quarta-feira, abril 05, 2006

Padre Max e um crime sem castigo

É com imensa honra que reproduzimos, neste blog, o depoimento do nosso amigo Padre Mário de Oliveira - mais conhecido por Padre Mário da Lixa - na passagem do 30.º aniversário do assassinato do Padre Max, ocorrido em 2 de Abril de 1976. Este texto encontra-se transcrito no diário digital do seu autor.
Estamos perante duas figuras controversas da Igreja Católica, da escola de padres saídos do Vaticano II, tendo estes enveredado por um caminho mais radical e libertário. Concorde-se ou não com as suas ideias e práticas de vida por si traçadas, é com a devida vénia que transcrevemos o referido texto, tanto mais pelo facto de reconhecermos nestes dois homens, muito iguais entre si, verticalidade, coerência e honestidade intelectual.
O PREC já tinha terminado, em 25 de Novembro de 1975. Para uns, este período foi balbúrdia; para outros, uma permanente festa de rebeldia e utopia. Temos de respeitar as duas opiniões. Porém, a história de Portugal não deverá esquecer que pelo caminho há um crime sobre o qual ficou por fazer-se justiça.


O convite chegou-me dos promotores da sessão pública no Porto (Cooperativa Árvore), em Memória do Pe. Maximino e de Maria de Lurdes, assassinados à bomba há trinta anos. O convite só me foi formulado na passada 5.ª feira, 30 de Março e a sessão foi ontem, 1 de Abril, à noite. Mesmo assim, aceitei. Era o dia do almoço solidário com o Barracão de Cultura, mas, por mais que este se prolongasse pela tarde dentro, deveria dar tempo para eu poder ir ao Porto, partilhar de viva voz o meu indignado e desassombrado testemunho pessoal. Um testemunho com Sopro, como convém nestas iniciativas, pois só onde o Sopro de Jesus acontecer é que há verdadeiramente Evangelho ou Boa Notícia de Deus aos pobres, às vítimas e má notícia aos seus opressores e fabricadores. Por pouco não chegava a tempo. O convívio cultural e espiritual no pós-almoço foi tão intenso e tão único e tão cheio do Sopro de Jesus libertador, que nem demos pelas horas a passar. Tive que ir a correr para o Porto, por auto-estrada, para poder chegar a horas. Valeu a pena esta entrega à vida e às causas da vida. No final do dia, estava exausto, mas incrivelmente feliz. Na sessão, fui encontrar na mesa de intervenientes, onde também tive que me sentar, o meu querido Amigo e companheiro Mário Brochado Coelho, que já não via há bastante tempo, ainda que sempre esteja em comunhão viva com ele e ele comigo. O Jornal Fraternizar que ele recebe, desde o princípio, faz a ponte entre nós e alimenta a relação fraterna que nos faz ser mais humanos. O meu último livro, Na companhia de Jesus e de Ateus, também foi adquirido por ele e digerido. O que nos torna cada vez mais irmãos no Espírito e nas Causas. Fiquei edificado com a sua intervenção na sessão, feita logo a seguir à minha. E pedi-lhe, à despedida, que não deixasse de escrever tudo o que sabe (e muito é!) sobre o Padre Maximino e o processo judicial. O país precisa de saber o que anda por aí de desonestidade intelectual e moral, de cobardia e de crime encapotado. A morte do Pe. Maximino é um sinal de contradição que veio revelar o podre de muitos corações e monstruoso de muitas vidas aparentemente normais. Partilho, a seguir, na íntegra, as palavras que preparei para a dizer na sessão. Deixem-se tocar por elas, sobretudo, pela força libertadora do Sopro que as atravessa. Eis.

1. Foi já há 30 anos que os mataram à bomba, ao Pe. Maximino e à estudante Maria de Lurdes que vinha com ele das aulas que ambos davam à noite a trabalhadores na Cumieira, nas proximidades de Vila Real. Mas o crime continua aí em carne viva. E a clamar por justiça.

