sexta-feira, março 16, 2007

Fátima insinua extorsão

Fátima insinua extorsão (JN, de 16 de Março - clique aqui)

Fátima Felgueiras lançou, ontem, a suspeita de que o seu ex-colaborador Horácio Costa, pode ter andado a "extorquir dinheiro" para angariar fundos na campanha eleitoral de 1997. Interrogada ontem, em mais uma sessão do julgamento do "saco azul" de Felgueiras, sobre os alegados favorecimentos a empresários que doaram verbas em troca de favorecimentos em licenciamentos de obras, a autarca insistiu em dizer que desconhecia a "conta paralela" em nome de Joaquim Freitas e Horácio Costa.

João Nabais, defensor dos ex-administradores da "Resin" no julgamento do "saco azul", tomou também como dele a defesa da edil, juntando-se ao seu colega Artur Marques. Tentou demonstrar que um dos donativos do empresário Anastácio Macedo, de 250 mil escudos, através de cheque, jamais tinha sido depositado na dita conta, já que esse montante parcelar não aparece no extracto junto ao processo.

"Então, se calhar, o senhor Horácio Costa andou a extorquir dinheiro", afirmou, em jeito de conclusão, Fátima, insistindo não ter tido conhecimento dos cheques e negando qualquer troca de favores. Porém, Pedro Martinho defensor de Costa, terá demonstrado que o depósito, daquele montante, foi feito juntamente com outro cheque, de 200 mil escudos, e que foi depositado no dia seguinte ao despacho autárquico favorável ao empresário. Martinho exibiu o extracto, onde consta um montante parcelar de 450 mil escudos, que é a soma das duas verbas.

Fátima, por outro lado, não conseguiu explicar quando foi confrontada sobre a falta de um despacho final no arquivamento de um processo de contra-ordenação de obras, a Augusta Neves, que contribuiu com 500 contos para a campanha. A empresária e militante do PS terá sido "perdoada" das custas do processo, arquivado sem o habitual despacho "arquive-se com admoestação".

Incêndio na Serrinha

As duas primeiras fotos foram-nos gentilmente cedidas
pelo jornal "Notícias de Figueiró".
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Incêndio destruiu plástico (JN, de 15 de Março - clique aqui)

Um incêndio ocorrido anteontem, à noite, num armazém, a céu aberto, no exterior de uma fábrica de reciclagem de produtos denominada Reciclagem da Serrinha, e pertencente a esta, que fica localizada na freguesia de Santão, no concelho de Felgueiras, levou à perda de 45 toneladas de bobines de plástico. Há suspeita de fogo posto.

O proprietário da firma, Francisco Carvalho, disse, ao JN, ter participado o assunto à Polícia Judiciária de Braga, dado suspeitar estar-se perante um caso de fogo posto. As autoridades já estão a investigar as verdadeiras causas do sucedido.

Na versão de Francisco Carvalho, o suposto crime terá sido cometido por inveja. "É o primeiro incêndio, mas tenho sido alvo de outros métodos, que não gostaria especificar aqui. Por outro lado, dado estar a decorrer a investigação policial, não gostaria de falar sobre os indícios concretos para as minhas suspeitas".

O dono da empresa apenas adianta "Quando o sol nasce, não é para todos. Para uns, a vida corre melhor; para outros, não. De maneira que há gente que não gosta de ver que quem começou do nada hoje esteja melhor na vida", afirmou. Segundo fonte do quartel dos bombeiros, o incêndio foi registado às 22.45 horas e só foi considerado extinto por volta da 1 hora da madrugada.

Cinco postos de trabalho

A laboração da empresa conta apenas com cinco postos de trabalho, que não ficaram em causa devido à imediata intervenção da corporação dos bombeiros voluntários da Lixa. Mesmo assim, arderam 45 toneladas de bobines de plástico, que se encontravam no interior do armazém.

De facto, 27 bombeiros e seis viaturas evitaram que as chamas se propagassem aos restantes locais da empresa, bem como aos pavilhões de outras fábricas existentes nas proximidades.

