Eis os resultados finais:
Votantes - 42,11% (19288)
Brancos - 1% (192)
Nulos - 0,54% (105)
Sim - 25,82% (6966)
Não - 62,34% (12024)
Votantes - 42,11% (19288)
Brancos - 1% (192)
Nulos - 0,54% (105)
Sim - 25,82% (6966)
Não - 62,34% (12024)
Até ao momento o Expresso de Felgueiras ainda não fez qualquer alusão na sua página online à nota de imprensa emanada nesta segunda-feira pela direcção da Casa do Povo da Longra em relação à notícia dada pelo referido jornal no seu site - porque, sendo um quinzenário, até ao momento o que está em causa é a parte online . Até às 22, 45 horas do dia 6, já passaram 36 horas após a última actualização.
Para o Expresso de Felgueiras, no que toca à actualização do interesse público, é mais importante manter aquele título da notícia (que não espelha a verdade dos factos), só porque entendeu que devia ser citado no rol dos agradecimentos no espectáculo, do que uma peregrinação religiosa realizada no passado domingo, que arrastou duas mil e quinhentas pessoas até ao monte de Santa Quitéria, a apelar ao Não. Independentemente da posição que cada um tem sobre a matéria a referendo, duas mil e quinhentas pessoas são notícia. São ou não são?
Para quem diz primar pelo profissionalismo, pela imparcialidade, pela actualização permanente do seu noticiário, é estranho, muito estranho que o Expresso de Felgueiras queira manter a inverdade sobre um evento que, como felgueirense, deveria acarinhar. Aliás, é isso que muitas pessoas que no sábado vieram de tão longe transmitem à direcção da Casa do Povo e referem na blogsfera nacional.
"Hyubris" brilharam com a "Canção de Embalar"
Adriano esteve presente
O presidente da AJA agradeceu a quem esteve presente
Miguel Gouveia levou efeito workshop para crianças

Foi um dia cultural o vivido no passado sábado em Felgueiras, na Casa do Povo da Longra, na abertura do ciclo de festas nacionais em homenagem a Zeca Afonso, nos 20 anos após a sua partida, em viagem com bilhete de ida e volta.
A iniciativa, denominada “Somos Nós Os Teus Cantores”, foi organizada pela Casa do Povo em parceria com o núcleo do norte da Associação José Afonso (AJA) e com o apoio da Associação 25 de Abril e do Sindicato dos Professores do Norte. Neste evento, denominado “Somos Nós Os Teus Cantores”, foi também evocado Adriano Correia de Oliveira, desaparecido há 25 anos, em 16 de Outubro de 1982.
“É lamentável o esquecimento a que foi votado o nosso amigo Adriano, grande e bom companheiro do Zeca, a quem o país tudo deve. É um enorme crime colectivo. Os poderes instituídos são os culpados desse crime. Este silêncio não é inocente, não é casual" – acusou Alípio de Freitas, presidente da AJA, de lágrimas nos olhos, de tarde, na abertura da iniciativa de Felgueiras, na qual participaram Isabel e José Manuel Correia de Oliveira (filhos de Adriano), os jornalistas Alexandre Manuel e Soares Novais e o músico Paulo Alão, entre outros.
Ainda da parte da tarde, foi inaugurada uma exposição muito completa sobre a vida e a obra do homenageado e anunciados dois livros – um da Arca das Letras, sobre Adriano Correia de Oliveira; outro de Miguel Gouveia, de escrita criativa para crianças sobre José Afonso. A propósito deste livro, o seu autor, levou a efeito um workshop para as crianças. Este tipo de publicação é inédito em Portugal e vai ao encontro da política cultural da Galiza, onde a obra de José Afonso é ministrada oficialmente nas escolas, do ensino básico ao universitário.