2. Não escutar semelhante clamor que se levanta do chão de Portugal e daqueles dois corpos jovens destroçados pela bomba é um outro crime não menos hediondo que o de há 30 anos. Ora, um país cuja História seja tecida de crimes e de sangue de vítimas inocentes que clamam, em vão, por justiça será sempre um país sem remissão, sem dignidade, sem humanidade, mais pesadelo do que comunhão. E tal tem sido o nosso país, apesar de Abril, um Portugal de pequeninos e de chico-espertos a caminho da cauda da Europa, um país de consumidores compulsivos de novelas e de futebol e de Religiões, cada qual a mais esotérica e exploradora, um país de apostadores compulsivos nos jogos da santa casa (quando a casa mãe de todos os jogos a dinheiro é santa, porque não há-de ser santo, e santo subito, o fatimista papa João Paulo II, cujo longo pontificado não deixou pedra sobre pedra do promissor e revolucionário Concílio Vaticano II?)

3. O pior é que quando não nos atrevemos a ser e a viver como seres humanos, depressa ultrapassamos as bestas em inumanidade e em crueldade. Por mais que nos enfeitemos de beatos e de santos, e de outros títulos secularizados cheios de pompa e de circunstância. Aliás, os títulos só assentam bem em quem tem montes de inumanidade a esconder e mãos cheias de sangue a disfarçar. Aos seres humanos com espinha dorsal e frontalidade, os títulos só atrapalham e depressa ficam pelo caminho, com os seus portadores a ser excomungados e votados ao ostracismo. É assim: Ou somos irmãos e companheiros e comportamo-nos como tal todos os dias, ou constituímo-nos em inimigos dos demais. Quem não se faz próximo dos que sofrem e estão para aí votados ao ostracismo torna-se um aborto humano. Pode não matar, não roubar, nem destruir, mas dele não se poderá dizer que é um ser humano integral. Ser mulher, ser homem a valer é comprometer-se com os demais, até que todos sejamos gente. Não se trata de subir, de fazer carreira dentro do Sistema e desta Ordem Mundial intrinsecamente perversos. Trata-se de descer para se chegar a ser. Quando nos promovem e, assim, nos distanciam dos últimos e das vítimas, despromovem-nos em humanidade. A melhor receita para fazer um canalha é promovê-lo a chefe do bando e atafulhá-lo de privilégios e outras benesses. Na Igreja, é fazer de um cristão bispo. Na Sociedade é fazer de um político ministro. Na empresa, é fazer de um trabalhador patrão. Com o passar dos dias, veremos diminuir o ser humano e desenvolver-se um monstro, cada vez mais distante e arrogante na sua relação com os da base e todo mesuras e salamaleque na sua relação com os do vértice da pirâmide que são também os donos de D. Dinheiro.

4. A menos que sejamos como o nosso querido Maximino mártir. Padre, mas com uma salutar prática quotidiana de anti-padre. Padre, mas com coração e braços e cabeça e mãos e pés e corpo de irmão e de companheiro. Escandalosamente próximo das pessoas da base e longe dos templos e dos altares. Sobretudo, longe dos privilégios que a batina e a estola sempre dão a quem se apresenta vestido/disfarçado com uma e com outra. Com ele, aprendemos que podemos assumir serviços, nunca privilégios. Os privilégios corrompem e acabam por fazer desaparecer o ser humano. Ou recusamos os privilégios que o Poder faz questão de conferir a quem exerce determinada função, ou tornamo-nos progressivamente menos humanos. Por isso, quando não nos deixam recusar os privilégios inerentes à função, só nos resta recusar a função. Se a aceitamos, assinamos nesse instante, o nosso próprio processo de despromoção de ser humano, para nos tornarmos progressivamente um funcionário do Sistema e do Dinheiro mais ou menos subserviente.

5. Na sua rebeldia e juventude, o Padre Maximino nunca se deixou enrolar. O seu jeito de ser padre era o seu jeito de ser homem. Como um menino. Atrevido. Indomável. Alegre. Gaiato. Solidário. Desprendido. Pobre. Comprometido. Insubornável. Dissidente. No Sistema, mas sem ser do Sistema. No Sistema, mas para o fazer implodir, nunca para se aproveitar dele. Um padre-para-os-demais. Para que os demais crescessem como pessoas, como seres humanos, em toda a sua originalidade e em toda a sua graça e verdade.

