quinta-feira, novembro 30, 2006
Faleceu Albino Ribeiro
Notícia
quarta-feira, novembro 29, 2006
Lanche
Fátima Felgueiras vai ter que depositar uma caução
Toda a gente sabia, excepto a Justiça!
A filha não o convidara para o casamento, porque, já nessa altura, achava que era ele o assassínio de Camarate; o pai a morrer diz-lhe: “Eu vou morrer filho, e tu és o assassino de sete pessoas”. Apenas a Justiça e a investigação policial, supostamente, de nada sabiam.
Não tenhamos dúvidas: José Esteves não esteve sozinho neste atentado; altos patrocínios estiveram na sua origem. Caso contrário, José Esteves, nesta altura, já teria cumprido 20 anos de cadeia e os portugueses já saberiam toda a verdade. Só que há verdades que jamais se revelam, pelo menos, quando se tratam por razões de Estado.
Durante este tempo todo, o interesse de muito "boa gente" em descobrir a verdade foi tanta que até o actual líder do CDS/PP, Ribeiro Castro, que é um dos advogados das famílias das vítimas, há anos, num debate televisivo, confundiu o nome de Lee Rodrigues, outro suspeito sobre Camarate, com o de Lee Osvald, suspeito da morte de Jonh Kennedy!
Grande interesse houve na morte de Sá Carneiro e/ou de Amaro da Costa! Quem deu ordem para matar? Camarate foi um crime institucional, ou seja, um crime por parte de um poder instituído, político ou militar.
Helena Roseta, há cerca de 20 anos, no já extinto semanário "O Jornal" fez referências ao "caso Camarate", dando a impressão que sabia de algo sobre o assunto, mas a Justiça não a chamou para prestar testemunhar. A Justiça portuguesa já deu provas que tem medo de tratar certas matérias, normalmente quando envolve agentes do Estado, ao contrário do que se passa noutros países, como, por exemplo, em Espanha e em Itália. É a falta de cultura democrática deste país!...
Por muito que José Esteves fale, nunca dirá a verdade completa. Pena é que, ao completar-se mais de 25 anos após o atentado, e com o crime já prescrito, José Esteves venha tão cobardemente dar o exclusivo a uma revista tão fraquinha, para promoção desta e para que o entrevistado meta uns cobres ao bolso.
O crime, mesmo depois de consumado, é negócio escuro!
domingo, novembro 26, 2006
Katie Melua
The closest thing to crazy (ao vivo, em Belfast)
sexta-feira, novembro 24, 2006
Distribuição de prémios
Ao fim de um ano de vida autárquica em Felgueiras após as eleições (atípicas) de 5 de Outubro de 2005, o DF decidiu atribuir um galardão a cada um dos líderes dos partidos e à do movimento independente, não tanto pelo papel que directamente desempenharam em prol da comunidade mas pelo grau de capacidade de liderança interna. Melhor dizendo, vamos avaliar o que cada líder foi capaz de fazer de benéfico para o seu próprio grupo político. Todos os líderes tiveram direito a um prémio; o último teve, não um mas dois galardões.
Reunido o júri – composto por Marco Geodésico, Suror Saudade e Suror Mariana –, o mesmo decidiu atribuir as pontuações que passamos a ordenar, chamando, porém, à atenção dos nossos estimados leitores de que todas as avaliações são discutíveis.
1.º - Eduardo Bragança (PS) – 16,2 valores
2.º - Fátima Felgueiras (SP) – 15, 8 valores
3.º - Santos Pinho (BE) – 14,3 valores
4.º - Paulo Rebelo (CDS/PP) 13,8 valores
5.º - Manuel Rodrigues (PCP) – 3,6 valores
6.º - Francisco Cunha (PSD) – 2 valores
A seguir à publicação da presente classificação, passaremos a mostrar os prémios atribuídos.
quinta-feira, novembro 23, 2006
PS: Prémio Bruce Lee - o Racha-fatistas!
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Ao 1.º classificado atribuímos o “PRÉMIO BRUCE LEE – O RACHA-FATISTAS!”