O ponto alto deste dia foi, sem dúvida, o espectáculo musical, à noite, no auditório da Casa do Povo, com casa, praticamente, cheia (mais de 90%), a participar festivamente nas canções. Actuaram Francisco Fanhais (ex-padre, que acompanhou José Afonso em muitos espectáculos e lhe passava as partituras), Tino Flores, outro antigo companheiro do homenageado, a banda “Hyubris”, que se notabilizou com uma versão muito bem trabalhada da “Canção de Embalar”, os “Erva de Cheiro”, que lançaram ali o CD “Que Viva o Zeca!” e puseram o público a cantar em uníssono; e o grupo AJAforça, que nasceu em torno da AJA (Norte) e que iniciou o espectáculo, onde pontificam vozes como José Luís Guimarães e Ana Ribeiro. No final do espectáculo, uma parte assistência subiu ao palco para cantar a “Grândola”. Antes disso, o presidente da AJA insistiu subir para a agradecer às pessoas a sua presença, mesmo naquela noite fria de Fevereiro. A maioria da assistência era de fora, do Porto, Guimarães, Amarante, Coimbra, Lisboa e outros pontos. Ainda antes da “Grândola”, trajados académicos e elementos da organização distribuíram 400 cravos de Abril pela assistência.
Comissão organizadora agradece
A comissão organizadora, em nota de imprensa, agradece publicamente a todos as pessoas singulares e colectivas que se associaram ao evento de Felgueiras: as deram o seu alto patrocínio – a Associação 25 de Abril e o Sindicato dos Professores do Norte; as que deram o apoio logístico e/ou material – Semanário de Felgueiras, Hotel Hórus, Quinta do Ferro, Quinta de Maderne, Terras de Felgueiras. Móveis Ruca, Restaurante Juventude e o Restaurante Feijoeira; e as que deram o apoio a nível de divulgação informativa – RTP, Rádio Renascença, Antena 1, TSF, jornal SOL, Jornal de Notícias, Público, Jornal de Letras, Lusa, Primeiro de Janeiro, Correio do Minho, Diário do Minho, Semanário de Felgueiras, Jornal da Lixa, Rádio Felgueiras, Expresso de Felgueiras, Jornal de Lousada, Notícias de Vizela, Jornal NOVAS, Benedicto García Villar (jornalista galego), Viriato Teles (jornalista), editora Arca das Letras, Soares Novais (jornalista), Manuel Alegre, Amélia Muge, Hélder Costa, Elfriede Engelmayer, entre outros órgãos de informação, jornalistas, artistas e intectuais, cuja lista é impossível enumerar, pedindo-se desculpa se, eventualmente, não for mencionado alguém que o deveria ser.
Casa do Povo emite nota à imprensa local de Felgueiras
Entretanto, a Direcção da Casa do Povo da Longra, unilateralmente, emitiu a seguinte nota à imprensa local de Felgueiras:
“Um jornal local de Felgueiras, apenas porque no evento não foi citado no rol de agradecimentos, escreve na sua página online: “Homenagem a Zeca Afonso não teve casa cheia na Longra”, dizendo: “apesar de todo o esforço de divulgação, ainda se puderam ver muitas cadeiras vazias”, quem sabe a querer dar impressão que o evento foi um fiasco.
Tal como o Zeca, a direcção da Casa do Povo da Longra não se preocupa com as “pequenezas da alma”; não se perde em discussões fúteis. O Expresso de Felgueiras foi-se embora ao fim de 30 minutos de ter iniciado o espectáculo. Como tal, não está em condições de fazer uma apreciação justa sobre o assunto. Se tivesse esperado, teria reparado que os lugares da frente, que estavam reservados para alguns participantes, se foram preenchendo, e que nas coxias havia gente de pé, não só do staff mas também acompanhantes dos artistas. Só assim se pode explicar porque parte da coxia central para baixo estava repleta. O citado jornal não reparou que os próprios cônjuges dos artistas pagaram bilhete? E fiquemos por aqui!...
Grande dignidade, por exemplo, teve o Jornal da Lixa, que, na edição da passada sexta-feira, não teve complexos de referir que um colega seu, da imprensa local, deu o seu apoio ao evento. Os gestos de grandeza ficam para quem os pratica.
Brevemente, todos quantos deram apoio material e de divulgação informativa irão receber um diploma de agradecimento, inclusive o próprio Expresso de Felgueiras”.