terça-feira, outubro 31, 2006

Correio dos leitores - Terrenos da Confraria (sempre em actualização)

Eduardo Teixeira,

Meu bom companheiro de escola:



Como sabes, há muitos anos encontro-me afastado de Felgueiras, a viver em Lisboa, e ainda bem! Acompanho regularmente o que se passa no meu concelho natal, através dos jornais, principalmente quando há maroscas, e do blogue Diário de Felgueiras, que é uma maravilha – um oásis num deserto de ideias. Desde que tomei conhecimento do blogue, há cerca de meio ano, passei a visitá-lo diariamente, à noite, em família.


Foi com uma indisfarçável risada que reagi ao teu artigo sobre os terrenos da Confraria de Santa Quitéria, não porque desdenhe da tua bem estrutura exposição. Denuncias, e muito bem, a tentativa de usurpação dos ditos terrenos e o facto de os dirigentes da associação e os padres estarem tolhidos, sem saberem que hão-de fazer para não desagradarem ao poder absoluto. "Quem não pode, arreia!...” – diz o povo, e com razão. Felgueiras é a mancha negra do país, realidade que vai continuar a manifestar-se pelos anos fora, que ainda irá apanhar os meus e os teus netos e bisnetos.

Por mim, quanto aos terrenos, nem me aquece nem me arrefece; sou católico apenas por baptismo e tradição... Mas, como já disse o José Carlos Pereira em apontamento anterior, estão a desbaratar os sentimentos e a boa-fé dos humildes crentes que têm por hábito afluírem ao alegado lugar sagrado, que é a sala de visitas do concelho. E isso é mau. É muito mau que se as pessoas se calem…
Grave é, pois, não haver mais ninguém como tu, meu bom Eduardo, que estás sempre na primeira linha da denúncia dos males dessa terra, que já não tem emenda. Tanta cobardia!... Tanta mentira!...Tanta miséria cultural!... Tanta fraqueza de espírito!... Tanta vaidade!... Até parecem pavões, a arrotar ao azedo do analfabetismo!...



Caro, Eduardo, não queiras mais dar pérolas a porcos. Manda-os para o outro lado. ! Deixa que esse regime caia de podre! Pensa antes nos teus negócios e na tua família! O Povo de Felgueiras, na sua generalidade não tem culpa, mas a teia que fareja interesses pessoais em volta do poder é tremenda, é tenebrosa, porque eles são a base social do poder absoluto, com o qual vivem felizes a bajulá-lo, subservientes à espera que o poder lhes dê qualquer coisinha. Às vezes, até nem recebem nada, mas durante o tempo em que ficam à espera, o poder vai reinando. Aliás, é esse o trunfo do poder: promete mas só dá quando não tem outra alternativa.



Caro amigo, cá me despeço. Até um dia destes!



Um abraço!



António Tavares - Lisboa

Parabéns, Eduardo Teixeira! As verdades são para se dizerem em voz alta.

Acho que foi de muito mau gosto democrático a senhora presidente da Câmara, não lhe ter respondido, na Assembleia, à questão por si levantada. Eu estava lá e até pude ver no rosto da Dr.ª Fátima um sorriso irónico. E são estas as pessoas que nos governam!...

Quanto à direcção da Confraria, acho que, apesar de haver boas excepções, há lá dentro gente muito comprometida com a presidente da Câmara, não tanto politicamente, mas por outros interesses.

Quanto à Igreja, não precisamos dizer nada…


Manuel João – Felgueiras



Será que quando a presidente da Câmara avançaou com a apropriação indevida do terreno, o assunto já teria sido alvo de um acordo secreto entre Fátima Felgueiras e o núcleo duro da direcção da Confraria, representada por João Sampaio?

Mesmo nas coisas da Igreja, o Diabo às vezes é tendeiro!

Irmão da Confraria pertencente à direcção



Pois é!... Não tenhamos dúvidas. Podeis falar e tornar a falar, aposto que ninguém vai levar o assunto à Assembleia Geral. Se houver alguém mais atrevidote que o faça, o juiz da Confraria telefona logo à Dr.ª Fátima. E, quando esta se apresentar ao local, toda a Santa Irmandade se calará.


