quinta-feira, abril 12, 2007

"Semanário de Felgueiras" estreia novo sítio na Internet


O jornal "Semanário de Felgueiras" (SF), com 16 anos de existência, acaba de estrear o seu novo sítio na Internet, muito funcional e com a devida estética. É um novo espaço de informação, permanentemente actualizado. Parabéns ao SF! (clique aqui)

Revelações bombásticas no âmbito do processo do "saco azul"

Programa da semana cultural "Viver em Liberdade" (Casa do Povo da Longra)

PSD/Felgueiras conduz em contra-mão em relação à estratégia de Marques Mendes

Foto: direitos reservados

A emoção é um factor político decisivo




O editor do Diário de Felgueiras foi contactado por uma pessoa ligada a Caldas Afonso sobre o comentário que fez neste blogue a propósito do processo-crime movido pelo principal vereador da oposição, do PSD, a Eduardo Teixeira, vice-presidente da Concelhia laranja e n.º 2 da bancada social-democrata na AM, por alegada difamação.



Essa pessoa, que pediu o anonimato, comunicou-nos a discordância de Caldas Afonso em relação à opinião publicada, acrescentando que a suposta difamação é mais grave do que possamos pensar. Não revelamos aqui os pormenores das alegadas ofensas (verbais), que nos foram transmitidas por essa pessoa, porque o processo encontra-se em fase de segredo de Justiça.



No entanto, permitam-nos dizer que, se assim se passou, então o nosso comentário ainda mais sentido faz! A situação no PSD local, a vésperas de eleições internas, passa a ser ainda mais grave do que aquela que retratámos no nosso primeiro texto. É a situação de um moribundo; o retrato bíblico do homem que mata o próprio irmão (no caso, “irmãos” históricos do mesmo partido).



Esta situação afigura-se deveras preocupante, tanto para o interior do PSD, como também para a pouca democracia em Felgueiras – a pouca que nos resta! –, num concelho onde, infelizmente, há um grande défice democrático e cultural e onde se instalou uma espécie de União Nacional pós-autárquicas 2005, partilhada entre dois pólos teoricamente opostos, mas que, na prática, mais não são do que seres coexistentes no mesmo habitat. E não venham explicar-se com o sofisma de uma “oposição consciente e construtiva”, que, em termos de prática política no dia-a-dia, mais não são do que vocábulos eufémicos de conluio político!



Face a esta realidade, o PSD/Felgueiras está em contra-mão na auto-estrada do partido, desenhada pelo líder nacional, Marques Mendes, para as autárquicas de 2005, altura em que, com a devida verticalidade, definiu quais eram as balizas do partido e em que parte do terreno político essas balizas deveriam assentar. E foi coerente! E foi politicamente sério na sua atitude, tanto mais que se advinhavam os custos partidários para o PSD em dois importantes concelhos do país por essa posição frontal: Gondomar e Oeiras. Foi bastante lúcido Marques Mendes nessa sua estratégia de distanciamento em relação a Valentim e a Isaltino. E a história dar-lhe-á razão!...



O editor do Diário de Felgueiras, no seu primeiro comentário, nem neste, não pretendeu defender Eduardo Teixeira; objectivou lutar, isso sim, para que em Felgueiras o xadrez político existente – entre poder e oposição – seja um espaço de claras atitudes, para que a prática democrática, o sentido de cidadania e a responsabilização ética dos eleitos locais sejam realizadas com o mínimo sentido de humanismo político, precisamente, o mesmo que leva milhares de pessoas no dia das urnas a acreditarem que o seu gesto é incumbido de uma missão – desenvolver o concelho, projectá-lo para o futuro!



O editor do Diário de Felgueiras, pessoalmente, dispensa os partidos e foge deles como o diabo da cruz, mas, a existirem como existem na actual realidade democrática, tem por objectivo pugnar para que essas instituições façam o seu papel, cada uma, da forma mais distinta que as demais. Falaríamos de igual modo se o PSD ou PS fossem poder em Felgueiras.


Mário Soares diz que a democracia é feita de contradições entre os seus protagonistas. Porque a liberdade e a democracia não se dão; conquistam-se no dia-a-dia e no longo caminhar da história. E é, precisamente, este o sentido do humanismo e da ética pelo qual todos os políticos felgueirenses deveriam reger-se. Se assim não for, então temos que reimplantar o regime democrático em Portugal, substitui-lo por uma democracia avançada em relação ao tempo histórico em que vivemos. E o drama do ser humano, enquanto animal político (na perspectiva aristotélica), é que quase sempre o tempo histórico não coincide com o tempo de vida das pessoas, que é curto por mais que dure.



