segunda-feira, outubro 03, 2005

Iniciativa de José Campos (II)

Iniciativa de José Campos

Centenas de pessoas assistiram ontem (2 de Outubro), nos jardins da Praça da República, bem no centro da cidade de Felgueiras, a uma demonstração de BTT organizada pelos dos jovens da campanha do PS-Felgueiras/José Campos.
A estrutura jovem da candidatura, dirigida pelo vice-campeão nacional de Downhill e da Taça de Portugal daquela especialidade, o felgueirense Cláudio Loureiro, trouxe a Felgueiras a adrenalina que envolve este tipo de provas, com saltos acrobáticos com bicicletas que a todos deliciaram.
...José Campos com banhos de multidão nas freguesias
Enquanto isso, o candidato do PS-Felgueiras à Câmara, José Campos, recebeu verdadeiros banhos de multidão nas freguesias por onde passou. O dia de ontem começou em Caramos, onde José Campos viu que, inequivocamente, a localidade está com ele e com a sua candidatura. Dali, rumou até Barrosas onde o apoio popular foi tanto que, as outras candidaturas que por lá também andavam, foram completamente "abafadas". O candidato do PS passou pela demonstração de BTT, dirigindo-se, depois, para Penacova e Torrados, onde recebeu um apoio entusiástico.
Mais tarde, no campo de futebol de Varziela, teve lugar uma festa-comício, onde José Campos deixou bem claro que, quando assumir o cargo de presidente de Câmara, estará sempre disponível para receber os presidentes de Junta, pois são eles os verdadeiros esteios do Poder Local.
Disse nunca ter fugido às suas responsabilidades, nem nunca ter abandonado os seus cargos, ao contrário de outras pessoas que se apresentam ao eleitorado. Uma ideia agarrada pelo candidato à Assembleia Municipal, Marques da Silva, que disse que Felgueiras não quer alguém à frente da Câmara "que às segundas, quartas e sextas seja portuguesa e que às terças, quintas e sábados, brasileira! Queremos um homem como José Campos que é um exemplo de vida. Um homem honesto e trabalhador, com obra feita em prol da comunidade".
Num local que se deveu ao empenho de José Campos enquanto vereador, os candidatos locais depositaram a sua confiança e esperança na vitória do PS, numa lista renovada, em que o actual presidente da autarquia, eleito pelo PS, vai dar o seu lugar a um jovem.
O dia terminou em Macieira da Lixa, com uma festa-comício, que constituiu mais um banho de multidão para José Campos.
(Fonte da informação e foto: "Por Felgueiras, Estamos Cá")

Marques Mendes esteve no sábado em Felgueiras




Santos Silva sublinha que Campos é o candidato do PS



Efeitos do furacão

No centro da cidade (fotos de Rosa Maria)


Cartoon

domingo, outubro 02, 2005

Santos Silva critica Fátima Felgueiras

Jantar-comício do PS-Felgueiras reuniu mais de mil pessoas e teve a presença de Santos Silva
- Atleta Fernanda Ribeiro, também, esteve presente