David Simões - Felgueiras
É assim mesmo, Eduardo Teixeira! És o único da Oposição que não tens papas na língua! Houvesse mais dois ou três em Felgueiras como tu, o poder piava fino; não andava preocupado em provocar mais polémicas do que as que já existem.
Como militante do PSD, gostava tanto que os vereadores Caldas e Luís Lima fossem metade do que és.
Vai em frente!
João Castro - militante do PSD/Felgueiras

Terrenos da Confraria de Santa Quitéria

Opinião
por Eduardo Teixeira
(deputado da Assembleia Municipal)





A Confraria, o padre Zé e Fátima Felgueiras

Sou cristão e católico praticante; fiz parte dos estudos secundários no Seminário Vicentino de S. José, em Lagares. Durante toda a minha juventude, estive muito ligado à acção pastoral da minha paróquia natal, que é Lagares. Como tal, modéstia à parte, acho que tenho uma cultura religiosa e bíblica mais que suficiente para incutir e praticar os princípios doutrinários da Igreja Católica.



Contudo, como católico, sinto-me um pouco perplexo com a atitude de certos católicos, inclusive clérigos locais e ao nível da diocese, que, a meu ver, infelizmente têm uma postura de subserviência – não propriamente de cumplicidade – com o poder político, mormente no que diz respeito aos presidentes de câmara. Esta não é uma crítica destrutiva mas construtiva, nem a faço para retirar quaisquer dividendos políticos. Aliás, faço esta crítica devido à ligação afectiva que tenho com a religião católica, para poder melhorar ou corrigir certos comportamentos. Essa subserviência, a meu ver, na generalidade dos casos, advém da psicose que certos padres demonstram ao possuírem o medo de sofrerem represálias ou descriminações de determinado caciquismo autárquico. Porém, noutros casos, há clérigos que, de uma forma ostensiva para a acção pastoral, andam sempre atrás do poder, a fim de conseguirem os mais variados privilégios.



Nos últimos anos, em Felgueiras, esta promiscuidade entre religião e política tornou-se deveras chocante. Felizmente que em Felgueiras temos um bom exemplo de um sacerdote já falecido – um padre na sua acepção da palavra -, que foi o padre Zé de Lagares e Torrados. Foi um padre revolucionário, no bom sentido do termo, no ensino da doutrina católica e ainda com grande desempenho social. Basta lembrar o trabalho que deixou junto dos mais carenciados das paróquias que serviu, Lagares e Torrados. São muitas as famílias que, ainda hoje, têm casa própria devido à acção social e caritativa do saudoso padre Zé, que, para abraçar tais projectos sociais, nunca precisou de bajular o poder camarário.


Recordando ainda o senhor padre Zé, qual não foi o papel preponderante deste pastor da Igreja à frente da Confraria de Santa Quitéria?!... Um homem íntegro! Honesto! E, coisa rara hoje na Igreja e na sociedade felgueirenses, era um homem de grande frontalidade, sempre mais próximo dos pobres do que dos poderosos locais. Orgulho-me de ter sido ele o padre que me baptizou, o pároco sob o qual fiz a primeira Comunhão e a Profissão de Fé; que foi também meu professor e a quem muitas vezes ajudei na celebração das missas. Lamento que, hoje, não apareçam sacerdotes da envergadura do padre José Peixoto Dias. A propósito, para quando uma justa homenagem a este grande cidadão felgueirense por parte do poder municipal?



A contrariar o testemunho moral e pastoral deixado pelo senhor padre Zé, hoje deparamo-nos com uma parte (felizmente, não toda) da Igreja do concelho e até a própria diocese envolvidas em certos comportamentos de subserviência e promiscuidade entre religião e política, que, refiram-se de passagem, são deveras chocantes e comprometedoras para a acção pastoral.



O passeio anual de idosos a Fátima organizada pela Câmara Municipal de Felgueiras é uma autêntica negação dos princípios religiosos, com a exploração de sentimentos marianos para fins políticos.



Em 2001, o “comício” feito pelo pároco de Airães, padre Azemiro Oliveira, no altar da Capelinha das Aparições, ao lado do então bispo de Leiria-Fátima, Serafim Ferreira, e da presidente da Câmara Municipal, Fátima Felgueiras – que, por sinal, até se vestiu toda de branco para o efeito -, aludindo à inocência da autarca, foi a maior aberração do Cristianismo de que tenho memória, só comparável ao que sucedeu na excursão deste ano, em que Fátima Felgueiras distribuiu e mandou distribuir, por cerca de 5 mil peregrinos, um luxuoso panfleto, pago pelo dinheiro dos munícipes, que continha a foto da autarca ao lado da Senhora de Fátima e dos três Pastorinhos. Heresia mais pura é muito difícil encontrar!



