quarta-feira, maio 31, 2006

Convite para um cafezinho

Convido todos os colegas de todos os blogues de Felgueiras não anónimos e decentes para um cafezinho ainda esta semana, tais como o Sérgio Martins, o Hélder Quintela, PCR, Inácio Lemos, os afectos ao Bloco de Esquerda e todos os restantes cujos nomes não me lembro agora.
Apontem um local, um dia e uma hora.
Venham mais cinco!
Um abraço do
JCP

segunda-feira, maio 29, 2006

Recursos

Um dos 10 militantes do PS/Felgueiras que foram recentemente expulsos pelo Conselho Nacional de Jurisdição socialista, no culminar de processos disciplinares levantados em virtude de terem concorrido pelo movimento “Sempre Presente”, anda extremamente irritado com a sanção máxima prevista nos estatutos do PS – a expulsão – e já disse por aí, algures, que vai recorrer para os tribunais… imagine-se, civis! É que o dito Conselho de Jurisdição é a entidade máxima partidária, cujas decisões não são passíveis de recurso interno.
O referido membro do movimento “Sempre Presente” explicou melhor: “Vou para os tribunais civis. Se não me for dada razão em primeira instância, recorrei para o Tribunal Constitucional e, se for necessário, daqui apelo ainda para o Tribunal dos Direitos Humanos da Comunidade Europeia”. E o dito homem do “Sempre Presente” ainda adiantou: “Se for preciso, arrolarei como testemunha no processo Eduardo Ferro Rodrigues para dizer aos juízes por que motivo, aquando da sua liderança do PS, retirou a confiança política a Fátima Felgueiras e não a Paulo Pedroso. Quero que explique essa dualidade de critérios. Não tive alternativa: fui obrigado a concorrer contra o partido”.
Só que aqui há um pequeno pormenor: o dito elemento “Sempre Presente”, na altura das tomadas de posição de Ferro Rodrigues sobre Fátima Felgueiras e Paulo Pedroso, em 2003, estava ao lado da filosofia do então líder nacional do PS.
Voltas que o mundo dá!

PCR está de volta!

Caro amigo
Paulo da Cunha Ribeiro (PCR):

Até que enfim! Embora chateado, muito chateado, estás de volta. Um dia destes temos que ir beber um copo - já agora o convite é extensivo aos restantes colaboradores do "Felgueiras 2005".
Precisamos de trocar ideias.

Um abraço do
JCP

O Endividamento (I) (Cartoon, de Paulo)

O Endividamento (II) (Cartoon, de Paulo)

domingo, maio 28, 2006

Pegunte ao "Jesus Decoded"

Está online a versão portuguesa de Jesus Decoded (www.jesusdecoded.com), que é o "site" que a Conferência Episcopal dos EUA criou como primeiro acesso à informação sobre os temas suscitados pelo livro "O Código de Da Vinci", de Dan Brown. Há um espaço neste "site" para quem quiser colocar perguntas.
O financiamento para este "site" da web foi providenciado pela Catholic Communication Campaign.
Como se vê, o DIÁRIO DE FELGUEIRAS está atento ao debate de ideias.

Dependência

O DIÁRIO DE FELGUEIRAS, apoiado em várias fontes, está em condições de avançar que um jornal de grande expansão no Vale do Sousa recebeu a proposta de um movimento político de Felgueiras no sentido de ser criada em Margaride uma dependência desse jornal (é isso mesmo: “dependência” e não “independência”).
As mesmas fontes garantem que o suporte económico para o “alargamento territorial” do referido órgão de informação será financiado, em grande substância, pelos elementos mais influentes do falado movimento político.

