domingo, abril 30, 2006

"Senhora do Santo Oculto"

O DIÁRIO DE FELGUEIRAS (DF) conseguiu apurar que uma conceituada editora a nível nacional está a pressionar um “escrevedor” de Felgueiras no sentido de este trazer à estampa um romance já escrito, terminado em Dezembro último, intitulado “Senhora do Santo Oculto”, com mais de 300 páginas, que pode vir a ser um “best-seller” nacional.
O DF mais apurou que a referida obra, que nos foi dada a ler muito sigilosamente, é do agrado de três críticos literários convidados a darem um parecer conjunto. Trata-se de um enredo bem estudado, que tem Felgueiras como palco, cujas personagens se identificam com figuras da terra, não obstante surgirem com nomes trocados. A temática central é a corrupção instituída e as suas teias tentaculares: intrigas pessoais, desavenças partidárias, luta desleal pelos cargos públicos, encontros, desencontros, paixões, ódios, vingança, cobardia, vassalagem, amores, desamores, pequenos e grandes subornos.
O DF sabe que o autor tenciona (ou tencionava) publicar a obra apenas daqui a uns anos. Porém, a referida editora está a pressioná-lo a fazê-lo dentro de um prazo mais curto, ou seja, dentro da “agenda política”. Tudo dependerá dos desenvolvimentos futuros da história real.

sábado, abril 29, 2006

terça-feira, abril 25, 2006

Presidente da Câmara desmente ministro sem razão

Na sessão da Assembleia Municipal de Felgueiras realizada na passada quinta-feira, o PSD, pela voz do deputado João Sousa, questionou a Presidente da Câmara sobre o assunto que esteve subjacente à sua intervenção, cujo texto integral cedeu ao DIÁRIO DE FELGUEIRAS para publicação, gesto que agradecemos.
O DIÁRIO DE FELGUEIRAS não assistiu a essa reunião, mas, segundo o que nos foi comunicado, a Presidente da Câmara terá negado a existência de um Inquérito Extraordinário ao Município de Felgueiras por parte da IGAT e por decisão do ministro de Estado e da Administração Interna, António Costa. Fátima Felgueiras terá afirmado que não existe Inquérito algum; que o que existe é apenas uma invenção da Comunicação Social sobre o assunto.
Sobre as condições de trabalho, higiene e salubridade das instalações municipais que, em Novembro, foram impostas ao funcionário em causa, a autarca afirmou que a vistoria da Autoridade de Saúde aprovou o referido “posto” de trabalho.
O DIÁRIO DE FELGUEIRAS, ao escrever estas linhas, sabe que está a julgar em causa própria. Mesmo assim, sob o seu compromisso de palavra de honra, sempre gostou de contribuir para o esclarecimento da verdade dos factos, não os omitindo, por um lado, nem empolando-os, por outro.
Assim sendo, o DIÁRIO DE FELGUEIRAS vem esclarecer os senhores deputados da Assembleia Municipal do seguinte:

1 - O Inquérito, requerido pelo deputado do BE na AR João Teixeira Lopes, foi solicitado em Janeiro e ordenado por António Costa em Março, num tempo record e num teor de despacho surpreendentes, que mereceram o elogio de Teixeira Lopes. O requerimento do BE e a resposta de António Costa estão colocados no “site” da Assembleia da República, denominado "Parlamento". (http://www.parlamento.pt/). Clique aqui para ter acesso aos dois documentos colocados "online" no "site" da Assembleia da República
2.º - Sobre as conclusões da vistoria feita pela Autoridade de Saúde, as mesmas registam uma série infindável de falhas, insuficiências e deficiências quanto às condições de trabalho, que reprovam liminarmente aquele espaço como local de laboração. Aliás, segundo um vereador do PSD, a Senhora Presidente levou essas conclusões, há mais de um mês, a reunião de Câmara, mas fê-lo apenas verbalmente, para que o documento não ficasse registado em acta.

A seguir, publicamos o teor da supracitada intervenção, do deputado João Sousa na referida sessão da Assembleia Municipal.

