terça-feira, agosto 29, 2006

Meter política no futebol dá sempre borrada - Acesa discussão entre os dirigentes do CAF e do FCF Felgueiras

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A Rosa

Festa do Avante - campanha pela Segurança Social

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O PCP vai lançar na Festa do Avante!, que começa sexta-feira, uma campanha em defesa do sistema de segurança social e contra "os cortes" nas pensões de reforma.

"Será uma campanha centrada na afirmação da segurança social e contra o corte brutal nas pensões de reformas. É uma situação em que podemos passar de 80% para 57 % em relação aos salários", afirmou o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa.

O líder comunista, defendeu, citado pela Lusa, que "o direito à segurança social está previsto na Constituição" e não pode ser posto em causa "tendo em conta também os baixos salários".

Na campanha, que terminará em meados de Outubro, o PCP apresentará propostas para diversificar as fontes de financiamento da segurança social e para o combate à fraude e evasão fiscais. Estão previstos 7 comícios em vários locais, a começar em Évora, dia 9 de Setembro e a terminar em Lisboa, a 17.

Beatles: último concerto foi há 40 anos

Cultura


A última apresentação ao vivo de um dos mais emblemáticos grupos musicais de sempre aconteceu no dia 29 de Agosto de 1966, nos Estados Unidos.

Lixa festeja Nossa Senhora das Vitórias

Local
Miguel e André na Senhora das Vitórias
Foto "Expresso de Felgueiras"
Vão realizar-se, entre as próximas quinta e segunda-feira, na Lixa (Felgueiras), as tradicionais festas em honra de Nossa Senhora das Vitórias. Serão cinco dias em que os arraiais nocturnos prometem muita animação.

Nos dois primeiros dias vão actuar diversos grupos de bombos, haverá sessões de fogo-de-artifício e largadas de vacas de fogo. No sábado, logo pela manhã, dar-se-á lugar à feira das uvas, cebolas, melões, melancias e doces regionais, no Largo da Feira. Pelas 16 horas, a Confraria do Vinho de Felgueiras promoverá uma cerimónia de entronização na capela de Santo António. Para essa noite, está previsto realizar-se um festival de folclore e uma marcha luminosa, seguida de mais fogo-de-artifício.

Para domingo, prevê-se a actuação das bandas de música de Felgueiras e da Lixa, seguida de um concerto denominado Império Show e de um festival piromusical. A procissão em honra de Nossa Senhora das Vitórias será às 17.30 horas. No dia do encerramento, pela manhã, realizar-se- -á uma feira de produtos hortícolas. À noite, o duo musical Miguel e André encerrará o evento deste ano.

segunda-feira, agosto 28, 2006

Duo armado atacou carrinha de valores à porta do Modelo

Foto JN

D ois indivíduos armados assaltaram, ao início da tarde de ontem, os seguranças de uma carrinha de valores estacionada em frente ao hipermercado Modelo, em Felgueiras. A dupla apoderou-se de alguns sacos com dinheiro, num montante que não foi divulgado, e encetou a fuga num carro que foi descrito como tendo matrícula francesa. As testemunhas garantem que foi um ataque "relâmpago" e de grande astúcia.

Faltavam poucos minutos para as 13 horas. Os seguranças da empresa Securitas pararam a viatura junto a uma das entradas e um deles entrou na superfície comercial para proceder à recolha de dinheiro. Quando voltava, já com os sacos na mão, deparou-se com a dupla.

"Os assaltantes já deviam estar à espera, no parque de estacionamento. Mal o segurança saiu do Modelo, eles atravessaram o automóvel à frente da carrinha de valores e ameaçaram-nos com caçadeiras (tipo "shotgun"). Roubaram alguns sacos e atiraram-nos para os bancos de trás do carro em que se faziam transportar", contou, ao JN, uma testemunha do assalto.

"Nem um minuto"

Os dois ladrões estavam encapuzados, mas aparentariam ter entre 20 e 30 anos. A viatura em que consumaram a fuga foi descrita como sendo um Seat Leon com matrícula francesa, admitindo-se que a viatura tenha sido furtada.