Eduardo Teixeira vai dar entrevista

Eduardo Teixeira (PSD) dá hoje uma entrevista à Rádio Felgueiras (RF), entre as 12 e as 13 horas, sobre assuntos da vida política local, num programa de Carlos Diogo.

sábado, maio 27, 2006

Trabalho infantil em Felgueiras

Trabalho infantil: Crianças de Felgueiras cosem sapatos para a Zara - Expresso

Lisboa, 27 Mai (Lusa) - Crianças portuguesas da zona de Felgueiras cosem sapatos à mão em casa para uma fábrica sub-contratada pela cadeia de lojas Zara, da multinacional galega Inditex, revela hoje o semanário Expresso.
Segundo o semanário, que ilustra com fotografias e refere ter assistido "a este tipo de trabalhos manuais, feitos por toda a família, em condições desumanas", o fenómeno "alastra-se por várias freguesias rurais de Felgueiras, muito afectadas pelo desemprego".
O semanário apresenta o caso de dois irmãos de 11 e 14 anos que costuram com a restante família dezenas de sapatos de Verão para a Zara, recebendo 40 cêntimos por cada par cosido à mão, completando entre 100 a 160 sapatos por dia.
Contactado pelo jornal, o gabinete de comunicação do grupo Inditex, a que pertence a Zara, considera o caso como "gravíssimo", lembrando que a empresa tem "um código de conduta muito rígido, que proíbe o trabalho infantil" nas empresas que contrata.
O número de série dos sapatos que as duas crianças cosiam, fotografados pelo Expresso, permitiu identificar que tinham sido produzidos por uma fábrica de Felgueiras, que no ano passado sofreu uma auditoria por parte da multinacional, que não revelou nada de errado.
"A ser verdade, a Inditex será implacável. Essa fábrica deixará de trabalhar para o nosso grupo", afirmou o chefe do gabinete de comunicação do grupo, salientando que só no último ano "4.000 empresas deixaram de trabalhar para o grupo por violarem o código de conduta da empresa".
A mesma fonte acrescentou que algumas das empresas encerradas são portuguesas, escusando-se a identificar quais.
O Expresso explica que o encerramento de calçado e têxteis do Norte do país têm obrigado muitas famílias a receber em casa lotes de calçado para coser, distribuído pela região por carrinhas de fábricas situadas entre Guimarães e Felgueiras, que depois volta para recolher sapatos já cosidos, entregando novo lote.
"Ganham miseravelmente, mas aquele, muitas vezes, é o único sustento", refere ao jornal José Guimarães, dirigente do Sindicato de Calçado em Guimarães.
O Expresso salienta que "não há dados oficiais sobre a quantidade de crianças envolvidas nesta tarefa" porque se torna "quase impossível fiscalizar quem trabalha na sua própria habitação".
O secretário de Estado do Emprego e da Formação Profissional, Fernando Medina, disse à Lusa a 11 de Maio que o trabalho infantil, flagelo que atinge milhões de crianças, está ultrapassado em Portugal, cujo desafio é agora elevar a escolaridade obrigatória para 12 anos.
Fernando Medina falava à Agência Lusa a propósito da conferência internacional sobre o combate à exploração do trabalho infantil no mundo da Língua Portuguesa, que decorreu em Lisboa, no qual foi apresentado o relatório da Organização Internacional de Trabalho, no qual não foi feita qualquer referência a Portugal.
De acordo com declarações de então do Secretário de Estado, Portugal já não se confronta com problemas de trabalho infantil no sentido clássico do termo, sendo este quase diminuto, limitando-se a casos pontuais no sector da agricultura numa perspectiva de ajuda à família depois da escola.
Segundo dados recentes da Inspecção-Geral de Trabalho (IGT), em 2005 foram detectados oito casos de menores em situação laboral ilegal, metade dos sinalizados em 2004.
Em 2004, na sequência de 11.755 visitas de fiscalização foram sinalizados 16 casos.
Só no último trimestre de 2005, a IGT sinalizou seis empresas que infringiram a lei laboral ao ter ao seu serviço menores de 16 anos e sem a escolaridade obrigatória.
Em 2003, adiantou, houve uma declaração positiva do Conselho da Europa sobre a evolução da situação portuguesa, tendo o país sido referenciado como um caso de sucesso na resolução do problema.
Um relatório da Organização Internacional do Trabalho apresentado em Maio revela que o trabalho infantil no mundo diminuiu 11 por cento, uma tendência que acontece pela primeira vez, embora na África subsaariana o número de crianças que trabalham continue a subir.
Segundo o documento, a Ásia é o continente com mais crianças trabalhadoras e a evolução mais positiva deu-se na América Latina e Caraíbas.
RCS.
Lusa/Fim

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