da Liberdade”. No final de tudo, foi passado um filme histórico, “Os Diários de Che Guevara”, de Walter Salles.
terça-feira, maio 01, 2007
domingo, abril 29, 2007
Exposição de Aurora Brochado muito visitada, na Casa do Povo da Longra | Encerra dia 1 de Maio

Alípio de Freitas, presidente da Associação José Afonso,
ao lado de Aurora Brochado, autora da exposição.
Movimentações do MFA descritas em vinil
José Quintela exalta Abril em poesia
Gil Filipe, a representar "O Incorruptível"
Viver em Liberdade”, semana cultural levada a efeito pela Casa do Povo da Longra (CP Longra), entre o dia 25 de Abril e o próximo dia 1 de Maio, tem proporcionado à população um conjunto de eventos culturais de grande qualidade.
Na abertura, procedeu-se à inauguração da exposição de Aurora Brochado, inspirada na Guerra Colonial e no 25 de Abril. Estiveram muitas pessoas neste evento, nomeadamente jovens, que quiseram presenciar um trabalho algo inédito em Felgueiras, de arte contemporânea, que é uma instalação (exposição apropriada ao espaço) com serigrafias, litografias e vinil. Aurora mostrou, numa perspectiva pessoana, a sua visão sobre os acontecimentos de há três décadas. Nesse trabalho, quis prestar uma justa homenagem ao capitão de Abril Salgueiro Maia, utilizando, mais uma vez, a arte inovadora. No chão, lá se encontram, em vinil, dentro da mira de uma G-3, todos os momentos do golpe de Estado, desde o “Depois do Adeus” e a “Grândola, Vila Morena” até ao triunfo do MFA.
Ainda na tarde do dia 25, assistiu-se, na sala de espectáculos da CP Longra, a uma grande tarde musical, que foi um verdadeiro Tributo à Canção de Coimbra, em que cantaram o grupo de fados da CP Longra, o grupo de estudantes do ESTGF e o grupo “Memórias de Coimbra”, formado por antigos estudantes e cantores de Coimbra, como, por exemplo, Paulo Alão, que foi colega e amigo de José Afonso e Adriano Correia de Oliveira. Para além de terem sido lembrados Zeca e Adriano, “Memórias de Coimbra” tocou e cantou Carlos Paredes e Luiz Goês, entre outros.
No sábado, dia 28, assistiu-se, no Salão Nobre da Casa, a um debate, com um riquíssimo painel de intervenientes: Jorge Ribeiro (romancista), Castro Guimarães (capitão de Abril), padre Mário de Oliveira (ex-capelão militar), Paulo Esperança (antigo activista estudantil), Alípio de Freitas (presidente da AJA), Aurora Brochado e Anquises de Carvalho (ADFA).
À noite, foi levada à cena uma grande peça de teatro, “O Incorruptível”, de Hélder Costa, do actor profissional Gil Filipe, que entusiasmo toda a plateia, no final posta a cantar. Antes da peça, José Quintela, figura conhecida do meio sindical, leu um poema alusivo ao 25 de Abril com a sua convicção de sempre.
Terça-feira encerra esta semana cultural. Está prevista uma sessão para crianças, denominada “Os meninos bons foram à guerra”, que conta com a participação do escritor Fausto Quintas. Seguir-se-á uma sessão de cinema.
“Viver em Liberdade” é realizado pela Casa do Povo da Longra e conta com a colaboração da Associação José Afonso (AJA, núcleo do norte), Associação 25 de Abril, Conservatório de Música de Felgueiras, Associação dos Deficientes das Forças Armadas e Cine-Clube de Guimarães.


