Para além de toda esta promiscuidade, tem-se verificado reiteradamente actos religiosos altamente politizados pela autarca, como, por exemplo, a exigência que a mesma faz aos padres para ir ler as leituras nas missas mais cerimoniosas, como na do S. Pedro e nas das outras festividades do concelho. E outras situações de politização de actos religiosos se têm verificado.

"Se o padre Zé, no seu sagrado túmulo,

tiver conhecimento desta tentativa de usurpação,

podem crer que até os seus ossos

darão voltas e mais voltas na sepultura".



Perante tudo isto, a hierarquia da Igreja tem estado muito calada. Quando confrontada pela Comunicação Social sobre esta exploração dos sentimentos religiosos, não se manifesta, quer a nível das comunidades paroquiais locais, quer a nível diocesano. Este silêncio, sendo sempre comprometedor, acaba por condicionar a acção pastoral; retira à hierarquia índices de coerência e de autoridade. Tem de haver, necessariamente, uma mudança de atitude por parte da hierarquia religiosa. Não lhe peço que tome partido contra o poder instalado – a sua função terá de ser sempre de respeito e de distância em relação à política.



O caso que vem extremar toda esta situação é o facto de a Câmara Municipal (melhor dizendo, a senhora presidente, Fátima Felgueiras) estar a querer assoberbasse de uma importante parcela de terreno (cerca de 5 hectares) do monte de Santa Quitéria, que faz parte, num total de 17 hectares, da Confraria. Se o padre Zé, no seu sagrado túmulo, tiver conhecimento desta tentativa de usurpação, podem crer que até os seus ossos darão voltas e mais voltas na sepultura.


Ao que consegui apurar, a Confraria tem em sua posse documentos comprovativos de que esses 5 hectares fazem parte do seu património, através de um registo de propriedade da Conservatória do Registo Predial, bem como, entre outros, um acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, com data de 1936.



Que provas tem a Câmara?... Nenhumas, por aquilo que já apurei.



Levei o assunto à Assembleia Municipal; questionei a senhora presidente da Câmara, para esclarecer este assunto, mas, neste e noutros casos incómodos, não respondeu, recorrendo ao habitual silêncio comprometedor. Aliás, neste caso, a senhora presidente está a tomar uma atitude do seu nível – eu quero, posso e mando!" –, com a qual não podemos estar de acordo, porque é inaceitável em democracia. O senhor vereador Horário Reis, que já foi juiz da Confraria, terá algo a ver com este processo? Tendo em atenção que o senhor vereador conhece bem os cantos à casa – onde, em Maio do ano passo, promoveu a reunião fundadora do movimento “Sempre Presente” –, não devia agora tomar uma posição de solidariedade e de defesa dos exclusivos interesses da Confraria?



Não sou Irmão da referida instituição, mas, pelo menos como católico praticante, tenho legitimidade suficiente para vir perguntar publicamente aos responsáveis da Confraria sobre o que se está a passar. Sei que jornalistas já confrontaram a direcção da instituição, mas a mesma remete-se ao silêncio. Será que não têm coragem suficiente para enfrentarem a presidente da Câmara, no direito inalienável de defenderem o património religioso?


Será que os dirigentes da Confraria, por tabu imposto por Fátima Felgueiras, não têm coragem para tomarem uma posição pública e levarem o assunto a Tribunal? Não podemos ter medo do próprio medo. HAJA CORAGEM!



Tenho conhecimento que, no próximo domingo, dia 5, vai realizar-se uma Assembleia-Geral de todos os confrades. O cúmulo será se ninguém levantar a questão na reunião.


Como católico, apelo à comparência de todos e que debatam o assunto com dignidade mas também com determinação. Sem medos de coacção.



Que a memória do senhor padre José Peixoto Dias, GRANDE OBREIRO DA CONFRARIA e referência de coragem, honestidade e frontalidade, esteja presente, no domingo, na mente de todos os confrades presentes na Assembleia-Geral.


Leonard Cohen

"Dance Me to the End of Love", Leonard Cohen







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segunda-feira, outubro 30, 2006

"PIDDAC para Felgueiras em 2007 é apenas um conjunto de intenções", dizem o PS e o PSD

A verba do PIDDAC para Felgueiras em 2007 é, no seu total, de 1.521.902 euros – mais de 300 mil contos –, repartida com vista às seguintes obras infraestruturais:


- Centro de Emprego de Felgueiras: 336.827 euros;


- Tribunal Judicial de Felgueiras: 350.000 euros;


- Escola EB 2,3 Felgueiras: 200.000 euros;


- Extensão de Saúde de Barrosas: 99.163 euros;


- Extensão de Saúde de Jugueiros: 262.072 euros;


- Extensão de Saúde de Simães: 273.840 euros.




