terça-feira, outubro 17, 2006

Feira Popular e Tradicional da Vila da Longra

Foi um grande evento social e cultural a Feira Popular e Tradicional da Vila da Longra, organizada no passado domingo, em mais uma edição (trimestral), que desta vez conheceu ainda mais um número maior de visitantes e de feirantes.
A feira, realizada nas antigas instalações da Metalúrgica da Longra, recebeu vários milhares de pessoas, num ambiente não apenas mercantil: verificou-se a participação de grupos de música popular e etnográfica, figurantes asseados com vestes antigas e toda uma ambivalência secular, a recordar as feiras de antanho.


Feira Popular e Tradicional da Vila da Longra (I)



Feira Popular e Tradicional da Vila da Longra (II)



Feira Popular e Tradicional da Vila da Longra (III)



Correios dos leitores - Ainda sobre o texto de Carlos Zeferino

Nem sempre o que se parece é. Quem vê caras não vê corações.Foi assim com Carlos Zeferino. Para mim não foi novidade, mas ainda bem que ele deixou cair a capa de cordeiro e revelou a faceta de lobo mau.

A resposta dada a Inácio Lemos é o exemplo de arrogância, falta de educação e de uma autêntica peixeirada, outra coisa não era de esperar vinda de quem veio. O ataque que fez é revelador de alguém que está a ser usado, que tudo faz para agradar a Fátima Felgueiras, só assim se justifica a demora da sua resposta.
Inácio Lemos, cometeu asneiras, mas aos poucos vamos-nos apercebendo de que, afinal, até tinha razão. As reclamações feitas, as denúncias que fez estão a ser justificadas pelos comportamentos evidenciados, quer pelos vereadores do PS, quer pelos Presidentes de Junta, principalmente por Carlos Zeferino. Acusar Inácio Lemos de pretender tacho é de alguém que não tem espelhos. Vejamos: há 25 anos à frente da freguesia de Lagares, diz sempre que não se candidata; quando chega a hora da verdade lá vai ele, novamente, a votos. Todos sabemos dos negócios que as Juntas de Freguesia movimentam; obviamente, Carlos Zeferino não quer perder esse filão. Se isto não é tachoo…então demita-se!
Outra coisa é revelador do seu carácter: durante a campanha eleitoral pediu votos para si e pediu votos para Fátima Felgueiras, na freguesia de Lagares. É este o homem que hoje julga ter o direito de criticar quem não merece. Afinal não era candidato pelo PS? E o candidato do PS não foi José Campos? Carlos Zeferino não é quilo que aparenta ser…
José Vaz - Felgueiras

Se procura emprego...

(Clique por cima da imagem,
para a visualizar melhor)

CAF - 1 // CROCA - 0

O CAF - Clube Académico de Felgueiras, soma e segue, no campeonato da Série 2 da 2.ª Divisão da AF Porto: neste domingo, na recepção à equipra do Croca (Penafiel), em Barrosas, conseguiu a sua quinta vitória no campeonato, ao vencer, por 1-0, os visitantes. O CAF já soma 15 pontos, sendo o comandante da tabela.
O CAF, até à quinta jornada, ainda não empatou nem sofreu nenhuma derrota; ainda não sofreu nenhum golo, tendo marcado 12.
O CAF continua a jogar em casa emprestada, devido ao atraso nos trabalhos de reparação dos estragos no Estádio Dr. Machado de Matos com a prova de motociclismo.
No próximo domingo, o clube felgueirense desloca-se ao vizinho Aparecida (Lousada).






segunda-feira, outubro 16, 2006

Correio dos leitores

Decidi comentar o texto de Carlos Zeferino, publicado nesse blogue, porque entendo que o mesmo é um hino à falta de educação e está cheio de mentiras, e que visam unicamente descartar as responsabilidades do autor das mesmas.

Começo por informar que fiz parte da Comissão Política Concelhia no tempo de Inácio Lemos e, para além disso, pertenci à Direcção de Campanha de José Campos. Fui dos poucos que me mantive firme de início ao fim.

Quero referir que nem sempre estive de acordo com as tomadas de posição de Inácio Lemos, critiquei e critico determinadas atitudes, mas entendo que não deve ser ele o único responsabilizado pelo o que aconteceu, outros há que terão mais culpa, mas já lá vou.