O dirigente nacional do PS e ministro dos Assuntos Parlamentares, Santos Silva, deixou ontem (1 de Outubro) bem claro, em Felgueiras, durante um jantar-comício da candidatura do PS/José Campos às próximas "autárquicas", que no dia 9 de Outubro há uma oportunidade única: "Felgueiras não vai eleger quem se vai sentar no banco dos tribunais uns dias depois. Porque é intolerável que quem está acusado use o voto para se defender".
Nesta acção de campanha, organizado pelas mulheres da candidatura, que decorreu na Quinta da Torre, e que contou com mais de mil pessoas, Santos Silva frisou que "As trinta pessoas idosas que aparecem nas televisões, com repetições até à náusea, a apoiar outra candidatura, não representam a população de Felgueiras".
Observando que não obstante o PS não ser uma marca industrial de que se possa registar a patente, salientou não haver qualquer tipo de dúvidas em relação à candidatura que representa o PS no concelho de Felgueiras: "O símbolo do PS aparece na candidatura de José Campos e só nesta candidatura".
E foi mais longe ao dizer que só o PS está em condições de evitar que Felgueiras passe por uma vergonha do próximo dia 9 de Outubro: "Nestas autárquicas em Felgueiras, só há duas hipóteses: ou votar no PS, em José Campos, ou na candidatura independente. Todos aqueles que não querem que a candidata desse movimento seja a próxima presidente de Câmara, devem votar no PS, em José Campos. Qualquer voto noutro partido, será um desperdício. Para Felgueiras não passar por uma vergonha no próximo dia 9, tem que votar no PS, em José Campos".
Sustentou o raciocínio com o facto de, em Felgueiras, existir "um problema de ética política", sendo por isso "que vem cá, no próximo dia 5 de Outubro, o presidente do PS, Dr. Almeida Santos, que não tem poder executivo, mas é a principal figura ética dentro do PS".
O candidato do PS à Câmara, José Campos, voltou a lembrar que a candidatura tem candidatos a todos os órgãos autárquicos, ao contrário da candidatura independente, que não concorre às Juntas de Freguesia. Disse não ter imposto condições a nenhum candidato, nem prometido benesses a ninguém: "Sou aquilo que sou. Nunca deixei ficar mal ninguém, nunca abandonei cargos a meio".
Em termos de propostas, recordou o manifesto à Câmara, denominado "A nossa ambição", que apelidou de "documento ambicioso, mas completamente concretizável" e que "espelha a minha forma de estar na vida e que reflecte o meu orgulho de poder estar ao serviço de Felgueiras e dos felgueirenses".
Neste jantar-comício, esteve presente o actual militante número 1 do PS-Felgueiras, que fundou em 1975 a secção, Valdemar Soares Ferreira Maciel, que fez questão de expressar publicamente o seu apoio a José Campos e à candidatura do PS.

O que eles disseram:
Fernando Marinho (candidato à Câmara e actual vereador): "Não devemos vender a alma ao diabo. Temos que continuar firmes e fiéis às nossas ideias, já que é pelos interesses de Felgueiras que nos batemos. O povo de Felgueiras não é parvo nem ignorante como querem fazer crer"
Torres Moreira (professor universitário e candidato à Assembleia Municipal): "Entre as mulheres há algumas que não são grande coisa. Felgueiras tem sido envergonhada no país e lá fora ao longo destes anos. Olham-nos de soslaio. Estamos aqui para provar o contrário. A razão está do lado do PS e de José Campos, que não quis dar tachos a ninguém. Socialistas são os que ficam, não os que saem. São aqueles que não dizem mal do partido"
Fernanda Ribeiro (atleta olímpica): "Em tudo o que me meto é para ganhar. Conheço o Prof. José Campos há muitos anos e esta é a candidatura vencedora em Felgueiras"
(Fonte da informação e fotos: "Por Felgueiras, Estamos Cá".)