6. Não lhe perdoaram semelhante ser e viver. Tentaram domesticá-lo. Funcionalizá-lo. Clericalizá-lo. Em vão. Onde ele estivesse, estava o Sopro, o Vento, o Espírito. Ainda hoje, trinta anos depois, o seu nome continua a ser maldito. Como Jesus, o de Nazaré (não se iludam. O que hoje é por aí o mais bendito de todos os nomes não é Jesus o de Nazaré crucificado pelo Império e pelo Templo do seu país; é um Jesus light, habilmente reciclado pelo Império de Roma e pela Igreja católica romana que lhe sucedeu). Aliás, a morte violenta com que executaram o Pe. Maximino deixou bem claro urbi et orbi que padres assim nunca mais. A sua curta mas intensa vida histórica deveria ser bênção, exemplo a seguir, alfobre. E é maldição, vergonha, terreno maninho. Os bispos e a Igreja institucional tiveram e têm nojo dele. Nenhum deles apareceu a dar a cara no seu funeral. E hoje, trinta anos depois, continuam aí todos a ter vergonha de pronunciar o seu nome. É como se ele nunca tivesse existido.

7. E, no entanto, é de homens e de mulheres como o pe. Maximino que o nosso mundo precisa. Padres (e homens/mulheres) misseiros e funcionários do religioso, sempre tivemos que bastasse, séculos e séculos. E bispos também. E papas. Hoje, são menos em número, pelo menos os padres (ainda não há crise de vocações para bispo nem para papa!...), mas ainda são demais. Um só que seja e já é demais. Do que precisamos é de padres/presbíteros (homens/mulheres) que sejam seres humanos, irmãos e companheiros dos da base, pais com entranhas de mãe, com cabeça e mãos de parteira, que na relação com os demais ajudem a vir à luz o ser humano que anda em gestação em cada mulher, em cada homem que veio a este mundo. E que corre o risco de abortar e nunca chegar a vir à luz. Porque o Sistema da Alienação e da Mentira trabalha dia e noite, sem fins de semana e sem férias, para fazer abortar todos os que um dia nasceram neste mundo. O Sistema sabe que lá onde houver seres humanos a valer não há lugar para ele. Nem futuro! Por isso tudo faz para que nunca cheguem a ser seres humanos. Fiquem abortos, sempre.

8. Trinta anos depois do assassinato de Maria de Lurdes e do Pe. Maximino, a Igreja a que pertenço e a que eles pertenceram continua aí gritantemente calada. Envergonhada. Sem audácia para se rever no Pe. Maximino. Sem audácia para fazer dele o paradigma de padre/presbítero para o século XXI. Ainda em vida, atirou-o cruelmente para a valeta, quando foi por ele informada que iria fazer da Política (não do Poder!) a sua Intervenção e a sua Eucaristia. Em lugar de o apoiar e reforçar a comunhão fraterna com ele, abandonou-o às feras. Foi como dizer aos seus inimigos: podeis fazer com ele o que quiserdes, que nós não diremos uma palavra, nem esboçaremos um gesto. Ou, pior ainda: podeis cometer o hediondo crime de o matar pelas costas, à falsa fé, que nós jamais condenaremos esse crime. Pelo contrário, esse crime constituirá até um alívio. Para o país. E também para a Igreja institucional que nós, bispos católicos, somos.

9. O terreno ficou livre e a descoberto. E os inimigos do Pe. Maximino puderam avançar e matá-lo à vontade. Provavelmente, terão celebrado festivamente a sua morte. Pela calada. Numa liturgia inumana como eles. E com a bênção de algum cónego de nomeada e de algum bispo residencial. Não é verdade que também os sumos sacerdotes Anãs e Caifás, em Jerusalém, no tempo de Jesus, celebraram festivamente a sua morte violenta na cruz?