É falso e mentira que Inácio Lemos tenha tomado medidas sem o conhecimento da Comissão Política. Aliás, tentou sempre faz as coisas num clima de diálogo e de comunhão de ideias nunca vistos no PS. Não sou o único a dizê-lo; muitos dos participantes nas reuniões da Comissão Política, incluindo Carlos Zeferino, o disseram, tendo inclusive comentado que agora se sentiam respeitados e ouvidos, quer na Comissão Política, quer na Câmara Municipal.

É pena que alguns agora não se lembrem, ou então quando proferiram estas afirmações estavam convictos de que Fátima Felgueiras iria apodrecer em terras brasileiras. Enganaram-se. A única fase negativa de Inácio Lemos foi no período que antecedeu as eleições autárquicas, mas até respeitou as deliberações da Comissão Política. Condeno e recrimino-o a forma como o fez, mas nunca agiu em proveito próprio.

Há factos que não posso deixar de recordar, que parece que Carlos Zeferino está esquecido. O primeiro passou-se quando foi elaborada a lista para a Comissão Política, logo após a fuga de Fátima Felgueiras para o Brasil. Inácio Lemos e Augusto Faria indicaram Lurdes Moura para fazer parte da lista. Aí levantou-se Carlos Zeferino e informou que se tal pessoa fizesse parte da lista ele se demitiria e que não pretendia fazer parte de nada que estivesse relacionado com o PS. Em nome da unidade foi feita a vontade a Carlos Zeferino…

Quando Eduardo Bragança fez parte da lista de delegados ao Congresso que elegeu José Sócrates, mais uma vez, Carlos Zeferino se insurgiu contra Inácio Lemos e Augusto Faria, tendo inclusive escrito uma carta de demissão. Mais uma vez, foi o trabalho realizado por Inácio Lemos que fez com que Carlos Zeferino continuasse na Comissão Política. Carlos Zeferino obrigou toda a Comissão Política a prometer que Eduardo Bragança jamais iria fazer parte de qualquer reunião ou iniciativa do PS.

Por aqui se pode verificar que afinal Inácio Lemos não punha e dispunha dentro da Comissão Política. Nunca Inácio Lemos foi apelidado de ditador pelos elementos que compunham a Comissão Política, o mesmo já não se pode dizer dos anteriores presidentes…

Quando José Campos indicou e chamou Eduardo Bragança para fazer parte da Direcção de Campanha, mais uma vez, Carlos Zeferino se insurgiu e abandonou o grupo de trabalho.

Estranho que hoje Carlos Zeferino não se lembre de ter votado para que todos os elementos militantes do PS que fizeram parte das listas do Movimento Sempre Presente fossem, cada um, alvo processo disciplinar visando a expulsão de militantes do PS, acrescentando à lista Inácio Lemos, Filipe Carvalho e Eduardo Bragança. Eu estava lá: votei e sei muito bem quem estava presente nessa reunião, realizada na sede de candidatura.

Como já disse Inácio Lemos fez asneiras e nem sempre teve um comportamento. Mas quem enfrentou e afrontou os dirigentes distritais e nacionais no “Maio Quente” de 2003, quando todos tiveram medo e se escondiam, quem deu a cara pelo PS, quem depois de forma destemida ganhou a guerra contra a legalização da secção Lixa, não pode agora ser vitima de comentários infelizes, espúrios e reveladores de falta de educação, principalmente vindo de pessoas que em determinadas alturas elogiavam e felicitavam o comportamento do Presidente da Comissão Política.

Por último, Carlos Zeferino acusa Inácio Lemos por tudo ter feito para ser o candidato do PS à Câmara Municipal. Eu penso o contrário. Primeiro deu demasiada importância e ouvidos aos Presidentes de Junta; segundo permitiu uma eleição, onde participaram todos os eleitos do PS, quando sabia à partida que sairia derrotado. Deu um sinal de democracia e que está na política por prazer e não à procura de tachos, pois, se assim fosse, fazia o que estatutariamente está previsto, ou seja, apenas votavam os eleitos na Comissão Política e aí Inácio Lemos saía vencedor…

A Carlos Zeferino deixo a seguinte: mensagem: deve assumir as suas responsabilidades como político, pois, como eu, ele também foi dos que levou José Campos ao calvário. Errámos na estratégia; errámos na forma; errámos no tempo.

