quinta-feira, setembro 14, 2006

Blogues portugueses condenados pelas FARC-EP


A tenebrosa organização terrorista FARC-EP (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia-Exército do Povo) acaba de emitir um comunicado (clique aqui, para aceder ao "site" do movimento) a condenar a posição de bloggers portugueses - entre os quais o "DIÁRIO DE FELGUEIRAS" em relação à presença de representantes do movimento na última edição da Festa do Avante!, na quinta da Atalaia e organizada no princípio do mês.

A organização mafiosa - que se auto-intitula "de esquerda e revolucionária", mas que não são nada disso - acusam-nos de sermos, politicamente, "de direita" ou "identificados com governos que se dizem de esquerda", que "resolveram abandonar o seu lugar na luta para passarem para a social-democracia".

Caricatas são as afirmações sobre a motivação que nos levou a tomar partido pela vida. condenando o narcotráfico, extorsões, raptos, sequestros e assassinatos levados a cabo pelas FARC-EP. Foi bom terem reagido; é indicador de que a campanha dos blogues portugueses está a surtir efeito positivos. Fazemos votos para que aconteça o mais rápido possível a libertação de Ingrid Betancourt, sequestrada há 4 anos pela organização e mantida refém durante este tempo todo, bem como todos os sequestrados do movimento.

Fátima, a Virgem e os pastorinhos (notícia JN)

(clique na imagem, para a ampliar)


Estalou uma nova polémica em torno do alegado aproveitamento político da religião por parte de Fátima Felgueiras, depois da peregrinação à Cova da Iria, em Fevereiro, organizada pelo seu movimento político, que arrastou milhares de felgueirenses para agradecerem à Virgem a vitória nas autárquicas.

No sábado, no passeio anual de cerca de 3500 idosos a Fátima promovido pela Câmara, a autarca e os seus apoiantes distribuíram pelos peregrinos um panfleto municipal, de boa qualidade e a cores, no qual surgem, no cabeçalho, a fotografia de Fátima Felgueiras ao lado da imagem de Nossa Senhora com os pastorinhos. Inclui, ainda, uma mensagem, com a assinatura gráfica da autarca e o "site" municipal, que termina com uma citação de S. Paulo "Não durmamos como os outros, mas permaneçamos vigilantes e sóbrios". O caso está a chocar os meios políticos. Agostinho Branquinho, líder da Distrital do PSD/Porto, é peremptório: "Misturar a fé dos crentes com acções de propaganda é condenável. Felgueiras tem sido um constante exemplo de aproveitamento pelo poder da religião e do desporto".

O líder do PS local, Eduardo Bragança, é igualmente crítico "A Igreja tem sido passiva e nunca condenou esta reiterada conduta da autarca. Sendo político, jamais me sentiria bem a fazer leituras nas missas, como faz a autarca." João Semedo, deputado do BE na AR, considera: "Vindo de Fátima Felgueiras, isso não me surpreende. Estamos perante a instrumentalização da câmara para promoção pessoal, estando, também, em causa o princípio constitucional da laicidade do Estado e a isenção deste no que toca às religiões".

Questionada a diocese do Porto pelo JN, Américo Aguiar disse que "D. Armindo não se pronuncia sobre actos das autarquias". Fátima Felgueiras também preferiu o silêncio.



terça-feira, setembro 12, 2006

Terrenos da Alameda de Santa Quitéria, da propriedade da Confraria, reclamados por uma entidade local.

Documento de propriedade emitido pela Conservatória de Registo Predial

reconhece que os terrenos em causa são da Confraria de Santa Quitéria.

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Elementos da direcção da Confraria de Santa Quitéria informaram o DF de que, nos últimos dias, há uma entidade que anda reivindicar, junto da direcção da irmandade, a propriedade dos terrenos da Alameda do monte, quando, na verdade, os mesmos pertencem à confraria, conforme documento de direito de propriedade emitido pela Conservatória do Registo Predial de Felgueiras, do qual as mesmas fontes nos facultaram uma cópia. Aliás, já em 1936 um acórdão do Supremo Tribunal de Justiça reconhecia que aqueles terrenos são da irmandade.


Segundo os referidos dirigentes, a confraria acaba de receber uma carta da falada entidade, que pede aos confrades para lhe mandarem documentos comprovativos de como o espaço em causa é da confraria, quando o mais lógico seria a entidade reclamante fazer prova das suas afirmações.



A direcção da confraria deu conhecimento do assunto ao bispo do Porto, D. Armindo Lopes Coelho.


No entanto, dentro da direcção da irmandade há um grupo muito restrito de elementos que demonstra a sua enérgica repulsa por esta situação; os restantes são vistos pelo mesmo como passivos demais em relação à atitude que o assunto merece. Há o mito generalizado, dizem as mesmas fontes, de que a pessoa a que preside à entidade reclamante “não gosta de dar o braço a torcer”. Apenas um dos inconformados está disposto de, em caso extremo, denunciar publicamente o assunto.