10. E agora? Trinta anos depois, tudo está consumado. Está? Não, não está! Tudo está apodrecido. Trinta anos depois, ele é corrupção por toda a banda. Ele é hipocrisia e mentira a jorros. Ele é Idolatria sem limites. O senhor D. Dinheiro não tem mãos a medir para atender tanta clientela. Como país, vamos a pique para o abismo, agora com Cavaco e Sócrates ao leme. Silenciaram os poetas e os profetas. Mataram o Debate. Nos seus medos da Liberdade e da Responsabilidade e na mais completa subserviência ao grande Capital (Às suas ordens, mau Capital, diz a manchete do último FRATERNIZAR!), esta dupla de dirigentes sem entranhas de humanidade tem o condão de tornar as almas das portuguesas, dos portugueses ainda mais pequenas. Até quando? Até quando nós consentirmos. Soprasse todos os dias em nós o Vento/Espírito que um dia fez acontecer e viver o Pe. Maximino e este país seria outro. Mas o que hoje sopra forte por aí é o Vento/Sopro de D. Dinheiro. Quem se atreve a resistir-lhe e a ser e a viver pobre até ao fim dos seus dias? Quem se atreve a ser ateu deste deus cruel que se alimenta de gente? Por mim, aqui estou, pobre, longe dos templos e dos altares, amigo, irmão e companheiro, no jeito do Pe. Maximino. Contem comigo para as novas clandestinidades que urge voltar a viver e para as novas conspirações que urge voltar a iniciar. Na companhia de Jesus e de ateus. E do Pe. Maximino e de Maria de Lurdes e de todos os outros mortos ressuscitados. Cuidem-se, porque os dias que vivemos são de chumbo. E é Inverno.

Mataram o Padre Max - 02 de Abril de 1976


Ler JORNAL DE NOTÍCIAS, de 02 de Abril
Ler JORNAL DE NOTÍCIAS, de 3 de Abril
Ler PÚBLICO, de 4 de Abril

"Mataram premeditadamente o padre Max,
mesmo sabendo que ele levava no carro uma jovem"

segunda-feira, abril 03, 2006

Festa de aniversário

Ler notícia no JORNAL DE NOTÍCIAS, de 1 de Abril

(...) O movimento "Sempre Presente" está a organizar, para o dia 22, uma festa de aniversário para Fátima Felgueiras. Trata-se de um mega-almoço, para cinco mil pessoas, no monte de Santa Quitéria.
A iniciativa insere-se no âmbito de uma série de eventos, que têm sido realizados nos últimos meses, tais como a peregrinação ao santuário de Fátima, em Fevereiro passado, e o jantar de 400 mulheres, nas comemorações do Dia da Mulher.
Na segunda-feira passada, o movimento convidou todos os presidentes de Junta do concelho (do PS e do PSD) para um encontro num restaurante.
Muitos autarcas pensavam que iam para jantar. Mas, chegados ao local, apenas foi foi dada, a cada um, uma caderneta de 100 bilhetes de acesso ao mega-almoço de aniversário de Fátima Felgueiras, no sentido de os venderem pelas localidades, a cinco euros cada. Alguns recusaram, mas a maioria já os anda a distribuir.

Nova composição da Concelhia do PS

Acabámos de receber os resultados oficiais das eleições para a nova Concelhia do PS/Felgueiras, que se realizaram na sexta-feira, e a lista dos nomes da nova composição da estrutura partidária.
Militantes: 340
Votantes: 219 (64%)
Nulos: 1 voto
Lista A - Inácio Lemos - 75 votos (34%)
Lista B - Eduardo Bragança - 143 votos (65%)
Composição da nova Comissão Política do PS/Felgueiras

PRESIDENTE:
EDUARDO ALBERTO L. BRAGANÇA DA CUNHA (LISTA B)

MEMBROS ELEITOS PELA LISTA B:
FRANCISCO JOSÉ NASCIMENTO ALMEIDA
MARIA DE LOURDES G. MOURA A. MARTINS
JOSÉ JÚLIO DA SILVA PEREIRA
EUGÉNIO SOUSA COSTA
MARIA FERNANDA SOUSA BORGES MACEDO
NUNO FERNANDO RODRIGUES B. CUNHA
JOSÉ CARLOS MESQUITA COSTA
LILIANA RAQUEL MENDONÇA COSTA
HELDER ADALBERTO C. QUINTELA TEIXEIRA
RUI JORGE OLIVEIRA DE FREITAS
LUCILIA MARIA BRAGANÇA MARTINS
MIGUEL JOAQUIM FERREIRA
ORLANDO ARLINDO MOTA QUEIRÓS
CLARA MARIA LOPES
ADÃO CÉSAR TEIXEIRA DE SOUSA
JORGE LUIS MARTINS SILVA
JOSÉLIA CARMO RIBEIRO CUNHA
JOSÉ CARLOS SANTOS LOPES
GASPAR JOSÉ TELES LOBO
MEMBROS ELEITOS PELA LISTA A:
MANUEL INÁCIO JESUS LEMOS
LUIZ ANTÓNIO MAGALHÃES CUNHA SIMÕES
MARIA MANUEL SILVA MARTINS
JOÃO FILIPE FERREIRA CARVALHO
ANDRÉ JOAQUIM SILVA PINTO
ROSA MARIA LOPES SAMPAIO
AGOSTINHO ARMÉNIO LOPES FERREIRA
JAIME RIBEIRO PEREIRA
SILVIA MANUEL VIEIRA QUEIROZ
JOSÉ TEIXEIRA SOUSA