sábado, outubro 01, 2005

Autocarro de campanha de Fátima Felgueiras

Mais de um terço das câmaras sob investigação

Das 308 câmaras municipais do País, mais de um terço estão a ser investigadas pela Polícia Judiciária (PJ). Segundo dados recolhidos pelo DN, estão a correr na PJ 264 inquéritos, mais 41 averiguações preventivas sobre 124 autarquias locais. Os dados dizem respeito às investigações de todos os departamentos da PJ, sendo que os crimes mais frequentemente identificados passam por corrupção, peculato, tráfico de influências e abuso de poder, o que não significa que todos venham a ser alvo de uma acusação. Certo é que, nestas eleições, a maioria dos candidatos não colocou o discurso anticorrupção no topo das prioridades.
No âmbito da investigação criminal, há ainda um conjunto de denúncias anónimas que têm chegado, nos últimos meses, à PJ e ao Ministério Público, mas que estão a ser tratadas com a "devida prudência", segundo uma fonte contactada pelo DN, motivada pelo contexto de eleições autárquicas. Nestas incluem-se todo o tipo de situações desde denúncias por corrupção e desvios de dinheiro até relatos de furto de documentos nas autarquias. Apesar de a realidade ser considerada "preocupante" pela PJ, não só pelo número de processos mas também pelo seu conteúdo, os candidatos a presidentes de câmaras têm colocado de parte (ou relegado para segundo plano) um discurso firme de combate à corrupção. "Não é, de facto, um tema saliente nos discursos. Mas talvez o tema também não seja importante para as pessoas, porque se fosse os candidatos falavam nele", disse ao DN o investigador da Universidade Católica André Freire, para quem Portugal não pode ser visto como um caso isolado. O politólogo recorda que, em Itália, Berlusconi também é alvo de suspeitas e até de inquéritos judiciais, mas a opinião pública ainda não deu sinais de "condenação".
Como explicar que candidatos como Avelino Ferreira Torres (condenado em primeira instância por crimes cometidos no âmbito das suas funções), Valentim Loureiro (arguido no processo "Apito Dourado"), Fátima Felgueiras (arguida no caso do "saco azul", e que passou mais de dois anos no Brasil para evitar a prisão preventiva) e Isaltino Morais (arguido num processo de suspeitas de fraude fiscal) ainda consigam granjear apoios, apesar do curriculum? "Acho que nem os próprios estão preocupados com isso", começa por dizer André Freire, considerando que a votação que estes candidatos obtiverem no dia 9 de Outubro reflectirá o grau de censura dos respectivos eleitorados aos comportamentos. No entanto, o politólogo admite que as sondagens até agora conhecidas fazem prever que os quatro obtenham bons resultados.
A questão, segundo Luís de Sousa, investigador do ISCTE (Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa), pode ainda envolver motivações pessoais do cidadão em relação aos comportamentos do candidato "Há também a hipocrisia: eu condeno fulano que meteu a filha de outro na câmara, mas se metesse o meu filho deixava de condenar. A opinião pública é muito fluida a condenar o fenómeno. A corrupção aos olhos da opinião pública é um camaleão. Veja-se a acumulação de benesses: condenou-se um ministro, mas ninguém se lembrou da quantidade de autarcas que acumulam o salário com empresas municipais e que têm outras benesses.""Há uma percepção de que a pequena corrupção é endémica à administração pública", considera, por sua vez, Francisca Van Dunem, procuradora-geral adjunta e coordenadora do Departamento de Investigação Penal de Lisboa (DIAP). Para a magistrada, há factores que acabam por potenciar os fenómenos de corrupção nas autarquias "Baixa formação e baixos salários dos funcionários, que se conjuga com a necessidade que as pessoas têm de recorrer às autarquias para resolver um sem- -número de assuntos."
É aqui que entra a pequena corrupção associada à burocracia. As "dificuldades" criadas pelo edifício burocrático da administração pública são um factor que potencia o fenómeno da pequena corrupção gratificações e outros presentes em troca de celeridade nos processos.
Seja como for, certo é que, apesar de o Ministério Público estar vinculado ao princípio da legalidade, como salientou ao DN o procurador Rosário Teixeira (ver edição de 11 de Agosto), as eleições autárquicas paralisaram as investigações em curso.
Mas em Portugal as estratégias de prevenção começam a dar os primeiros passos. A Direcção Central de Investigação da Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira (DCICCEF) emitiu um documento com orientações aos serviços públicos para a prevenção da corrupção. Ao DN, José Mouraz Lopes, responsável por aquela directoria, considerou que a iniciativa "tem tido uma excelente receptividade por parte dos organismos públicos", e são "imensos os pedidos de institutos públicos para dar a conhecer as orientações".
(DN, 01 de Outubro de 2005)