A manter-se a alegada tentativa de apropriação daquele terreno por terceiros, o recurso aos tribunais devia ser o caminho mais provável. Enquanto se mantiver o silêncio da direcção da confraria, sendo a parte visada, o DF não dará o devido tratamento informativo, porque, mais tarde, a irmandade, oficialmente, poderia vir a negar os factos, dados os afectos sociais existentes entre pessoas das partes envolvidas no imbróglio.


O DF optou pelo mínimo registo sobre o assunto, neste post, para dar conta apenas de que algo se está a passar, aparentemente sem a necessária resistência de quem tem a obrigação de velar pelos interesses de uma irmandade, por sinal, da maior confissão religiosa em Portugal.



Convite dos BV Lixa

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segunda-feira, setembro 11, 2006

O outro 11 de Setembro

Hoje vai falar-se muito do 11 de Setembro 2001 - o do golpe (sim, golpe, não se espantem) perpretado, há cinco anos, nas torres gémeas de Nova Iorque, cujas circunstâncias e responsabilidades dos EUA ainda estão por revelar.

No meio de tanta euforia analítica (na maioria dos casos, promovida pela vaidade do "saber dizer duas tretas"), poucos se lembrarão que no dia de hoje há outra efeméride, que, também, devia ser recordada, até porque tem em comum com o outro aniversário estarem envolvidos os EUA. Trata-se do 11 de Setembro de 1973 - o do golpe de Estado concretizado pelo tenebroso general Augusto Pinochet mas promovido pelos EUA (ao tempo de Ricard Nixon, então presidente dos "States", e de Henri Kissinger) e pela multinacional ITT.

Slavadore Allende, o médico e político, que, nas eleições de 1970, fora eleito democraticamente para a presidência do Chile pela Frente de Acção Popular (de cariz marxista, que reunia socialistas e comunistas), foi assassinado no Palácio de Moneda, num teatro de operações militares extremamente sangrento.

Durante década e meia, muitos chilenos foram presos, torturados e mortos, naquele regime de ditadura férrea, patrocinada pelos norte-americanos. Augusto Pinochet conseguiu conjugar os princípios do seu mais áspero absolutismo fascista com os do Capitalismo Liberal - da escola de "Chicago Boys", que teve como um dos principais ideólogos Milton Fridman, autor do livro "Liberdade para Escolher", a quem chegou a ser atribuído o Prémio Nobel da Economia. Prova inequívoca de que as chamadas "democracias ocidentais" nem sempre se deram bem com os princípios saídos da Revolução Francesa - Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Salvadore Allende tinha sido democraticamente eleito. O povo tinha-o escolhido; o golpe de Estado, já de si, foi um crime contra a Humanidade. Depois, os torturados e os mortos. A maioria deles apareceram, mais tarde, em valas comuns; outros tinham sido atirados ao mar a partir de helicópetros ou de aviões; e por aí adiante. As Mães e as Avós da Praça de Maio ainda choram os seus familiares.

Victor Jara - cantor de causas, compositor, professor e director de teatro - foi uma das primeiras vítimas do regime de Pinochet: no dia 11 de Setembro, logo pela manhã, quando soube do golpe, deslocou-se imediatamente à Universidade Técnica, onde trabalhava, para se juntar aos alunos e professores, no intuito de resistir à implantação da ditadura. Porém, os golpistas cercaram a universidade, e os tiros e bombas eram constantes. Os que tentaram fugir foram ali executados. Victor Jara ainda apelou à resistência, através das suas canções de fervor revolucionário, mas, na manhã do dia seguinte, a universidade acabou por ser tomada de assalto pelo tanques golpistas, obrigando os resistentes a renderem-se. Estes começaram a ser logo espancados, ali, na universidade, deitados no chão e com as mãos na cabeça, e, de seguida, foram levados para o Estádio do Chile, transformado em campo de concentração.

Tal como relata muito perfeitamente José Gomes, no seu blogue, Chuviscos, no seu post de 11 de Setembro de 2005, Victor Jara, no meio de tantos presos no estádio, foi logo reconhecido por um oficial, que lhe disse: "- Você é aquele maldito cantor, não é?" Victor não teve tempo de responder; foi logo barbaramente agredido e conduzido para um local do Estádio onde estavam os militantes mais “perigosos”. Foi novamente espancado e torturado. Quando o levaram para as arquibancadas o seu rosto estava todo ensanguentado e mal podia andar ou falar. Muitos dos prisioneiros tinham surtos de loucura, tentavam escapar e eram executados. Outros, simplesmente, suicidavam-se. No dia 14 de Setembro, os prisioneiros começaram a ser transferidos. Victor, pressentindo que aqueles seriam os seus últimos momentos, pediu papel e caneta e naquele inferno escreveu o seu derradeiro poema:

Somos cinco mil

nesta parte da cidade.

Somos cinco mil.

Quantos seremos no total

nas cidades e em todo o país?

Somente aqui, dez mil mãos que semeiam

e fazem andar as fábricas.