Certo é que os assaltantes foram rápidos e não deixaram qualquer rasto. "Aquilo demorou um minuto, nem tanto", afirmou a mesma testemunha, recordando que um dos seguranças ficou em estado de choque. "Foi tudo num espaço de segundos. Sacaram o dinheiro e fugiram", acrescentou a funcionária de um estabelecimento das imediações.

A GNR de Felgueiras registou a ocorrência e encaminhou o caso para a PJ do Porto

sábado, agosto 26, 2006

Opinião

Opinião
por José Carlos Pereira

O "presidencialismo" nas Câmaras Municipais


A propósito da demissão de Carlos Sousa da presidência da Câmara de Setúbal, comungo da opinião de Vital Moreira, que considera que deverá haver uma ligação dos eleitos locais aos partidos que representam (pelo menos, nas grandes questões de fundo). Não compreendo o sentido da opinião de Marcelo Rebelo de Sousa, que, no “Expresso” de hoje, advoga “uma reforma profunda do sistema político e eleitoral e, consequentemente, uma via “presidencialista nas eleições para as autarquias”.


Na minha opinião, não devemos querer para as autarquias o que não queremos para a Assembleia da República e para o Governo, em cujos cargos não é bem vista a “desobediência” partidária dos deputados e dos ministros, respectivamente. Lembram-se do caso do antigo deputado do PSD Carlos Macedo, que entrou em ruptura com o primeiro Governo de maioria de Cavaco Silva? Por outro lado, os eleitores não votam na figura do Primeiro-Ministro nem na do presidente da Assembleia da República…


O facto de a figura do presidente da Câmara ter que ser, obrigatoriamente, o cabeça da lista do partido mais votado, ao invés do que acontece para as Assembleias Municipais, já é uma “via presidencialista” dos Executivos municipais. Aliás, os autarcas que não se revejam nos partidos que os elegeram têm a possibilidade de concorrem em listas independentes, como aconteceu, recentemente, em Felgueiras, Gondomar, Oeiras e em Amarante.

Resumindo, promover a exclusiva personificação dos Executivos camarários numa só pessoa é contribuir para o aparecimento de caudilhismos autárquicos.

sexta-feira, agosto 25, 2006

Homenagem ao Mestre Firmino da Costa Leite

Foto de JCP com direitos reservados

A Câmara Municipal vai homenagear, amanhã, pelas 15,30 horas, e a título póstumo, através de uma exposição na Biblioteca Municipal, um inventor felgueirense, falecido há um ano e meio, que, se fosse vivo, completaria 98 anos.

Trata-se de Firmino da Costa Leite, que era nosso amigo pessoal. Tendo emigrado para o Brasil aos 14 anos, regressou a Felgueiras dez anos mais tarde. Durante esse tempo, no outro lado do Atlântico, foi adquirindo conhecimentos e experiência no ramo da metalomecânica, em escolas técnicas e em grandes empresas, numa altura em que Portugal vivia o período conturbado da I República e em que o sector da metalomecânica se encontrava numa fase rudimentar. Nunca se tendo licenciado em Engenharia, a Firmino da Costa Leite era-lhe reconhecida grande capacidade técnica e até para inovar. Regressado a Felgueiras, ingressou na mítica Metalúrgica da Longra, onde Firmino viria a inventar a primeira mesa cirúrgica do país. Nos últimos vinte anos da sua vida, Firmino dedicava o seu tempo à feitura de trabalhos manuais e pinturas. Algumas delas poderão ser vistas na exposição, a par dos recortes de jornais que referem a sua vida de autodidacta.
"A Gazeta de Felgueiras", em 1993, e o "Jornal de Notícias", em 2004, dedicaram-lhe grande espaço sobre a vida e a obra deste verdadeiro mestre.

Editorial

A falta de confiança política
e o embate inevitável

Foto DN
"Enquanto Fátima Felgueiras é uma figura
do palco político, Horácio Reis é um homem dos bastidores,
terreno onde se sente melhor, como peixe na água"


Dois editais da Câmara Municipal, assinados pela sua presidente, Fátima Felgueiras, sobre os poderes da autarca delegados na sua ausência, em dois períodos de férias, colocados no lugar de estilo dos Paços do Concelho, não mentem: no edital referente ao período de férias de Fátima Felgueiras, que culminou com as de João Garção, a presidente delegou a Horácio Reis apenas a faculdade de reencaminhar a correspondência, recusando-se autorizá-lo dos demais poderes, imprescindíveis para o bom e regular funcionamento do Município; no segundo edital, referente ao segundo período de férias da presidente, que desta vez culmina com as de Horácio, a autarca, numa clara atitude de dualidade de critérios, delega todos os poderes em João Garção, vice-presidente.