A querela entre Caldas Afonso e Eduardo Teixeira não é pessoal; é, acima de tudo, um episódio político, mesmo que negativo. É indiscutível que aquilo que está na origem da discórdia prende-se com a profunda divisão no PSD local quanto à estratégia do partido enquanto oposição à maioria política liderada por Fátima Felgueiras. Se não fosse por tal motivo, Caldas e Eduardo andariam na paz política dos anjos. Podemos estar redondamente enganados, mas é desta forma que vemos o cerne da zanga, com toda a honestidade, imparcialidade e sentido de participação democrática para a felicidade da nossa polis.



Porque o processo se encontra em fase de segredo de Justiça, não quisemos perguntar se Caldas Afonso vai recorrer à sua condição de vereador para processar Eduardo Teixeira, ou seja, a expensas da autarquia, como prevê uma deliberação camarária genérica recentemente aprovada em reunião do Executivo, que, sendo uma faculdade perfeitamente legal, permite que tais acções judiciais possam ser suportadas pelo erário municipal, com direito à escolha do advogado que se prefere. Só que a política não tem os sentimentos da Justiça. Infelizmente, esta não julga propriamente os factos, mas as provas. Por outro lado, a política é um mundo diferente, em que na base está a emoção – a mãe de todos factos do mundo animal, inclusive os políticos! Não há uma política verdadeira sem afectos.



Portanto, a condição de Caldas enquanto vereador, sendo permitida por lei, não é permitida pela emoção - a emoção de um socia-democrata conta outro social-democrata. E Caldas Afonso, homem da Ciência, sabe isso; já terá lido “O Sentimento de Si”, magnífico livro do seu colega António Damásio, outro homem da Ciência.



A referida deliberação camarária prevê, de facto, que os autarcas se possam socorrer do órgão para o qual foram eleitos para processarem quem consideram que os ofendeu. Porém, tal procedimento, mesmo que lícito, pode ser visto pelo comum dos mortais como um instrumento voluntarioso de fácil argumentação na defesa de interesses partidários, melhor dizendo, uma tentativa de se matar todas críticas políticas logo à nascença, mesmo as mais fúteis, para além do caso das divergências dentro do PSD quanto à estratégia política para o concelho, que não é uma polémica fútil.

Como tal, há que regular o que é "processável" ou não, para se evitar que, eventualmente, alguém seja chamado ao Ministério Público por "dá cá aquela palha". Os deputados da Assembleia Municipal deviam exigir a constituição de uma comissão jurídica municipal para o efeito, na qual tivessem assento representantes da Câmara e da AM, para se prevenir, num futuro próximo ou longuínquo, uma eventual vulgarização dos procedimentos. Em todo o caso, sinceramente, não acreditamos que venha aí uma indústria de processos-crime. Porque quem paga os procedimentos somos todos nós! Em caso de arquivamento das queixas ou de absolvição dos arguidos, deviam ser os queixosos a suportar os custos.

No caso de Caldas Afonso, se se socorrer da Câmara Municipal para processar um companheiro de velhas lutas partidárias, tal gesto será visto, por quem está do lado de fora da questão, como uma transferência de questões internas do partido para o município, que já tem problemas que lhe cheguem.



E, recorrendo novamente à gostosa leitura de António Damásio, a emoção – mãe de todos os factos – poderá vencerá a razão da Justiça. O julgamento que o povo faz nas urnas não se baseia na lei, mas, precisamente, na emoção. Foi o que aconteceu em Felgueiras em 5 de Outubro de 2005, dia últimas eleições autárquicas em que, para nosso bem ou para nosso mal, o eleitorado colocou no poder o movimento "Sempre Presente".

Os partidos da oposição em Felgueiras não deverão mais descurar a emoção como um factor político decisivo.

segunda-feira, abril 09, 2007

Caldas Afonso processa Eduardo Teixeira




Segundo o “Público” de ontem, Caldas Afonso, vereador do PSD, moveu um processo-crime, por difamação, contra Eduardo Teixeira, vice-presidente da Concelhia laranja e n.º 2 da bancada social-democrata na AM, por afirmações, que, a serem aquelas em que estamos a pensar, no nosso sincero entender, não serão difamatórias mas decorrentes do público combate político, podendo-se dizer que sugiram mais como ressonância da profunda divisão que, há muito, se instalou na estrutura local do partido.

No nosso entender, Caldas Afonso fez mal mover tal processo, que poderá não passar da fase de inquérito, pois fá-lo contra um militante histórico do PSD/Felgueiras, pessoa que Caldas convidou para integrar a sua lista à Câmara nas autárquicas de 2005.