Não obstante o montante global ascender a 1.591.902 euros, tal número não entusiasma os partido da Oposição – PS e PSD –, que alegam tratar-se de um “número ilusório”, porque as verbas inscritas para 2007 já constavam nos PIDDAC’s dos anos anteriores, dizem os dirigentes partidários.

Partido Socialista (PS) pergunta: "onde está, no PIDDAC, a variante a Felgueiras e a Escola de Pombeiro?"



Ouvido pelo DF, Eduardo Bragança, líder da Concelhia do PS/Felgueiras, comentou: “Tudo o que está no PIDDAC para 2007 é o mesmo que estava no PIDDAC do ano passado e no de há dois anos, com excepção da ampliação e requalificação da EB 2,3 Felgueiras, que nada têm a ver com a Câmara Municipal, tal como a construção do novo Tribunal; são obras dos respectivos ministérios”.


Bragança prossegue: “Isto só demonstra a inércia ou falta de influência para conseguir inscrever novas obras ou empreendimentos em PIDDAC. As obras das extensões de saúde de Barrosas, Jugueiros e Marco de Simães, infelizmente, ainda constam do PIDDAC porque não concretizadas no passado ano, dado que a Câmara não criou condições para que as mesmas fossem uma realidade.”


O líder socialista finaliza, perguntando: “Gostaria perguntar por que não consta a 2.ª e a 3.ª fases da variante a Felgueiras bem como a EB 2/3 de Pombeiro”.



Partido Social Democrata (PSD) fala em "financiamento virtual"



Eduardo Teixeira, vice-presidente do PSD/Felgueiras, também ouvido pelo DF, fez o seguinte comentário: “Trata-se apenas de um conjunto de intenções de obras públicas – um PIDDAC “dejá-vue” –, a que, depois, não é dada consequência prática. Ao mesmo tempo, as verbas inscritas mais não são do que montantes que vêm sendo acumulados em anos anteriores, não representando, portanto, qualquer novidade, ao contrário do que se possa fazer crer” .


Eduardo Teixeira prossegue: “Importante seria ver estas obras realizadas durante o ano 2007, mas, infelizmente, o financiamento das mesmas é sempre virtual. O concelho está farto de boas intenções”.

Teixeira conclui: “Que interessa constar esse montante total, se, posteriormente, o concelho não vai poder usufruir deles, já, actualmente, a Câmara Municipal não consegue fazer chegar a sua voz ao poder central, em virtude do descrédito político acusado pela maioria com assento no Executivo?”

Correio de Suror Helena

Meu caro e distinto Editor,
JCP:

Ando muito triste e preocupada - isto cá, em Felgueiras, está um ambiente de "cortar à faca". Tenho conhecimento de que o nosso amigo Mário Neto está a atravessar um momento muito difícil, não só por probemas pessoais. Anda muito agastado e desmotivado face às dificuldades que, há cerca de um ano, lhe estão a ser ostensivamente impostas no exercício do seu mandato como presidente associativo, ao ponto de ter dois anos ainda pela frente e estar a pensar largá-lo já em Janeiro.

Já que tu és, meu bom Editor, a pessoa que muitos nesta terra gostariam de ser mas não têm coragem de fazer, venho pedir-te um favor muito grande: qual o conselho que me dás para animar o Neto a tomar coragem, com energia bastante para ultrapassar esta fase?

Ciente de uma resposta satisfatória, despeço-me com um beijo.

Suror Helena

Amiga Helena:

Quanto aos problemas pessoais, lamento profundamente e espero que sejam resolvidos o quanto antes. De resto, sei muito bem do que falas. Foi com tristeza que tomei conhecimento do facto. Acho que o desespero é sempre a fase de decadência dos sistemas.

Fazes bem pedir-me uma opinião, não porque seja mais inteligente que os outros, mas porque resistir - hoje, amanhã e depois -, sendo uma atitude de dignidade, não deixa de ser uma tarefa árdua durante a qual temos que criar laços de solidariedade, para chegarmos a bom porto e de cabeça erguida. Da minha parte, podeis contar comigo, para o que der e vier, sem vinganças, ódios e outras posições extremadas.

Só resta ao amigo Neto uma atitude: abrir os braços, encher o peito de ar e levantar a cabeça, do mesmo modo - digno - que sempre o fez. Que não desanime, porque melhores dias virão! O que está a acontecer é sinal evidente de que há muitas coisas boas que, potencialmente, podeis desenlvover no campo associativo. Se não houvesse todo esse potencial de energia para tarefas colectivas, ninguém se daria ao trabalho de incomodar...