Sócrates é testemunha




O Tribunal de Felgueiras surpreendeu, ontem, muitas pessoas que têm assistido ao julgamento do processo "saco azul", em que é principal arguida Fátima Felgueiras, ao afixar os seus nomes numa extensa lista de testemunhas de que também fazem parte destacados dirigentes do Partido Socialista (PS), entre eles José Sócrates, António Guterres, Jorge Coelho, Armando Vara, Narciso Miranda e Renato Sampaio.

Algumas dessas pessoas não sabiam sequer que estavam arroladas nem nunca tinham sido notificadas para ser testemunhas e têm assistido às audiências, apesar de, por lei, estarem proibidas de o fazer antes de prestarem declarações no processo.

Na relação das testemunhas ficaram assim expostos publicamente pela primeira vez os nomes de António Guterres e de Jorge Coelho, que, segundo apurou o JN, foram indicados por Horácio Costa, arguido que colaborou com a Polícia Judiciária na investigação do processo, numa altura em que Guterres era primeiro- -ministro, Coelho responsável socialista pelas autárquicas e Sócrates, secretário de Estado do Ambiente.

Horácio Costa, que tinha uma conta bancária (a alegada "conta paralela") com Joaquim Freitas - também denunciante do caso "saco azul" -, terá avisado, por escrito, aquelas três figuras do PS da existência do alegado esquema de corrupção na autarquia, que agora está a ser julgado pelo tribunal. No caso de testemunharem, por ser detentores de cargos públicos, José Sócrates e Jorge Coelho poderão eventualmente fazê-lo por escrito. Na sessão propriamente dita, Fátima Felgueiras continuou a negar as acusações formuladas no segundo capítulo da pronúncia em que é acusada de alegados favorecimentos a empresários do concelho - licenciamento de pavilhões industriais - a troco de donativos para a campanha eleitoral das autárquicas em 1997, em que foi candidata do PS.

Através de respostas muito longas, Fátima Felgueiras tentou demonstrar que a entrega dos donativos, em cheque, para a campanha dos empresários arguidos no processo, Joaquim Pinto (500 mil escudos) e José Manuel Pimenta (670 mil escudos), nada tiveram a ver com os processos de licenciamentos das instalações industriais. Noutro processo, relacionado com doações do Município ao FC Felgueiras, a autarca está indiciada de 14 crimes - abuso de poder, nove crimes de participação económica em negócio e quatro de desvio de subsídio. O ex-vereador do PSD, Aurélio Carvalho, também arguido, no processo judicial sobre doações municipais ao clube, disse ontem à agência Lusa que "se limitou a aprovar contratos-programa legais e com o visto do Tribunal de Contas".

quarta-feira, março 14, 2007

Menino de 11 anos morre atropelado por um camião

Fotos:
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Bruno Micael tinha 11 anos de idade



Familiares choram a morte de Bruno no local do acidente


Tias maternas de Bruno marcadas pelo choque da notícia




Uma criança, de 11 anos, morreu, ontem, pelas 9.50 horas, bem perto da casa dos pais, no Lugar da Devesinha, freguesia de Lagares, em Felgueiras. O rapaz terá embatido num camião TIR que circulava na EN 101-2, muito movimentada, que liga Felgueiras a Vizela.



A tragédia deu-se poucos metros após uma curva. As causas parece prenderem-se com o facto de a bicicleta que a criança conduzia, em cima do passeio, ter virado para o lado da estrada no preciso momento em que o camião passava. O rapaz terá batido fortemente com o rosto na parte traseira do veículo.



Bruno Micael Martins Sampaio, que andava no 5.º ano de escolaridade e que ontem de manhã não tinha aulas, não se contentou com o jardim da casa dos pais, frondoso de palmeiras, para passar aquele tempo de lazer. Decidiu sair do jardim para dar uma pequena volta de bicicleta no passeio, já que em plena via é impossível fazê-lo, dado o grande movimento.



Tias angustiadas



Deolinda Freitas, funcionária do café que fica quase em frente ao local do acidente, ouvida de tarde pelo JN, afirmou "Não assisti à tragédia, quem viu foi um senhor, mas desloquei-me imediatamente e fui eu quem chamou os bombeiros. A criança morreu no local". E prosseguiu: "A criança não foi atropelada, ou seja, não houve embate na frente do camião".

A funcionária do café, ao ver entrar quatro tias da criança, da parte da mãe, encaminhou-nos para as senhoras. A angústia estava estampada naquelas quatro mulheres, humildes operárias, irmãs de Isabel - a mãe do Bruno.