Em primeiro lugar, tal gesto pode valorizar ainda mais a figura política que Eduardo Teixeira, neste momento, representa dentro do partido (uma das poucas pessoas que neste concelho ainda faz alguma oposição à maioria “Sempre Presente”); em segundo lugar, tal atitude pode estar a certificar o que toda a gente do PSD diz à boca cheia – que a vereação social-democrata está mais próxima da maioria do movimento de Fátima Felgueiras do que propriamente da Comissão Política local do partido.

Não tenhamos dúvidas! O PSD/Felgueiras continua a cometer os mesmos erros de sempre; no nosso concelho, será sempre o “eterno segundo”, não por falta de oportunidade, mas por falta de vontade. Neste caminho, o PSD jamais será poder em Felgueiras.

O PSD local, em toda a sua história, nunca lhe interessou fazer oposição ao poder instalado. É “aproveitado” em tempo de eleições e, depois, serve de “moeda de troca”…
E o resultado está à vista!

Nestes quase dois anos de governação “Sempre Presente”, e até pelo facto de Felgueiras se ter tornado num fenómeno político atípico, o PSD/Felgueiras, com 10 mil eleitores – o dobro dos do PS –, poderia ter começado a construir o futuro, fazendo uma oposição gradual, sincera, até às próximas eleições autárquicas, em 2009, de forma a chegar ao poder. Não, senhor! O PSD/Felgueiras voltou ao que sempre foi: não apoia os seus presidentes de junta na solução dos problemas das freguesias; Concelhia e vereadores estão de costas voltadas; na Assembleia Municipal, os deputados da bancada laranja olham uns para os outros antes das votações; as bases do partido queixam-se que as cúpulas não as ouvem; etc… etc…

Aqui fica o retrato de um PSD sem alma.

Eis a notícia do "Público":


Vereador move processo a dirigente do PSD-Felgueiras


O vereador que foi candidato a presidente da Câmara de Felgueiras pelo PSD, Caldas Afonso, desentendeu-se com o vice-presidente da comissão política concelhia local do próprio partido, Eduardo Teixeira, a quem moveu um processo-crime por difamação.Ao PÚBLICO, o vereador garantiu que a queixa se fica a dever a declarações públicas que considera injuriosas produzidas pelo dirigente social-democrata, que é também o número dois do partido na assembleia municipal. Tais declarações, alegadamente proferidas por Eduardo Teixeira em diversas situações e em vários locais do concelho, reproduziriam um alegado descontentamento pela forma como aquele que foi candidato a presidente da câmara tem exercido o seu papel de principal opositor à presidente Fátima Felgueiras.

Em certos sectores do partido, a actuação de Caldas Afonso tem sido vista como colaborante com a presidente da câmara, situação que esteve na origem de alguns encontros entre os órgãos locais e distritais do PSD.

"As pessoas têm de saber comportar-se com elevação. Estou profundamente indignado pela forma como tenho sido tratado na praça pública por esse senhor. As pessoas têm de ser responsáveis por aquilo que dizem, seja nos cafés, seja na assembleia municipal", defende Caldas Afonso.

As divergências no interior do PSD de Felgueiras não são novas, uma vez que a comissão política distrital já foi forçada a intervir no sentido de apaziguar o clima crispado entre a vereação e a bancada municipal. No centro dos desentendimentos estará o alegado carácter "frouxo" da oposição desenvolvida pela vereação "laranja". As críticas apontam Caldas Afonso como o rosto de uma oposição dócil para com o executivo municipal.

Sobre a mediação protagonizada pelo líder da distrital do Porto, Agostinho Branquinho, Caldas Afonso classifica-a de normal. "Temos tido reuniões e isso é normal. Agora entendo que as divergências do partido têm locais próprios para serem resolvidas e não devem vir para a praça pública. Tenho sido alvo de afirmações muito graves e isso tem de ser resolvido no sítio certo", adianta o vereador.

Contactado pelo PÚBLICO, Eduardo Teixeira mostrou-se surpreendido e garante que não foi notificado da existência de qualquer queixa. "Desconheço completamente qualquer processo e estranho que me tenha sido movida uma acção. Não quero acreditar que possa ser possível uma coisa dessas no PSD de Felgueiras", disse o vice-presidente da concelhia, que se escusou a tecer considerações sobre o desempenho de Caldas Afonso no executivo. "Não conheço qualquer processo e, como tal, não vou fazer, por agora, qualquer tipo de comentários", concluiu.