As doze moções do novo líder da Concelhia do PS

1. Restituição do protagonismo e seu espaço de actuação aos militantes de base, assumindo que cada um representa uma mais valia intrínseca para a revitalização do Partido, pedindo-lhes, para tal, uma maior participação, empenho e intervenção na actividade política e social a desenvolver por esta Comissão Política Concelhia.

2. Abertura da sede concelhia, constituindo-a como local de tertúlia, debate, discussão abrangente, assim como espaço de cultura e lazer.
Criação de vida própria onde os militantes e outros cidadãos concelhios possam ter o seu espaço natural de convívio.

3. Tendo em conta a nova realidade político-social concelhia, é imperativa a reorganização do partido, de forma a dar uma resposta eficaz e cabal aos desafios que a mesma impõe.
Regeneração do quadro dirigente através de uma nova filosofia baseada na abertura, tolerância, responsabilidade, ética, e, essencialmente, muito trabalho, de forma a promover uma sistemática recuperação da base social do partido e sua consequente sedimentação e ancoragem.

4. Criação de células de auscultação política e social com reporte directo ao Secretário-Coordenador e versando áreas de actuação nos domínios do emprego, exclusão social, integração da primeira geração de emigrantes, discriminação e xenofobia, assim como a coordenação com as diversas instituições concelhias.

5. Criação de uma comissão de trabalho e acompanhamento dos autarcas de freguesia eleitos nas listas do PS, dando forma a um perfeito conhecimento e entendimento das preocupações, carências e dificuldades inerentes ao exercício do cargo e sua ligação às populações, promovendo uma continuidade intra-eleitoral por freguesia e consequente estratégia diferenciada a cada realidade.

6. A um grupo restrito saído do secretariado caberá a ligação, planificação, estratégia e execução política junto de todos os eleitos nas listas socialistas, quer à Assembleia Municipal, quer à Câmara Municipal.

7. A Comissão Política Concelhia terá a responsabilidade da linha orientadora e de rumo, a ser seguida com base na estratégia delineada e traçada no projecto e objectivos previamente acordados, sendo da competência dos eleitos a prossecução destas orientações e directrizes de forma a manter homogéneos o corpo socialista e o seu pensamento.

8. Ajustar uma nova política de reivindicação junto dos órgãos distritais e nacionais do PS, com base em interlocutores capazes, competentes e, essencialmente, credíveis, de forma a criar plataformas de influência junto dos mesmos órgãos.
Essas plataformas terão como objectivo final uma maior visibilidade e protagonismo, dos quais, desde sempre, foi e é merecedor o PS Felgueiras.

9. A todos será pedida uma política de exigência e de serviço. Iremos reformular, de forma reconstrutiva, a imagem do Partido Socialista e dos seus protagonistas. O sentimento de honra e orgulho, enquanto intervenientes políticos, serão recuperados. O ónus da falta de credibilidade e confiança com que se debate o PS Felgueiras será uma tarefa prioritária junto daqueles que sempre nos depositaram a sua confiança, (a população de Felgueiras), pelo que teremos de demonstrar estar à altura dos desafios...

10. Da heterogeneidade de pensamento, da mescla entre experiência e juventude, da disponibilidade, de uma nova entrega e, essencialmente, de muito trabalho, julgamos ser possível recuperar este partido do amorfismo, desmotivação, desmobilização, desmembramento e passividade. Com isso, procuraremos recuperar o capital de confiança granjeado por 30 anos de serviço do PS. Esse é um dos desígnios a que nos propomos e que, estamos certos, conseguiremos.

11. Criar uma dinâmica mobilizadora com base positiva. A crítica deverá ser utilizada sempre que for necessário, mas nunca como arma de arremesso, antes como elemento de ajuda, atitude construtiva e contribuição para a solução dos problemas.

