quinta-feira, novembro 23, 2006

CDS/PP: Prémio Gato Fedorento – cuidado com as precipitações do outro Paulo



Ao quarto classificado, também com nota positiva, atribuímos o “PRÉMIO GATO FEDORENTO – CUIDADO COM AS PRECIPITAÇÕES DO OUTRO PAULO”.



O CDS/PP, não obstante ter tido fraca votação, consegue ainda mexer… e existir! Graças a Madalena Silva, que, concorde-se ou não, continua a ser a alma do partido. Pena é que pessoas como Rui Sousa, que tanto falavam em alternativa e em mudança no poder, hoje não apareçam organizando iniciativas partidárias, não obstante não terem representação política nos órgãos do município.



Paulo Rebelo é o novo líder do CDS/PP, recentemente eleito. Tem muito trabalho pela frente, nomeadamente em congregar gente dispersa com potencial para organizar eventos de âmbito interno, para preparação de uma caminho, que, para um partido com pouca expressão em Felgueiras, não deixará de ser penoso.

No entanto, acautelem-se com o Paulo Ribeiro, de quem somos amigos há muitos anos. É uma jóia de pessoa, do melhor que há em termos de companheirismo; ser-vos-á importante para a consolidação partidária, mas tenham cuidado: é um homem que se apaixona facilmente pelas causas, ao ponto de destravar a língua quando lhe apetece. Por exemplo, na “Voz de Felgueiras”, chegou a atacar a malta do Bloco de Esquerda (BE) por causa da questão do aborto, ao ponto de escrever a palavra “gajas”, referindo-se às mulheres do EE.



Dizemos isto porque estamos à vontade com o Paulo Ribeiro.



























PCP: Prémio Até Amanhã Camaradas - o Vaz é um camarada fiel

Prosa livre




Ao penúltimo classificado (5.º lugar), com nota negativa, atribuímos o “PRÉMIO ATÉ AMANHÃ CAMARADAS – O VAZ É UM CAMARADA FIEL”.


O PCP/Felgueiras está ainda pior que os PC’s dos antigos países de Leste depois da hecatombe ideológica.


Num concelho com enraizada tradição operária e sindical, os comunistas locais deram-se ao luxo de terem dado cabo da estrutura local, o que é uma grande pena, porque o PC - o mais antigo partido português -, é sempre indispensável à democracia.


Imagine-se: a responsabilidade da estrutura partidária de Felgueiras está confiada ao coordenador do partido Manuel Rodrigues, designado pela DORP (Distrital do Porto) e residente em Rio Tinto, porque os militantes locais andam sempre às turras! Mas têm um bem: quando toca a sirene para a campanha eleitoral lá vão aparecendo alguns (pouquinhos), para darem o corpo ao manifesto. E, como se sabe, um só comunista é capaz de trabalhar mais do que 10 de outro partido qualquer.


O facto de ser um funcionário a comandar a estrutura local do PCP lembrou-nos a personagem principal do “Até Amanhã, Camaradas!”, de Manuel Tiago (Álvaro Cunhal). Chama-se Vaz; era o funcionário do partido responsável pela ligação dos camaradas pelo país fora. Mas isso era nos anos 30 do outro século, numa altura em que o partido estava a nascer; agora está em declínio.


É uma grande diferença!

PSD: Prémio Marcello Caetano (participação) e Prémio Paulo de Carvalho (consolação)

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Prémio Marcello Caetano - ainda tenho a coisa segura!

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Prémio Paulo de Carvalho - e depois do adeus



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Ao último classificado atribuímos dois galardões – um de participação; outro, de consolação. O primeiro denomina-se “PRÉMIO MARCELLO CAETANO – AINDA TENHO A COISA NA MÃO” e o “PRÉMIO PAULO DE CARVALHO – E DEPOIS DO ADEUS!”


A liderança do PSD/Felgueiras, por Francisco Cunha, não é mais do que a pior de todas as lideranças no historial da Comissão Política Concelhia local.