Declive acentuado



É que é já a segunda vez que o infortúnio bate à porta de Agostinho e de Isabel (ele, operário fabril; ela, desempregada). Há cinco anos, um irmão do Bruno morreu afogado. Dos quatro manos, ficam, agora, dois um mais novo, de 8 anos, e outro, com mais de 20, que está a viver em França.



Fátima, uma das quatro tias presentes no café, procurou dar-nos uma explicação exacta do sucedido "Aquilo que nos foi informado é que o Bruno ia na bicicleta em cima do passeio e que, de repente, a bicicleta virou para a estrada, que a correia terá saltado fora. A criança lá bateu com a cara e, como o camião é comprido, se calhar, o motorista nem sequer terá dado logo conta do sucedido".

Um outro sinal: na parte do passeio onde a criança caiu há um declive acentuado, que liga a uma garagem de uma residência.



Segundo uma fonte dos bombeiros, o cadáver foi levantado do local depois da intervenção do INEM e do delegado de Saúde e encontra-se no Instituto de Medicina Legal de Guimarães, para autópsia, pelo que, à hora do fecho da nossa edição, ainda não estava marcada nem a hora nem o local do funeral.


JN, 14 Março 2007 (clique aqui)

terça-feira, março 13, 2007

Fátima elogia quem denunciou "saco azul"






Fátima Felgueiras continua a negar todas as acusações por que está a ser julgada no Tribunal no âmbito do processo do alegado "saco azul". Na sessão de ontem surpreendeu ao elogiar os denunciantes, Joaquim de Freitas e Horácio Costa, dizendo que os considera "pessoas competentes e sérias". Depois de os elogiar irritou-se com o procurador Pinto Bronze. "A acusação está a entreter-se com historietas", afirmou.



A par desta sessão, a presidente da Câmara de Felgueiras viu ontem ter início a instrução de outro mega-processo em que é, mais uma vez, a principal arguida, acusada de treze crimes. São também arguidos onze personalidades do concelho, por alegadas irregularidades existentes entre a autarquia e o F. C. Felgueiras.



Artur Marques, advogado da edil, confrontado pelos jornalistas, disse que não se pronuncia sobre este assunto. "Não tenho a mínima expectativa pela instrução, porque, se outros arguidos recorreram, a Dr.ª Fátima não". Ontem, no tribunal, a autarca foi confrontada com a suspeita de ter estado envolvida num esquema de favorecimentos ilícitos a empresários (licenciamentos de pavilhões industriais) a troco de financiamentos para a campanha eleitoral do PS nas autárquicas de 1997 - ano em que, já sendo presidente da Câmara de Felgueiras, se apresentou pela primeira vez como cabeça-de-listas.



O Ministério Público crê que os donativos depositados na "conta paralela" da campanha, tutelada pelos denunciantes, eram compensados com esses favorecimentos.

Afluência à Feira da Longra bateu o record de 9 mil visitantes

A última edição da Feira Popular e Tradicional da Vila da Longra (trimestral), realizada no passado domingo, albergou a maior participação de visitantes de sempre, num evento que é organizado, há cerca de dois anos, pelas juntas de freguesia daquela região do concelho – Rande, Pedreira e Sernande –, em estreita parceria com a Casa do Povo da Longra.

Desta vez, calcula-se que cerca de 9 mil visitantes afluíram à Feira, que não se trata de um evento comercial mas um marco de afirmação cultural e tradicional. Por outro lado, o número de expositores e vendedores aumentou nesta edição, bem como a diversidade de produtos e serviços patentes na Feira.

Para além das habituais barracas de “comes e bebes”, da grande variedade de expositores e da muita animação musical, mais colectividades aderiram ao evento.
Mais uma vez, todos os intervenientes na Feira, no final, disseram que se justificava que as edições desta iniciativa fossem mensais.






Afluência à Feira da Longra bateu o record de 9 mil visitantes (I)











Afluência à Feira da Longra bateu o record de 9 mil visitantes (II)












Afluência à Feira da Longra bateu o record de 9 mil visitantes (III)















Afluência à Feira da Longra bateu o record de 9 mil visitantes (IV)