Poder-se-á alegar que tal episódio não é um facto político, mas o certo é que não deixa de ser revelador de que Fátima Felgueiras jamais confia em Horácio Reis. Apesar de este ter figurado em terceiro lugar na lista do movimento “Sempre Presente” à Câmara Municipal nas últimas autárquicas, ninguém pode negar que Horácio foi o grande impulsionador e obreiro para que tal movimento fosse criado, desde a primeira hora. Antes e durante a campanha eleitoral, desdobrou-se na propaganda política, mormente nos bastidores, que é o terreno onde se sente melhor, como peixe na água. Usando uma figura de estilo, podemos dizer que Horácio foi quem foi buscar Fátima Felgueiras ao Brasil. Ganhas as eleições, é ele que se tem revelado como o mais incansável elemento da maioria, para sucesso das iniciativas, das quais Fátima Felgueiras é quem retira todos os louros.

Enquanto Fátima Felgueiras é uma figura política de palco, Horácio é uma figura dos bastidores, mas o certo – isso é inegável – que o n.º 3 do Executivo aspira, um dia, ascender à presidência da autarquia. Não tendo vingado como candidato do PS, depois de toda a novela gerada em torno do núcleo do partido na Lixa (que tentou implementar para servir de trampolim com esse objectivo, mas que nunca foi legalizado pela Distrital), Horácio não queria sujeitar-se a ser um eventual n.º 2 ou n.º 3 de José Campos, também por uma questão de orgulho, e lançou-se na criação do movimento independente no sentido de chegar à autarquia, para, um dia, chegar a presidente, mesmo sabendo que, para isso, terá que vencer, um a um, todos obstáculos de tamanha maratona.


Mário Soares costuma dizer que a política em Democracia é feita de contrastes. E a prova disso é que Fátima Felgueiras beneficiou da existência desses contrastes, no caso, das contingências verificadas no seio do PS local e nacional entre Maio de 2003 e Outubro de 2005. Caso contrário, hoje a presidência da Câmara estaria nas mãos de José Campos (PS) ou de Caldas Afonso (PSD).
Fátima Felgueiras sabe muito bem da ambição de Horácio Reis, que não vai querer ser toda a vida um político de bastidores. E é por isso que o teme, não lhe dando o mínimo de confiança política. E foi por isso também que o não escolheu para n.º 2 da lista. Mesmo numa eventual retirada da cena política, mercê dos problemas judiciais que sobre si impendem, Fátima Felgueiras jamais irá trabalhar para que o seu actual n.º 3 a suceda. A actual presidente da Câmara não gosta de políticos de ruptura e, muito menos, de quem se movimenta bem nos bastidores, como Horácio, mas de políticos de continuidade e de feitio reservado. É certo que, para o ir tendo ao seu lado sem problemas imediatos, acena-lhe, dando-lhe a perceber, que não se irá recandidatar ao cargo em 2009. O líder da Oposição, Caldas Afonso (PSD), caiu no engodo, ao ponto de ter dito isso, recentemente, em entrevista ao “Expresso de Felgueiras”, mas Horácio, com mais argúcia, não acredita nessa farsa palaciana! Daí que é de prever que a meio do mandato as fricções políticas entre Fátima Felgueiras e Horácio Reis comecem a surgir, porque, como é óbvio, não podem haver duas pessoas a encabeçar a mesma lista eleitoral.


Fátima Felgueiras tudo irá fazer para sobreviver judicial e politicamente – isso é da natureza humana. A autarca tudo fará para que Horácio não sobreviva politicamente para o mandato seguinte. Por outro lado, o regresso do vereador ao PS afigura-se improvável, dado ter sido expulso do partido, por ter ingressado na lista do movimento “Sempre Presente”. Mesmo assim, num eventual embate eleitoral entre ambos no futuro, Horácio perde, não só pelo facto de Fátima Felgueiras ser mais carismática. Enquanto esta dá luta aos seus adversários políticos, Horácio, sendo muito bom nos bastidores, jamais teria coragem para subir a um palco para tão destemida atitude.