Tu, amigo, és tanto ou mais responsável que Inácio Lemos. Lembra-te que ele nunca equacionou José Campos como candidato, mas, num sinal de humildade política, lá foi convidar José Campos, porque essa foi a vontade da Comissão Política. Nós, depois, não soubemos controlar José Campos, não soubemos impor a Campos as orientações e as directrizes do PS. Esse foi o nosso erro, meu, teu e de outros, que, tolhidos, nos deixamos levar de conversa…

Ao meu amigo Carlos Zeferino, o conselho que lhe deixo é que tenha cuidado e que não acredite em tudo que lhe prometem, pois quando menos esperares aqueles que hoje te usam vão te chutar para canto…

Já agora, amigo, condeno a tua atitude na Assembleia Municipal, vendes-te por pouco…

Peço desculpa por não me identificar, mas, como tenho um negócio e o clima em Felgueiras não é nada democrático, tenho receio das perseguições e ameaças.


Ex-elemento da Comissão Política

Ex-elemento da Direcção de Campanha de José Campos

Militante do PS






A contra-resposta do Sr. Carlos Zeferino a Inácio Lemos é uma grande infelicidade do seu autor. Se tinha toda a razão do mundo (se é que a tinha!), nesta polémica, com a resposta que deu, deixou-a de ter por completo e caiu no ridículo.


O teor do texto não diz nada com a pessoa do seu autor, gabado por ser uma pessoa de princípios éticos e até de devocionismo religioso. Desconfio bem que alguém andou a tramar o senhor Zeferino, a induzi-lo para um gesto que não condiz nada com a sua pessoa, que só respondeu ontem ao direito de resposta de Inácio.


Na passada sexta-feira, realizou-se um convívio no restaurante Cangalho, promovido pelo movimento “Sempre Presente”, para comemorar um ano de gestão municipal. Será que o senhor Zeferino foi à festa e terá encontrado alguém que lhe fez a carta? Desconfio também que algumas expressões na missiva não sejam perceptíveis aos olhos do alegado autor, não porque seja ignorante, mas porque não está enfarinhado em certa linguagem literária.


O texto não deixou de ser embaraçoso para o editor do Diário de Felgueiras, que só por um critério de boa educação e consideração pessoal pelo autarca, olhando à idade deste, o terá metido. Foi um presente envenenado para o editor do DF, que, com grande sentido democrático e de diplomacia, fez uma simples (e excelente!) nota a alertar que não concordava com aquelas palavras desagradáveis, não tão ofensivas Inácio Lemos, ao autor do que o autor pretendia, mas para os leitores.


É pena que o Sr. Carlos Zeferino termine assim como uma carreira política de 30 anos como autarca. É triste sair pela porta do cavalo!


Fernando – Margaride

Falência da Democracia



Há duas realidades essenciais ligadas a estes 12 meses de Movimento Sempre Presente à frente dos destinos do nosso concelho. Em primeiro lugar, e já o referi algumas vezes, Felgueiras padece de um défice de cultura democrática e de pluralismo. Confesso que me causa perplexidade e confusão que determinados elementos ligados ao Movimento Sempre Presente entendam que as críticas apontadas são direccionadas para alguém em particular, e que as mesmas pretendam denegrir a honorabilidade e a urbanidade dos mesmos. Puro engano quem assim pensa. As críticas que aqui narramos são direccionadas apenas e só contra as políticas e as orientações estratégias seguidas por este movimento e não contra pessoas. E quem pensar o contrário estará a cometer um erro e mostra falta de cultura democrática. Mas o comportamento de alguns elementos que hoje representam cargos com algum destaque em Felgueiras merece críticas e são motivo de reflexão. Incompreensível que hoje ignorem amigos que no passado foram companheiros de luta, partilharam projectos, propostas, ideias e convívios. Com o comportamento agora evidenciado apenas revelam que o poder para eles está acima de tudo, que as relações de amizade que antes enfatizavam, não passavam de embustes. Pois bem quem tem este tipo de comportamento, não merece estar na política e faz da amizade um instrumento de aproveitamento pessoal e de oportunismo. Quem não aceita a critica, quem vê na crítica política ofensas pessoais, quem evidencia comportamentos que antes criticava, não pode exercer o poder de forma digna e desprovida de complexos. Não há pluralismo num poder que enfermas destes enquistamentos. Este poder está autista.

“Quem não quiser pagar as taxas
na piscina municipal que vá para Fafe”.