E tu, amigo Neto, cá me tens!... Não te estou a incendiar os ânimos, estou a dar-te o meu incentivo, a minha amizade, a minha solidariedade e o meu abraço. Cá te dedico uma canção original de Sérgio Godinho numa interpretação do grupo "Erva de Cheiro". Intitula-se "Que força é essa, amigo?!" Se a quiseres ouvir, clica no link, em que surge um verso marcado a azul e em letra maiúscula.

"QUE FORÇA É ESSA, AMIGO,/ QUE TE PÕE DE BEM COM OS OUTROS / E DE MAL CONTIGO"

domingo, outubro 29, 2006

CAF - 4 // Zebreirense - 0


O CAF - Clube Académico de Felgueiras, conquistou, ontem, novamente em "casa emprestada" (Barrosas), a sétima vitória consecutiva no campeonato da II Divisão da AF Porto, à sétima jornada, o que é o mesmo que dizer que o CAF não sabe perder nem empatar. Até á data, a equipa do Felggueiras apenas sofreu um único golo.

Desta vez, o CAF defrontou o Zebreirense (Gondomar). Ao intervalo o marcador encontrava-se a zero, mas, no reatamento, a equipa da casa conseguiu chegar à "chapa 4", com mérito.

Viva o rei do jazz!

"Humana Natureza", por Miles Davis

sábado, outubro 28, 2006

Ministro do Trabalho doou equipamento à associação de Margaride


O Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva, mandou doar cinco computadores e impressoras à Associação Social de Margaride (ADSM), em resposta imediata ao pedido formulado pessoalmente pelo presidente da colectivadade, Deodato Martins.

Esta é uma lição para os que dizem que o concelho de Felgueiras não consegue fazer valer a sua voz junto do Governo. Deodato Martins nem sequer precisou de interlocutores ou de papeladas burocráticas para chegar ao ministro.

PS/Felgueiras já escolheu delegados ao congresso

O PS/Felgueiras acaba de escolher, através de eleições, o elenco de militantes que irá fazer representar a Concelhia no congresso do partido, marcado para os dias 10, 11 e 12 de Novembro.



O acto eleitoral apresentou-se uma única lista, com cinco elementos efectivos, para além de Eduardo Bragança, presidente da Comissão Política Concelhia, que tem assento por inerência das suas funções.

São os seguintes elementos efectivos, com a seguinte ordem na lista candidata:

- Júlio Pereira
- Francisco Almeida
- Fernanda Macedo
- Filipe Carvalho (presidente da JS/Felgueiras)
- Eugénio Costa (autarca de Sernande)

sexta-feira, outubro 27, 2006

Câmara admite alugar casa para despejados

Alugar uma casa pode ser a solução encontrada pela Câmara de Felgueiras para realojar uma família numerosa que se queixa de estar a dormir ao relento depois de ter sido removido, na passada terça-feira, o contentor onde vivia. A hipótese terá sido ontem colocada ao advogado da família, Pedro Carvalho, durante uma reunião com a presidente da Câmara, Fátima Felgueiras.

A autarca terá mesmo, segundo o advogado, assumido o compromisso de levar uma propostana próxima reunião do Executivo para que, " durante um determinado período de tempo, sejam subsidiadas rendas de casas onde esta família venha a instalar-se, dado que não tem nenhuma disponível".

Esta possibilidade, porém, não foi confirmada ao JN pela Câmara, que, anteontem, informou que iiria emitir um comunicado,o que, até ao fecho desta edição, não tinha acontecido.

Os 14 membros da família, de etnia cigana, estão, por enquanto, distribuídos por casas de familiares e só ontem desmobilizaram do largo fronteiro aos Paços do Concelho. Na terça-feira, dia em que foi dada a ordem de despejo do contentor, devido ao arranque da zona empresarial, a família deslocou-se para junto da Câmara de Felgueiras, obrigando, com os protestos, a presidente a sair pela porta das traseiras, sob escolta da GNR.

"Estamos a dormir ao relento. Ficamos sem nada", disse, ao JN, o chefe do clã, Alfredo Monteiro, acrescentando que, "a Câmara chegou a prometer uma casa" se a família arranjasse terreno ou, em troca, "oferecia 60 mil euros", o que "foi recusado". Entre as cinco famílias ciganas que existem no concelho, esta é a única que tem encontrado vários problemas de realojamento, alegadamente devido "a problemas de convivência".