12. Corporizaremos uma estratégia de renovação, nas ideias, nas atitudes e na postura do PS em relação à sociedade civil. O consubstanciamento desta renovação passará, inevitavelmente, por novos intérpretes e protagonistas, competentes, idóneos e com sentimento de entrega à causa pública, como factor essencial para a prossecução dos objectivos sustentadamente elencados.

Este é o repto que nos foi lançado pela nossa própria consciência. Estes são os desafios que nos propomos abraçar com a convicção e o empenho próprios de quem luta por causas. Esta é uma das provas que ainda nos faz mover e apela ao nosso espírito de sacríficio, reconstruindo desde as cinzas o edifício que é o PS Felgueiras. Será trabalho árduo e difícil, pelo que a contribuição de todos os militantes é essencial e crucial.
Apoiando este projecto, estamos convictos que promoverá um PS Felgueiras melhor e diferente, mais capaz, mais activo, mais participativo e, essencialmente, vitorioso.

Cartoon, de Rui P.

Luís Simões vai à Polícia Judiciária

Luís Simões, que foi n.º 2 da lista A, de Inácio Lemos, às eleições para a Comissão Política Concelhia do PS/Felgueiras, contactou a nossa redacção para informarmos que, hoje mesmo (segunda-feira), vai ao DIAP da Polícia Judiciária (PJ) do Porto para apresentar uma queixa-crime contra uma militante do partido, sua opositora, pertencente à lista B, por lhe ter mandado uma mensagem SMS, cujo teor Luís Simões repugna e abomina. Simões está tão irritado que, confessamos, quando nos exibiu a mensagem e o número de telemóvel remetente – n.º da suposta senhora –, estava disposto “a partir tudo”.
A mensagem, que terá sido mandada no sábado, dizia o seguinte: “Luís Simões, está interessado e empenhado em expulsar os amigos e apoiantes de Fátima Felgueiras. Quer dividir para reinar. Não respeita ninguém. É um dos responsáveis pela saída do Júlio Faria do Hospital. Perguntem ao M............" (não dizemos o nome, porque não é político).
Ó engenheiro, francamente! Por causa disto?! A PJ tem mais que fazer. Há mensagens bem piores. O JCP que o diga! Sabe o que diz o ditado? "Quem não come alho não cheira a ele".

domingo, abril 02, 2006

Desmentido de Filipe Carvalho

Boa tarde,

Serve a presente para desmentir a notícia publicada no seu blog com o título "Caneta de estilo na ponta".
1.º A mesa da Assembleia Geral tem desconhecimento de qualquer tipo de caneta diferente que possa ter sido usada;
2.º O local de voto tinha canetas, era desnecessário o uso de uma caneta individual;
3.º A contagem de votos foi feita pela mesa, pelos delegados das duas listas e pelo delegado da Federação do PS Porto. Foi feita uma contagem de votos e não uma análise minuciosa a cada boletim de voto;
4.º O voto é secreto e livre. Repudiámos qualquer tipo de tentativa de denegrir um acto eleitoral que decorreu na normalidade, com respeito por todos os camaradas e honrando todos os princípios da democracia e da liberdade de voto.
O presidente da mesa,
Filipe Carvalho
Caro amigo
Filipe Carvalho:
Desde já, os nossos respeitosos cumprimentos.
O DIÁRIO DE FELGUEIRAS, em nota de resposta ao seu desmentido/esclarecimento, começa por congratular-se e agradecer a forma civilizada e democrática como se dirigiu a nós, para repôr a sua versão dos factos. Aliás, teve a amabilidade de nos telefonar, antes de o enviar, para esclarecer que este texto não é uma afronta à pessoa do responsável deste blog, mas um desmentido em relação à fonte que deu origem à ao texo.
Porém, importará esclarecer o seguinte:
1.º - A fonte que nos informou é uma pessoa que, tal como Filipe Carvalho, esteve muito envolvida nas eleições da passada sexta-feira.
2.º - O post em causa não se trata propriamente de uma notícia; é mais um apontamento em tom de curiosidade, daqueles que às vezes lemos nos jornais e revistas fora do noticiário geral. Se fosse notícia propriamente dita, pode crer, que o autor da mesma teria confrontado alguns elementos da mesa da votação, nem que fosse em "off record", para confirmar o que nos foi trasmitido pela mesma fonte. Em todo o caso, entre os vários militantes que hoje mesmo nos contactaram sobre o assunto depois de terem lido o post, nenhum deles precisou que lhes perguntassem de quem se trata o homem com caneta de estilo na ponta. Todos foram unânimes.
3.º - O post em causa não põe, de maneira alguma, em causa o trabalho e o bom nome dos elementos que constituíram a mesa da votação nem a normalidade e a honestidade de todo o processo eleitoral. No mesmo sentido, não há da nossa parte - do DIÁRIO DE FELGUEIRAS - intenção de o denegrir.
5. º - O post em causa não afirma que houve uma "análise minuciosa a cada boletim de voto". Até porque, se a caneta é assim tão especial, poderá ver-se perceptivelmente, num âpice de tempo de dois ou três segundos, o tipo de tinta impresso.
Reiteramos os cumprimentos formulados.
JCP