Eduardo Bragança assumiu a liderança do PS/Felgueiras em Março passado, numa lista oposicionista a Inácio Lemos, de quem, logo a seguir, veio a obter o apoio político na condução de uma nova filosofia para a Comissão Política Concelhia, nomeadamente no que respeita ao movimento “Sempre Presente”, sobre o qual logo pugnou pelo distanciamento político dos militantes socialistas em relação à formação fatista, quando tudo fazia crer que PS e SP iriam ser a mesma e a única coisa. Em virtude disso, pôs uma boa parte da bancada socialista na AM a votar conforme as orientações do partido. Os outros que se acautelem!...
Como tal, Bragança cometeu a proeza de desembaraçar os processos disciplinares com vista à expulsão de 10 militantes que concorreram nas listas do SP à Câmara e à Assembleia, bem como o levantado a Augusto Faria, que, como se sabe, foi nas listas do PSD à Junta de Idães.
De seguida, o PS, desagradado com a atitude de Rui Silva - que estava a substituir José Campos na vereação - acabou por lhe retirar a confiança política. Curiosamente, Rui Silva, em 1989, demitiu-se de líder da Concelhia devido ao facto de Júlio Faria o ter preterido nas listas do PS a favor de Fátima Felgueiras.
"O partido não se pode dar ao luxo
de perder mais dinossauros políticos"
O “caso Zeferino” foi outro assunto em que Eduardo Bragança se mostrou determinado, levando o autarca de Lagares a demitir-se da bancada do PS na AM.
Resta agora saber se a Concelhia socialista, na exigência da demarcação total dos eleitos do partido em relação ao SP, irá ser bem sucedida, ou não, até ao final do mandato. Se é verdade que a não separação das águas iria descaracterizar o PS em termos de autonomia política, o certo é que, por outro lado, o partido não se pode dar ao luxo de perder mais dinossauros políticos, como foi o caso do autarca de Lagares, independentemente das razões de cada um. Uma coisa é certa: a diplomacia não pode ficar de parte.
SP: Prémio Enver Hoxha – a solidão não nos mata!
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À 2.ª classificada atribuímos o “PRÉMIO ENVER HOXHA – A SOLIDÃO NÃO NOS MATA!”
Fátima Felgueiras não é a líder do SP mas o próprio SP. Como tal, é a querida líder do movimento independente, que, segundo vozes por aí espalhadas na praça, pretende legalizar-se como partido, o que não deixa de ser um objectivo difícil de alcançar, já que a lei eleitoral não permite partidos locais e os que se encontram legalizados têm que concorrer a um número mínimo de círculos eleitorais.
Poder-se-á dizer que este facto – de o SP ser um movimento e não um partido político – é o “calcanhar de Aquiles” de Fátima Felgueiras, porque um movimento sem militantes e sem estatutos dificilmente demonstra autoridade disciplinar; porque quem discorda pode provocar mossa. É certo que, neste momento, não é o caso, mas não nos venham a nós dizer que a meio dos mandatos as lideranças das formações políticas no poder não começam a ser questionadas (neste caso, não a liderança do SP mas a política da presidente da Câmara), quer por parte do eleitorado, quer entre as cúpulas do movimento, o que pode ser especificamente o caso. E, na impossibilidade de traçar um estatuto disciplinar no movimento, Fátima Felgueiras, inteligentemente ou não, promove sucessivos mega-convívios entre os seus apoiantes - e até com o próprio eleitorado! -, encontros recheados de “comes e bebes” e muita animação, numa altura em que a saúde financeira das pessoas e dos grupos sociais está mais fragilizada. Contem-se quantos convívios já se fizeram num ano! De facto, a eleição do SP para a Câmara Municipal, há um ano, remeteu o concelho para um isolamento institucional, nomeadamente em relação ao Governo. Ninguém do exterior assume publicamente relacionamento com Felgueiras, apesar de nos bastidores não ser tanto assim.