Recentemente, tornou-se público que o Sr. Ministro da Administração Interna, Dr. António Costa, ordenou, através da IGAT, um inquérito extraordinário à Câmara Municipal de Felgueiras, acerca da situação a que está sujeito o funcionário da autarquia José Carlos Pereira. Trata-se de uma nova intervenção inspectiva do governo ao nosso município, com a agravante desta vez tratar-se de algo que parece ser inédito na história da democracia portuguesa. Depois de várias inspecções administrativas realizadas à Câmara ao longo de anos, acrescenta-se a investigação a uma alegada perseguição política e a uma situação sem paralelo, que tem assumido contornos cada vez mais gravosos. Tudo começou com alegados insultos que foram dirigidos a este funcionário no rescaldo dos resultados das últimas eleições autárquicas. Parece-nos estranho que não tenha sido instaurado um inquérito interno para apurar a situação, uma vez que se trata de um funcionário e de um autarca do município. Se tal aconteceu, parece-nos que tarda em aparecer o resultado do mesmo e estranha-se a evolução negativa e cada vez mais gravosa do caso, no que concerne à actuação da entidade Câmara para com o seu funcionário: transferência do funcionário para local sem condições, alheamento dos problemas de saúde do funcionário, problemas com faltas, suspensão do trabalho ao funcionário, convocação de junta médica. Todo este comportamento é considerado ainda mais estranho para quem conhece o funcionário em questão e que parece denotar um agudizar de uma situação, que parece querer transformar a vítima de um eventual insulto e abuso num vilão.
O PSD tomou posição em Comunicado emitido pela Comissão Política Concelhia; tomou posição pública na Rádio Felgueiras; na Assembleia Municipal, embora superficialmente, denunciando o que entendia ser um caso de perseguição política após as últimas autárquicas.
Posteriormente, através dos vereadores eleitos nas listas do PSD, foi feito um apelo ao bom senso, bem como um trabalho de sensibilização acerca desta situação. O PSD, a título de exemplo, em vez de se associar a uma conferência de imprensa do referido funcionário com a presença de vários partidos, optou pela via institucional e promoveu uma visita do delegado de saúde ao local.
Concluindo, interessa-nos a resolução desta situação e apelar ao bom senso e à sensibilidade da Sr.ª Presidente de Câmara. Queremos dar um contributo positivo, desta forma temos adoptado uma postura responsável e acreditamos ser possível alcançar a resolução deste problema.

João Sousa
2006-04-20

25 de Abril, sempre!





quinta-feira, abril 20, 2006

Agradecimento

O Diário de Felgueiras, na pessoa do seu autor, agradece a amabilidade do nosso colega Sérgio Martins, responsável pelo Felgueiras 2005, pela ajuda prestada.
Bem haja!
JCP

quarta-feira, abril 19, 2006

Pedido de ajuda

O Felgueiras 2005 pode-me informar o "caminho" de acesso às actas das reuniões do Executivo no "site" da Câmara Municipal? Já me fizeram o favor de me facultarem informação de lá retirada, mas, francamente, ainda não percebi como lá chegar. Clico em "órgãos autárquicos" e, de seguida, em "Câmara Municipal" e não passo disso.
Antecipadamente, agradeço a ajuda.
JCP

Galeria de fotos sobre massacre

Há 500 anos, em Lisboa

Manuel António Pina

Ler no JN (19 de Abril)

Em 1506 já não havia oficialmente judeus em Portugal, tinham sido convertidos à força em "cristãos-novos". Mas o ódio mais antigo do Mundo, alimentado pela intolerância e pela ignorância, persistia surdamente em muitos corações. No dia 19 de Abril, domingo de Pascoela, faz hoje exactamente 500 anos, bandos conduzidos por frades do convento de S. Domingos, em Lisboa, transportando crucifixos e prometendo cem dias de absolvição a quem matasse um judeu, "começaram (a descrição vem em Damião de Góis) a matar todos os cristãos-novos que achavam pelas ruas, e os corpos mortos, e os meio vivos, lançavam e queimavam em fogueiras que tinham feitas na Ribeira e no Rossio". A matança prosseguiu nos dias seguintes, durante os quais foram chacinadas mais de 4 mil pessoas, velhos e novos, homens, mulheres, arrancados de suas casas e lançados em fogueiras. "Era tamanha a crueza - conta Damião de Góis - que até nos meninos e nas crianças que estavam no berço a executavam, tomando-os pelas pernas fendendo-os em pedaços e esborrachando-os de arremesso nas paredes". O holocausto, cuidadosamente apagado dos livros de História, durou três dias. Os herdeiros dos assassinos continuam ainda hoje à solta por aí e por isso é que lembrar é preciso