Bombeiros da Lixa recebem donativo de associação de emigrantes de França

Local
por José Carlos Lopes
Num gesto de grande generosidade, que merece ser digno de registo, o Vice-Presidente do Centro Pastorale de Argenteuil, de França, Sr. Eduardo Fonseca, deslocou-se aos Bombeiros da Lixa fazendo entrega ao Comandante de um cheque no valor de 1.500 €, destinado à aquisição de equipamento de protecção individual para o Corpo de Bombeiros, e que este fez chegar à Direcção da Associação.
A verba em referência, resulta de um conjunto de actividades levadas a cabo por aquela Associação Pastoral, dirigida por Portugueses, e que, tendo chegado ao final do ano com saldo positivo, decidiram distribuir o mesmo por Instituições Humanitárias e de solidariedade do seu país de origem, tendo o caso presente sido escolhidos os Bombeiros Voluntários da Lixa.

O Sr. Eduardo Fonseca, Vice-Presidente do referido Centro Pastoral, não sendo natural da Lixa, é casado com uma Sr.ª Lixense, tendo sido esse facto e o grande respeito que nutre pelos trabalhos dos Bombeiros da Lixa, o motivo desta sua decisão e selecção.

Os responsáveis da Corporação, para além da surpresa ficaram extremamente sensibilizados com o gesto daquela Associação distante, formada por emigrantes de longe que não esquecem a Pátria e a sua região de origem, ficando na esperança de que gestos semelhantes se sigam.

Um bom exemplo de reconhecimento vindo de longe, e de gente desconhecida, que bem podia ser seguido por muitos outros, muito próximos, mas que só se lembram dos Bombeiros quando o azar lhes bate à porta.
Que bom seria que a atitude do Centro Pastorale de Argenteuil, arredores de Paris, tivesse continuadores.

quinta-feira, agosto 24, 2006

Comentário da JS Felgueiras

Recebemos do líder da JS de Felgueiras,´Filipe Carvalho, a seguinte reacção em relação a uma referência feito num blogue de Felgueiras a propósito da atribuição do diploma de "Militante Honorário" a David Queirós:
É incrível como algumas pessoas se dão ao trabalho de ler os estatutos da JS para criticarem algo. Mas, ao fazê-lo, é de lamentar mais ainda que não nos tenha pedido o regulamento interno da JS Felgueiras. Assim poderiam falar com total conhecimento. Se por um lado é verdade que só os órgãos nacionais da JS podem tornar um membro militante honorário da mesma, por outro lado, está contemplado nos nossos estatutos internos (fica agora a saber), que podemos atribuir esse título em termos concelhios, desde que não seja vinculado à Juventude Socialista Nacional. Portanto, afinal, é mesmo membro honorário da JS Felgueiras como sempre dissemos que era. Questionam se para se ser militante honorário não é preciso ser militante. Pois bem, na nossa humilde opinião não, não é preciso. Desde que se tenham distinguido pela positiva, não é o facto de ser ou não ser militante que vai limitar o acto de elogiar e honrar essas pessoas. Mesmo que fosse, quem disse ao Sr. Sérgio Martins que essa decisão não foi tomada quando o camarada David Queirós ainda era militante da JS? Novamente, dizemos para primeiro fazer algum trabalho de casa e só depois criticar.

Irrisório e desprezível é o facto de se atribuir este nosso gesto como um desafio à actual CP do PS. Esta nomeação apenas teve por parte dos membros da JS a mais sentida homenagem ao trabalho desenvolvido pelo camarada David Queirós. Quem ousa tentar desvirtuar este merecido reconhecimento denota total desconhecimento dos ideais socialistas, mas principalmente, da amizade, camaradagem e honestidade que existe no seio da JS Felgueiras. Isso sim, é uma afronta que jamais admitiremos. Esta nossa capacidade de sermos humanos diferencia-nos de outros.