Segundo, as orientações políticas seguidas estão a transformar Felgueiras num concelho ignorado, parado, ultrapassado, pobre, sem projecção, onde os interesses se sobrepõem ao bem-estar da população. “Onde param as dezassete promessas feitas durante a campanha eleitoral?!” A pergunta, em tom de exclamação, pode ser feita em relação a inúmeras coisas que, em Felgueiras, tardam em mudar, tolhida a vontade por coisas estúpidas como o hábito, ou a combater, como o medo. Mas a principal barreira à mudança é em muitos casos aquilo que, entre nós, designamos por “interesses”. Um continente de relações obscuras, de vontades corporativas, que, misturadas com o medo e com o hábito, se sobrepõem ao único “interesse” que deveria prevalecer, o “interesse colectivo”. É isto que dá sentido há democracia, que em seu nome existem benefícios colectivos que é necessário defender, para além das lógicas individuais ou de grupo.

Doze meses de escuridão, doze meses de falência da democracia. A única preocupação consiste em empurrar os felgueirenses para os concelhos vizinhos. Como dizia um elemento do Movimento Sempre Presente, “quem não quiser pagar as taxas na piscina municipal que vá para Fafe”. Por outro lado procura-se o consenso a qualquer preço. O consenso não faz mal a ninguém, mas a diferença existe para ser preservada e é útil que se separem as águas. Caminhamos para o partido único e o cartão único. Com gente a pensar desta maneira, qualquer dia temos um concelho desertificado e desumanizado.

Nota do editor:

Este texto e foto, de Inácio Lemos, foram inseridos na última edição do "Expresso de Felgueiras", na secção dos artigos de opinião. Depois de o lermos na edição em papel, solicitámos ao autor do mesmo se nos cedia o artigo, a fim de o publicarmos neste blogue nesse mesmo dia, pedido que mereceu o consentimento do próprio.

No entanto, dado que Carlos Zeferino na sexta-feira, à noite, nos informou que iria mandar uma contra-resposta a Inácio Lemos ainda a propósito da grande entrevista que aquele tinha dado ao DF, entendemos fazer um compasso de espera e meter só agora o artigo de opinião, para que não fosse entendido de que se trata de uma nova resposta de Inácio Lemos a Carlos Zeferino, ou seja, para que este artigo não fosse "misturado" com a polémica.

Assim, pedimos a Inácio Lemos e aos nossos estimados leitores a maior compreensão sobre o critério por nós adoptado.

domingo, outubro 15, 2006

Carlos Zeferino contra-responde a Inácio Lemos a propósito da entrevista ao DF

Foto Expresso de Felgueiras
Carlos Zeferino, militante do PS, contactou, na passada sexta-feira, o Diário de Felgueiras para informar o seu editor, JCP, de que só naquele dia teve conhecimento do Direito de resposta (clique no link) de Inácio Lemos, publicado neste blogue no passado dia 4, em relação a afirmações do presidente da Junta de Lagares na Grande Entrevista (clique no link), do dia 2, e, como tal, hoje iria entregar uma contra-resposta, dado sentir-se, também, visado. O texto acaba de ser entregue...

O Diário de Felgueiras decidiu publicar a contra-resposta. Cabe ao editor do DF pautar-se pela sua habitual imparcialidade e independência, mas também pelos teores dos artigos enviados. Sendo amigo pessoal de Carlos Zeferino e de Inácio Lemos, resta-lhe aconselhar ponderação.

O DF, antes de ler este texto, no acto da sua recepção, informou o seu autor de que a polémica iria ficar por aqui, encerrada, hoje, com a publicação da contra-resposta. Porém, depois de o lermos, tendo em consideração ao conjunto de adjectivos e considerandos feitos por Carlos Zeferino, compete-nos dar a Inácio Lemos o seu direito de resposta, se o próprio assim o entender, apesar de este se ter socorrido, igualmente, de adjectivos, que foram em menor número e não tão ásperos. Não estamos a condenar o texto de Carlos Zeferino (compete ao leitor julgar esta polémica, para formar a sua opinião sobre o assunto), mas pensámos que iria fazer a sua defesa noutros moldes...
Tornamos público a missiva porque estamos perante dois cidadãos militantes do mesmo partido. Se fossem de formações partidárias opostas, com certeza, teríamos cortado ao texto de Inácio Lemos e de Carlos Zeferino, principalmente, os adjectivos. No fundo, polémicas desta natureza ilustram o ambiente apaixonado da política felgueirense. No entanto, o DF, num futuro breve, adoptará um livro de estilo em relação aos textos publicados pelos nossos leitores.
O editor, José Carlos Pereira
“Sem que o discurso eu pedisse,

Ele falou; e eu escutei.