Caldas Afonso diz estar indignado pela forma como tem sido tratado na praça pública pelo dirigente do PSD

Adriano fazia hoje 65 anos

O Adriano era um menino



Se fosse vivo, fazia hoje 65 anos de idade.

Adriano Correia de Oliveira, nascido no Porto e criado em Avintes, faleceu com apenas 40 anos, quando tinha ainda muito para dar à música portuguesa, bem como ao convívio dos seus amigos e companheiros de utopia, já depois de ter gravado 90 temas na sua curta existência física.

O Adriano era um menino: bondoso e extramamente humilde e humano, características fundamentais dos homens livres e generosos. A comprovar, deixamos aqui o soneto de Manuel Alegre dedicado ao cantor na hora da sua partida.



Poema para o Adriano



Não era só a voz o som a oitava


Que ele queria sempre mais acima


Nem sequer a palavra que nos dava


Restituída ao tom de cada rima.

---


Era a tristeza dentro da alegria


Era um fundo de festa na amargura


E a quase insuportável nostalgia


Que trazia por dentro da ternura.

---



O corpo grande e a alma de menino


Trazia no olhar aquele assombro


De quem quer caber e não cabia.

---



Os pés fora do berço e do destino


Alguém o viu partir de viola ao ombro


Era Outubro em Avintes. E chovia.

Manuel Alegre

























Junta de Rande promove espectáculo para construir capela mortuária

Quinzinho de Portugal
dia 14, pelas 21 h, em Rande



O nosso amigo Pedro Ribeiro, presidente da junta da freguesia de Rande, tem um fardo pesado às costas: precisa de uns milhares de contos (isto em moeda cristã) para acabar de construir a capela mortuária, há anos projectada, que até chegou a ter o apoio do ex-vereador Fernando Marinho, mas agora sem o aval do actual poder autárquico.

De maneira que o autarca de Rande não tem outro meio que não seja começar a promover espectáculos populares para ir angariando, tostão a tostão, uns dinheiros, para adiantar a obra. É o custo de ser presidente da junta em Portugal, já que as juntas não são financeiramente auto-suficientes, muitas vezes, nem para construírem um muro!

Assim, comunica-nos Pedro Ribeiro para dar nota que no próximo dia 14, pelas 21 horas, e numa exclusiva organização da junta de freguesia de Rande, a Vila da Longra vai ser palco de um espectáculo, por parte de Quinzinho de Portugal, cujo preço do bilhete é de 10 euros.

Fazemos votos que o espectáculo tenha muita gente ou, pelo menos, se alguns não quiserem estar até ao fim, que os bilhetes se vendam todos, e que todos os autarcas não se esqueçam passar por lá. Pelo menos, aqueles que muito prometeram a Rande na altura da campanha eleitoral para as autárquicas.

segunda-feira, abril 02, 2007

sexta-feira, março 30, 2007

Juiz critica Fátima Felgueiras




O juiz-presidente do colectivo do Tribunal de Felgueiras que está a julgar o processo do "Saco Azul" advertiu, ontem, Fátima Felgueiras que, sendo a principal arguida, incorre num processo-crime, por difamação à Polícia Judiciária (PJ).

"A senhora devia ser mais comedida nos comentários e na adjectivação em relação à investigação. A Polícia Judiciária poderá mover-lhe um processo, por difamação", advertiu José Castro, que, na 13ª sessão, quebrou a passividade em relação à habitual liberdade verbal da arguida em tribunal. A edil, no seu jeito habitual, voltou a fazer alusões polémicas, como, por exemplo "porcaria da acusação", "criatividade cega" e "andaram a formatar uma história". Momentos antes, dissera que a PJ exerceu uma espécie de intimidação aos funcionários da autarquia na fase de investigação e que os mesmos "tinham medo de ser constituídos arguidos".



A autarca agradeceu ao juiz a advertência, mas recordou que não era licenciada em Direito. E prosseguiu "A acusação difamou-me. Durante estes anos todos, andaram a passar informações para a Comunicação Social, não respeitaram o segredo de Justiça".



Fátima Felgueiras respondia à parte da pronúncia em que refere que a filha da edil viajou de avião entre Porto e Lisboa a expensas da Câmara. Este ponto veio no seguimento do que foi abordado anteontem, em relação ao alegado aproveitamento da autarca aquando de uma deslocação com os seus filhos a Cabo Verde, em Agosto de 1997, para celebração de um acordo de geminação. A acusação crê que a edil aproveitou essa deslocação para gozar férias na ilha do Sal, a expensas da edilidade. Fátima, ontem, a propósito de ter levado o filho a França, em deslocação do mesmo género, reiterou que esse procedimento "é normal".