Francisco Cunha derrotou, há dois anos, na eleição para a Concelhia, a lista patrocinada por Manuel Faria, cuja linha política tinha feito escola durante os 10 anos que antecederam o acto eleitoral. Porém, Cunha acabou por cair no mesmo erro – aliás, bem pior! Os militantes social-democratas, ao elegê-lo, pensavam que iria acontecer uma mudança na estratégia política do PSD local, mas enganaram-se profundamente. Se estavam descontentes, agora têm razões para andarem desgostosos.


De facto, se antes a Concelhia se mostrava passiva e reunia apenas com as cúpulas, a presente Comissão Política nem isso consegue… Simplesmente não existe! Cunha delega todas as acções no seu vice-presidente, Eduardo Teixeira; o líder é capaz de, sucessivas vezes, desligar o telemóvel à comunicação social e quando, raramente, atende reencaminha os assuntos para Eduardo.


Francisco Cunha, logo no início do mandato, levou com um balde de água fria (bem gelada!), ao ser preterido pelos deputados municipais da sua própria bancada para líder da Assembleia Municipal. Aliás, tendo sido secreta a votação, teoricamente se depreende, Cunha obteve mais solidariedade dos deputados do PS do que do próprio PSD.


Depois, veio o caso da votação do IMI (antiga Contribuição Autárquica). Houve quem levantasse dúvidas legais quanto ao facto de a votação ter sido repetida numa mesma sessão da AM. Pois bem, o PSD anunciou na comunicação social uma providência cautelar, mas acabou por deixar cair o assunto. É bem que um partido como o PSD quando anuncia uma intenção a concretize, porque, ao faltar à palavra, não está a enganar apenas o seu eleitorado.


O líder do PSD local nunca intervém, na AM e noutros locais, nem dá entrevistas. Os deputados municipais do seu partido estão-se nas tintas para com as orientações partidárias; já parece o PS antes de Eduardo Bragança ter chegado à Concelhia socialista. O partido, com esta atitude, tem acumulado na AM derrotas sucessivas, não obstante ser o partido com maior número de membros no hemiciclo. Cunha não fala, não age… e mantém-se presidente da Concelhia!


Por outro, Francisco Cunha não tem feito chegar a sua autoridade junto dos vereadores Caldas Afonso e Luís Lima, que, toda a gente diz, na prática, são o 5.º e 6.º vereadores de Fátima Felgueiras. Caldas e Lima, com a sua postura, influenciam grandemente a atitude dos presidentes de junta do PSD para a “causa SP”. Só a muito custo, e por forte pressão superior do partido, é que os vereadores poderão votar conforme as orientações partidárias, como fizeram em relação à proposta para ampliação dos Paços do Concelho – pela primeira vez num ano! –, mas jamais o farão nos assuntos cruciais, como, por exemplo, em relação ao próximo Orçamento.
O presidente do PSD/Felgueiras não convence os seus presidentes de junta e os seus vereadores, simplesmente porque mal fala com eles, muito menos sobre a vida autárquica e as grandes estratégias para o futuro do concelho. Também, não se compreende a grande passividade do PSD em relação a presidentes de junta como, por exemplo, o de Idães e o de Unhão, que de PSD não têm nada – apenas aproveitaram as siglas partidárias.


As eleições para a nova Concelhia do PSD/Felgueiras estão à porta; Francisco Cunha nem sequer está a tratar do assunto. Face à sua grande passividade, devia ter apresentado a sua demissão de líder da Comissão Política, pelo menos, há meio ano… para bem do PSD.


O grande erro do PSD local, em todo o seu historial, consiste em iludir-se sempre com o facto de ser a segunda formação política mais votada e, como tal, ser o líder da Oposição. E, nas vésperas das eleições autárquicas, tem o costume (fatal) de ir buscar para as suas listas “mais-valias” ao poder. Na pré-campanha para as últimas autárquicas o PSD caiu noutra ilusão: que iria beneficiar com uma eventual divisão do eleitorado socialista, face à candidatura de Fátima Felgueiras através de um movimento independente. E o que aconteceu? O PS, de facto, dividiu-se, face à zanga “na família socialista, só que Fátima Felgueiras acabou por receber do eleitorado do PSD os votos que faltavam para sua maioria política.