Caneta de estilo na ponta

As eleições políticas internas em Felgueiras, para os órgãos colegiais, sempre acusaram episódios muito caricatos.
No dia da instalação da actual Assembleia Municipal, Em Outubro, no momento da votação para a escolha da mesa do mesmo hemiciclo, para a qual foi eleita Orlando Sousa, um autarca do PSD, mas ainda militante do PS, “rapou” do bolso o seu telemóvel com câmara fotográfica e tirou uma foto ao boletim de voto, para comprovar junto da bancada social-democrata que votou em Francisco Cunha. Na passada sexta-feira, nas eleições em que Eduardo Bragança “roubou” a liderança da Concelhia do PS a Inácio Lemos, houve quem se desse ao cuidado de verificar em que lista votou um destacado elemento do movimento “Sempre Presente”, membro da Assembleia Municipal. Disse-nos, ontem, um elemento que integrou a lista A, de Inácio Lemos: “Quem pensa que esse elemento do “Sempre Presente” votou no Inácio está muito bem enganado. Costuma usar uma caneta de estilo na ponta, que é coisa que os outros não usam. Conheço aquele tipo de tinta; o fulano em questão colocou a cruz na lista B”, de Eduardo Bragança. O nosso interlocutor esta fulo por causa dessa “traição”.
De facto, depois de Inácio Lemos, no dia da votação, ter dito à Comunicação Social que, se fosse reconduzido na liderança da Comissão Política do PS, iria abrir as portas para que Fátima Felgueiras regressasse ao partido, o voto desse destacado membro e fundador do movimento “Sempre Presente” na lista B, de duas uma: traiu Inácio Lemos ou anda a trair Fátima Felgueiras, ou aquele traiu esta ou esta traiu aquele.

sábado, abril 01, 2006

Presidente da Junta de Margaride demite-se

José Luís Marinho Martins, presidente da Junta de Freguesia de Margaride, acaba de pedir a demissão do cargo, invocando “fortes motivos particulares” para o fazer, apurou o DF ontem à noite..
Segundo cópia de uma carta que dirigiu, ontem, sexta-feira, por volta das 16 horas, à Assembleia de Freguesia – documento a que o DF teve acesso –, José Luís Martins começa por referir ter-lhe sido “imensamente gratificante ter presidido, durante vários mandatos, aos destinos da mais importante Junta de Freguesia do concelho”. Não esquecendo os “enormes sacrifícios verificados, principalmente nos primeiros anos”, o autarca demissionário congratula-se, “com satisfação e orgulho, por ter procedido à reestruturação administrativa dos serviços da Junta e à aquisição da sua sede”. E conclui: “Fica, portanto, um caminho aberto, mais amplo do que aquele que encontrei quando aqui cheguei, para o que ficar a governar esta freguesia. Certamente, não esquecerei quem me acompanhou ao longo dos anos. A estes e a todas as pessoas da freguesia, o meu muito obrigado”.
José Lemos é quem sucede José Luís Martins. Lemos, até agora secretário da Junta, foi o n.º 2 na lista do PSD nas últimas eleições autárquicas. Conquistaram a Junta em 1989, ano em que o PS preteriu José Cunha na sua lista, a favor de António José Bragança, que tinha como n.º 2 José da Silva Magalhães.
DESMENTIDO: Esta foi a nossa mentira de 1 de Abril