Quanta humanidade

com fome, frio, pânico, dor,

pressão moral, terror e loucura!...

Que espanto causa o rosto do fascismo!...

É este o mundo que criaste, meu Deus?

Foi para isto os teus sete dias de assombro e de trabalho?

Mal acabou de escrever vieram buscá-lo. Os seus companheiros conseguiram ainda salvar este derradeiro poema de Victor Jara. Foi novamente espancado e um oficial gritou-lhe várias vezes: "- Canta agora, se puderes, seu filho da puta!". Victor Jara, quase já sem vida, reuniu as suas últimas forças e cantou a estrofe do hino da Unidade Popular: "Venceremos!". Foi brutalmente agredido, quebraram-lhe as mãos e arrastaram-no para os portões do Estádio. Esta foi a última vez que o viram. Dois dias depois, seis corpos desfigurados e baleados foram encontrados na periferia da cidade. Um deles, perfurado por 44 balas e múltiplas fracturas dos punhos. Era o do professor, compositor, cantor e director de teatro , Victor Jara.

De seguida, veja os quatros vídeos alusivos ao tema. Para que tal não se repita!



Vídeo 2 - Comício da Frente Popular (socialistas e comunistas)



Vídeo 3 - Golpe de Estado (pronunciamento militar)



Vídeo 4 - Victor Jara

sábado, setembro 09, 2006

Sexagenária morreu atropelada

Local
Maria Luísa Silva contava 67 anos,
era reformada, casada
e sem filhos.

Foto do DF

Uma sexagenária faleceu vítima de acidente, anteontem, por volta das 20,30 horas, perto de sua casa, no lugar da Quintã, em Felgueiras, por suposto atropelamento por um camião. As circunstâncias ainda não foram totalmente apuradas, tendo o Ministério Público (MP) ordenado imediatamente um inquérito.


Sabe-se que a malograda senhora, Maria Luísa Ferreira da Silva, de 67 anos, reformada, casada e sem filhos, caminhava àquela hora por um dos passeios daquele lugar. O acidente ter-se-á dado numa parte do corredor que apresenta solo desnivelado, frente a uma entrada para uma residência.


Maria Luísa recebeu os primeiros socorros no Hospital de Felgueiras, que a encaminhou para “S. Marcos”, em Braga. O INEM veio ao encontro dos bombeiros no caminho para Braga, mas Luísa acabou por falecer.

O camião que, alegadamente, atropelou a senhora não parou, prosseguindo em viagem, por fuga intencional ou por não se ter apercebido da tragédia. A GNR, ontem, acabou por identificar três motoristas e acredita que foi um deles. Trata-se de condutores de três camiões, oriundos de Vila Real, que, àquela hora, passavam no local, quase em fila.

JN, 09 de Setembro de 2006.

sexta-feira, setembro 08, 2006

Mensagem de agradecimento

O DIÁRIO DE FELGUEIRAS recebeu uma mensagem de agradecimento do comité internacional - com sede em Paris - que luta pela libertação dos sequestrados das FARC-EP, da Colômbia, por termos contribuído para o volume dos blogues nacionais que denunciaram a presença da organização mafiosa e assassina na Festa do Avante!


É o seguinte o teor da mensagem:
« Merci de l'intérêt que vous portez à notre cause, c'est grâce à la mobilisation permanente de tous que les otages seront libérés... », cuja tradução para português é a que se segue : «Obrigado pelo interesse em transmitir a nossa causa, é graça à mobilização permanente de todos que os reféns serão libertados»

Crónica de Marco Geodésico

Humor
Os fidalgos também devem...


“Os fidalgos também roubam” foi uma das muitas peças que já passaram pelo Teatro Municipal Fonseca Moreira, no caso concreto, em Maio de 2003.


Ontem a referia peça, cujo título acabo de adaptar para uma expressão mais suave, veio-me à memória depois de a minha comadre Suror Saudade me ter jurado a pés juntos que assistiu, há dias, em plena rua desta cidade, a uma cena muito caricata: um cavalheiro muito prestigiado cá no burgo – conceituado empresário, actualmente, a exercer um cargo público –, foi confrontado por um comerciante a reclamar uma dividia, superior a 100 euros, contraída há mais de um ano.


Segundo a bisbilhoteira da minha comadre, que anda sempre a levar e a trazer, o referido comerciante, na troca de palavras azedas, recordou ao devedor que o montante em falta passa dos 100 euros e, como bom pagador de impostos, que precisa deles para manter os vícios e os caprichos dos que governam o país. Ao mesmo tempo, recordou-lhe que uma encomenda feita pelo mesmo cavalheiro – cujo valor é estimado em mais de 5 mil euros, tendo sido feita a encomenda na mesma altura em que foi pedido o produto ainda em divida – ainda não foi levantada e que está a “apodrecer” no seu estabelecimento, com esse grave prejuízo em mãos e já sem a possibilidade de devolver ao fabricante.


Os fidalgos também devem e nem sempre cumprem com a palavra dada.