Gostei do que ele não disse;

Do que disse não gostei.”


In “Este livro que vos deixo”…

(De António Aleixo)~


Caro Inácio Lemos:

Não é a primeira vez que tenho de me socorrer de uma das famosas quadras de António Aleixo, para responder aos ataques de certos Doutores arrogantes e malcriados, a quem, por estranho que pareça, a minha pessoa humilde e “ignorante” causa algum incomodo. Mas é a vida!...

Tenho pouca cultura, alguma coisita que aprendi, para além do ensino básico. Teve de ser feito a trabalhar no duro de dia e estudar à noite, isto após ter regressado da tropa, carregando às costas o peso de dois longos anos numa guerra colonial tão dolorosa como injusta. Sendo assim, não me ficará mal invocar aqui esta famosa quadra do Aleixo, que ele teria supostamente dedicado a um político foleiro, ou a algum escriva vaidoso do seu tempo, que se teria metido onde não era chamado. Isto vem a propósito da sua reacção à entrevista por mim concedida ao Diário de Felgueiras, à qual tenho de responder porque todo o seu texto é um manancial de insultos, mentiras, intrigas e mediocridades, numa fuga desenfreada para a frente, tentando desesperadamente que as pessoas esqueçam o que deixou para trás.

Pelo que vejo parece que não gostou da entrevista. Ainda bem! É sinal que ela tinha alguma qualidade, se assim não fosse não teria necessidade de vir a terreiro (sem ser nada consigo) comentá-la e criticá-la de uma forma tão distorcida.

Também folgo muito, por, ultimamente, me ter elegido uma personagem mediática, muito importante no seu blogue, ao qual acho imensa graça, com opiniões delirantes. Pavoneia-se, traçando perfis falseados da personalidade das pessoas que odeia e que traz atravessadas na garganta, imaginando que as outras pessoas são todas iguais a si. Mas olhe que não!... Olhe que não!...

Também ao ler o seu texto fico com sérias dúvidas da sua capacidade de leitura. A certa altura diz "como o próprio afirma a atitude de renunciar à bancada parlamentar do PS foi perpetrada, concertada entre um grupo de convivas”. Onde leu isso? Na minha entrevista? Ou é mentiroso ou não sabe ler. Mais adiante diz “Segundo palavras de Zeferino, quem está no poder em Felgueiras mente”. Onde leu isso? Continua a ser mentiroso!!! Também mente descaradamente quando diz que eu teria participado e votado a favor, numa reunião onde foi decidido pedir à Comissão de Jurisdição do PS processos disciplinares, visando a expulsão, de entre outros, do militante Dr. Orlando de Sousa. Se essa reunião se realizou, eu não fui convocado para ela, aliás, você gostava muito de tomar essas decisões em reuniões somente com o Secretariado, que era um núcleo que dominava a seu belo prazer. Ou então, fê-lo naquelas reuniões fantasmas da Comissão Política onde só convocava os membros que lhe eram afectos.

Também acho que vive atormentado com o despeito que o invade. Às tantas, parafraseando Vítor Baía, também pensa em mim todo o dia e sonha comigo durante a noite. O ciúme enraivecido de que o Movimento Sempre Presente me esteja a fazer a corte é latente em todo o seu discurso, já que é voz corrente na opinião pública que você teria tentado o namoro por todas as formas e feitios, só que, segundo essa mesma opinião pública, terá levado um pontapé de tal forma violento que só saiu pela bandeirola de canto, mas….da baliza oposta!...

Depois, quase a terminar tem esta preciosidade, só ao alcance de mentes sobredotadas que num relâmpago fulminante de iluminação divina exclama “Engana-se Zeferino quando diz que foi a Comissão Política que pediu a sua expulsão. Foi Zeferino que pediu, foi ele que a requereu. Só fala assim quem desconhece os estatutos do Partido Socialista. A atitude que tomou, por si só, é suficiente para despoletar o processo de expulsão”.