O PSD, quando quiser ser poder em Felgueiras,

terá que fazer como os brasileiros,

que ao outro dia do Carnaval já estão a preparar

a festa do Carnaval do ano seguinte.

É o que Fátima Felgueiras está a fazer e,

com isso, poderá chegar a mais um

ou dois mandatos.


Com todo o rigor da nossa independência política e partidária, dizemos: o PSD que não se iluda por ter o dobro (10 mil) dos votos do PS (5 mil) para a Câmara! Uma coisa é certa: se o PSD continuar assim e se não melhorar muito o seu papel enquanto líder da Oposição no concelho, mesmo face à eventual derrocada do SP (por qualquer motivo), não chegará tão cedo ao poder. Em 30 anos de poder autárquico nunca governou em Felgueiras e chegará em “jejum” aos 40. É que o PS já foi poder, precisamente durante essas três décadas, e não obstante estar de candeias às avessas com o SP, há amizades e cumplicidades que jamais se perderão, sem queremos dizer, com isto, que alguma vez a direcção do PS se aproxime de Fátima Felgueiras e do seu movimento. Só que a vida (e a política faz parte da vida) e o mundo dão muitas voltas em três anos.


Concluindo, quando o PSD, há um ano, não venceu as eleições para a Câmara deveria ter começado logo a trabalhar rigorosamente para as próximas eleições, e não a meio ano antes do acto eleitoral. O PSD, quando quiser ser poder em Felgueiras, terá que fazer como os brasileiros, que ao outro dia do Carnaval já estão a preparar a festa do Carnaval do ano seguinte. É o que Fátima Felgueiras está a fazer e, com isso, poderá chegar a mais um ou a mais dois mandatos.

quarta-feira, novembro 22, 2006

Rastreio auditivo gratuito na Junta de Margaride


Vai realizar-se, no próximo dia 4 de Dezembro, na sede da Junta de Freguesia de Margaride, numa acção organizada por esta autarquia e com a colaboração da Acústica Médica, um rastreio auditivo gratuito a todos quantos desejem saber o estado de saúde do seu aparelho auditivo, principalmente aos cidadãos com mais de 50 anos de idade, como forma de prevenção de doenças nesta especialidade.

Mas mas...

Humor
por Marco Geodésico




Marques Mendes – Alô!... Toni?... Tou, boa noite!... Toni, és tu?... Daqui fala o Marques Mendes!...


Caldas Afonso – Sim, sim… Sou eu! Como vais, meu caro líder?


Marques Mendes – Obrigado, vou mais ou menos. Já sabes a maior? ... Hoje mesmo, eu disse, na Assembleia da República, na discussão sobre o Orçamento, umas boas ao Sócrates, que até o deixei gago de todo! Disse-lhe que ele não teve coragem de ir aí, a Felgueiras, na campanha eleitoral para as autárquicas, enquanto eu, como sabes, por duas vezes dei o corpo ao manifesto pela tua candidatura.


Caldas Afonso – Fizeste tu muito bem! És um homem de coragem! Eu vi... Eu tava a jantar co' a família e vi no Telejornal a forma digna e honrada com que defendeste no Parlamento os companheiros cá da terra…


Marques Mendes – Pois é, Toni!… Mas, desculpa lá que te diga, tu não és exemplo de coragem política p'ra ninguém. Se eu sabia, tava mas é caladinho quando disse aquilo ao Sócrates, sabes? Disseram-me, agora mesmo, que andaste um ano – tu e esse engenhocas, que te leva para os maus caminhos do poder –, andaste um ano a bajular o poder municipal. Só agora é que começaste a votar contra nas reuniões da Câmara, porque alguém te puxou as orelhas. E sabes bem quem tas puxou!


Caldas Afonso – Mas, mas…


Marques Mendes – Amigo Toni, comigo não há mas nem meio mas!... Aviso-te já: se tu reincidires com a filosofia barata de que estás no patamar do poder político em Felgueiras, eu, na próxima sessão da Assembleia da República, peço desculpa a José Sócrates por lhe ter atirado com o "caso Felgueiras" à cara e digo-lhe muito sinceramente que ele foi muito mais esperto do que eu ao não ter posto os pés aí, nesse bunker… Podes crer!


