terça-feira, outubro 10, 2006
Festival da Juventude na Longra
Ministério Público do Brasil diz que havia uma quadrilha de 40 ladrões na base do Governo de Lula
segunda-feira, outubro 09, 2006
CAF vs FCF - a polémica continua
No chão do medo tombam os vencidos
Tentaram calar uma voz, mas jamais o conseguirão!...
Os poderes instituídos na Rússia de Vladimir Putin, dita democrática e em crescente modelo ocidental, ordenaram o assassínio de Anna Politkovskaia, jornalista daquele país, premiada internacionalmente por denunciar a violação dos Direitos do Homem, perpretada contra civis no âmbito da guerra na Tchetchénia, como assassínios indiscriminados, prisões arbitrárias, espancamentos e torturas várias.
Desta forma, a Rússia de Vladimir Putin junta-se à França de François Mitterrand (o falecido presidente francês foi suspeito de ter ordenado a morte de um jornalista) e à Itália de Giullio Andreotti (ex-presidente da Itália, que foi condenado por ter, também, mandado matar um jornalista, que o envolvia no “caso Aldo Moro”, embora não esteja a cumprir pena, devido à sua idade avançada).
Quando estes casos acontecem em democracia tornam-se muito mais dramáticos, mais graves ainda, do que quando se verificam em regimes de ditadura, como, por exemplo, no Chile de Pinochet, em que, apesar das dificuldades, a contestação a estes bárbaros actos gozava de maior solidariedade entre as pessoas, que os denunciavam com maior veemência. Isto, para dizer que as actuais democracias, tais como as conhecemos, ainda não têm a cura total para a censura e perseguição, mormente política.
O DF não acredita que os autores materiais e morais do homicídio desta corajosa jornalista sejam algum dia julgados e, muito menos, condenados, porque estas acções criminosas, protegidas pelo aparelho de Estado, têm o alto patrocínio dos macabros mandantes, que já estamos a ver quem são, directa ou indirectamente.
Nesta hora, de exultação à liberdade de expressão, o DF dedica a Anna Politkovskaia "Vejam Bem" (clique aqui, para ouvir), poema e canção de Zeca Afonso, autor do verso que colocámos em epígrafe - "No chão do medo tombam os vencidos" (Vampiros).
"Porque os outros se calam mas tu não"
PORQUE
Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
Sophia de Mello Breyner Andresen
domingo, outubro 08, 2006
CAF soma e segue - ÁGUAS SANTAS - 0 / CAF - 3
No próximo domingo, vai disputar o Croca (Penafiel), em casa, mas não se sabe onde irá realizar o jogo, devido ao impasse criado com as movimentações de terra no Estádio Municipal Dr. Machado de Matos.
Gestão de aterro sanitário em debate
sábado, outubro 07, 2006
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades...
"Gosto de estragar os jogos de interesses"
Ficou na história, no início da década de 70, como "padre Mário da Lixa", graças à sua reiterada atitude, à frente da paróquia de Macieira da Lixa (Felgueiras), de denunciar, nas homilias, a guerra colonial, a ditadura e as injustiças.
Na altura acorriam à localidade multidões de pessoas de todo o país, em autocarros, só para ouvir Mário de Oliveira. A ousadia valeu-lhe duas prisões preventivas, em Caxias, de sete e 11 meses. Na Guiné-Bissau, fora expulso de capelão militar, por pregar a independência das ex-colónias. Por ironia do destino, caberia a D. António Ferreira Gomes, regressado a Portugal após o célebre exílio, exonerar o pároco, por imperativos do Estado Novo. A Igreja nunca mais nomeou para qualquer missão este padre "celibatário por opção, longe dos templos e dos altares".
Mário de Oliveira, hoje com 69 anos, recorda "D. António foi muito pressionado por colegas meus e pelo núncio apostólico, porque em causa estava a Concordata, que reconhecia plena liberdade aos párocos no exercício da sua pastoral e, como tal, o Tribunal Plenário acabava por me absolver. Não me podendo condenar, o Estado Novo terá imposto a D. António: 'Ou põe este indivíduo na ordem ou renunciamos à Concordata'". Em 1975, sem deixar o ministério presbiteral, Mário de Oliveira passou a exercer a profissão de jornalista, da qual está reformado, embora ainda dirija o jornal "Fraternizar", que difunde a Teologia da Libertação. "Aprofundei-a na cadeia, onde, na troca de ideias com os outros presos políticos, tomei conhecimento de autores marxistas, que não tinham sido dados no seminário", afirma.
Há dois anos, voltou a morar na Lixa, numa casinha alugada, com três divisões, muito humilde, "tal como Jesus de Nazaré". Manteve sempre uma Comunidade Cristã de Base e, neste âmbito teológico, acompanha "As Formigas de Macieira da Lixa", associação que tem projectado o Barracão da Cultura. Porque, segundo diz, as "pessoas não precisam de missas, mas de cultura. A componente social, para idosos e deficientes, também faz parte do projecto".
Autor de extensa obra teológica, desde 1970, o padre Mário publicou, em 1999, "Fátima, Nunca Mais", polémico livro que já vai na 11.ª edição. Continua a sustentar que "Fátima é uma montagem do clero da altura e da zona para tentar recuperar os privilégios que tinha perdido com a implantação da I República".
"Comporto-me na sociedade e na Igreja como um menino que está sempre a estragar os joguinhos de interesses", garante Mário de Oliveira. E conclui "Sou um homem que toma partido, mas não tem partido. A verdadeira democracia seria o 'governo do povo', o povo no poder. O que temos é um povo a votar em políticos profissionais, que, depois, se esquecem dele".
sexta-feira, outubro 06, 2006
CAF comanda tabela da Série 2 da II Divisão da AF Porto




