terça-feira, agosto 29, 2006
Festa do Avante - campanha pela Segurança Social
Beatles: último concerto foi há 40 anos

A última apresentação ao vivo de um dos mais emblemáticos grupos musicais de sempre aconteceu no dia 29 de Agosto de 1966, nos Estados Unidos.
Lixa festeja Nossa Senhora das Vitórias
segunda-feira, agosto 28, 2006
Duo armado atacou carrinha de valores à porta do Modelo
Foto JN
sábado, agosto 26, 2006
Opinião
O "presidencialismo" nas Câmaras Municipais
A propósito da demissão de Carlos Sousa da presidência da Câmara de Setúbal, comungo da opinião de Vital Moreira, que considera que deverá haver uma ligação dos eleitos locais aos partidos que representam (pelo menos, nas grandes questões de fundo). Não compreendo o sentido da opinião de Marcelo Rebelo de Sousa, que, no “Expresso” de hoje, advoga “uma reforma profunda do sistema político e eleitoral” e, consequentemente, uma via “presidencialista nas eleições para as autarquias”.
Resumindo, promover a exclusiva personificação dos Executivos camarários numa só pessoa é contribuir para o aparecimento de caudilhismos autárquicos.
sexta-feira, agosto 25, 2006
Homenagem ao Mestre Firmino da Costa Leite
Trata-se de Firmino da Costa Leite, que era nosso amigo pessoal. Tendo emigrado para o Brasil aos 14 anos, regressou a Felgueiras dez anos mais tarde. Durante esse tempo, no outro lado do Atlântico, foi adquirindo conhecimentos e experiência no ramo da metalomecânica, em escolas técnicas e em grandes empresas, numa altura em que Portugal vivia o período conturbado da I República e em que o sector da metalomecânica se encontrava numa fase rudimentar. Nunca se tendo licenciado em Engenharia, a Firmino da Costa Leite era-lhe reconhecida grande capacidade técnica e até para inovar. Regressado a Felgueiras, ingressou na mítica Metalúrgica da Longra, onde Firmino viria a inventar a primeira mesa cirúrgica do país. Nos últimos vinte anos da sua vida, Firmino dedicava o seu tempo à feitura de trabalhos manuais e pinturas. Algumas delas poderão ser vistas na exposição, a par dos recortes de jornais que referem a sua vida de autodidacta.
Editorial
Poder-se-á alegar que tal episódio não é um facto político, mas o certo é que não deixa de ser revelador de que Fátima Felgueiras jamais confia em Horácio Reis. Apesar de este ter figurado em terceiro lugar na lista do movimento “Sempre Presente” à Câmara Municipal nas últimas autárquicas, ninguém pode negar que Horácio foi o grande impulsionador e obreiro para que tal movimento fosse criado, desde a primeira hora. Antes e durante a campanha eleitoral, desdobrou-se na propaganda política, mormente nos bastidores, que é o terreno onde se sente melhor, como peixe na água. Usando uma figura de estilo, podemos dizer que Horácio foi quem foi buscar Fátima Felgueiras ao Brasil. Ganhas as eleições, é ele que se tem revelado como o mais incansável elemento da maioria, para sucesso das iniciativas, das quais Fátima Felgueiras é quem retira todos os louros.
Enquanto Fátima Felgueiras é uma figura política de palco, Horácio é uma figura dos bastidores, mas o certo – isso é inegável – que o n.º 3 do Executivo aspira, um dia, ascender à presidência da autarquia. Não tendo vingado como candidato do PS, depois de toda a novela gerada em torno do núcleo do partido na Lixa (que tentou implementar para servir de trampolim com esse objectivo, mas que nunca foi legalizado pela Distrital), Horácio não queria sujeitar-se a ser um eventual n.º 2 ou n.º 3 de José Campos, também por uma questão de orgulho, e lançou-se na criação do movimento independente no sentido de chegar à autarquia, para, um dia, chegar a presidente, mesmo sabendo que, para isso, terá que vencer, um a um, todos obstáculos de tamanha maratona.
Mário Soares costuma dizer que a política em Democracia é feita de contrastes. E a prova disso é que Fátima Felgueiras beneficiou da existência desses contrastes, no caso, das contingências verificadas no seio do PS local e nacional entre Maio de 2003 e Outubro de 2005. Caso contrário, hoje a presidência da Câmara estaria nas mãos de José Campos (PS) ou de Caldas Afonso (PSD).
Fátima Felgueiras sabe muito bem da ambição de Horácio Reis, que não vai querer ser toda a vida um político de bastidores. E é por isso que o teme, não lhe dando o mínimo de confiança política. E foi por isso também que o não escolheu para n.º 2 da lista. Mesmo numa eventual retirada da cena política, mercê dos problemas judiciais que sobre si impendem, Fátima Felgueiras jamais irá trabalhar para que o seu actual n.º 3 a suceda. A actual presidente da Câmara não gosta de políticos de ruptura e, muito menos, de quem se movimenta bem nos bastidores, como Horácio, mas de políticos de continuidade e de feitio reservado. É certo que, para o ir tendo ao seu lado sem problemas imediatos, acena-lhe, dando-lhe a perceber, que não se irá recandidatar ao cargo em 2009. O líder da Oposição, Caldas Afonso (PSD), caiu no engodo, ao ponto de ter dito isso, recentemente, em entrevista ao “Expresso de Felgueiras”, mas Horácio, com mais argúcia, não acredita nessa farsa palaciana! Daí que é de prever que a meio do mandato as fricções políticas entre Fátima Felgueiras e Horácio Reis comecem a surgir, porque, como é óbvio, não podem haver duas pessoas a encabeçar a mesma lista eleitoral.
Bombeiros da Lixa recebem donativo de associação de emigrantes de França
quinta-feira, agosto 24, 2006
Comentário da JS Felgueiras
Irrisório e desprezível é o facto de se atribuir este nosso gesto como um desafio à actual CP do PS. Esta nomeação apenas teve por parte dos membros da JS a mais sentida homenagem ao trabalho desenvolvido pelo camarada David Queirós. Quem ousa tentar desvirtuar este merecido reconhecimento denota total desconhecimento dos ideais socialistas, mas principalmente, da amizade, camaradagem e honestidade que existe no seio da JS Felgueiras. Isso sim, é uma afronta que jamais admitiremos. Esta nossa capacidade de sermos humanos diferencia-nos de outros.