Confesso que não conheço na totalidade os estatutos do Partido, trabalho muito na minha actividade profissional e o tempo que dedico à minha Junta de Freguesia não me deixa tempo disponível a essa consulta pormenorizada. Mas você, pelo que vejo, conhece-os tim tim por tim tim. Diga-me então: será que eles dizem que um militante pode fazer trinta por uma linha para ver se consegue ser candidato a presidente de Câmara? (mesmo sem ter o mínimo de perfil de capacidades morais, intelectuais para exercer o cargo). Que gorada essa hipótese a contra gosto, mas com unhas e dentes se agarra à alternativa de ser, pelo menos, vereador como quem aspira à sorte grande e, depois, se contenta com a terminação! Mas quando nota que o candidato à Câmara não é tolo e também o chuta para a bandeirola de canto da baliza oposta!...Enfim, quando vê que não tem tacho abandona o comboio já perto do fim da viagem e faz tudo o possível e imaginário para que a candidatura do partido às eleições autárquicas seja inviabilizada recorrendo por fim, já em desespero de causa ao Tribunal com providências cautelares contribuindo com essa atitude gravíssima para a derrota mais humilhante que o PS jamais teve em Felgueiras. Será que com esta atitude não requereu a sua expulsão?

Pelo que vejo e se calhar pelo que fez merece que o PS lhe erija uma estátua no coração do jardim à frente da Câmara Municipal.

Mas o que parece que o indignou mesmo, na minha entrevista, foi aquela frase que pelos vistos ameaça tornar-se famosa, como a frase do séc. XXI e séria candidata ao Nobel da Literatura”Quando se realizou o acto eleitoral e face às duas candidaturas perfiladas aos militantes socialistas surgiu este dilema, em quem votar? Venha o Diabo e escolha…E o Diabo escolheu!...”

Sinceramente não vejo motivos para se sentir ofendido, você não foi o escolhido!... Veja como a vida esta difícil… Já nem o Diabo o quer! Ou melhor até o diabo lhe tem medo…

Caro Inácio, há quem lhe chame doutor, a mim chamam-me sardinheiro, que é uma expressão popular da actividade profissional que exerço, que como sabe é de comerciante de peixe e de mariscos… (lembra-se?).

Há quem utilize essa expressão de forma depreciativa como arma de arremesso, mas eu não me importo. Confesso que até gosto por uma razão muito simples, sempre pensei que não é a profissão que faz o homem, mas precisamente o contrário, o homem é que faz a profissão. Eu acho que há sardinheiros que são grandes doutores, assim como acho que há doutores que são grandes sardinheiros. Tudo depende da dignidade que cada um se comportar.

Na sua análise à minha entrevista, você, doutor pareceu-lhe que eu, sardinheiro, tive um discurso gelatinoso e contraditório, sou um diabo, sou um hipócrita, sou mentiroso. Enfim!... Lá tenho eu que recorrer novamente ao grande António Aleixo, um poeta popular Algarvio que morreu dois anos depois de eu ter nascido, extremamente pobre e inculto (guardava rebanhos e vendia lotarias e, segundo o próprio confessou, era pouco mais que analfabeto), admiro-o porque o acho muito parecido comigo, também eu gosto da poesia popular, também tenho uma actividade profissional bem modesta e também sou pouco mais que analfabeto a roçar a “ignorância”. Mas que hei-de fazer? Tenho que lho citar e dedicar-lhe a si, mais esta famosa quadra que ele certamente dedicou aos doutores do seu tempo, àqueles doutores bem apresentados e bem falantes de colarinho branco que gostavam, na sua suprema vaidade, de espezinhar os mais pobres e desprotegidos.


“Sei que pareço um ladrão…

Mas há muitos que eu conheço

Que, sem parecer o que são,

São aquilo que eu pareço.”


Pelos vistos parece que tenho muitos defeitos, mas há um que não tenho, nem parece: “não devo nada a ninguém” (você sabe do que estou a falar). Gostava muito de não ter que ir além disto, mas, mesmo sabendo que o diabo lhe tem medo, eu não tenho. Quando sentir “desejo” de se “meter” comigo, faça-o. Só o aviso de uma coisa: eu só sei jogar no contra-ataque; porque sou incapaz de atacar alguém. Mas no contra – ataque, normalmente sou venenoso e mortífero. Por agora basta, não é porque você mereça, mas ainda sinto um pouco de piedade de si.