A Feira do Maio, as Festas de S. Pedro, a criação da Confraria do Vinho Verde, entre outros eventos populares, são iniciativas agarradas pela presidente da Câmara para marcar a sua presença no coração das massas. Num ano, quantas iniciativas culturais, por exemplo, a autarquia realizou na Biblioteca Municipal? Estas não servem os objectivos imediatos de Fátima Felgueiras. Esta cometeu ainda a proeza de conquistar o coração da Igreja, a nível da Diocese e das paróquias do concelho, mesmo quando a autarca reivindica parte do património religioso. As excursões a Fátima, com direito a distribuição de panfletos com a imagem da presidente da Câmara, são anunciadas nas missas. O manto do divino é um bom abrigo eleitoral, sem dúvida. Enquanto Enver Hoxha decretou a Albânia como o primeiro e o único país ateu do mundo, Fátima Felgueiras "decretou" a nossa terra como "concelho oficialmente católico". No entanto, entre os dois líderes há uma semelhança: puseram os respectivos territórios administrativos isolados do mundo.
"Ninguém do exterior assume publicamente
relacionamento com Felgueiras,
apesar de nos bastidores não ser tanto assim"
Toda esta atitude de promoção da imagem da líder do SP surge porque antevê grandes dificuldades para a sua imagem política; o ano de 2007 vai ser bastante desgastante devido à sua situação judicial. Ao mesmo tempo, tem à coca Horácio Reis, o fundador discreto do SP, que neste momento tem tido uma atitude de colaboração e até de grande voluntarismo com a presidente, mas quem o conhece sabe muito bem qual a sua ambição... Se assim não fosse, Fátima Felgueiras teria-o escolhido para seu vice-presidente, apesar de a vice-presidência estar muito bem entregue a João Garção, que é uma figura superior entre muitos do movimento independente.
Fátima cometeu o erro crasso de desvalorizar a eleição, em Março, da Concelhia do PS/Felgueiras. Aqui não demonstrou capacidade para impor a “sua” lista e, por outro lado, igualou politicamente Inácio Lemos a Eduardo Bragança. Pensava que, viesse quem viesse a ganhar a disputa, depois controlaria o assunto. E este erro político poder-lhe-á ficar muito caro, a médio prazo. Aliás, os problemas já surgiram. Outro erro da autarca é continuar a não saber lidar com aqueles que dão publicamente uma opinião diferente da sua.
BE: Prémio Teixeira Gomes - cuidado com o Mao!
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Apesar de não haver no Bloco de Esquerda líderes, propriamente ditos, nas estruturas do partido (baseiam-se em órgãos colegiais), Santos Pinho não deixa de ser o rosto do BE/Felgueiras, com um trabalho muito positivo, ao conseguir uma sede e ter contribuído para a composição do Secretariado local. Não fazia sentido que a sede funcionasse na casa de um camarada, como chegou a acontecer, situação que condicionava a acção e a independência dos outros militantes.
O BE, depois da sua pré-fundação, conheceu a saída de algumas pessoas que estiveram na origem do núcleo. Uma delas foi Teixeira Gomes, que, já em 2001, encabeçou a única lista do partido no concelho, à Junta de Regilde. Segundo apurou o DF, Teixeira Gomes, que já fora militante do PCP, está a pensar em fundar em Felgueiras um núcleo do PCTP/MRPP, liderado por Garcia Pereira, que, referimos apenas por curiosidade, já foi advogado de um dos acusadores do “saco azul”.
Sem estar em causa a nossa independência política, poder-se-á perguntar: como é que uma pessoa pode transferir-se de um partido radicalmente contrário à ideologia e ao rigor doutrinário do partido que defendia há um ano atrás? Saltar, assim imediatamente, para um partido, maoísta, que defende a ditadura do proletariado nos seus estatutos, é bastante estranho. Como se sabe, o BE, que tem origem em pessoas vindas da UDP, PSR (mais neste, que era de cariz trotskista), da Política XXI, do PCR, gente do PS e do PCP, de grupos anarquistas, de cristãos progressistas e de outros movimentos, foi criado após uma reformulação de ideias, adaptadas ao mundo de hoje e à actual democracia.
Estará o MRPP disposto a tal papel? Ou estas coisas acontecem apenas nos partidos “burgueses”?