Caldas Afonso - Mas, mas...


Marques Mendes - Mas mas, o quê, Toni?!...


Caldas Afonso - Mas... neste momento, no PSD/Felgueiras não há quem mande! O Xico não quer saber de nada; nem sequer existe politicamente! Ele entregou aquilo ao Edu Teixeira.


Marques Mendes - Mas, até ver, faz o que te mando! E quando tiveres alguma dúvida, fala com quem te puxou as orelhas, que é uma pessoa da minha inteira confiança. Tá bem, Toni?



terça-feira, novembro 21, 2006

“Concerto de Santa Cecília” na Casa do Povo da Longra


O Conservatório de Música de Felgueiras vai dar um concerto, no sábado, dia 25, pelas 21 horas, na Casa do Povo da Longra, denominado “Concerto de Santa Cecília”, que, segundo o calendário religioso, é a santa protectora da música sacra.

O referido concerto, organizado conjuntamente pelo Conservatório de Música e pela Casa do Povo, consistirá na actuação de um Quarteto de Clarinetes por parte de professores do referido estabelecimento de ensino musical. As entradas são livres.

Refira-se que esta iniciativa é a primeira de muitos eventos culturais que a nova direcção da Casa do Povo da Longra irá levar a efeito nos próximos anos, apostando, assim, na revitalização daquele espaço cultural, com 67 anos de existência.

FMI (1982), de José Mário Branco

José Mário Branco
completa em 2007
40 anos de carreira

José Mário Branco (clique aqui, para aceder ao seu site) completa 40 anos de carreira em 2007. Entre toda a sua obra, damos aqui a conhecer o tema "FMI - Fundo Monetário Internacional" (clique aqui, para ouvir). É um longo trabalho poético, cénico e musical de grande qualidade, que retrata a amargura e a revolta política do autor, desanimado com os rumos que a Revolução de Abril tomou, ao ponto de pedir à mãe para "desnascer", que seria o facto de não ter nascido e não ver a quimera insuportável. Afinal cada português tem o pleno direito de expressar qual o tipo de democracia que sonhou no dia 25 de Abril de 1974.

O caro leitor não se escandalize. Em certas partes do texto vai encontrar alguns "bons palavrões" - que são açoites no sistema -, mas isso faz parte do grito de revolta e angústia espelhadas pelo autor, que, já na parte final, retoma serena e meigamente o projecto da Utopia para o futuro.

FMI foi gravado no acto da sua estreia em palco, no Teatro Rivoli, no Porto, em 1982. Tem a duração de 25 minutos. Não o perca! É magnífico! No fim das palmas, ainda poderá ouvir a canção "Ser Solidário".

José Mário Branco, hoje com 61 anos de idade, esteve exilado em França antes do 25 de Abril de 1974, e continua a não renegar a Utopia. O seu filho Pedro Branco e uma das suas sobrinhas, Clara Branco, formaram um duo, que tem dado vários espectáculos pelo país, dentro do pensamento musical dos cantores de Abril.

segunda-feira, novembro 20, 2006

Distribuição de prémios

Humor
Fontes das fotos: citaremos depois



No final de um ano de mandato do poder autárquico, o Diário de Felgueiras decidiu atribuir um prémio a cada líder das formações que concorreram em Felgueiras, desde o movimento “Sempre Presente” ao Bloco de Esquerda, passando pelo PSD, CDU e CDS.

Amanhã será revelada a classificação e o prémio a cada um.

Não perca!

Ao fim de um ano de mandato (cartoon)


CAF cedeu ontem os primeiros pontos

O Clube Académico de Felgueiras (CAF) cedeu ontem, em Barrosas - mais uma vez, em casa emprestada -, os dois primeiros pontos do campeonato, ao empatar com o Rio Tinto, por 2-2, naquele que foi o embate da jornada, que colocou frente a frente os dois primeiros classificados.

O CAF chegou a estar a perder por 2-0, indo a tempo de dar meia volta ao resultado.