domingo, fevereiro 25, 2007

Procurador reconhece o efeito didáctico da Comunicação Social quanto à corrupção


Campo de futebol fica pelado



A Câmara de Felgueiras acaba de emitir uma nota oficial a informar que não vai arrelvar o campo de jogos do Estádio Dr. Machado de Matos, da propriedade da autarquia, que, em Maio, esteve no centro da polémica política local. O referido campo foi palco, nessa altura, de uma prova de motociclismo Freestyle, para a qual foram colocadas toneladas de terra por cima do relvado que existia desde quando o FC Felgueiras, já extinto, jogava nos campeonatos oficiais.

Na altura, a Oposição local, PS e PSD, protestou imediatamente, alegando que a dita prova de motociclismo iria destruir o relvado e todo o sistema de drenagem, cuja reposição da obra, soube, na altura, o JN, custaria cerca de 150 mil euros. Recorde-se que as críticas subiram de tom quando foi sabido que entre os promotores do evento estavam pessoas ligadas ao movimento Sempre Presente, que reelegeu Fátima Felgueiras. Os responsáveis autárquicos sempre alegaram que os promotores da prova tinham depositado uma caução. Bruno Carvalho, recentemente, disse que essa caução foi levantada pela Câmara.

Nessa nota oficial, a Câmara refere "Concluímos e decidimos não avançar, por ora, com o (re)arrelvamento do estádio, atendendo a que não serviria os interesses do município em termos desportivos, ao não conseguir responder às necessidades dos clubes que lá pretendem treinar e jogar de forma regular e contínua".

Eduardo Bragança, líder do PS local, ouvido pelo JN, refuta "Onde já se viu isto? Todas as cidades gostam de ter, pelo menos, um relvado. O CAF (clube nascido há um ano) vai jogar fora. Um dia, quando subir aos escalões nacionais, continuará a não jogar na sua cidade". Eduardo Teixeira, do PSD, diz o mesmo e acrescenta: "A Câmara devia provar em como levantou a caução e o seu valor. Se a levantou, qual o destino que o dinheiro teve, já que não fez o arrelvamento?".

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Câmara recusa ficar com o "Jornal de Felgueiras"

Um vereador da Câmara Municipal disse ao Diário de Felgueiras que na reunião ordinária de hoje (quarta-feira) foi analisada uma missiva do munícipe Nuno Mota a informar a sua disponibilidade para ceder graciosamente à autarquia o título do “Jornal de Felgueiras”, oferta que foi rejeitada.



Recorde-se que o “Jornal de Felgueiras”, encerrado há mais de dez anos, foi fundado na I República, tendo tido como seu director Luís Gonzaga da Fonseca Moreira – republicano convicto, que chegou a ser presidente da Câmara e teve que se exilar, no Brasil, em sequência da implantação do Estado Novo.


O jornal, antes de pertencer a Nuno Mota, fora da propriedade dos herdeiros do Dr. Machado de Matos.



De facto, a posse do jornal por parte da autarquia, na prática, tornar-se-ia inviável quanto à sua exploração, já que as entidades colectivas do Estado não estão autorizadas a possuir, administrar e a editar órgãos de informação genérica.

Convite


Convite

Esta sexta-feira, dia 23 de Fevereiro, completam-se 20 anos que José Afonso deixou de estar fisicamente connosco.


Não obstante a saudade que possa ter deixado em cada um dos seus amigos e admiradores da sua obra, jamais promoveremos factos e sentimentos fúnebres (aliás, apelamos para que ninguém o faça, mormente a Comunicação Social), porque a vida e a obra do Zeca continuam a ser frutos abundantes e saborosos de alegria, de gestos fraternos e solidários, de compromisso, de ânimo e convívio. Aliás, a mensagem de José Afonso é um contrato com o futuro e não apenas o testemunho de um determinado período da história de Portugal.



Assim sendo, entre as inúmeras iniciativas que se desdobram a norte e a sul do país neste mês de Fevereiro, o Núcleo do Norte da AJA vem dar-lhe a conhecer a programação do evento de Guimarães, que se vai realizar no Centro Cultural Vila Flor, na próxima sexta-feira, dia 23, e sábado, 24, com destaque, no segundo dia, para o concerto "Maio, Maduro Maio" (2.ª parte), em que irão participar José Mário Branco, João Afonso e Amélia Muge.

Mencionamos, em baixo, a programação ao pormenor.

AJANorte

Preços:

Dia 23, Sexta-feira: 10 €

Dia 24, Sábado: 15 €

PROGRAMAÇÃO - dias 23 e 24 - Guimarães (Centro Cultural Vila Flor)

Dia 23: EXPOSIÇÃO “O que faz falta”, MUNDO DA CANÇÃO;

Dia 23: TEATRO/CONCERTO 21h30, MENINO D’OIRO – Vida de José Afonso Dramaturgia/Encenação de Gil Filipe;

Dia 24: Concerto 15h30, Banda Militar do Porto;

Dia 24: Teatro 16h30, “O Incorruptível”, de Hélder Costa com interpretação de Gil Filipe;

Dia 24: Debate 17h30, Vida e Obra de José Afonso, por Alípio de Freitas, Mário Barradas, José Mário Branco, Hélder Costa, José António Gomes;

Dia 24: Concerto 21h30, Grupo galego Ardentía (1.ª parte); “Maio Maduro Maio” (José Mário Branco, Amélia Muge e João Afonso), 2.ª parte. Poesia de Manuela de Freitas.

Organização:

Círculo de Arte e Recreio

Associação José Afonso

Associação 25 de Abril

A Oficina

Apoios:

Câmara Municipal de Guimarães

CICP – Centro Infantil e Cultural Popular Convívio

Associação Académica da Universidade do Minho

Cineclube de Guimarães

Pavico

Academia de Música Valentim Moreira de Sá